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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Matemágica

No site do Fome Zero, um exemplo Malba Tahan de como o governo brinca com os números:

PAC injeta R$ 7,35 bilhões em moradia e saneamento em SP

[SETE BILHÕES. Acompanhe como chegamos a esse número]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou nesta terça-feira (26/06), no Palácio dos Bandeirantes, repasse de R$ 4,92 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a execução de obras de saneamento e urbanização de favelas em 58 municípios paulistas. São R$ 2,08 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 2,83 bilhões em financiamento. Com as contrapartidas do Estado, de R$ 1,82 bilhão e, dos municípios, de R$ 605 milhões, o investimento chega a R$ 7,3 bilhões.

PORTANTO:
R$ 2,08 bilhões vieram do Orçamento da União.
R$ 2,83 bilhões são FINANCIAMENTO. Portanto, o estado vai ter de pagar por ele. É empréstimo, não transferência.
R$ 1,82 bilhões são do Orçamento do Estado.
R$ 650 milhões, dos municípios.

Dos SETE BILHÕES "injetados", o governo federal entrou com DOIS!!!

(SEM CONTAR que o dinheiro da União sai todinho daqui... Dos estados e municípios... SANGRADOS pelo ridículo sistema tributário centralizador que temos. Mandamos trilhões para lá, eles mandam 2 bi e ainda se fazem de generosos)

Para quem se interessar, segue o complemento da notícia:

Os termos de cooperação serão assinados pelo governador do Estado, José Serra, e prefeitos dos municípios que integram as Regiões Metropolitanas (RMs) de São Paulo (27), Campinas (14) e da Baixada Santista (8), além de nove cidades com população superior a 150 mil habitantes. De acordo com o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, que participa do evento, os recursos serão aplicados em obras de grande porte, como a urbanização de favelas, a remoção de moradias em áreas de risco e a erradicação de palafitas na Baixada Santista.


Na área de saneamento, os recursos destinam-se principalmente a  recuperação de mananciais no entorno das represas Billings e Guarapiranga e à  despoluição da Baía de Santos e da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí−. Também serão realizadas obras de ampliação e implantação de redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário nas três Regiões Metropolitanas. 

Eu venci, nós empatamos, vocês perderam

Como eu sempre digo (e não adianta nada, e por isso quero ser deputada federal para ver se faz mais efeito), o governo federal juntou uma porção de obras e chamou de "Plano" de "Aceleração". Boa parte dessas obras é de responsabilidade de estados e municípios; em alguns casos, o recurso é integralmente do governo federal e a obra também; em outros, ele só coloca o dinheiro. Tem de tudo: da Transposição do São Francisco e Belo Monte à construção de quadras cobertas nas escolas (vê lá se isso deveria ser considerado obra do PAC...). E em outros ainda, o governo local responde pela maioria dos recursos investidos e pela totalidade da obra. Imagine em que estado isso acontece muito - São Paulo, claro.

Aí, se a obra atrasa, se tem problemas com licitações, licenciamento, contratos, pagamentos, acidentes, questionamentos quanto a desapropriações, desocupações e compensação ambiental, é o governo estadual quem responde por tudo isso. MAS quando a obra fica pronta... Ê, é obra do PAC! Vai o Lula na inauguração e fala um monte! O relatório mostra o sinal verde e isso ajuda a elevar o índice de conclusão de projetos.

E depois eles ainda FALAM MAL DE SÃO PAULO, dizendo que a gente está ficando para trás enquanto o país avança celeremente. Que a gente não usa dinheiro federal porque não quer.

)(&*Y*YYGH*&T)(&¨¨¨%#@&¨R

Um exemplo entre muitos:


O governo do estado realiza várias obras de saneamento, melhorando uma cobertura que já é, de modo geral, muito melhor que do restante do país, com grande volume de recursos próprios e a execução todinha sob sua responsabilidade e... o PAC comemora o resultado.

#brincadeira.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vamos bem - 2

País rico e sem miséria?

Pesquisa do IBGE recém-divulgada dimensiona os problemas e desafios das cidades brasileiras. Apenas 28% dos municípios têm política de saneamento básico e 32,3% implantaram a coleta seletiva de lixo. Um pouco menos da metade, 47,8%, não possui estrutura para fiscalizar a qualidade da água. E mais: só 6,2% das localidades têm um plano de redução de riscos em caso de desastres naturais, tão comuns durante as intensas chuvas de verão.

Nem nas regiões mais ricas os números empolgam, embora sejam melhores do que nas áreas mais pobres. No Sul, cerca de 70% das cidades possuem planos municipais de saneamento e de fiscalização de qualidade da água. No Sudeste, o índice gira em torno dos 50%.

Quando se fala em coleta seletiva de lixo, o pior indicador cabe a Roraima: nenhum dos seus 15 municípios adotou um plano. O único aterro sanitário fica na capital, Boa Vista. Nos demais, os dejetos hospitalares são, por exemplo, despejados em lixões a céu aberto.

"Os municípios não estão estruturados para a questão de saneamento”, afirmou Daniela Santos Barreto, pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.  

>>>> 1) Deus queira que o "aterro sanitário" seja digno do nome. No Rio de Janeiro, por exemplo, tinham a cara de pau de dizer "Aterro Sanitário de Gramacho" quando na verdade era um LIXÃO. 2) "Os municípios não estão estruturados". Bom, tem município que não tem dinheiro nem para pagar o piso nacional (que é uma merreca) para os professores de escola pública e depende de repasses do governo federal, Fundo disso, Fundo daquilo. Milhares de municípios, aliás. Se eles "não estão estruturados" - financeiramente, tecnicamente - o governo federal vai fazer O QUE em relação a isso? 3) Em 2009, em um evento no Pará, o então presidente Lula disse "O povo está na merda e eu vou tirar o povo da merda". Realmente, o povo ainda estava na merda depois de 7 anos de governo dele. E continua. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Básico


(Essa foi para o Portal da Band, em resposta a um internauta)

Pergunta: Prezados candidatos, gostaria de saber quais são os projetos referentes ao tema de saneamento básico para a cidade?

O Saneamento é mais crítico nas regiões da cidade que tiveram ocupação desordenada. São centenas de domicílios não ligados às redes de coleta e tratamento de esgoto. 

Em alguns lugares, é necessário fazer projetos completos de urbanização, com verticalização (como nos projetos da Favela do Gato (gestão Marta) e Heliópolis e Paraisópolis (gestões Serra e Kassab), organização do viário (calçadas, ruas, guias), desimpermeabilização e  arborização, implantação de sistemas de coleta e reaproveitamento de água de chuva, aperfeiçoamento do sistema de coleta e destinação de resíduos sólidos (recicláveis, entulho, “bagulho”, material orgânico etc) e recuperação do leito e margem dos córregos. 

Nas áreas completamente reurbanizadas ou naquelas em que não for necessário intervenções tão grandes, vamos estudar qual a melhor solução - que não é necessariamente o modo usual, de conexão a rede e transporte até estações de tratamento a longa distância. Existem muitas tecnologias - antigas e modernas - que permitem o tratamento de esgoto no local, inclusive com a possibilidade de geração de energia.