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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mentira deslavada: no capítulo de hoje, Haddad e a coleta seletiva.

Siga o passo-a-passo e conclua você mesmo.

1 - O site da prefeitura comemora:



"QUASE 70% DOS DOMICÍLIOS JÁ SÃO ATENDIDOS PELA COLETA SELETIVA"!?!

2 - Consultei o e-sic:



3 - Responderam:



4 - Abri o anexo:



5 - Examinei todas as planilhas - distritos 100% atendidos, parcialmente atendidos, não atendidos.



6 - Usei os dados de uma página da prefeitura para calcular a população atendida:

Distritos 100% atendidos (46): 5.349.515 pessoas
Distritos parcialmente atendidos (28) 3.108.564 pessoas
Distritos não atendidos (22) 2.997.845 pessoas
(Total: 11.455.924)

OU SEJA:

De uma população de 11 milhões, 26% (pouco menos de 3 milhões) ainda não tem NADA de coleta seletiva; 27% (um pouco mais de 3 milhões) são parcialmente atendidos (vai saber o que é "parcialmente") e 47% são efetivamente atendidos com coleta domiciliar.

Daí para "quase 70% atendidos" (8 milhões) vai chão, hein?? Significaria que o atendimento "parcial" abrangeria 2,7 milhões de pessoas do total de 3,1 daqueles distritos, isto é 87%. Arrã.

Em todo caso, vou perguntar no e-sic o que exatamente significa "parcialmente atendido". Como se realmente houvesse a mais remota chance da tal cobertura de quase 70%. Hmpf.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Orçamento for Dummies - 4

Continuando com o parecer da Comissão de Orçamento e Finanças sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias - 2013, enviado para a Câmara Municipal pelo Executivo no 1o. semestre de 2012.

Ao estimar a receita para o ano seguinte, a prefeitura precisa levar em conta alguns riscos - "a possibilidade da ocorrência de eventos que venham a impactar negativamente as contas públicas". Entre eles, "variaçōes acima do previsto do IGPD-I (Indice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), que atualiza monetariamente 85% da dívida municipal. Um aumento incisivo nos preços capturados por esse indicador - que possui alta correlação com preços das commodities e com produtos sensíveis à variação do cambio - aumenta o saldo devedor".

Esse é um dos elementos que caracterizam a relação da União com o município como "agiotagem", como disse Haddad. O Lula deve ter dado um puxão de orelha nele (se bem que tudo de ruim que aconteceu e tudo de bem que devia ter acontecido durante os 12 anos de Lula/Dilma são sempre culpa de ontrem, começando por Cabral e terminando em São Paulo).

Outro risco apontado é "a queda do consumo por conta do endividamento e o arrefecimento da produção industrial verificada nos últimos doze meses, sinalizando comtração da atividade econômica".

Já sentimos isso na "marolinha" de 2008: as finanças das prefeituras no país todo foram prejudicadas. O governo federal continuou a gastança, e o que é pior - com muitos gastos e pouco investimento. (Só estou falando do oficial, não de desvios).

***
O Anexo III da LDO traz dados impressionantes sobre a prefeitura de São Paulo. Temos:

- 133.987 servidores ativos
- 56.440 inativos
- 21.114 pensionistas

A Folha de Pagamento soma:

- R$ 405,1 milhões para os servidores ativos
- R$ 232,2 milhōes paranos inativos.

E olha que tem MUITA gente com salários baixos (e aposentadorias).

Dentre os funcionários ativos, 25.457 já teriam condiçōes de se aposentar. Se todos o fizessem, o custo estimado seria de R$ 939,3 milhōes anuais.

O recolhimento para o Instituto de Previdência é assim:

Servidores ativos: alíquota de contribuição é de 11% sobre os vencimentos
Inativos e pensionistas: 11% sobre o que ultrapassar o teto de R$3.916,20 (ou seja, quem ganha menos que isso é isento)
Prefeitura - isto é, o empregador: contribui, isto é, deposita lá no Fundo que garante o pagamento de aposentadorias e pensōes, 22% sobre a folha de pagamento dos servidores ativos.

