sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aquele balanço de sexta

Fim de semana LOTADO de atividades: amanhã, como em todo último sábado do mês, tem mutirão em uma área pública da SubLapa. O de amanhã é no Jaguaré (ver post mais para baixo) e a graça de mutirão é a seguinte: um monte de gente fazendo várias coisas juntos. Então quem gosta dessas coisas – eu adoro – vá lá, por favor! Como diz o convite oficial, “Traga livros para doar, crianças para brincar, força para ajudar!”. É na Praça General Porto Carreiro, perto do 850 da Presidente Altino. Começa às dez com Lian Gong e termina às 18:00 com uma projeção ao ar livre do filme “Os Doze Trabalhos”, do Ricardo Elias (sobre um dia na vida de um motoboy, muito bacana).

Amanhã também faremos uma inspeção no salão da galeria pluvial sob a Avenida Pompéia (se não chover...). E tem Ação Global no Pqe da Água Branca, com dezenas de serviços gratuitos para a população. Vou tentar estar lá às 14:00, qdo a Banda Operaria da Lapa vai se apresentar. (Achei fotos lindas deles em um Flickr: http://www.flickr.com/photos/camiloporto/3090772718/)

Tem encontro da Coordenação de Mulheres do PPS no Diretório Municipal; tem preparação das paredes de um beco aqui da Lapa para grafitagem... Tem reabertura da Biblioteca de Meio Ambiente no Parque da Aclimação. No domingo, tem festa de aniversario da Ceagesp.

E eu queria falar sobre o que TEVE aqui durante a semana que passou (e a anterior), mas se eu parar pra contar não consigo adiantar todo o resto que ainda preciso fazer antes de ir embora. Espero conseguir escrever depois.

Eventos, eventos e mais eventos

Isso é legal. Muito legal.

Chover e esfriar

29/05/2009 – (sexta-feira)

CONDIÇÕES DO TEMPO ÀS 15h45:
A grande cobertura de nuvens sobre a Capital paulista gerada pela passagem de uma frente fria deixou esta sexta-feira com temperatura máxima na casa dos 18ºC.

Os ventos úmidos que continuam soprando do oceano em direção ao Continente deixam uma sensação de frio durante todo o dia. Neste momento, faz 16,0ºC na estação meteorológica do Aeroporto de Congonhas, mas a sensação térmica é de 12,0ºC.

TENDÊNCIA:
Nesta noite e principalmente na próxima madrugada a temperatura cai ainda mais, com previsão de 14,0ºC, mas a sensação será de aproximadamente 10,0ºC no fim da madrugada e início da manhã. Para o final de semana são esperadas chuvas em forma de pancadas, porém com baixo volume. Uma nova frente fria passa pelo litoral do Sudeste no domingo e causa mais nuvens e ventos fortes do que chuvas significativas para a faixa leste do Estado de São Paulo. Na próxima semana a incursão de uma massa de ar frio de origem polar, faz despencar as temperaturas na Capital paulista. Em alguns bairros da Capital e cidades vizinhas da Grande São Paulo a temperatura fica abaixo dos 10,0ºC.

Meteorologia do CGE - Centro de Gerenciamento de Emergências

Amanhã! (Será possível que vai chover??)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Enquanto isso, no Tendal...









(E essa é apenas uma parte do que acontece lá em uma quarta-feira à tarde, ou em todas as tardes).

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ações e reclamações...

Nas últimas duas semanas, uma série de coisas que estavam encalacradas há semanas ou meses desencalacraram. O depósito final para a desapropriação do prédio do futuro Poupatempo está para cair na conta do antigo proprietário (se é que já não caiu). O patrocínio para o projeto do Parque Aldeinha está 99% certo. Alguns projetos da Operação Urbana estão avançando. Estamos fechando parceria com a PUC para uma série de atividades comunitárias. Fechamos um novo Termo de Cooperação (para “adoção” de uma área pública). Despachei com o presidente da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). O Idelt (Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente) continua disposto a realizar atividades de formação profissional, geração de renda e esporte com a comunidade debaixo do viaduto da Lapa, mesmo sabendo que daqui a alguns meses precisaremos interrompê-las para terminar a bendita reforma da estrutura. Revi boas idéias para a implantação de ciclovias com recursos privados (no mesmo esquema de adoção das praças). Fizemos uma reunião de Estado Maior sobre a área da favela Água Branca. Participamos da Feira da Vila Pompéia e demos os primeiros passos no projeto Riachos Perdidos.
E por aí vai.
Enquanto isso, os problemas continuam a todo vapor, é claro. Funcionário da Subprefeitura é flagrado se gabando de vender licença para ambulantes. Munícipes se queixando de mal atendimento, funcionários se queixando uns dos outros. O prédio da Sub precisando de reparos. Ambulantes implorando TPU. Ambulantes dando baile na fiscalização. Entulho se acumulando nos pontos viciados. Munícipes reclamando do “abandono” de áreas que nos matamos para tentar manter limpas e arrumadas. Munícipes detonam a Subprefeitura por não fazer coisas que não competem à Subprefeitura.
Mas não posso eu reclamar das reclamações... Afinal, estou aqui pra isso :o/. Também.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ainda os agentes vistores

Ontem à tarde recebemos um telefonema e, hoje de manhã, um representante do Sindicato dos Agentes Vistores para me advertir quanto ao erro cometido anteontem na entrevista à Bandeirantes.

O rapaz flagrado se gabando de arrumar licença para ambulantes mediante o pagamento de 3 mil reais era um AGENTE DE APOIO e não um AGENTE VISTOR.

Mas o noticiário e a população (e eu) acabamos usando sempre o mesmo termo: chamamos todo mundo de "fiscal" e pronto.

Em todo caso, no dia da entrevista, nem sei se eles, na rádio, disseram "fiscal" e eu automaticamente "corrigi" para "agente vistor" ou se já vinham usando a expressão o tempo todo.

O fato é que o Sindicato, como eu disse, produziu uma nota corrigindo a informação. Ok. Mas foi além: disse que agentes vistores não concedem licença nenhuma, porque essa não é atribuição deles. E que a confusão é muito comum, até mesmo dentro da administração pública - tanto é que a própria Subprefeita da Lapa foi "induzida a erro".

Aí pegou pesado.

Negócio é o seguinte: agente vistor não dá licença. Agente de apoio também não. Se um ou outro sair por aí prometendo conceder licença, alvará, permissão de uso ou o que quer que seja, os dois estarão sendo desonestos. Não pode dar e muito menos vender. E eu sei muito bem disso.

