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terça-feira, 6 de setembro de 2016

O que defendo para...


O que eu defendo para as MULHERES:

- Nenhuma criança sem creche ou cuidado.
- Educação e cultura contra a discriminação e a violência.
- Iluminação pública e zeladoria decentes na cidade toda, para mais segurança.
- Mais Centros de Referência e Casas-Abrigo para vítimas de violência.
- Apoio às Mães de Desaparecidos.

Comentários:
1) Não haverá, no curtíssimo prazo necessário, vagas em creches públicas para todas as crianças. A demanda não atendida é descomunal. O poder público não tem o direito de atender uma parte das mães e deixar as outras à própria sorte - acredito que temos o dever de pagar "bolsas" em escolas particulares ou cuidadoras. 2) Não vamos chegar a um mundo mais pacífico e seguro para nossas mulheres enquanto o "pancadão", por exemplo, for a única alternativa de lazer para muitos - defendida inclusive como "cultura da periferia" a ser respeitada e preservada, enquanto o funk trata mulheres como cadelas. 3) Fala por si: atravessar passarelas e locais de mato alto escuros e desertos trazem terror para todos, mulheres em especial. O item seguinte também fala por si. 4) O tema dos Desaparecidos merece toda a atenção que formos capazes de dispensar. Homicídios recebem atenção, aparecem no noticiário, resultam em comoção e solidariedade. Desaparecimentos não... E mães vivem em desespero permanente sem amparo.

O que defendo para as pessoas LGBT:

- Educação e cultura contra a discriminação e a violência.
- Informação nos órgãos públicos sobre direitos assegurados em lei.
- Casas de Passagem para adolescentes e jovens expulsos de casa.
- Centros de Referência em todas as Subprefeituras para atendimento psicológico, jurídico e de assistência social
- Oportunidades reais de trabalho e renda para Travestis e Transexuais.
Comentários: nos documentos produzidos pela Sociedade Civil e nas demandas da militância e ativistas, algumas das palavras mais usadas são "capacitação/sensibilização/formação"e "divulgação". Já há muitos direitos assegurados em leis, decretos e portarias, e esses precisam de muito mais divulgação para que as próprias pessoas LGBT e tod@s que as apóiam possam exigi-los. É preciso também que as pessoas conheçam, compreendam, se senbilizem e respeitem as pessoas independentemente de sua orientação sexual e identidade de gênero, precisando cada vez menos de leis que obriguem e punam... Mas como a violência ainda é muito grande e começa dentro de casa, atingindo jovens também na escola, no trabalho, na rua e em todos os espaços de convivencia, além do sofrimento psíquico pelo qual passa uma pessoa que é tida como "errada", "doente", "anormal", "aberração" etc apenas por ser como é, por se apaixonar por alguém do mesmo sexo ou não se identificar com seu sexo genital, é preciso oferecer atendimento, proteção, acolhimento. Sobre travestis e transexuais: oferecer a oportunidade de ampliar sua escolaridade e de formação para o trabalho é bom - mas se não houver trabalho, não adianta, e o mercado é resistente demais a essas pessoas! Temos de trazer travestis e pessoas trans para estagiar e trabalhar na própria prefeitura, respeitando suas diferenças e fazendo jus a seu conhecimento, capacidades e habilidades.

O que defendo para a POPULAÇÃO DE RUA:

- Centros de Referência em todas as Subprefeituras para atendimento psicológico, jurídico e de assistência social
- Atendimento em Saúde Mental compatível com sua relidade.
- Mais vagas em albergues para mulheres, casais e famílias
- Mais Residências Temporárias
 - Locais para usar o banheiro, tomar banho e lavar roupa".
- Oportunidades reais de restituir a dignidade e garantir autonomia

O que defendo para ANIMAIS:

- Criação de santuários para animais resgatados de maus tratos e abandono
- Parecerias com ONGs para consultas veterinárias, vacinação e castração na cidade toda.
- Combate efetivo ao comércio ilegal de animais
- Incentivo à adoção.
- Incentivo ao vegetarianismo e veganismo

O que defendo para a MOBILIDADE:

- Frota menos poluente.
- Ônibus mais silenciosos e confortáveis
- Trajetos mais lógicos e menos espera nos pontos.
- Ciclovias bem planejadas e bem feitas
- Calçadas decentes

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vaga em creche: absurdos em série

A creche (CEI)tá prontinha, a EMEI (antigo "pré") também. Começar a funcionar? Só no ano que vem. Olha só a matéria do Bom Dia SP

Creche permanece fechada após a conclusão de obras

Resumo:

Por que não começam a funcionar as duas unidades já prontas?? Porque "precisa terminar a construção da EMEF", diz a prefeitura.
A obra parou em novembro (sei lá eu por que - vai ver o Kassab deixou interrompido de propósito para cumprir algum acordo com o PT e permitir que o Haddad cortasse a faixa de inauguração). Foi retomada em março e deve terminar em dezembro.

