quarta-feira, 15 de junho de 2016

Trumps, Bolsonaros e Estado Islâmico - tudo a ver

Quando eu era pequena, não conseguia entender como é que alguém "reivindicava a autoria" de um atentado terrorista. Minha mãe tentava explicar que era a assinatura de um gesto político, a transmissão de uma mensagem etc, mas eu não entendia como uma pessoa ou instituição podia querer se gabar de ter perpetrado um horror. (Minha mãe não esperava que eu aceitasse, só queria que eu soubesse o que se passava na cabeça de homens-bomba, sequestradores etc).

Agora há uma disputa imoral, insana e inimaginável: o Estado Islâmico (ou ISIS, como é chamado em outros países) jura que o ser humano doente que atirou dentro da boate em Orlando agia em seu nome. As forças antiterroristas talvez estejam se debatendo sobre como reagir a isso: admitir que o ISIS realmente pode somar essas mortes às outras que chama de suas ou negar a eles esse prazer.

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Há quem chame grupos extremistas, terroristas e assassinos de "fundamentalistas". ERRADO. Ou de "radicais" - errado também. Essas não são organizações que lutam pela implantação dos fundamentos verdadeiros das religiões que dizem professar, ou que praticam os ensinamentos sagrados com radicalidade.

Radical é dizer "morrer se preciso for; matar, nunca" (Marechal Rondon).

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O mundo não precisa de mais ninguém que incentive o ódio. As pessoas já justificam o seu (ódio) de várias maneiras... Mas lideranças políticas e "religiosas" fazem o (des)favor de ensinar que seus liderados podem excluir da lista de pessoas que têm o direito de existir aquelas que não vivem como eles acham que deveriam viver. Pregam a intolerância em nome de Deus; o ódio em nome de Jesus Cristo.

Pelamordedeus!!!

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Os adeptos de Trump são capazes de dizer: "Tá vendo como precisamos fechar as fronteiras para nos proteger?" (mais ou menos o que ele mesmo disse em seu tuíter). Odeiam todos os muçulmanos assim como os deturpacionistas islâmicos odeiam todos os estadunidenses. E não é só isso que têm em comum: odeiam estrangeiros de um modo geral, odeiam os 'infiéis" que seguem outras religiões, odeiam mulheres e pessoas LGBT.

Não duvido que haja anti-muçulmanos trumpistas dizendo alguma merda do tipo "aqueles ali bem que mereciam morrer".

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Os eleitores de Hillary podem dizer: "Tá vendo onde seu discurso de ódio pode nos levar??".

Os apoiadores de Obama podem dizer: "Tá vendo como vender armas absurdamente letais com ridícula facilidade ridícula pode nos destruir"?

Essas duas perguntas são as que eu faço.

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