Juntando isso tudo, só dá pra pagar + ou - um terço de todos os benefícios (em 2012, eles calculavam que o custo total ficaria em R$ 4,2 bi). Portanto, além da alíquota estipulada em lei, a prefeitura ainda faz os aportes de mais 51,80% (isto é, deposita, paga) para completar o valor necessario.

Ainda pode haver mudanças conforme aumento de salários, rotatividade e outros fatores.

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Continua no próximo






sexta-feira, 27 de julho de 2012

Público seleto



Olhando da rua, uma central de triagem parece um monte de lixo. Não é... Ou melhor, não era pra ser, em um mundo civilizado e um país educado. 

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Já foram 67 cooperados, hoje são 54.
“Pessoal tem saído muito pra construção civil e firma de limpeza. Eles perguntam quanto vão ganhar aqui e a gente explica que depende da produtividade da Cooperativa; depende do esforço de cada um e de todo mundo. Eles preferem sair pra firma com carteira assinada e ter a garantia do mínimo”.
Com menos gente, é mais difícil processar o material - separar, prensar, embalar. Mas eles não conseguem mais mão-de-obra.
“A gente tenta fazer parceria com os albergues, mas a Assistência Social não dá suporte. E as pessoas tem dificuldade em assumir compromisso, tem dificuldades de Saúde Mental... A pessoa vem aqui, trabalha um mês, vê que tirou um bom dinheiro, gasta tudo e não volta mais. Tem de ter acompanhamento, orientação”.
Os cooperados tem tirado R$1.200 por mês. Algumas empresas doam cestas básicas como contrapartida pela retirada de material reciclável; outras pagam por esse serviço.Contribuem com o INSS e tem direito a um mês de férias remuneradas.
“Os “veteranos” já podem contar com auxílio do INSS, mas se a pessoa tem menos de um ano de contribuição e fica doente, não tem como tirar o benefício. Por isso seria bom se a prefeitura garantisse um mínimo por cooperado; atrairia outras pessoas para cá e daria uma garantia para os que estão”.

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O convênio com a administração municipal bem que precisa de correções e adendos. Hoje, no caso da CooperAção, a central de triagem que visitamos na Leopoldina, a prefeitura: 1) paga os R$75mil  de aluguel pelo terreno (que precisaria de uma série de adaptações); 2) paga o aluguel de dois caminhões pequenos e quatro grandes; 3) paga água e luz.
O resto é por conta deles: reparos, manutenção, seguro e abastecimento dos equipamentos e veículos próprios (empilhadeira, bobbycat, dois caminhões), administração - da cooperativa em si, das dificuldades e conflitos... Que são maiores em outros lugares.
“Aqui onde nós estamos não falta material - e material bom, que muita cooperativa da Zona Leste nunca vai ter que chegue”.
Uma parte do “material bom” era retirado do prédio dos Correios, pertíssimo dali. “Vinham cento e poucas toneladas de lá de dentro”. Depois o Decreto 5.940 determinou uma concorrência para o serviço de coleta seletiva na administração pública federal e, conforme a classificação, eles vão voltar a retirar no primeiro semestre do ano que vem. O que não acharam mau, porque a retirada no começo do ano diminui.
Hoje são (ainda!) 21 centrais conveniadas com a prefeitura. Não conveniadas, “mais de cem”. Tem problemas de documentação e não conseguem cumprir todas as exigências legais. Coisa que é comum a tudo quanto é empreendedor na cidade e, se em todas as situações a ajuda do poder público seria bem-vinda (a burocracia pode levar um empreendedor à loucura), nesse caso mais ainda.
Antes havia reuniões periódicas na Limpurb, agora não tem mais. Uma vez por mês há o encontro do Movimento Nacional dos Catadores para discutir os problemas da cidade de modo geral.