Eu achei que o funcionário flagrado prometendo o que não pode e não deve era agente vistor e não agente de apoio, só isso. Não me conformo que seja motivo para uma crítica do Sindicato quanto à minha "ignorância" quanto às atribuições de cada um.

E enquanto isso, o mundo inteiro continua se referindo a ele como "fiscal da Sub Lapa", o que coloca a Subprefeitura todinha na roda, não apenas essa ou aquela carreira. Vamos tratar de tentar fazer um trabalho mais honesto e não ficar "latindo pra árvore errada" (expressão inglesa que eu adoro).

terça-feira, 19 de maio de 2009

A desonestidade, a imagem e um erro meu

Ontem à noite, pouco antes de ir embora, recebi este email:

"Prezada Subprefeita,

Exerço o meu cargo de Agente Vistora desde 2002 e trabalho pautada na ética e no respeito ao cidadão.
No entanto, venho lamentar o episódio de vendas de TPU ocorrido na SPLA e ainda mais o fato de V. Sa. ter dito à imprensa que o funcionário envolvido com esta ilegalidade era um Agente Vistor, sendo que na verdade ele é um Agente de Apoio e este tipo de informação deveria ser de conhecimento do Gabinete.
Infelizmente este tipo de declaração denigre toda uma categoria que vem se esforçando para mostrar para a população o seu valor e o seu respeito.

Atenciosamente
".

Por incrível que pareça, depois de um dia de cão, essa mensagem foi uma das coisas que mais me incomodaram.

"Venho lamentar o episódio de vendas de TPU e ainda mais o fato de eu ter dito que o funcionário era um Agente Vistor"?? Ficou ela ofendida, fiquei eu "ainda mais".

Claro, eu me enganei - temos mais de 400 funcionários na Sub Lapa; eu soube que flagraram um deles se gabando de vender TPUs e disseram que era um agente vistor.

Não era. E se fosse?

Quer dizer, o fato de um agente vistor ser flagrado em conduta ilegal significa que todos não prestam?

Ou o fato de haver agentes vistores que trabalham de maneira correta (graças aos céus!) significa que não há os desonestos?

E por ele ser um agente de apoio - função totalmente diferente, diga-se - a categoria "agentes de apoio" está condenada perante a opinião pública?

Prezada Ana, eu errei e peço desculpas. Mas uma categoria não é "denegrida" assim, por um equívoco meu... Se, por exemplo, alguém disser que um "vereador do Paraná" dirigiu bêbado e matou um jovem, os vereadores vão se sentir agredidos: "Não foi um vereador, foi um deputado! Assim fica difícil resgatar a credibilidade dos vereadores!"?

Entende o que eu quero dizer?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Um nome, um rosto, uma gravação - ótimo.

A Radio Bandeirantes veiculou, hoje de manhã, uma denúncia de corrupção relacionada ao comércio ambulante aqui na Lapa

Não posso dizer que estou surpresa – nem contrariada. Sabendo que existe corrupção (e é claro que existe!), quero mais é que apareçam dados que a exponham e permitam o seu combate de maneira mais efetiva. É muito difícil afastar ou punir alguém sem elementos concretos. Aliás, é altamente frustrante ter fortes suspeitas ou indícios de desonestidade e não conseguir uma mísera prova que os condene.

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Quando somos procurados por alguém dizendo “tenho uma denúncia”, me interesso imediatamente. Tendo nome, data, endereço, telefone, melhor ainda.... Se tivesse a possibilidade de colocar câmeras e microfones escondidos em toda parte, eu mesma o faria.

Às vezes lamento o fato de surgir uma denúncia e o próprio denunciante retirar o que disse ou omitir informação com medo de represálias. Vou atrás, me ofereço para marcar um café longe da Subprefeitura, peço para encaminhar anonimamente e nem assim consigo as informações necessárias.

Pra piorar, precisamos tomar cuidado com denúncias falsas – às vezes o alvo da acusação é justamente quem se recusa a participar de um esquema de corrupção... Todos conhecemos casos assim. Acontece com os próprios ambulantes: quem não paga propina pro fiscal é quem se ferra...


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Para procurar regularizar a situação de quem tem TPU, a Secretaria das Subprefeituras determinou a atualização cadastral de todos os ambulantes. Para manterem suas Permissões, teriam de comparecer pessoalmente com documentos pessoais, comprovante de pagamento das contribuições, etc.

Essa etapa foi cumprida. Agora, estamos em fase de análise da documentação. Por que? Para ver se ela realmente está em ordem; se não há fraudes nos próprios papéis e se a realidade da calçada bate com eles. Das 393 TPUs que em tese estavam em vigor, compareceram apenas 246 ambulantes. Essas centenas são os que agora passam por verificação.

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Enquanto isso, a fiscalização continua. Com operações especiais envolvendo nossas equipes, GCM e PM. Com mudanças de trajetos e de horários das equipes, para coibir o estabelecimento de laços indevidos entre agentes vistores e ambulantes. Mas é difícil dar conta de tudo – é muita gente, uma área muito grande, muita necessidade (que leva mais gente pra rua, especialmente em momentos de crise econômica) e muita desonestidade também.

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Quanto aos casos específicos citados na reportagem da Band: um deles diz respeito a uma mulher que mora há anos no nordeste e veio até São Paulo apenas para entregar os papéis e assinar a TPU. Chega a ser incrível pensar que alguém se disponha a isso por causa de uma barraca de comércio ambulante – imaginem como pode ser lucrativo! De todo modo, não temos como chegar a essa informação sem que haja uma denúncia – se a pessoa vem, entrega os papéis e assina, ela aparentemente está com tudo em ordem.

No caso dos “ajudantes”: os ambulantes sexagenários, deficientes com capacidade reduzida e com deficiência de natureza grave têm direito de indicar oficialmente uma pessoa para auxiliá-los na barraca, o que é justíssimo. Mas daí decorrem vários abusos...

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Por isso é tão difícil, às vezes, conciliar o aspecto humanitário com a estrita legalidade. Quando a prefeitura exige o comparecimento de um ambulante de um dia para o outro, parece cruel e arbitrário, mas é uma maneira de evitar a malandragem (de quem vem do Nordeste até aqui apenas para renovar a TPU, por exemplo). Quando cancela ou revoga uma TPU porque o ambulante não estava na barraca, também – mas o fato é que há muitos que abusam dessa possibilidade de ter um ajudante e viram mesmo terceirizadores de licença.

