1 - Muitos ligam para a família (mães, filhas e filhos, irmãos, sobrinhas) e desligam quando alguém atende porque têm vergonha. Outros mentem dizendo que está tudo bem, porque não querem que a mãe sofra. A maioria, quando a gente pergunta sobre sua família, responde: "É esta aqui", mostrando os moradores de rua ao seu redor.
2 - Em São Paulo, muitos se referem ao seu lugar (debaixo de um viaduto, colado ao muro, no meio de um canteiro) como "maloca" e se denominam "maloqueiros". Ficam muito irritados se chamados de "mendigos".
3 - Em várias ocasiões, pedem ajuda para parar de fumar, cheirar ou beber. "Me arruma uma internação?" é um pedido frequente. Muitos já passaram várias vezes por CAPS e internações. Muitos pararam de fumar e cheirar, mas não conseguem largar a pinga. Uma garrafa conhecida como "barrigudinha" ou "gorote" custa R$2,50.
4 - Por que não querem ir para albergues? Porque não podem levar a mulher, os amigos, as crianças e os cachorros - e é lógico que jamais os deixariam para trás. Porque não podem deixar a carrocinha na rua (pode ser levada pelo rapa ou roubada). Porque não querem dormir em um quarto com dezenas de conhecidos com quem não se dão ou desconhecidos. Porque não podem beber ou fumar enquanto estiverem lá (e ficam furiosos quando outros cheiram ou usam pedra nos banheiros). Porque as camas têm pulgas. Porque alguns albergues os obrigam a sair da cama antes das 6 da manhã. Porque alguns albergues são muito distantes de onde "moram", e tem kombi pra levar mas ninguém os traz de volta.
5 - Elas e eles adoram ganhar kits de higiene: sabonete, barbeador, desodorante, xampu, escova e pasta de dentes. E também gel (homens) e esmalte de unha.
6 - Muitos cobertores são abandonados durante o dia por motivos diversos, entre eles o fato de que moradoras e moradores de rua, por problemas fisiológicos, psicológicos etc, urinam enquanto dormem. E lavar a roupa, para quem mora na rua, é um luxo. Os que fazem questão procuram um chafariz ou a sarjeta mesmo.
7 - De um jeito ou de outro, assistem televisão. Ontem mesmo um garoto que dormia no meio da ciclovia da Auro Soares viu minha camisa de futebol e perguntou "E o Peru, hein?". Também comentam política e filmes. Outro dia o assunto de madrugada no ponto de ônibus do Pateo do Colégio era "A Lagoa Azul".
8 - Muitos tomam remédios controlados porque têm convulsões. Às vezes (toda hora) o rapa leva seus objetos - mochila com documentos, roupa, livros (sim, livros!), remédios - e eles não conseguem repor o que foi levado.
9 - Se morrerem sem terem nenhum documento com foto (acontece muito) e sem que se localize a família, um amigo que queira evitar que sejam enterrados como indigentes ("não reclamados", "não identificados") precisará ir duas vezes a uma delegacia tentar obter autorização para providenciar a "inumação". Às vezes não dá certo.
10 - É impressionante como gostam de comemorar seus aniversários. Experimente fazer festa para um deles (bolo, velinhas, refrigerante) - os outros todos vão ficar ansiosos na expectativa do seu dia e fazer contagem regressiva.
