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quinta-feira, 6 de junho de 2013

CCJ de 05 de junho

Tuitado no dia 5 de junho

Informa o site da Câmara Municipal que estão em pauta hj na reunião de uma hora da CCJ SETENTA E QUATRO PROJETOS.

3 estão em "redação final", isto é, voltam para a CCJ para conferir se a versão a ser encaminhada ao prefeito corresponde ao que foi aprovado com alterações.

Dos outros 71 projetos na pauta da CCJ de hj, só 3 tem parecer contrário. 68 não tem problema ne-nhum quanto à Constitucionalidade e Legalidade.

CCJ já está no item 37 da pauta (PL 213/2013 de Eduardo Tuma cria "Zonas de Segurança Urbana").Sandra Tadeu pediu para que fosse lido o parecer.

Adivinha se hj não tem projeto estabelecendo exceção para o rodízio d automóveis... Acho q toda semana tem pelo menos um. O 221/13 é para escoltas.

PL do vereador Jean Madeira (PRB) CRIA a SECRETARIA MUNICIPAL DE PREVENÇÃO AS DROGAS. Tem parecer pela Legalidade, aprovado por unanimidade.

É COMPLETAMENTE ILEGAL um vereador criar uma Secretaria. Mas sabe como é, né, pra que criar caso com os colegas. Putzgrila.

PL proíbe exposição em mesas e balcões de recipientes q contenham sal de cozinha em  bares etc. A.Tatto foi contra ("odeio comida sem sal").

Proj. do ver. Adilson Amadeu determina a inclusão do Palco Gospel na Virada Cultural de SP. Parecer pela legalidade aprovado por unanimidade.

Projeto do ver. Ricardo Nunes cria o Dia Municipal das Tradições Santamarenses. Foi "parabenizado" pelo presidente da CCJ, vereador Goulart.

Sandra Tadeu considerou ilegal proj. da ver. Juliana Cardoso. Como é raro, teve de explicar pq: "Ela quer dar nome de rua a área particular"

Vereadores tiveram de se pronunciar um a um. Como é chato votar contra projeto de colega, maioria se absteve e o proj. ficou "pendente"

Uma coisa deveria ser peremptoriamente proibida: dar nome de praça a um pedaço de chão que é tudo menos uma.



Leia também: CCJ de 15 de maio

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ommmmmmmmmmmmmm 2


- Mas por que isso acontece tanto com vc?

Fácil.

1) Porque em 2010 eu falei – e acho mesmo – que estava havendo sabotagem nas linhas de trem e de metrô. Operação tartaruga não declarada, intervenções propositais para dificultar a circulação nas estações etc.

Quando tem problema no RJ, suspeitam de sabotagem. Em Brasília, idem. Governo pede apuração e providências, polícia investiga, o diabo. Eu não posso achar que tem. E que tem relação direta com a carnificina eleitoral.

2) Porque eu uso muito o metrô (e ônibus) e tuito muito (até pq ajuda a passar o tempo) de DENTRO deles. Enquanto espero por eles. Então isso deixa o assunto visível sempre.

E eu critico os problemas de um e outro, como da engenharia de tráfego etc, e também elogio e defendo. Digo por exemplo que os motoristas dizem que não podem abandonar o carro porque o transporte público não presta, mas ficam congestionados do Sumaré à Vila Mariana, pegam um trânsito horroroso na Dr Arnaldo e ruim na Paulista, enquanto debaixo do chão o metrô vai bem, obrigada.
Aí tem gente que responde: “Sua patricinha, isso porque você não pega ônibus na Cidade Tiradentes”. Oi?

Não to dizendo que o ônibus lá é bom, to falando com os motoristas viciados em carro na região da Paulista.

E neguin fala mal do metrô de São Paulo como se ele fosse o pior do país. É de longe o melhor, e um dos melhores do mundo. Limpo, regular, previsível. E olha que transporta MILHÕES de pessoas por dia.

Acidentes podem ter várias causas. De falta de investimento em manutenção a falhas técnicas ou humanas realmente... acidentais. Pode haver desleixo ou desatenção causada até por sobrecarga de trabalho e falta de mão-de-obra suficiente ou bem preparada. Pode ter causas externas, como uma falha no abastecimento elétrico. Mas a operação do metrô normalmente é muito boa.

Se a expansão demora (e como demorou), isso é NEGATIVO. Se o número de acidentes aumenta, não dá pra culpar o “acaso” o tempo todo e tem de ir fundo nas causas. Mas eu tenho certeza que problemas no metrô não são a regra.

É que nem futebol. Tem 30 jogos no país inteiro na rodada. Um problema grave em um deles já é suficiente para deixar a impressão de que o futebol é sempre perigoso, arriscado, como se tivesse briga em todos os jogos.

E é muito louco (MTOLOCO) que às vezes você sai de um jogo e só vai saber em casa, pela TV, que deu o maior problema na saída. Briga, polícia, tiro.

O metrô superlotado não é culpa dele. Não é porque toda hora ele quebra (não quebra toda hora). Não é porque precisa reduzir a velocidade às vezes. Não é porque ele demora demais pra passar. É porque tem EXCESSO de demanda. Milhões de pessoas morando nas regiões sul e leste em bairros (e cidades dormitório), precisando se deslocar muitos km todo dia, mais ou menos na mesma hora. É gente demais. Cidade desigual demais, burra demais, injusta demais. Como ficar menos lotado? Diminuir os intervalos? Não dá. Aumentar os vagões? Não dá.