É duro, é muito duro... No universo dos ambulantes, tem gente extremamente necessitada, desesperada, que sai à rua com sua mercadoria porque quer sobreviver. Vai a um atacadista, compra suas bugigangas e vende onde der. Se tiverem outra oportunidade de trabalho, saem da rua imediatamente.

Outros tem “espírito empreendedor”; tem verdadeiramente vocação para serem autônomos. Não trocariam jamais o comércio ambulante por um emprego com crachá, uniforme, horário rigoroso, chefe... Preferem ganhar seus 700 reais por mês e poderem parar no meio dia para fumar um cigarrinho, sair mais cedo, chegar mais tarde... Mesmo que tenham de correr do rapa! Eu acompanhei pessoalmente um caso assim. Quis colocar o rapaz em uma equipe de jardinagem, e ele agradeceu: “Dá não, dona Soninha. Não vai prestar”. E foi embora chorando, triste porque tinham apreendido os brinquedinhos de corda que ele compra na 25 de março e vende sobre um caixotinho. Tão triste ele quanto eu.

Outros ganham muito, muito bem na rua. E, com a escolaridade e experiência profissional que tem, JAMAIS conseguiriam desempenhar outra atividade que rendesse os mesmos, digamos, cinco mil reais por mês.

E existe a bandidagem – quem vende mercadoria roubada, contrabandeada, falsificada... Quem usa o ponto para passar informações para batedores de carteira... Quem vende maconha ou cocaína... Quem aluga o ponto! Contra esses, não há alternativa: o remédio é repressão.

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Quem dera meu ÚNICO problema fosse ter um, dois ou meia dúzia de funcionários corruptos... Mas é um problema seríssimo, que piora todos os outros. Desde a poda de árvores (volta e meia aparece um esperto pedindo propina para fazer o serviço) até a aprovação de obras; da fiscalização do comércio ambulante à concessão de licenças de funcionamento. Não posso dizer que nada disso seja novidade – eu vim pra cá sabendo que enfrentar a desonestidade interna e externa seria um de meus maiores desafios. Mas tem horas que dá quase desespero; já disse que o título do meu próximo livro podia ser “2009, o ano em que tentaram me tapear”.

De todo modo, está melhorando, juro que está.

terça-feira, 12 de maio de 2009

São Paulo Reclama...

E reclama...
E ofende, e xinga, e acusa, calunia...
Arre.

Acompanhem - um caso entre mil outros:
(Carta enviada ao jornal o Estado de São Paulo e encaminhada pelo jornal para resposta da Subprefeitura)

"Estou mandando duas fotos com dois pedacinhos DA nossa praça abandonada pela sub DA ex-vereadora Soninha e do prefeito Kassab que gastou mais com publicidade do que com manutenção enquanto nós OS pagadores de impostos e altos salários a incompetentes temos que conviver com ratos, mosquitos inclusive o DA dengue que o prefeito diz combater com sua publicidade só que publicidade não rsolve o problema mas enche o cofre do caixa dois para as próximas eleições como todos ESTão cansados de saber.

Queremos que nosso dinheiro seja investido em favor DA comunidade e não para encher OS cofrinhos do partido e DA GW a produtora que trabalha para o governo e para prefeitura sem licitação a anos e todo mundo acha normal e o bandido é só Duda Mendonça e Marcos Valério. Vamos acabar com o mensalçao de São Paulo e a imprensa sabe de onde vem o dinheiro o esquema é o mesmo só que elles tomam mais cuidado na hora de meter a mão no nosso dinheiro.

Grima Grimaldi
Rua Aibi - Vila Ipojuca - rua sem saida e abandonada".


E o que aconteceu na rua Aibi?

"A limpeza da Praça Coronel Juvêncio de Menezes , localizada no final da rua AIBI, foi totalmente concluída em 27/04/09 . Durante o período dos trabalhos, o proprietário do terreno ao lado (nº 64 da referida praça), removeu indevidamente uma árvore de porte médio de sua propriedade e depositou tronco e galhos na área que estava sendo limpa. Nosso encarregado fotografou o fato e encaminhou a solicitação de multa para CPDU. Nossa CPDU autuará o infrator e esta subprefeitura fará a remoção.

A rua AIBI é varrida diariamente".


*******
Sobre dengue e publicidade: é muito importante saber que o "mosquito da dengue" se reproduz em qualquer pocinha de água limpa. No pratinho debaixo do vaso da samambaia, por exemplo. E não há exércitos de agentes vistores que dê conta de verificar cada pires, cada tampinha de garrafa, cada calha, cada bandeja de geladeira onde possa haver água limpa para reprodução do mosquito. Por isso, o mecanismo mais eficiente para combate à dengue é a divulgação maciça de informações corretas para a população, para que cada um atue como "agente vistor". Se só tivesse um caso no mundo em que gastar dinheiro público com publicidade fosse adequado, seria esse...

Hmpf.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Audiência Pública - Parque Villas Bôas

Aaaaaaaahhh

Os munícipes vão à loucura enquanto esperam ANOS por uma poda de árvore. Eu já passei por isso na rua onde eu morava (Prof. João Arruda, Perdizes). O vizinho cansou de pedir para cortarem a árvore em frente à casa dele, que estava podre. Um dia ela caiu...
Pois bem, eu sou munícipe e também vou à loucura com pedidos não atendidos há anos. E, como Subprefeita, fico doida com a quantidade de demandas acumuladas, que a gente não vence atender...
Pra piorar a situação, centenas de podas ou remoções dependem do apoio da Eletropaulo, que precisa isolar/desligar a fiação para permitir que nossas equipes trabalhem com segurança.
"Centenas" NÃO É modo de dizer. Segue abaixo a lista que enviamos à Eletropaulo há algumas semanas, reiterando pedidos já feitos ao longo dos últimos anos:

Rua Apinages, 1460
Rua Apinages, 1444
Rua Apinages, 1081
Rua Apinages, 944
Rua Antonina, 138
Rua Avelino Gingo, 271
Rua Aimbere, 1832
Rua Aimbere, 1796
Rua Aimbere, 1473
Rua Aimbere, 899
Rua Aimbere, 775
Rua Aimbere, 717
Rua Aimbere, 713
Rua Aimbere, 461
Rua Aimbere, 457
Rua Araçatuba, 441
Rua Araçatuba, 505
Rua Arthur Pinto da Rocha, 27
Rua Antonio Nagib Ibrahim, 325
Rua Antonio Cubas, 100
Rua Antonio Mariz, 52
Rua Armando Brussuo, 80
Rua Augusto Teixeira, 366
Rua Aguanos, 205
Rua Aguanos, 250
Rua Aurélia, 1972
Rua Aurélia, 665
Rua Airosa Galvão x Rua Tanabi
Rua Airosa Galvão, 223
Rua Acurua, 459
Rua dos Aliados, 727
Rua dos Aliados, 735
Rua dos Aliados, 793
Rua dos Aliados, 751
Rua dos Aliados, 857
Rua Aquinios, 111
Rua Barão da Passagem com Rua Brigadeiro Gavião Peixoto
Rua Barão da Passagem com Rua Tomé de Souza
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 32
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 60
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 64
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 76
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 194
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 228
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 220
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 240
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 250
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 552
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 588
Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 757
Rua Bartolomeu Bueno, 64
Rua Bocaina, 46
Rua Bocaina, 63
Rua Barão da Passagem, 1228
Rua Barão da Passagem, 1143
Rua Barão da Passagem, 1330
Rua Barão da Passagem, 1241
Rua Barão da Passagem, 1168
Rua Barão da Passagem, 1156
Rua Barão da Passagem, 1039
Rua Barão da Passagem, 926
Rua Barão da Passagem, 849
Rua Barão da Passagem, 756
Rua Barão da Passagem, 722
Rua Barão da Passagem, 423
Rua Barão da Passagem, 264
Rua Barão da Passagem, 38
Rua Barão de Sergi, 59
Rua Barão de São Gabriel, 122
Rua Barão de Jundiaí, 459
Rua Barão de Jundiaí, 429
Rua Barão de Jundiaí, 471
Rua Bartira, 1430
Rua Bartira, 387
Rua Bartira, 373(lado oposto)
Rua Bartira, 351
Rua Bartira, 243
Rua Bartira, 85
Rua Bartira, 69
Rua Bartolomeu Bueno x Rua Martins de Campos
Rua Bartolomeu Bueno, 143
Rua Bartolomeu Paes, 187
Rua Bartolomeu Paes, 43
Rua Brentano, 414
Rua Brentano, 307
Rua Belmonte, 248
Rua Belmonte, 249
Rua Belmonte, 626
Rua Belmonte, 776
Rua Belmonte, 775
Rua Belmonte, 957
Av. Bolonha, 34
Av. Bolonha, 50
Av. Bolonha, 74
Av. Bolonha, 78
Av. Bolonha (canteiro central)
Rua do Bosque, 1951
Rua Blumenau, 185
Rua Barcelona, 1059
Rua Carlos Weber, 64
Rua Carlos Weber, 1878
Rua Coriolano, 33
Rua Coriolano, 231
Rua Coriolano, 247
Rua Coriolano, 577
Rua Coriolano, 853
Rua Carlos Vicari, 289
Rua Catão, 203
Rua Catão, 204
Rua Catão, 723
Rua Catão, 763
Rua Catão, 941
Rua Catão, 1213
Rua Catão, 1127
Rua Caiubi, 1329
Rua Catalão, 152
Rua Catalão, 218
Rua Catalão, 264
Rua Catalão, 1140
Rua Catalão com Rua Duartina
Rua Catalunha, 405
Rua Cardoso de Almeida, 1165
Rua Cardoso de Almeida com Av. Dr. Arnaldo
Rua Cajaiba, 207
Rua Cajaiba, 215
Rua Cajaiba, 1038
Rua Cajaiba, 1087
Rua Caraíbas, 386
Rua Caraíbas, 622
Rua Caraíbas, 749
Rua Caraíbas, 1184
Rua Cayowaa, 733
Rua Cayowaa, 749
Rua Cayowaa, 999
Rua Cayowaa, 1005
Rua Cayowaa, 1027
Rua Cayowaa, 1037
Rua Cayowaa, 1346
Rua Cayowaa, 1742
Rua Cayowaa, 1743
Rua Cayowaa, 2029
Rua Cayowaa, 2197
Rua Cuevas, 377
Rua Clélia, 33
Rua Clélia, 73
Rua Clélia, 93
Rua Clélia, 156
Rua Clélia, 263
Rua Clélia, 321
Rua Clélia, 327
Rua Clélia, 334
Rua Clélia, 336
Rua Clélia, 371
Rua Clélia, 481
Rua Clélia, 683
Rua Clélia, 701
Rua Clélia, 714
Rua Clélia, 722
Rua Clélia, 888
Rua Clélia, 1287
Rua Clélia, 1377
Rua Clélia, 1580
Rua Clélia, 1613
Rua Clélia, 1619
Rua Clélia, 1679
Rua Clélia, 1697
Rua Clélia, 1699
Rua Camilo, 253
Rua Camilo com Rua Caio Graco
Praça Conde Francisco Matarazzo
Rua Capitão Garcindo, 17
Rua Capitão Garcindo, 41
Rua Coriolano, 29
Rua Coriolano, 33
Rua Coriolano, 35
Rua Coriolano, 53
Rua Coriolano, 63
Rua Coriolano, 247
Rua Coriolano, 271
Rua Coriolano, 300
Rua Coriolano, 351
Rua Coriolano, 983
Rua Coriolano, 1139
Rua Coriolano, 1306
Rua Coriolano, 1837
Rua Coriolano, 1855
Rua Coriolano, 2109
Rua Coriolano, 2119
Rua Cordilheira, 303
Rua Coronel Melo de Oliveira, 398
Rua Coronel Melo de Oliveira, 404
Rua Coronel Melo de Oliveira, 464
Rua Coronel Melo de Oliveira, 524
Rua Coronel Melo de Oliveira, 535
Rua Coronel Melo de Oliveira, 1053
Rua Coronel Melo de Oliveira, 1057
Rua Cons. Fernandes Torres, 21
Rua Caetés, 84
Rua Caetés, 763