"...But when you talk about destruction/Don't you know that you can count me out"
Mostrando postagens com marcador vidadeverdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vidadeverdade. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 15 de junho de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Objetos de valor
O inventário do que me roubaram no domingo é uma minibiografia:
- RG
- Carteira de Motorista
- Título de eleitora
- Carteirinha do Palmeiras
- Cartão SUS e carteirinha de marcação de consultas na UBS
- Bilhete Único
- Cartão Fidelidade do Metrô
- Cartão-presente da Livraria Cultura
- Cartão Fidelidade Smiles e TAM
- Cartão do Banco do Brasil (2)
- Cartão do Itaú
- American Express
- Cartão Marisa
- Cartão Ticket Restaurante de um amigo
- “Tíquetes” do meu serviço
- Contra-vales
- Caderno tipo agenda cheio de anotações
- Caderninho cheio de anotações
- 5 pendrives cheios de arquivos
- Chave de casa
- Chave da casa da minha mãe
- Zen (uma espécie de manto usado em cerimônias)
- Caderno de anotações de ensinamentos budistas
- Porta-Sadhana (estojo com os textos das práticas budistas)
- Tambor de Tchod (usado em determinadas práticas budistas)
- Sino e Dorje (idem)
- RG
- Carteira de Motorista
- Título de eleitora
- Carteirinha do Palmeiras
- Cartão SUS e carteirinha de marcação de consultas na UBS
- Bilhete Único
- Cartão Fidelidade do Metrô
- Cartão-presente da Livraria Cultura
- Cartão Fidelidade Smiles e TAM
- Cartão do Banco do Brasil (2)
- Cartão do Itaú
- American Express
- Cartão Marisa
- Cartão Ticket Restaurante de um amigo
- “Tíquetes” do meu serviço
- Contra-vales
- Caderno tipo agenda cheio de anotações
- Caderninho cheio de anotações
- 5 pendrives cheios de arquivos
- Chave de casa
- Chave da casa da minha mãe
- Zen (uma espécie de manto usado em cerimônias)
- Caderno de anotações de ensinamentos budistas
- Porta-Sadhana (estojo com os textos das práticas budistas)
- Tambor de Tchod (usado em determinadas práticas budistas)
- Sino e Dorje (idem)
sábado, 8 de dezembro de 2012
Smile x Sorria
"Desventuras em Série", ou "Mais um capítulo da saga de Sonia Francine em aeroportos"
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Sim, eu errei. Eu perdi o voo da ida. Combinacao de burrada + imprevisto + o previsível.
Burrada: achei que ia conseguir ir de onibus para Cumbica (Airport Express, ótimo)
Aí vi que ia ficar muito em cima da hora e resolvi chamar um táxi.
Sábado, umas 7 da noite. Liguei para DEZ números - pontos, centrais. Nenhuma podia me atender "de imediato".
Liguei desesperada para uma amiga que me levou ao aeroporto. A Marginal estava ok, mas O ACESSO AO AEROPORTO... Horrível, parecia 6 da tarde de um dia útil na 23 de maio.
Bom, perdi. E a loja de passagens (no caso, da Gol) nao podia fazer nada para remarcar: "Você tem de ligar para o Smiles".
Aí comeca:
HORAS [hipérbole, ok?] pendurada no telefone para eles dizerem "tem que ser pelo site".
HORAS tentando navegar no site até encontrar o que fazer
Encontrei POR ACASO a seguinte informacao:
Só faltou dizerem "Perdeu, Playboy"
Seguinte: chorar nao adianta, entao o jeito era comprar outra passagem de ida para nao perder TUDO - dinheiro inclusive. Para o trecho da volta, completei as milhas com uns 300 contos.
Pelo menos para comprar a passagem com milhas foi MUITO rápido. Clicou, preencheu, comprou. Por SORTE, tinha voo as 9 da manha do dia seguinte.
Passei uma boa semana em Buenos Aires, ufa. Valeu. O voo de volta, originalmente marcado para as 10 da manha, tinha sido alterado por eles para as 5h30. Assim: "Sonia, houve uma mudanca no seu itinerario" e pronto.
Entao ta, ne? "De graca, quer o que?", devem dizer la entre eles.
Saí do hostel as 3 da manha, cheguei ao aeroporto feliz da vida as 3h45. Balcao nao tinha fila.
EU DEVIA TER ADIVINHADO QUE NAO IA DAR CERTO.
Nao deu outra: "Senhora, sua reserva foi cancelada".
OI? Cuma?
"Consta aqui que a senhora nao veio. A senhora veio pela mesma companhia?"
"Sim!"
"Mas nao posso fazer nada aqui. A senhora tem de ir ali na loja da Gol"
Contei a história outra vez...
"Tem aí o comprovante de embarque?"
Bizarro.
Revirei mala, bolsa o diacho e achei.
Nisso ela já tinha encontrado uma resposta para o meu caso: "Era um localizador só. Quando cancelou a ida, derrubou também a volta".
"Mas quando eu comprei uma passagem nova pra ida, a volta aparecia pra mim OK! Até oferecia a possibilidade de remarcar, se quisesse. Nao dizia que ela seria cancelada!"