E olha, o metrô de Nova York, de Londres, também fica lotado. Não o absurdo da linha vermelha às sete da manhã, ou da CPTM nos horários de pico. Mas fica. Pensar que, pq tem 200km de metrô desde o começo do século passado significa que todo mundo vai viajar sentado é ilusão. E há trens e estações sujos, depredados, pixados; cantos inseguros, assaltos, acessos horríveis para quem tem mobilidade reduzida. O nosso metrô é curto, mas o que já tem é muito bom. Eu USO o metrô, eu GOSTO do metrô, eu prefiro o metrô quase sempre às alternativas existentes para o mesmo trajeto.

3) Porque eu USO o tuíter, falo, comento, retuíto, respondo. Falo de coisas banais do cotidiano, como 90% dos tuiteiros; falo de cidade, de mídia de política (como, talvez, 50% dos tuiteiros). Isso me deixa mais exposta no tuíter, claro, do que quem não usa ou tem poucos seguidores.

4) Porque eu fui do PT, saí, fui para um partido de oposição ao governo federal, trabalhei na prefeitura, trabalho no governo do estado, fiz campanha para o Serra, fiz amizade com o Serra, virei “amante” do Serra. E a base governista no Twitter é muito maior do que a de oposição. Não é à toa que volta e meia alguém cobra “CADÊ A OPOSIÇÃO?”. O apoio ao governo é maior e mais forte. Os militantes são mais numerosos e organizados na internet (mérito deles – apesar de que um pouco de patrocínio ajuda bem uma parte da militância). Então eles DETONAM, organizada ou espontaneamente. Participando ativamente ou caindo de pára-quedas.

Nos monitoramentos, dá pra ver que eu tenho MUITO mais detratores do que simpatizantes. Ok, talvez na vida real também (minha rejeição nas pesquisas é maior do que a intenção de voto), mas as pessoas não se juntam na rua para me xingar de maconheira, vagabunda, patricinha, sonsinha, neonazista, traidora, escrota, etc. Aliás, nem um grupo de pessoas, nem uma sozinha. Pode pensar, mas não diz.

Na internet elas dizem...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Campanhas, jornalistas, analistas

Participei de um debate agora pela internet, em programa da TV Câmara, sobre campanhas e internet. Uma professora de uma universidade de Minas Gerais (de Uberlandia, eu acho) disse que analisou os perfis de Twitter que mais retuitaram links para vídeos sobre aborto eram de pessoas que votam no Serra. Antes mesmo de eu falar, ela já adiantou: "Eu não acredito que a Soninha tenha comandado isso, mas foi o que a gente constatou aqui em medição". Ainda bem que ela não me atribuiu esse comando! Expliquei, mais uma vez, que a gente desencoraja a propagação de mensagens sensacionalistas, descontextualizadas, alarmistas, mentirosas. Que os nossos perfis oficiais, como ela mesma constatou, não passam isso adiante. Mas é compreensível que eleitores do Serra tenham identificado os vídeos como uma oportunidade - afinal, eles recomendavam NÃO votar na candidata do governo... E são pessoas de carne e osso, com seu próprio juízo, sobre as quais eu não tenho comando (nem quero ter!!). Não são robôs. Nessa hora a professora entendeu mal: "Nós identificamos os robôs e não os consideramos na contagem". "Eu sei, é isso que eu estou dizendo! Robôs propagam aquilo que foram programados para propagar. Pessoas fazem o que lhes dá na telha... Espalham o que eu não queria que espalhassem, mas cada uma responde por si!" *** No fim do programa, os analistas se queixaram da falta de temas realmente relevantes na campanha eleitoral, em vez da tal discussão sobre aborto. Um dos participantes observou: "Mas os temas realmente relevantes são complexos, áridos...". "Ah, mas quem quer ser candidato a presidência tem de estar pronto para discutir esses temas!". Faltou dizer que não são os candidatos que não querem discutir esses temas para valer - NINGUÉM quer. Afinal, quando os jornalistas tem suas oportunidades, perguntam sobre... Aborto, religião, fofocas, baixarias, acusações (que às vezes são relevantes sim. Não é porque um tema é "negativo" que é baixaria... ). *** "O Tony Blair esteve aqui e falou sobre a importância da Educação para o desenvolvimento", disse por fim um dos debatedores. "Eu não vi nenhum dos candidatos falando sobre isso". :o(   APESAR de os repórteres dificilmente fazerem perguntas nessa linha, nosso candidato falou MUITAS vezes sobre isso. Em entrevistas, debates, Sabatinas, eventos, discursos, artigos, textos publicados no site... Mas aí me lembra um dia em que eu morri de raiva do Galvão Bueno mais do que o normal. Ele pegava demais no pé do Alex, camisa 10 do Palmeiras. Narrando um jogo da seleção, ele ficou um tempão conversando com o Arnaldo enquanto o Alex fazia misérias em campo - dribles, passes, fintas, lançamentos. Dali a pouco, quando voltou a narrar o jogo propriamente, falou: "Alex não tá bem no jogo. Ainda não falei o nome dele. Ele não tocou na bola!". Campanha eleitoral é assim, sempre. "Os candidatos não tem propostas concretas". "Os candidatos não falam do que realmente importa". "Os candidatos só fazem análises rasas". Ainda por cima, botam todo mundo no mesmo balaio. Nosso candidato pode falar até ficar rouco sobre os erros da política econômica, a desindustrialização, a falta de política alfandegária que proteja o produto nacional, os desacertos na Educação que prejudicam nosso futuro, a necessidade de uma política ambiental corajosa, o dano causado pelo loteamento da máquina pública etc. Mas a maioria estará distraída, como o Galvão Bueno, e depois vai dizer: "Ele nem tocou no assunto". :o((((