Mostrando postagens com marcador Gatos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gatos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ele dá um jeito

















Os outros gatos gostam de almofada, sofá, travesseiro, tapete, toalha, paninho e coisas fofas de um modo geral. TomZé, que já vem almofadado, não. Adora deitar no asfalto, por exemplo (??!!). Quando está a fim de algo mais suave (e mais fresco), escolhe a terra da jardineira. A cestinha - de madeira, sem forro - o atraiu. E ele dá um jeito de caber.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Minha gata nova...

...Não me deixa trabalhar! :o)
Ela é peluda como um coelho. Com cinco meses, já é enorme. Soube que os adultos da sua raça chegam a um metro de comprimento.

Não imaginava ter um bicho de raça. Ágata veio pra mim como presente de uma pessoa que me conhecia de longe e soube do meu luto interminável pelo Taz, meu gatinho preto achado recém-nascido em um terreno baldio e atropelado depois de um ano vivendo com a gente. "Gateira", compadeceu-se da minha saudade e me deu a filhotinha. Filhotona.

Na primeira tarde em casa, ela se enfiou atrás do sofá onde parecia não caber sequer uma lagartixa. À noite, saiu da toca e explorou a sala com cuidado.

O cachorro achou a chegada dela a coisa mais normal do mundo. Depois de três bichos introduzidos no ecossistema em que ele antes reinava, acostumou. Abanou o rabo, observou com curiosidade e foi cuidar da vida dele. Mas ela é muito gozada, fica enfiando o topo da cabeça debaixo do focinho dele, como que pedindo cafuné. Faz assim com a mão da gente também. Eles ainda não formam uma dupla incansável como era Dub & Taz, mas já se divertem juntos.

Na primeira noite, Ágata não me deixou dormir. Mexeu a noite toda como se estivesse pisando em chapa quente - levanta-abaixa-gira-anda-abaixa-levanta... E vinha bater com a patinha no meu rosto, pedindo atenção até quase o amanhecer. Crianças...

Na segunda, dormiu bem. Mas acordou bem cedo.

Enquanto escrevo, ela brinca de caçar alguma coisa minúscula (ou invisível) no sofá da sala. Ou é um grão de poeira ou um fantasma. Melhor assim - é o único jeito dela liberar o teclado pra mim.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Não espere

- Sra Sonia, se o seu gato subiu na árvore, ele vai descer. Ele pode estar assustado com alguma coisa agora, algum outro animal ou pessoa, até mesmo com a sua presença aí debaixo. Mas hoje ou amanhã ele vai descer. A senhora fique tranqüila.


Eu até pedi desculpas quando liguei para 193 (Bombeiros), mas realmente não sabia o que fazer. O rapaz foi muito firme; confiei na palavra dele.

Que o gato sabe sair e voltar, eu já descobri. Outro dia saiu às dez da manhã e voltou depois das oito da noite – passei o dia preocupada com ele. Agora já me acostumei; ele passa um tempo sumido, principalmente de dia, mas volta para dormir em casa.

Só que desta vez já era noite quando ele saiu, e essas saídas costumam ser mais rápidas. Cadê o gato? Resolvi sair na rua chamando por ele – um amigo já prevê que eu vou me tornar “a louca da gato na vizinhança”.

Nem precisei chamar muito; ele estava chamando, do alto da árvore em frente à minha casa. Chorava, chorava, chorava. Olhava pra mim lá de cima e abria cada vez mais a boca, como quem diz: “Você não vai me tirar daqui?”

***
Ficamos os dois chamando um pelo outro. O guarda noturno passou e garantiu: “Cair, ele não cai. Também não pula”.

Um vizinho observou: “Tá muito frio, né?”

Pronto, mais um motivo para eu não querer esperar pelo dia seguinte. Sem falar que os miados iriam enlouquecer a mim e quem mais estivesse por perto.

Acabei entrando em casa para ver se, na minha ausência, ele tomava tento. Mas ele me via pela janela do andar de cima e, em vez de ir pra baixo, ia mais para o alto da copa da árvore, tentando encontrar um atalho pelos ares.

Desci de novo. Ele desceu um pouco também! Empacou na primeira forquilha, a uns 5 metros de altura. Morto de medo, arriscava uns passinhos tronco abaixo, escorregava e voltava. Às vezes parecia que queria pular, mas felizmente não tomava coragem pra isso.

Parei o carro em cima da calçada, subi no teto, mas continuei longe dele. O vizinho apareceu de novo – “pega lá a minha escada [que ele já tinha emprestado para mim] que eu seguro ela para você subir”. A escada de alumínio, bem alta, era leve. Consegui passá-la do terraço onde estava para as mãos dele na calçada, e lá fui eu me empoleirar. De pé no penúltimo degrau, conseguia ficar quase de frente para ele.

Precisei ficar paquerando o gato um tempão. “Vem, Taz, vem”. Ele ameaçou vir, hesitou, eu peguei nele, ele fincou as unhas das patas de trás e acabou voltando. “Vem, Taz, vem”. 


Finalmente ele veio, subiu no meu ombro, delicadamente. Fui descendo com uma mão no gato e outra na escada. Ainda bem que não tenho um pingo de medo de altura – aliás, lembrei dos tempos em que subia em uma escada como aquela para pendurar refletores no teatro da Cultura Inglesa, quando fiz a iluminação de umas peças por lá... #saudade.

***
Entrei em casa e botei o gato no chão. Ele imediatamente se enrolou e adormeceu. “Tadinho, deve estar exausto, estressado”. Foram bem umas duas horas de miados.

Lembrei que talvez eu tivesse deixado o carro aberto. Saí para fechar – Zum! O gato passou correndo pela fresta da porta de casa e foi se esconder debaixo de uma pilha de madeiras no quintal. “Taz”! Ele saiu e ficou em posição de largada, como quem diz: “Vem me pegar”! 


Animadíssimo para brincar de esconde-esconde, como adora fazer comigo e com os cachorros.
Peguei o bicho sem a menor vontade de brincar à meia-noite e meia e fiz uma anotação mental: “Gatos, um bom treinamento para a vida. Não espere deles a menor gratidão”.