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Uma dificuldade básica das cooperativas é circular e estacionar seus caminhões. Que NÃO SÃO considerados, à luz da legislação, como parte “serviço essencial”, excluído do rodízio. Só os V.U.C.s podem circular sem as retrições aplicadas aos veículos de carga.
Diante dos condomínios, nem sempre encontram lugar para parar. Na minha rua (eles coletam de prédios vizinhos nas segundas à tarde), razoavelmente larga e tranquila, param em fila dupla sem maiores problemas. Na maioria dos destinos não é assim. Eles param e logo vem um funcionário da CET: “Sai daí já”! Ideal seria ter uma vaga reservada no dia da coleta, mas teria de ser oficial - eles mesmos não podem usar cones para reservar. Motoristas a serviços da cooperativa já foram multados por causa disso.
Para coletar o reciclável do Sesc Pompeia, por exemplo, o caminhão parava diante da porta de serviços, no primeiro quarteirão da avenida Pompeia - que não tem tráfego pesado na maior parte do dia. Um dia veio a CET: “VOCÊS TEM QUINZE MINUTOS”. Eles correram o quanto puderam... e tiveram de deixar uma parte do material lá mesmo.
Na Avenida Imperatriz Leopoldina, que é “do lado” da central de triagem, eles não coletam nada porque não há onde estacionar. Às vezes os cooperados vem arrastando o material por alguns quarteirões. A CooperAção não trabalha com carrinhos: “Nós acreditamos que nenhum ser humano nasceu pra puxar carroça”.  

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Eles tem EPIs, Equipamentos de Proteção Individual, fornecidos pela prefeitura - de quatro em quatro anos mais ou menos... UM par de botas por cooperado, DUAS calças, DUAS camisetas. Só as luvas vem em quantidade razoável.

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A Loga, empresa concessionária que atende a região, destina de material coletado em domicílio. Mas ela manda, como já vi aqui mesmo na minha rua, o caminhão compactador - que, evidentemente, não só mistura mas soca o material. “Se vem até 3.500 toneladas, ok. Se passa disso, esquece, não dá para aproveitar quase nada. O vidro, por exemplo, já virou farelo”.
“E a Loga recebe da prefeitura pelas toneladas que coleta e traz para cá. A gente separa e evita que muitas dessas toneladas deixem de ir para os aterros, mas a cooperativa não recebe nada da prefeitura por esse serviço”.
Compactado ou não, o material reciclável vem “batizado” pela falta de educação geral. “Mandam fralda suja... Saquinho com cocô de cachorro... “Moddess” usado, cachorro morto. E não vem de lugar “ruim” não... De condomínio bom, do Sesc...”

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Pra piorar, tem a desonestidade - por omissão, que seja. Existem materiais que pessoas educadas, informadas e conscientes encaminham para a coleta seletiva porque acredita serem recicláveis - até porque é isso que a embalagem informa. Mas é MENTIRA. Ou são recicláveis “em tese”, mas na prática “não tem saída”. A empresa que utiliza essas embalagens teria - tem - a obrigação de saber disso. É o caso de frascos de shampoo de PVC, ou uma PET branca opaca que “é quase PVC”. “Bandeja tem de três tipos e só uma delas vai para a reciclagem”.
Fiquei chocada com um desses frascos que é de refil de um cosmético. A gente compra achando que está economizando embalagem e é o contrário. Esse material vai para o lixo como rejeito! Ao menos com a política de logística reversa a empresa vai ter de arcar com a responsabilidade e o custo do ciclo completo do que “põe no mundo” - aí vão ver quanto pesa.

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O site da CooperAção é http://www.cooperacaoreciclagem.com.br



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pergunta que eu respondo: Coleta Seletiva :o)

Pergunta que veio do Paulo, através da minha fan page:


São Paulo é a cidade que mais polui o meio ambiente na América Latina e uma das que mais polui no mundo! E uma enorme parte é simplesmente pelo lixo. Sabe qual percentagem do nosso lixo é reciclada atualmente: pasme, pouco mais de 1%!!!

Como professor universitário faço a minha parte convencendo meus estudantes sobre como é imperativo fazer a reciclagem nas suas residências e SEMPRE ressalvo que A PREFEITURA NÃO FAZ A PARTE DELA, recolhendo e processando esse lixo.

Qual a sua proposta para o tema?