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Em Rondônia, semana passada, minha amiga Francyene, dentista, contou que esteve lá em Guajará Mirim alguns anos atrás e quis conversar com o responsável pelo programa "Brasil Sorridente" do governo federal, que distribui kits de higiene bucal. A sala dele estava abarrotada do chão ao teto com os kits. "Por que não entregam aos indígenas que vem de tão longe procurar atendimento aqui"? "Ah, precisa de um evento para fazer a entrega".

#VaiBrasil.

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A prefeitura, então, deixa de atender 150 crianças na creche e 500 na EMEI esperando o evento de fim de ano... O Rodrigo Bocardi ainda dá uma aliviada, diz que "talvez seja ruim mesmo começar a estudar enquanto ainda tem obra"... Sei, sei.

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Pelas imagens dá pra perceber que ali será um novo CEU. Esse foi o modelo arquitetônico adotado da gestão Serra em diante. Menos "lindão" que o projeto original, super arrojado, mas muito mais confortável. Os profissionais que já trabalhavam nos Ceus "da Marta" foram ouvidos e fizeram as seguintes observações:

- As janelas das classes dos pequenos eram bem devassadas, voltadas para um pátio de livre circulação dentro do CEU. Pareciam vitrines... As pessoas paravam para olhar lá pra dentro, os pequenos se distraíam, a "hora do descanso" era um problema. No projeto novo, as janelas continuaram amplas para claridade e ventilação, mas protegidas por uma espécie de "biombo".

- As quadras de esporte ficavam em cima do auditório que serve como teatro, cinema e espaço para debates etc. Impossível usar os dois ao mesmo tempo. No projeto novo, foi uma coisa pra cada lado.

- A creche (o prédio circular do projeto original, super bonito de se ver...) era um forno e não havia área de circulação (o equivalente a um corredor). Para se chegar a uma das salas, só passando POR DENTRO das outras. O projeto novo é mais convencional e muito mais funcional.

(Um dos arquitetos que participaram do projeto "da Marta" - que sempre fez questão de dizer que não tem nada a ver com o PT, mas agora apoia o Haddad em seu blog e ao menos assume... - esculhambou o formato novo, dizendo que descaracterizava o projeto dos CEUs. De uma irresponsabilidade incrível).

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Essa matéria começa a esclarecer para mim alguns "mistérios".

O Haddad prometeu entregar "20 novos CEUS" em seu mandato. Um número gigantesco. O Programa de Metas não esclarece onde serão. E, ao contrário de outras metas, ele não prevê "obter terrenos, projetar, licitar, licenciar, garantir a fonte de financiamento e construir". SÓ PODE ser porque essas etapas já foram cumpridas, senão seria IMPOSSÍVEL inaugurar os 13 CEUs prometidos para 2014.

Esse está quase pronto, mas se começar a ser usado agora não vai poder contar como um dos CEUs "do Haddad", é isso?

Se alguém conseguir obter alguma outra explicação, por favor compartilhe.

***
A matéria da Globo reproduz, sem apurar (PRA VARIAR), anúncios (promessas!) do prefeito. Como é fácil enganar!!!

"O programa de metas 2013-2016 do prefeito Fernando Haddad (PT) prevê ampliar em 150 mil a oferta de vagas para a educação infantil, assegurando a universalização do atendimento em pré-escola para crianças de 4 e 5 anos, atendendo a demanda declarada por creches no primeiro dia de mandato.

A Prefeitura de São Paulo encaminhou ao Ministério da Educação, nos primeiros meses deste ano, a definição de 87 terrenos onde serão construídas creches com verba da União- metade das 172 unidades previstas em parceria entre o município e o governo federal. Na quinta-feira (8), Haddad publicou dez decretos de desapropriação de imóveis particulares.

Ao todo, a administração municipal pretende construir 243 centros de educação infantil até 2016. Além das 172 em parceria com o governo federal, há outras 71 unidades previstas, que deverão ser construídos em parceria com o governo estadual ou com recursos municipais".