"Desculpe, nao posso fazer nada porque é Smiles. A sra tem de ligar para a Central - aqui está o número. Eles comecam a atender as 6h00".
Eram QUATRO da manha.
Corri para o "Communication Center" para tentar pela internet - que só iria funcionar dali a uns 10 minutos (#tavafacil). "A sra pode voltar depois?". Posso, claro, vou até ali bater a cabeca na parede e ja volto.
Enfim, entrei no site do Smiles. Preguica até de contar que, depois de estar no Chat (Atendimento On-line) e já ter DOIS números de protocolo para o atendimento iniciado, fui instruída a "sair, logar e depois entrar novamente, já logada". EU ESTAVA LOGADA.
Final da história: "Perdeu, Playboy!". Cancelou a ida, perdeu a volta. Azar o seu que nao adivinhou. Perdeu as milhas, perdeu o dinheiro, perdeu tudo.
Entao aqui estou, no Communication Center, vendo pelo reflexo no vidro que está amanhecendo um lindo dia. Comprei outra passagem de volta - com milhas, e seja o que Ele quiser.
Total da brincadeira:
Original: 11 mil milhas + trezentos e poucos reais.
Final: As 11 mil + 10 mil da ida + 10 mil da volta + os trezentos perdidos + cento e pouco de taxa disso e daquilo.
Saiu SUPER EM CONTA essa viagem para Buenos Aires! E agora preciso ver se os pesos que me restam chegam para ir ao Aeroparque de onibus - se sobrar ALGUM para o café, ofereco o primeiro gole pro santo.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Sim, eu errei. Eu perdi o voo da ida. Combinacao de burrada + imprevisto + o previsível.
Burrada: achei que ia conseguir ir de onibus para Cumbica (Airport Express, ótimo)
Aí vi que ia ficar muito em cima da hora e resolvi chamar um táxi.
Sábado, umas 7 da noite. Liguei para DEZ números - pontos, centrais. Nenhuma podia me atender "de imediato".
Liguei desesperada para uma amiga que me levou ao aeroporto. A Marginal estava ok, mas O ACESSO AO AEROPORTO... Horrível, parecia 6 da tarde de um dia útil na 23 de maio.
Bom, perdi. E a loja de passagens (no caso, da Gol) nao podia fazer nada para remarcar: "Você tem de ligar para o Smiles".
Aí comeca:
HORAS [hipérbole, ok?] pendurada no telefone para eles dizerem "tem que ser pelo site".
HORAS tentando navegar no site até encontrar o que fazer
Encontrei POR ACASO a seguinte informacao:
8. Nao comparecimento ao embarque (noshow):
passagens compradas ate 30 de Abril de 2012 : R$ 70,00 - por passageiro
passagens compradas a partir de 01 de Maio de 2012 : perda do valor pago e das milhas usadas para a emissao do bilhete Smiles
Só faltou dizerem "Perdeu, Playboy"
Seguinte: chorar nao adianta, entao o jeito era comprar outra passagem de ida para nao perder TUDO - dinheiro inclusive. Para o trecho da volta, completei as milhas com uns 300 contos.
Pelo menos para comprar a passagem com milhas foi MUITO rápido. Clicou, preencheu, comprou. Por SORTE, tinha voo as 9 da manha do dia seguinte.
Passei uma boa semana em Buenos Aires, ufa. Valeu. O voo de volta, originalmente marcado para as 10 da manha, tinha sido alterado por eles para as 5h30. Assim: "Sonia, houve uma mudanca no seu itinerario" e pronto.
Entao ta, ne? "De graca, quer o que?", devem dizer la entre eles.
Saí do hostel as 3 da manha, cheguei ao aeroporto feliz da vida as 3h45. Balcao nao tinha fila.
EU DEVIA TER ADIVINHADO QUE NAO IA DAR CERTO.
Nao deu outra: "Senhora, sua reserva foi cancelada".
OI? Cuma?
"Consta aqui que a senhora nao veio. A senhora veio pela mesma companhia?"
"Sim!"
"Mas nao posso fazer nada aqui. A senhora tem de ir ali na loja da Gol"
Contei a história outra vez...
"Tem aí o comprovante de embarque?"