Rua Caetés, 765
Rua Constança, 19
Rua Constança, 29
Rua Constança, 63
Rua Constança, 73
Rua Constança, 91
Rua Constança, 97
Rua Campevas, 599
Rua Campevas, 601
Rua Cardoso de Almeida, 1414
Rua Capital Federal, 29
Rua Capital Federal, 33
Rua Capital Federal, 163
Rua Capital Federal, 305
Rua Capital Federal, 341
Rua Capital Federal, 703
Rua Capital Federal, 717
Rua Crasso, 50
Rua Croata, 40
Rua Croata, 111
Rua Croata, 114
Rua Croata, 356
Rua Croata, 440
Rua Coroados, 25
Rua Cuxipones, 124
Rua Camacam, 369
Rua Camacam, 371
Rua Camacam, 375
Rua Camacam, 423
Rua Camacam, 615
Rua Comendador de Souza, 251
Rua Campo Grande, 365
Rua Corientes, 135
Rua Columbus, 171
Rua Columbus, 185
Rua Columbus, 195
Rua Curupaiti, 135
Rua Dr. Candido Espinheira, 250
Rua Dr. Candido Espinheira, 369
Rua Dr. Candido Espinheira, 375
Rua Dr. Candido Espinheira, 378
Rua Dr. Candido Espinheira, 383
Rua Dr. Candido Espinheira, 449
Rua Dr. Candido Espinheira, 473
Rua Dr. Candido Espinheira, 474
Rua Dr. Candido Espinheira, 850
Rua Dr. Candido Espinheira, 1061
Rua Dr. Augusto de Miranda nº 1107
Rua Dr. Alberto Torres nº 67
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 369
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 378
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 383
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 691
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 695
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 846
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 977
Rua Dr. Miranda de Azevedo, 1085
Rua Dr. Paulo Franco da Rocha, 721
Rua Dr. Abreu Sodré com Rua Traipu, 762
Rua Dr. Costa Junior, 259
Rua Dr. Costa Junior, 281
Rua Dr. Costa Junior, 447
Rua Dr. Adolpho Pinto, 94
Rua Dr. Adolpho Pinto, 132
Rua Dr. Nilo Gomes Dias, 170
Av. Dr Arnaldo, 2180
Av. Dr Arnaldo, 2233
Av. Dr Arnaldo, 2234
Av. Dr Arnaldo, 2264
Av. Dr Arnaldo, 2365
Av. Dr Arnaldo, 2391
Av. Dr Arnaldo, 2405
Av. Diogones Ribeiro Lima, 3532
Rua Desembargador do Vale, 173
Rua Diogo Ortiz, 235
Rua Diogo Ortiz, 261
Rua Duartina, 142
Rua Duartina, 152
Rua Duartina, 184
Rua Duartina, 246
Rua Duartina, 264
Rua Duarte da Costa, 22
Rua Duarte da Costa, 60
Rua Duarte da Costa, 59
Rua Duarte da Costa, 261
Rua Duarte da Costa, 611
Rua Duarte da Costa, 1214
Rua Dona Germaine Buchard, 77
Rua Diana, 235
Rua Diana, 531
Rua Dalton, 10
Rua Dalton, 26
Rua Dalton, 78
Rua Dalton, 82
Rua Dona Germaine Buchard, 352
Rua Dona Germaine Buchard, 386
Rua Domingos Rodrigues, 636
Emei Dona Leopoldina
Praça Dr. Luiz Trevisani
Praça Dom Ernesto de Paula
Rua Espartaco, 544
Rua Espartaco, 856
Rua Espartaco, 858
Rua Emilio Goeldi, 401
Rua Emilio Goeldi, 401 (lado oposto)
Rua Elias Francisco Miguel com Rua Ângelo Mononcelo
Rua Elias Francisco Miguel com Rua Ernesto Zuanella
Av. Embaixador Macedo Soares, 450
Av. Engenheiro Billings, 2185
Rua Engenheiro Francisco de Azevedo, 242
Rua Engenheiro Francisco de Azevedo, 673 com Rua Euclides de Andrade
Rua Elisabete Arbid Mitovy, 51
Rua Francisco Miguel com Rua Ângelo Menoncelo
Rua Francisco Miguel, 161
Rua Francisco Miguel, 181
Av. Francisco Matarazzo, 156
Av. Francisco Matarazzo, 969 (com Rua Costa Junior)
Rua Ferdinando Laboriau, 124
Rua Ferdinando Laboriau, 142
Rua Ferdinando Laboriau, 158
Rua Ferdinando Laboriau, 283
Rua Floresto Bandeschi, 138
Rua Floresto Bandeschi, 153
Rua Fábia, 87
Rua Faustolo, 592
Rua Faustolo, 600
Rua Faustolo, 604
Rua Faustolo, 1084
Rua Faustolo, 1648
Rua Faustolo Seringueira, 1720
Rua Frei Henrique de Coimbra, 02
Rua Frei Henrique de Coimbra, 26
Rua Fábia, 39
Rua Fábia, 59
Rua Fábia, 757
Rua Fábia, 757(lado oposto)
Rua Fábia, 439(com Rua Vespasiano)
Rua Francisco Ferrai, 44
Rua Frederico Wolf, 258
Rua Gal. Vitorino Monteiro, 473
Praça Geral Porto Carreiro
Rua Guiara, 385
Rua Guiara, 1087
Rua Gago Coutinho, 67
Rua Gago Coutinho, 331
Rua Gago Coutinho, 357
Rua Guaricanga, 239
Rua Guaricanga, 307
Rua Grajaú, 255
Rua Grajaú, 500
Rua Grajaú, 648
Rua Guimarães de Almeida, 31
Rua Guimarães de Almeida, 43
Rua Guimarães de Almeida, 81
Rua General Góis Monteiro, 650
Rua General Góis Monteiro, 660
Rua Gomes Freire, 42
Rua Guaipa, 1117
Rua George Schimit, 185
Rua Gustavo Teixeira, 366
Rua Heitor de Morais, 1201
Rua Homem de Melo, 843
Rua Heitor Penteado, 1420 ( com Rua Nestor Vitor)
Rua Húngara, 286
Rua Húngara, 188
Rua Húngara, 202
Rua Húngara, 250
Rua Húngara, 450
Rua Heitor Penteado com Rua Cayowaa
Rua Hassib Mofarrej, 205
Rua Herculano, 52
Rua Herculano, 30
Rua Itamarati, 109
Rua Itamarati, 204
Rua Iperoig, 203
Rua Iperoig, 611
Rua Itapicuru, 326
Rua Itapicuru, 811
Av. Imperatriz Leopoldina, 720
Praça Julio César, 20