Olhando assim, parece até que o prefeito vai criar 150 mil vagas e assim acabar com a "demanda declarada por creches no primeiro dia de mandato" - desde as últimas campanhas eleitorais, todo mundo fala que faltam 100 mil vagas. Mas pera lá, vamos "decupar" o texto acima.

- Faltam 100 mil vagas em creche. Se o prefeito realmente fizer 243 creches nos próximos 3 anos (este aqui já era...), uma verdadeira façanha até para gestores experientes e eficientes (coisa que ele não é, haja vista seu legado na Educação), cada uma delas deverá oferecer mais de 400 vagas. (100.000 dividido por 243). Nenhum jornalista fez esse cálculo?

- Achar terrenos É MUITO DIFÍCIL. O prefeito diz que definiu 87 terrenos para fazer creches com verba da União. Essa lista de terrenos não foi feita da noite para o dia, a gestão anterior já estava fazendo a duras penas. Faltam "apenas" 156 outros terrenos para que ele cumpra a meta de 243.

- Quem vê a promessa de "ampliar em 150 mil a oferta de vagas para a educação infantil" pode pensar que ele está falando das creches que faltam, mas educação infantil inclui as EMEIs. O parágrafo do texto oficial realmente induz a erro, incluindo as creches na sequencia. Não sei (nem eles contam) quanto falta para "universalizar o atendimento para crianças de 4 e 5 anos".

***
Não sei quem me dá mais raiva, desgosto e desesperança: o governo com suas mentiras, os "movimentos sociais" que estariam fazendo verdadeiro escândalo se o governo não fosse do PT ou a imprensa e sua credulidade, preguiça ou má intenção.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Se vira

Não há creches em quantidade suficiente para atender as mães que precisam sair pra trabalhar. O agravante é que as mães que precisam de creches públicas são as que ganham pouco e, quase sempre, moram muito longe do serviço - isto é, saem muito cedo de casa e voltam tarde.

E a ironia é que muitas vão trabalhar como babás, cuidando dos filhos de quem tem muito mais dinheiro que elas.

Enquanto não há vaga para todas as crianças, as mães tem de se virar como podem. Deixam com o irmão mais velho, a avó, a vizinha. Ou sozinhos.

Como se não bastasse... Quem já tem creche descobre, de uma hora pra outra, que não tem não!


http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/sptv-1edicao/t/edicoes/v/falta-de-pagamento-de-salarios-compromete-atendimento-em-creche-no-itaim-paulista/2611580/

A reportagem se ateve ao "ele disse, ela disse" e não apurou os fatos como deveria. O problema é na prestação de contas? Qual, exatamente? Quanto tempo pode levar até resolver essa situação? A creche corre o risco de ser descredenciada ou o problema tem solução?

E a prefeitura, enquanto não resolve a pendência, não pode simplesmente deixar as mães desassistidas! Ela tinha de pagar para os filhos ficarem em outro lugar - com uma cuidadora (e uma que comprovadamente tenha condições de ficar com as crianças, e não a primeira que se dispuser a isso porque precisa de dinheiro) ou em uma escolinha particular.

Aliás, na minha proposta de governo, a Secretaria Municipal de Educação deveria arcar com essas despesas(cuidador e/ou escolinha) para TODAS as mães que aguardam em lista de espera por uma vaga na rede pública. Chamem isso de "mães crecheiras", "bolsa creche", como quiserem.

Pelo menos dois vereadores do PT - dois Tatto, o Arselino e o Jair - apresentaram projetos de lei criando a "Bolsa creche". Nos últimos 3 governos e no atual - ou seja, dois deles são do PT -o Poder Executivo não fez a menor menção de levar adiante. O Programa de Governo do Haddad, o Plano de Metas e o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias não tem nada relacionado ao assunto, só planos para fazer não sei quantas mil creches até o fim do mandato.

Enquanto isso, prezadas mães... Se virem.