Paulo,

Nas minhas palestras, eu sempre conto uma das razões pelas quais resolvi me candidatar a vereadora e largar de vez as minhas outras atividades para viver imersa na política e trabalhar na área pública.

Eu era apresentadora da MTV e adorava aproveitar toda oportunidade - não só no Barraco, programa de debates que mediei, mas principalmente nos programas de videoclipes - para falar de coisas que para mim era muito importantes.

Perguntava para os espectadores, por exemplo, se eles sabiam quanto São Paulo produzia, na época, de lixo em um único dia. Eram 15 mil toneladas.

Sabendo que ficariam perplexos (a menos que fossem completamente sem-noção), acrescentava: "Imaginem pra onde vai tudo isso. E sequer é tudo "lixo"; uma parte enorme é de material reciclado, que vai ficar séculos amontoado ocupando espaço (e prejudicando a própria decomposição do material orgânico) enquanto poderia estar sendo reaproveitado ou reciclado, poupando recursos naturais (matérias-primas e energia) e gerando renda".

Muitos se sensibilizavam e mandavam emails perguntando: "QUERO SEPARAR MEU MATERIAL RECICLÁVEL! O que faço com ele depois?"

Imagine a quantidade de vezes em que eu não tinha uma resposta satisfatória... Isto é, conseguia despertar o incômodo e a vontade de agir, e ela era desperdiçada por falta de atenção do poder público.

Então resolvi ser poder público :o)

Como vereadora, apesar de criar muito caso (simplesmente por não abrir mão de princípios e convicções, veja você...) e me "isolar", consegui aprovar projetos bacanas. Um obriga a prefeitura a adquirir, em proporções cada vez maiores, material RECICLADO - sendo um grande comprador, a administração pública tem muito peso no mercado, ajudando a aquecer essa atividade econômica. Também apresentei o projeto que instituiu os Conselhos Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável nas Subprefeituras, compostos por 8 membros eleitos pela população (os chamados "Cadinhos", uma referência ao CADS, Conselho Municipal do Meio Ambiente).

Insatisfeita com as possibilidades de um vereador realmente interferir no rumo das coisas - tanto menores quanto mais "teimoso" ele for em ser correto e transparente - foi que resolvi tentar ser prefeita. Até conseguir. :o)

Então falando concretamente sobre algumas propostas minhas para a área:

1 - Quanto à estrutura atual:

As Cooperativas precisam de um acompanhamento mais firme da prefeitura para que tenham suporte para sua gestão - não é fácil.

Precisa haver um número maior de centrais de triagem, com condições muito melhores de trabalho do que tem hoje.

Os cooperados precisam ser ouvidos pra valer, com atenção à sua experiência, suas dificuldades e propostas.

As cooperativas precisam ser REMUNERADAS pela prefeitura pela PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS que fazem. Não podem depender apenas do preço obtido no mercado por seus materiais... Se o valor da tonelada de papelão cai por causa da crise econômica, por exemplo (aconteceu em 2008), a renda dos cooperados cai muito e a operação fica inviável. Eles prestam um serviço! E não podem também ter de pagar pela remoção de rejeito como se fossem grandes GERADORES! Eles RETIRAM material dos aterros, não PRODUZEM.

A coleta domiciliar feita pelas empresas concessionárias (Loga, Ecourbis) tem de ser feita em CAMINHÕES GAIOLA, aqueles com carroceria cercada por uma grade, e não compactadores!

Os grandes geradores (comércio, serviços) precisam ser fiscalizados para que deem a destinação correta a seu lixo - e separem, armazenem e destinem adequadamente o material reciclável. Não podemos tolerar que despejem papelão etc na calçada porque sabem que um catador vai passar e pegar - e torcer para que seja antes de chuva, por exemplo. TEM de haver um acordo (contrato, de preferência) para que reservem e destinem a uma cooperativa, de preferência, ou empresa.

Os Postos de Entrega Voluntários precisam ser bem localizados, com coleta regular, de acordo com o volume depositado (não pode ficar uma montanha para o lado de fora como as vezes acontece) e, de preferência, MONITORADOS, como já acontece em alguns lugares, para orientar as pessoas.