Rua João Ramalho, 549
Rua Jaguaré, 313
Rua João Gomes Xavier, 84
Rua João Gomes Xavier, 102
Rua Joaquim Machado, 99
Rua Jose Ferreira Keffer, 381
Rua Jose de Freitas Guimarães, 209
Rua Jose de Freitas Guimarães, 437
Praça Joanopolis, 102
Rua Jose de Alencar Castelo Branco, 72
Rua Jhon Harrison, 599
Rua Joaquim Machado, 227
Rua João Tibiriçá, 172
Rua João Tibiriçá, 643
Av. Kenkiti Simomoto, 786
Rua Laurindo de Brito, 323
Rua Laurindo de Brito, 353
Rua Luis Pannaim, 205
Rua Lauro Muller, 12
Rua Lauro Muller, 234
Rua Lauro Muller, 230
Rua Laureano Fernandes Junior ( Praça Emilio Passetti)
Rua Lavradio, 34
Rua Mario, 116
Rua Mario, 122
Rua Monsenhor Domingos Casarini, 25
Rua Ministro Gastão Mesquita, 251
Rua Monte Alegre, 1724
Av. Mofarrej, 1500
Av. Mofarrej, 825
Av. Mofarrej, 810(lado oposto)
Rua Marcelina, 118
Rua Marcelina, 124
Rua Marcelina, 140
Rua Marcelina, 280
Rua Monte Alegre, 1605
Rua Monte Alegre, 957
Rua Monte Alegre, 961
Rua Monte Alegre, 687
Rua Marselha, 1180
Rua Marselha, 1101
Rua Marselha, 561
Rua Marselha, 553
Rua Marselha, 391
Rua Marselha, 227
Rua Marselha, 374
Rua Marselha, 1224
Rua Marselha, 33
Rua Miranda de Azevedo, 957
Rua Monte Verde, 95
Rua Monte Verde, 128
Rua Monteiro Melo, 555
Rua Manoel Bolto, 98
Rua Manoel Maria Tourinho, 241
Rua Minerva, 488
Rua Ministro Godoy, 195
Rua Ministro Godoy, 420
Rua Ministro Godoy, 437
Rua Mota Paes, 61
Rua Mota Paes, 85
Av. Mercedes, 1065
Rua Maracanã, 260
Av. Mutinga, 4855
Rua Marco Aurélio, 485
Rua Nestor Vitor x Rua Heitor Penteado
Rua Nestor Vitor x Rua Eng. Francisco de Azevedo
EMEI Noemia Ippólito
Rua Nossa senhora da Lapa, 233
Rua Nuna de Oliveira, 37
Rua Nanuque, 215
Rua Nanuque, 537
Av. Presidente Altino x Praça General Porto Carreiro
Rua Pirai, 90
Rua Pirai, 110
Rua Pirai, 156
Rua Pirai, 148
Rua Pirai, 240
Rua Piracuama, 262
Rua Ponta Porá, 431
Rua Padre Chico, 789
Rua Padre Caresia, 202
Rua Paraguaçu, 435
Rua Pinto Gonçalves, 148
Rua Pocone, 705
Rua Pocone, 242
Rua Passo da Pátria, 991
Rua Passo da Pátria, 633
Rua Passo da Pátria, 595
Rua Passo da Pátria, 112
Av. Pompéia, 924
Av. Pompéia, 2339
Av. Pompéia, 2214
Av. Professor Alfonso Bovero, 272
Rua Pio XI, 591
Rua Pio XI, 613
Rua Pio XI, 678
Rua Paraguaçu, 404
Rua Padre de Almeida, 29
Av. Pacaembu, 40
Rua Plínio Gonçalves, 102
Rua Plínio Gonçalves, 88
Rua Prof. João Arruda, 197
Rua Plínio Morais, 79
Av. Queiroz Filho, 1560
Rua Roma, 46
Rua Roma, 54
Rua Roma, 466
Rua Roma, 320
Rua Roma, 210
Rua Racine, 66
Rua Racine, 78
Rua Racine, 508
Rua Racine, 520
Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 480
Rua Ricardo Medina Filho, 697
Rua Silva Airosa, 215
Rua Saldanha da Gama, 545
Emei Santos Dumont
Rua Sheldon, 66
Rua Sabauna, 161
Av. Santa Maria, 283
Rua Schilling, 198
Av. Sumaré, 1151
Rua Scipião, 242
Av. Santa Marina, 394
Av. Santa Marina, 438
Av. Santa Marina, 440
Av. Santa Marina, 860
Praça Senador Jose Roberto Leite Penteado, 550
Rua Sepetiba, 456
Rua Salvador Caruso, 167 ate a Rua Mota Paes
Rua Taboão, 45
Rua Taboão, 143
Rua Thome de Souza, 820
Rua Toneleiro, 37
Rua Toneleiro, 40
Rua Toneleiro, 106
Rua Toneleiro, 117
Rua Toneleiro, 196
Rua Toneleiro, 280
Rua Toneleiro, 283
Rua Toneleiro, 680
Rua Toneleiro, 690
Rua Toneleiro, 716
Rua Toneleiro, 736
Rua Toneleiro, 816
Av. Thomas Edson, 236
Av. Thomas Edson, 244
Av. Thomas Edson, 289
Av. Thomas Edson, 463
Av. Thomas Edson, 468
Rua Tordesilhas, 101
Rua Tordesilhas, 705
Rua Traipu, 352
Rua Traipu, 607
Rua Traipu, 803 (lado oposto)
Rua Tito, 197
Rua Tito, 205
Rua Tito, 826
Rua Tavares Bastos, 697
Rua Tavares Bastos, 475
Rua Tremembé, 79
Rua Tucuna, 913
Rua Tucuna, 1095
Rua Teerã, 512
Rua Traipu, 365
Rua Traipu, 385
Rua Traipu, 568
Rua Tome de Souza, 1487
Rua Tome de Souza, 1492
Praça Ugo Uliani
Rua Vanderlei, 547
Rua Vanderlei, 687
Rua Vanderlei, 1266
Rua Venâncio Ayres, 215
Rua Venâncio Ayres, 432
Rua Venâncio Ayres, 511
Rua Venâncio Ayres, 534
Rua Vespasiano com Rua Fábia
Rua Vespasiano, 138
Rua Vespasiano, 183
Rua Vespasiano, 185
Rua Vespasiano, 233
Rua Vespasiano, 252
Rua Vespasiano, 462
Rua Vespasiano, 533
Rua Vespasiano, 442
Rua Vespasiano, 230
Rua Vicente Ferreira, 10
Rua Vicente Ferreira, 22
Rua Xavier Kraus, 195
Rua Xavier Kraus, 197
Rua Zequinha de Abreu, 24
Rua Zequinha de Abreu, 42
Rua Zequinha de Abreu, 63
Rua Zequinha de Abreu, 118
Rua Zequinha de Abreu, 154
Rua Zequinha de Abreu, 176
Rua Zequinha de Abreu, 196
Rua Zequinha de Abreu, 196 (lado oposto)
Rua Zequinha de Abreu, 240
Rua Zequinha de Abreu, 282
Rua Zequinha de Abreu, 105
Rua Zequinha de Abreu, 343
Rua Zequinha de Abreu, 368
Rua Zequinha de Abreu, 383
Rua Zeimbinski, 232