***
Recuerdos:

Meu programa de governo em 2012 no capítulo "creches":
http://propostasoninhafrancine.wordpress.com/2012/09/18/creches-2/

Em 2008, eu já dizia que, se não resolvermos a distância casa-trabalho, nunca haveria creches atendendo as mães como se deve
http://gabinetesoninha.blogspot.com.br/2011/09/recuerdos-de-2008-2.html

Aqui, eu critico os "especialistas" que criticam o modelo de creche conveniada ou de "bolsa-creche", apostando que eles não tem filho pequeno, nunca tiveram ou nunca tiveram de procurar vaga pra eles no sistema público...
http://gabinetesoninha.blogspot.com.br/2012/08/ma-voces-tem-filho.html

Aqui, a imprensa fazendo propaganda grátis do Haddad, sem ao menos verificar os números que ele mesmo já usou durante a campanha eleitoral (quanto mais os números reais...)
http://gabinetesoninha.blogspot.com.br/2013/04/propaganda-gratis-mais-uma_16.html

terça-feira, 16 de abril de 2013

Propaganda grátis (mais uma)


A notícia em forma de release (ou vice-versa) tem como título "Prefeito quer construir 240 creches".

A Prefeitura de São Paulo já fechou o plano de obras para unidades de educação infantil. A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pretende construir nos quatro anos de mandato 240 novas creches.

>>> “Já fechou o plano de obras". Oi? Que "plano"?

As novas unidades devem criar cerca de 50 mil vagas em creche, o que atenderia praticamente metade das crianças na fila por creche na cidade. Em dezembro, a fila registrada era de 94 mil crianças.

>>> Na campanha ele dizia que eram “140 mil”. Em todo caso, em UM ano, quantas vagas das 94 mil necessárias serão criadas? Daqui a quatro anos essas crianças já estarão precisando de Educação Infantil, não de creche...

Fazem parte dos planos da Prefeitura unidades já anunciadas: as 172 creches que já contam com repasse federal, de R$ 200 milhões, e também 20 unidades que serão construídas por convênio com o governado estadual, com recursos de R$ 45 milhões. As outras 48 unidades serão construídas apenas com recursos do município.

>>> “Já anunciadas”. Quer dizer, já prometidas em discurso. Sobre o “já contam” com repasse federal... Qual repasse, hein? Para receber recursos do Proinfância, o programa do governo federal que envia recursos para a construção de creches, tem de mandar:

- Relatório de vistoria de terreno (padrão FNDE);
- Relatório fotográfico;
- Planta de localização do terreno mostrando a posição do lote em relação ao entorno imediato e população a ser atendida pela escola (ex. foto áerea, foto de satélite, mapa da cidade, etc.);
- Planta de situação do terreno onde seja possível verificar as dimensões do lote, ruas, confrontações limítrofes e norte magnético;
ETC!

Veja aqui: Portal FDE – Dúvidas Proinfância.

Como as creches “já contam com repasse federal” se nem terreno tem pra todas elas?

Em todos os casos, no entanto, é a Prefeitura que vai arcar com os gastos dos terrenos. Encontrá-los nas áreas em que há a demanda por vagas é visto como um dos principais desafios para o poder público. No fim de janeiro, a secretaria já tinha uma lista de 98 áreas identificadas.

>>> Pois é, não tem nem 100 terrenos “identificados”. Uns 70, aliás, já faziam parte de um levantamento da gestão anterior. Entre “identificados” e realmente disponíveis, vai chão. E a prefeitura, que cedeu por no mínimo 90 anos duas glebas para o governo federal, aliás bem maiores do que eles mesmos precisam para as obras prometidas (uma universidade e uma escola técnica), tem de arcar sozinha com os custos do terreno. Nem pra fazer uma troca com a União... Isso porque os governos municipal e federal são “amigos”!

O restante do déficit, quase 50% da fila registrada em dezembro, será atendida por dois modelos: expansão da rede de creches conveniadas (com organizações não governamentais) e centros de educação infantil criados por empresas, com apoio e repasse da Prefeitura para a gestão.

>>> Claro, considerando que o atendimento de 50% já está garantido (NÃO ESTÁ COISA NENHUMA), o restante “será antendido” assim assado. Líquido e certo.

A rede conveniada foi a aposta da última gestão. 

>>> “Aposta da última gestão”??? Não, é um modelo que existe e funciona há muitas e muitas gestões e não foi uma “aposta”.

De 2005 a 2012, a Prefeitura construiu 84 creches, que atendem cerca de 18 mil crianças - fazendo com que praticamente 90% da expansão do número de vagas tenha se dado pelos convênios. A equipe de Gilberto Kassab (PSD) indica que conseguiu saltar a oferta de vaga de 60 mil para 216 mil.