Bizarro.
Revirei mala, bolsa o diacho e achei.
Nisso ela já tinha encontrado uma resposta para o meu caso: "Era um localizador só. Quando cancelou a ida, derrubou também a volta".
"Mas quando eu comprei uma passagem nova pra ida, a volta aparecia pra mim OK! Até oferecia a possibilidade de remarcar, se quisesse. Nao dizia que ela seria cancelada!"
"Desculpe, nao posso fazer nada porque é Smiles. A sra tem de ligar para a Central - aqui está o número. Eles comecam a atender as 6h00".
Eram QUATRO da manha.
Corri para o "Communication Center" para tentar pela internet - que só iria funcionar dali a uns 10 minutos (#tavafacil). "A sra pode voltar depois?". Posso, claro, vou até ali bater a cabeca na parede e ja volto.
Enfim, entrei no site do Smiles. Preguica até de contar que, depois de estar no Chat (Atendimento On-line) e já ter DOIS números de protocolo para o atendimento iniciado, fui instruída a "sair, logar e depois entrar novamente, já logada". EU ESTAVA LOGADA.
Final da história: "Perdeu, Playboy!". Cancelou a ida, perdeu a volta. Azar o seu que nao adivinhou. Perdeu as milhas, perdeu o dinheiro, perdeu tudo.
Entao aqui estou, no Communication Center, vendo pelo reflexo no vidro que está amanhecendo um lindo dia. Comprei outra passagem de volta - com milhas, e seja o que Ele quiser.
Total da brincadeira:
Original: 11 mil milhas + trezentos e poucos reais.
Final: As 11 mil + 10 mil da ida + 10 mil da volta + os trezentos perdidos + cento e pouco de taxa disso e daquilo.
Saiu SUPER EM CONTA essa viagem para Buenos Aires! E agora preciso ver se os pesos que me restam chegam para ir ao Aeroparque de onibus - se sobrar ALGUM para o café, ofereco o primeiro gole pro santo.

***
Atualização:
Consegui reembolso de uma parte do dinheiro pago na passagem de volta e, das 11 mil milhas jogadas fora, me devolveram dez.
Não sem briga.
Atualização:
Consegui reembolso de uma parte do dinheiro pago na passagem de volta e, das 11 mil milhas jogadas fora, me devolveram dez.
Não sem briga.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Palhacitos
"Não tenho clima pra fazer graça, né? Mas eu preciso passar pra frente as piadinhas que circulam por aí:
Dizem que a Soninha vai gravar o novo aviso de “Essa moto está sendo roubada!”
E continuam...
“Quem foi que disse que não chegaria o seu dia?”
“Roubo de moto é #mtoloko, mas fica #sussa que vamos recuperá-la...”
“Por via das dúvidas, procure o gambé gatcheeenho mais próximo...”
Última pergunta: “E a minha moto, Haddad?”
Desculpa, gente. Tinha que dividir com vcs..."
Td bem, Mauricio, #euri
Dizem que a Soninha vai gravar o novo aviso de “Essa moto está sendo roubada!”
E continuam...
“Quem foi que disse que não chegaria o seu dia?”
“Roubo de moto é #mtoloko, mas fica #sussa que vamos recuperá-la...”
“Por via das dúvidas, procure o gambé gatcheeenho mais próximo...”
Última pergunta: “E a minha moto, Haddad?”
Desculpa, gente. Tinha que dividir com vcs..."
Td bem, Mauricio, #euri
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
#tafacil
Aí eu tenho de escolher roupa antes de sair de casa.
Aí eu já cheguei à conclusão de que preciso comprar roupa - aquela única calça preta de cintura baixa e botão de mettal tem limites.
Aí eu não arrumo tempo para sair e comprar roupa.
Aí a Tania falta um dia (Zona Sul um caos, tudo parado sem perspectiva de começar a andar de novo, sem ninguém saber por que) e o outro não é mesmo dia dela vir (sem poder dar a ela o aumento de salário que eu gostaria, dei redução de trabalho... Às quintas ela faz faxina em outro lugar).
Aí a calça-branca-que-quebra-um-galho está no cesto de roupa suja desde terça-feira à noite. As roupas lavadas na terça pela Helena estão no cesto de roupa pra passar. Eu tenho hoje 3 gravações (TV Câmara + 2 programas do horário eleitoral) + aqueles 30 segundos diários de SPTV.