Total de locais pendentes de atendimento pela Eletropaulo: 586

PS.: essa lista foi atualizada no dia 08/04. De lá pra cá andou. No dia 02/05, por exemplo, foram programadas as seguintes podas e remoções:

Rua Acurua, 459
Rua Tonelero, 816
Rua Tonelero, 736
Av. Ricardo Medina Filho, 697
Rua Maracanã, 260
Rua Aurélia, 1972
Rua Marco Aurélio, 485

Né fácil não

Entre todas as coisas que foram ditas sobre a Virada Cultural, esta foi uma das críticas mais marcantes que eu li na internet:

"Eu não tenho nada a falar da Polícia Militar, face a pandemia de gripe suína, só posso dizer da irresponsabilidade do senhor prefeito de São Paulo em autorizar uma concentração de pessoas desta monta, mas como faziam os antigos romanos, povo se governa com pão e circo..."

Já pensou, cancelar a Virada por causa da "pandemia" de gripe suína??

(E tem frase pronta pra tudo... Quase tudo que seja promovido em termos de cultura e esporte pode ser chamado de "circo"... Já o pão entrou na história de gaiato)

sábado, 2 de maio de 2009

A Poupança, finalmente

Quando o Lula anunciou que a Poupança ia mudar, porque estava se tornando muito atraente, torci o nariz. “Os fundos e ações podem ser tão lucrativos quanto quiserem que o governo não mexe com eles, agora vai mexer no rendimento da poupança? Só porque ela é um investimento mais seguro agora que a banca quebrou?”
Depois entendi melhor. A poupança tem uma série de incentivos e benefícios – isenção de taxas e impostos, garantia do governo, etc. (Eu deveria estudar melhor e escrever em detalhes, mas não precisa, vai dar para entender assim mesmo). Se os grandes investidores começam a tirar dinheiro de outros investimentos e passar para a Poupança, serão beneficiados também – e não é o caso. (Tem uma outra parte que realmente preciso entender melhor – acho que as aplicações em fundos podem ser utilizadas como capital de giro, e a poupança não. Se todo o dinheiro migrar dos fundos para a poupança, vai haver problemas de crédito e liquidez. É isso???).
Enfim, não discuti o assunto com ninguém em especial, mas acabei concordando com essa necessidade de se “mexer na poupança”. E não entendi por que uma amiga minha disse “me explica essa história da Poupança”, e depois: “Por favor, escreve isso no blog?”.
Depois eu vi a propaganda do PPS. E soube que esse era um dos temas incandescentes aqui no blog.
Pois bem: eu discordo profundamente da propaganda do meu partido que ameaça com um “confisco” da Poupança a la Collor. Acho um erro lamentável.
Ontem, no Estadão, a Dora Kramer escreveu sobre isso:
“O presidente Lula tem toda razão em repudiar a propaganda do PPS dizendo que o governo vai mexer na poupança como “fez o Collor”. Trata-se de uma ilação mentirosa.
Agora, serve de lição ao PT, que tantas parecidas fez – na campanha da reeleição mesmo, insinuando que o adversário, se ganhasse, privatizaria a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e a Petrobrás – sem pensar no quanto é ardida a pimenta da perfídia”.
Pois é, o PT já fez mesmo vários terrorismos desse tipo. “Vai acabar o Bilhete Único! Estão privatizando a Saúde, vão ter de pagar pela consulta no posto de saúde!”. E daí? Esse negócio de “quem com ferro fere” é péssimo. Não precisamos (não devemos) sair agredindo o adversário com os mesmos golpes que imputamos desleais.

Proibido discutir mudanças na lei???