>>> Se liga na má vontade: “INDICA”. Não dizem “SALTOU a oferta de vagas”. Tipo assim, “não me responsabilizo pela informação, são eles que indicam”. Só faltou dizerem “alegam”.  Com a atual prefeitura, é tudo de boa vontade: “fará”. Com a anterior, com números que podem e DEVEM ser checados, é “diz que fez”. Afinal, foram criadas 18 mil vagas ou 156 mil vagas, cacilda?

Apesar de setores do PT já terem criticado a política de Kassab de realizar convênios, Haddad não vai dispensar o modelo. A secretaria de Educação realiza desde o início do ano um pente fino na rede conveniada para apurar falhas no atendimento, mas também ter um diagnóstico da capacidade de atendimento.

>>> Isso, “setores do PT” criticam, especialmente a classe do Magistério. Os tão queridos “movimentos sociais” não, por duas razões: eles TEM FILHOS que PRECISAM de creche e querem ser bem atendidos, seja pela Associação Bom Parto ou por uma creche de administração direta. E muitos movimentos são ligados a entidades que ADMINISTRAM creches conveniadas. Mas realmente tem gente que acha convênio absurdo, e o Estadão vem de novo corroborar a MENTIRA de que essa seria uma “política DO KASSAB”. E quando fala em “pente fino na rede conveniada”, também reproduz uma fala do governo, totalmente enviesada. Pente fino é o que se faz na cadeia, por exemplo, para localizar armas e celulares. É uma expressão pejorativa, que se refere a atividades ilícitas. Queria saber como é o tal “pente fino” da prefeitura.

O raio X só deve ficar pronto no fim do mês, mas a pasta já tem a informação de que é possível aumentar a oferta de vagas nas organizações já conveniadas.

>>> “Já tem a informação”. Assim fica fácil dizer que “fez um pente fino” e descobriu coisas incríveis – pega informação que já tem, né?

Empresas. Fazer com que a iniciativa privada construa creches é uma das apostas da Prefeitura, como o Estado revelou em 25 de janeiro. A ideia é que o município oriente empresas a montarem unidades que atendam filhos de funcionários e de moradores da região. As conversas já começaram com alguns grupos, mas ainda não há nenhuma definição. Empresas que prestam serviços à Prefeitura podem ter os primeiros modelos. 

>>>Acompanhemos essa “aposta”. Não sou contra a ideia não – aliás, não sou contra as outras também. Mas falta algo FUNDAMENTAL: o que as mães podem fazer com suas crianças AGORA, enquanto 100 mil vagas não são criadas. Minha proposta era pagar a mensalidade de berçários particulares ou contratar cuidadoras para essas mães sem creche. Enquanto a prefeitura não faz isso, elas se viram pra pagar a escolinha (às vezes é metade do salário) ou dão um trocado para a vizinha “tomar conta” e seja o que Deus quiser.

***
Na verdade, saiu no Estadão mas é da Agência Estado. Então saiu igualzinho no Ig, Exame, Rede Andi, Frizz, Verdade Web, Yahoo Notícias... Ê, Laiá.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ma vocês tem filho?

A Folha publicou, hoje, matéria sobre creches e as propostas dos candidatos.

Fui consultada! \o/

Fui citada na matéria! \o/

Todos nós tivemos espaço pequeno e a minha resposta saiu assim: Soninha (PPS) propõe também criar a bolsa creche - dinheiro para as famílias pagarem escolas particulares.

Mas... "especialistas criticam o mecanismo. Gabriel Chalita (PMDB) chegou a ser vaiado em evento após fazer a proposta de convênios. "Em geral, o serviço é de pior qualidade", diz Romualdo Portela, da Faculdade de Educação da USP".

Valei-me vó Celeste: "Vão lamber sabão". 

"Em geral" se baseia em que, exatamente? Que dado objetivo verificado cuidadosamente?

APOSTO minhas fichas em duas coisas:

1) Não só não há dados que embasem como o especialista dificilmente conhece um número minimamente razoável de creches diretas e conveniadas. Eu, se fosse repórter, perguntaria.

2) O especialista não tem ideia do que é ter filho pequeno na fila de espera por uma creche. 

HMPF.