***
Até aqui, falamos de aperfeiçoamento. Agora vamos falar de mudanças.

1) Quanto mais diferenciada e capilarizada a coleta, MELHOR. A produtividade das centrais de triagem será muito maior quando o reciclado já chegar a elas menos misturado, mais limpo.

Minha ideia é implantar, primeiro como projeto piloto, uma coleta porta-a-porta diária (ou no mínimo três vezes por semana) feita por carros elétricos de pequeno porte (como os que percorrem o calçadão no centro) que substituam as carroças, aproveitando os próprios carroceiros. Nos casos (certamente numerosos) em que o carroceiro não puder ser treinado para pilotar os carros elétricos, podemos ter carros adaptados para operação com pedal, por exemplo. 

Ao ser mais frequente, a coleta será também mais particularizada. Exemplo: às segundas, quartas e sextas, recolhe vidro e alumínio. Às terças e quintas, papel, papelão, isopor e outros materiais.

Em lugares com produção muito elevada, passam vários carrinhos todos os dias, mas um para cada tipo de material.

Para isso, precisaria haver um esforço muito grande de EDUCAÇÃO e orientação, claro. Explicar de novo e de novo a importância da reciclagem, apresentar os catadores às pessoas de quem vão coletar, engajar escolas, empresas e associações de moradores, unir os movimentos (Agenda 21 etc), fazer campanhas na mídia para explicar. E testar, avaliar, corrigir.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Novidadezinhas

1) A nossa Praça de Atendimento - que recebeu avaliação positiva na "blitz" do jornal Agora, parabéns a quem trabalha lá - não tinha nada com que as pessoas pudessem se distrair enquanto esperavam sua vez. Improvisamos, então, uma micro-bibliotequinha (dá vergonha chamar de "biblioteca"): achamos uma estante de madeira meio abandonada, servindo como divisória em um dos ambientes do Tendal; ela foi lixada, pintada em esquema de "mutirão" (quem passasse pelo patio da Sub e quisesse dar uma mão de tinta, podia) e abastecida com livros doados. Cada exemplar tem um carimbo informando que é um bem de uso público - quem quiser, pode até levar emprestado, mas por favor traga de volta.

Ah, sim, aceitamos doações. :o)

***
(Sonho: espalhar mini-bibliotecazinhas em tudo quanto é praça. Um armário que proteja os livros das intempéries, que tenha uma porta sem cadeado, que seja cuidado por todo mundo. Já tinha contado isso?)

(Ah, mini-brinquedotacas também)

***
2) Colocamos uma caixa de sugestões para que os funcionários escrevam o que quiserem. "Vão escrever bobagem", avisaram. Azar. Pelo menos os que quiserem falar alguma coisa para valer terão uma oportunidade.

***
3) Implantamos o sistema mais simples de coleta seletiva que existe - e, para mim, o mais eficaz. Em cada ambiente, há duas lixeiras - uma para material reciclável (com saco de lixo azul) e outra para o não-reciclável (sacos pretos). Fizemos uma palestra rápida para os funcionários (todos foram convocados, mas a maioria não deu as caras. O recorde de não-comparecimento, me parece, foi da CPDU...) e estamos ampliando a parceria com a Cooperativa que já retirava uma parte dos materiais.

Não tem cabimento ter dez lixeiras comuns para uma de reciclável, especialmente no ambiente de trabalho. O volume de material reciclável costuma ser muito maior do que o de lixo orgânico, e é irreal esperar que as pessoas joguem o resto da maçã aqui e a garrafa plástica a cem metros daqui. E, no nosso sistema, também não há necessidade de separa metal de plástico de vidro de papelão etc. Se os materiais "secos" (e limpos!) estiverem todos juntos, já basta. Até porque tem também o isopor, as caixinhas longa-vida e outros que já são recicláveis mas não se enquadram nas outras categorias.

Próximo passo (esse é bem mais difícil): ampliar muito a adesão à coleta seletiva na região. Vamo-que-vamo.