O Brasil tem o Poder Legislativo em funcionamento em todas as esferas (municipal, estadual, federal). São milhares de parlamentares fazendo e analisando – ao menos em tese – propostas de mudanças legislativas (de leis ordinárias, complementares, orgânicas, Constituição nacional e estadual, etc). O Poder Executivo também legisla, enviando seus próprios projetos de lei para análise dos parlamentares (no caso do governo federal, isso inclui MPs). Outros órgãos legislam – não faz muito tempo, a Câmara Municipal de São Paulo apreciou um PL de autoria do Tribunal de Contas. A sociedade em geral pode apresentar suas propostas nas Comissões de Legislação Participativa ou colher milhões de assinaturas no modo “iniciativa popular”. Ah, sim, e ocasionalmente o Poder Judiciário legisla também, já que “o Congresso não se posiciona” (não foi assim que justificaram mudanças decididas pelo Supremo?)
Independentemente de apresentar propostas formalmente, discutem-se mudanças o tempo todo. Em debates e matérias de TV, nos jornais, sindicatos, igrejas, universidades... Colhem-se assinaturas, publicam-se artigos e manifestos, organizam-se passeatas. Alguns dos temas debatidos: pena de morte, prisão perpétua, maioridade penal, obrigatoriedade do voto, regras para reeleição, financiamento de campanhas eleitorais, leis ambientais, tributárias, direitos e deveres dos indígenas, aborto, jogo, comércio de armas e munições.
Mas há uma cláusula tão pétrea que não se pode sequer discutir abertamente, muito menos pedir e defender a mudança na legislação: a criminalização do comércio de maconha.
Já superamos alguns tabus, mas esse persiste. O divórcio, por exemplo, era um tema proibido, mas lá se vão mais de 30 anos desde que a lei foi modificada. Mas sair às ruas para dizer que comprar e vender maconha podia deixar de ser crime e ser uma atividade permitida e regulamentada, ah, isso não.
Amanhã haveria em São Paulo a Marcha da Maconha, mas a Justiça proibiu pela segunda vez. . “O promotor Marcelo Luiz Barone, coordenador do Grupo de Repressão e Prevenção aos Crimes da Lei Antitóxico (Gaerpa), argumentou em seu pedido de liminar que o evento faz "apologia ao crime" e é organizado por "entidade clandestina". O promotor foi o mesmo que pediu a proibição do evento no ano passado."Se alguém fizer (manifestação), vai ser preso por apologia ao tráfico de drogas", disse Barone ao G1”.
Ou seja, é crime e não se pode nem pedir que deixe de ser. “Apologia ao tráfico”? Muito pelo contrário, o que se pede é que maconha seja vendida produzida e vendida legalmente, assim como outras substâncias psicoativas (cerveja, uísque, pinga, rum, conhaque, saquê, garapa, vinho, café, red bull, chá preto, etc.), que podem causar dependência (cigarro, charuto, álcool, açúcar, cafeína) ou fazer mal à saúde (torresminho, margarina, gordura vegetal, frutas com agrotóxicos).
O que se questiona é se o uso voluntário de uma substância por um adulto deve ser proibido por lei, com pena de prisão. Se é problema da polícia evitar que você use um entorpecente, estimulante, relaxante – onde quer que você esteja, o que quer que você faça.
Claro que não se pode “fumar um” aos 13 anos, antes de pilotar um avião ou realizar uma cirurgia. Tanto quanto não se pode tomar um trago. Mas hoje você é proibido de fumar na praia tocando violão, em casa ouvindo música, na praça vendo o por-do-sol.
A polícia e a Justiça têm MESMO que se meter nisso??
Criminalizar a produção, venda e compra de maconha não está dando certo para proteger a sociedade dos riscos à saúde e muito menos da violência. Eu defendo a discriminalização da maconha por vários motivos:
1)Ao contrário do que foi difundido em campanhas sensacionalistas, o uso da maconha não transforma uma pessoa em assassina ou em um vegetal, incapaz, inútil. Não leva ao uso de cocaína ou outras drogas tanto quanto cigarro não leva ao uso de maconha. Cheira cocaína quem quer cocaína; são drogas completamente diferentes. Maconha pode fazer mal à saúde? Pode – é fumaça pra dentro do pulmão, o que nunca faz bem. E tem lá seus danos, a longo prazo e com uso intensivo. Pode causar dependência? Pode, mas é muito raro. O uso compulsivo faz mal? Claro, como qualquer compulsão. O uso indevido também? Sem dúvida. Mas correr da polícia e aproximar-se dos bandidos faz muito, muito mais mal.
2)O combate armado ao uso de maconha tem se revelado um fracasso em todos os lugares do mundo. A produção continua, o comércio também – cada vez maior, aliás. Os comerciantes se armam para defender seu negócio (enfrentar a concorrência, a polícia, cobrar suas dívidas, conquistar novos mercados....) A polícia também precisa se armar mais para enfrentá-los. Ficamos todos na linha de tiro, fumando ou não. TROCA DE TIROS FAZ MAIS MAL QUE FUMAÇA DE BASEADO, pelo amor de deus!
3)É inútil, ilusório, pedir às pessoas “parem de fumar, vocês dão dinheiro para o tráfico!”. Eu, que quando fumava nunca tive coragem de comprar (filava dos amigos, como vários fumantes pidões), parei por causa disso (comprando ou não, tinha uma conexão indireta com redes criminosas) e porque fazia mal à minha meditação. Mas quem fuma com toda a convicção de que a polícia não tem nada a ver com isso, com a certeza de que não está querendo fazer mal algum à sociedade, com a raiva da injustiça da legislação (porque todo mundo pode se entorpecer de várias maneiras, inclusive com apoio ou aplauso social) não quer parar de fumar; quer poder comprar seu fumo no bar, na tabacaria, no mercado. Não quer dar dinheiro para bandidos, mas não se conforma em abrir mão do seu prazer e não tem a opção de “dar dinheiro” para um comerciante legal. Veja bem, EU PAREI DE FUMAR, mas sei que é absurdo esperar isso de todo mundo.
4)Entendam o raciocínio, por favor. Existem vários comportamentos que persistem apesar de serem proibidos por lei, nem por isso pedimos para revogar todas as leis. Exemplo: pessoas cometem homicídio e isso é crime. Já que “não adianta proibir”, vamos revogar as leis que o condenam? NÃO. Porque homicídio é SEM DÚVIDA algo que não pode ser permitido; o direito de tirar a vida de outro não deve existir. E o fato de homicídio ser crime não torna as coisas piores; não há mais mortes em consequencia de assassinato ser crime.
Já no caso da maconha, o seu uso não precisa ser proibido por lei – é completamente diferente de roubar, matar, agredir, fazer mal ao outro. E a proibição torna, sim, as coisas muito piores. Como eu já disse, os comerciantes se armam, a polícia também, o uso passa a ser escondido da própria família (de modo que um eventual problema de saúde terá acompanhamento mais difícil), o usuário não tem escolha a não ser fazer contato com pessoas fora-da-lei.
Como seria a descriminalização? 1) A produção de maconha passaria a ser uma lavoura como as outras, com as regras que se aplicam ao agronegócio (sem mão-de-obra escrava, por favor...). 2) O comércio seria permitido com restrições: proibido vender para menores (como cigarro ou álcool). Proibido vender próximo a escolas. Proibido vender acima de determinada quantidade, talvez. 3) O uso seria permitido com restrições, tanto quando o cigarro comum – proibido fumar em lugares fechados, exceto recintos especialmente reservados para isso, os “fumódromos”. Poderia haver áreas em que o uso fosse permitido (uma parte da praia, por exemplo) e outras em que fosse proibido (como o “Baixo Bebê” no Leblon).
Enfim, essa é a minha idéia, a minha opinião. Compartilhada com muita gente, que gostaria de sair à rua e dizer: “Não somos a favor da arruaça, do crime, do vale-tudo, do “ninguém tem nada a ver com a vida do outro”. Somos a favor de uma mudança na legislação porque entendemos que seria melhor para a sociedade como um todo”. Mas não podemos – é crime pedir que algo deixe de ser crime (ao menos nesse caso).
Quem tem opinião diferente tem todo o direito a ter, claro! Quem acha que os riscos de usar maconha justificam a perseguição armada... Quem acha que o certo era proibir tudo quanto é entorpecente em vez de legalizar mais um... Quem acha que a idéia é boa mas impraticável (visto que boa parte do mundo insiste no combate armado). Mas precisa, em uma sociedade democrática, permitir que eu tenha a minha opinião e a expresse em público.
Eu admito que existem até “opiniões” que devem ser proibidas – manifestações racistas, homofóbicas, nazistas. Porque elas pregam o mal a outras pessoas; porque incitam à violência. Mas a minha opinião é de outra natureza, é uma análise de uma situação e uma proposta de mudança.
Quanto tempo falta para que possamos simplesmente discutir o tema sem a ameaça de cadeia??