****
Como não deve passar disso mesmo, isto é, não vão voltar ao assunto, seguem as minhas respostas na íntegra :o)

Vi, no SPTV, a Soninha falando sobre a criação de uma "bolsa creche", que daria dinheiro para as famílias matricularem seus filhos em creches particulares ou pagarem cuidadoras. Além disso, também a vi falando sobre a ideia de conveniar creches. Gostaria de saber se essas são as principais propostas da candidata para a área e se entendi correto, ou seja, são duas ideias diferentes (em uma as creches seriam conveniadas e as mães não pagariam e em outra as mães receberiam dinheiro da prefeitura para pagar creches particulares). 

R: Sim, são ideias diferentes. A prefeitura já tem na rede creches de administração direta e conveniadas - mas as vagas não são suficientes. Vou ampliar a rede, mas novas creches não são construídas em pouco tempo - até mesmo pela dificuldade, em alguns lugares, de encontrar um terreno adequado. Enquanto aguardam na lista de espera, as mães ficam, hoje em dia, com a responsabilidade pelo pagamento e sem nenhuma garantia de qualidade. É como se a prefeitura dissesse "virem-se". Matriculam em um berçário ou escolinha particular, dependem de favor ou pagam para alguém tomar conta - não necessariamente alguém com condições para isso.

Na minha opinião, é absurdo algumas mães terem direito à vaga gratuita e outras não. Então, para atender a necessidade urgente, vou, sim, pagar a mensalidade de uma escolinha quando for o caso, verificando sua qualidade (dever da prefeitura de todo modo). E, na falta de berçários e escolinhas particulares, vou selecionar, treinar, verificar as condições da casa onde a pessoa mora, remunerá-la e supervisionar. Hoje, a mãe não tem quem faça isso por ela. Se a pessoa contratada maltratar a criança, largá-la na frente da TV enquanto fica no Facebook, fumar na frente dela ou deixar desinfetante com cheiro de morango debaixo da pia, a mãe talvez nem fique sabendo. Uma equipe da Educação irá, assim, supervisionar as cuidadoras para garantir higiene, alimentação saudável, atividades adequadas para estimular o desenvolvimento da criança, segurança etc, fazendo visitas três vezes pr semana.

Outras dúvidas:

Há estimativa de custos para isso? 
R: Ainda não calculei. Mas o orçamento da prefeitura comporta, tenho certeza, e o benefício social justifica.

Alguns especialistas criticam os convênios porque neles não há garantia de ter a mesma qualidade e a mesma visão pedagógica da rede municipal. Como isso será garantido? 
R: É perfeitamente possível que uma creche conveniada ofereça atendimento excelente - tanto quanto uma creche da administração direta pode tratar mal as crianças. Importante é fiscalizar uma e outra com profissionais da Educação e garantir que mães e funcionários sejam ouvidos. Quem não aceita as creches conveniadas deveria visitar algumas delas para superar o preconceito e discriminação. As ruins tem de ser descredenciadas; as outras, de jeito nenhum. Imagine fechar centenas de boas creches, não tem o menor cabimento. Eu desafio os especialistas a viverem a situação de uma mãe que precisa trabalhar HOJE e não tem com quem deixar o filho... O que fariam??

Sobre a ideia de deixar as crianças com cuidadoras: isso não fará com que percam a parte pedagógica e didática da creche? As cuidadoras serão professoras?
R: Muitas vezes, a mãe deixa o filho com a vizinha enquanto vai trabalhar de babá cuidando do filho da madame. É um exagero achar que só a creche pode garantir a parte didática e pedagógica. As cuidadoras serão pessoas capazes, capacitadas, respaldadas e supervisionadas e terão todas as condições de oferecer os estímulos adequados para o desenvolvimento das habilidades, faculdades etc e a convivência saudável com outras crianças.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Recuerdos de 2008 - 2

Segundo programa da campanha eleitoral de 2008.

O primeiro explicava os princípios gerais da nossa candidatura (compromisso de conduta durante a campanha + princípios básicos do programa de governo).

Neste, aquilo que eu considero fundamental para São Paulo ter jeito: ou bem a gente ataca a desigualdade, que aqui (como, em geral, no país todo), tem um componente territorial forte (região central rica X periferia pobre, em todos os sentidos), ou a gente não vai conseguir resolver nenhum dos outros problemas. (Se uma mãe precisa sair de casa às 4 da manhã e só vai voltar às 8 da noite porque passa seis horas chacoalhando na condução, o que vamos fazer com as creches? Abrir às 4 e fechar às 8? Esse é só um exemplo básico da inviabilidade)

 

 (O programa já tinha seus defeitos técnicos; a versão no YouTube tem mais ainda. Mas vale pelo conteúdo :oP)