segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Parece quarta-feira

Mais um dia começa mal.

A Aldeinha nem está resolvida (do ponto de vista da destinação das pessoas que tiveram que sair de lá), a favela do Jaguaré continua em um impasse (falei disso em outro post - tentei localizar agora, mas não achei, boa sorte para vocês) e temos outras favelas crescendo em lugares inurbanizáveis. Ou seja: as pessoas terão de ser desalojadas, removidas, transferidas, encaminhadas... Muitas pessoas - inclusive algumas que saíram da própria Aldeinha.

Ô, miséria.

Ainda que fossem realocadas imediatamente em um apartamento da Cohab ou da CDHU, ou adquirissem um imóvel por meio de carta de crédito, elas continuariam com problemas. Sem ratos passando sobre a cama, mas incapazes de pagar as contas de água e luz, por exemplo.

Não são raros os casos de pessoas que passam seus apartamentos adiante e voltam para uma favela onde haja um "gato" e dê para viver sem pagar pela água e luz. Sério, eu conheço vários.

Tem gente que mora em favela e tem renda razoável, carro e eletrodomésticos bons (e um monte de carnê das Casas Bahia). Mas tem gente que não tem renda NENHUMA. Mesmo. Que até me implora para conseguir um serviço. Uma licença de comércio ambulante. Um bico qualquer. E no fim manda os filhos pra rua pedir trocado, tomar conta de carro...

Aquela mulher que saiu da Aldeinha enlouquecida de medo de ficar sem casa e sem os filhos decidiu voltar mesmo para a casa do pai.

Mais ainda tem uma dúzia de famílias esperando uma solução. Só entre as que saíram da Aldeinha.

(O título é uma referência ao meu novo dia sombrio da semana - a quarta, quando minha energia já se esvaiu e a semana está na metade. Começou mais cedo a "nhaca").

Um comentário:

  1. É a velha cantilena, sair de área pública ou irregular antes da ordem judicial de reintegração, só com destino certo!

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