E umas duzentas entrevistas para responder por email PRA HOJE.
Reiterando:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
"Até que enfim é sexta-feira". HMPF.
Aí eu já cheguei à conclusão de que preciso comprar roupa - aquela única calça preta de cintura baixa e botão de mettal tem limites.
Aí eu não arrumo tempo para sair e comprar roupa.
Aí a Tania falta um dia (Zona Sul um caos, tudo parado sem perspectiva de começar a andar de novo, sem ninguém saber por que) e o outro não é mesmo dia dela vir (sem poder dar a ela o aumento de salário que eu gostaria, dei redução de trabalho... Às quintas ela faz faxina em outro lugar).
Aí a calça-branca-que-quebra-um-galho está no cesto de roupa suja desde terça-feira à noite. As roupas lavadas na terça pela Helena estão no cesto de roupa pra passar. Eu tenho hoje 3 gravações (TV Câmara + 2 programas do horário eleitoral) + aqueles 30 segundos diários de SPTV.
E umas duzentas entrevistas para responder por email PRA HOJE.
Reiterando:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
"Até que enfim é sexta-feira". HMPF.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Poema do desalento
Você precisa de alguém mais firme do que você
Eu preciso de alguém mais mole do que eu
(Autora desconhecida)
Eu preciso de alguém mais mole do que eu
(Autora desconhecida)
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Se eu for comer pastel, andar de skate ou caminhar
Se eu for comer pastel, andar de skate ou caminhar no comércio, a imprensa vai atrás de mim. Então gosto de aproveitar as câmeras de TV para denunciar problemas ou fazer "propaganda" de projetos bacanas.
Mas tem gente que tem medo ou horror de candidato :o(
***
Hj fui à Laramara. Foi dia de oficina para fazer cadeiras de banho de PVC - baratas e muito, muito funcionais. O cara que projetou e ensina a fazer é um Mac Gyver . Queria mostrar a genialidade do criador e a possibilidade que se abre para fazer cadeiras de banho para idosos - alguém que trabalha em um Santa Casa me falou como eles precisam delas.
Bom, a Laramara não deixou entrar a imprensa. :o(. "Não queremos constranger as mães". Sugeri três possibilidades: 1) Consultar as mães, que talvez não se importassem; 2) Fazer planos fechados, mostrando só as mãos em ação, ou planos abertos de longe, sem fisionomias. 3) Gravar na oficina só comigo e o professor aparecendo.
Nada feito.
Que pena.
Mas a Laramara continua sendo uma instituição excelente e vou continuar fazendo minha contribuição de R$50 td mês. Só queria fazer uma propaganda melhor deles. :o/
***
Ontem e hoje duas pessoas passaram por mim e estranharam: "Sozinha na rua?". Gozado, né? Parece que político só anda com séquito. Bom, talvez seja verdade para quase todos rsrsrs.
***
Criei uma conta no Ask.fm por sugestão de uma tuiteira. Muito muito muito legal. E uma ideia de jerico. Neste momento tenho 406 perguntas aguardando minha atenção. E tenho a maior vontade de responder. Só que não dá.
Povo é muito doido, viu? (Claro que me incluo).
Nuvem de Tags sobre algumas perguntas recorrentes, isto é, temas que se repetem ao infinito: esquerda e direita, progressistas e fascistas, Serra, Kassab, filhas, maconha. Respondi dezenas de vezes, sempre chegam de novo... Aí dizem que estou fugindo... Dai-me, Senhor.
Sobre maconha, em geral, são perguntas mesmo. Mas teve um que falou "Se vc não fuma, não venha participar de manifestações pedindo a legalização, suas hipócrita". Sobre esquerda e direita, dizem que eu apoio partidos ou governos fascistas, higienistas, tudo de ruim. Morro de curiosidade para saber de que partido são. Sério, sem sacanagem.
Uns reclamam que eu não respondo. "Eu ia votar em você, não vou mais". Se o candidato deles responder assim, no homem-a-homem, seja pela internet ou pessoalmente, até eu mudo meu voto. Hmpf.
Uns perguntam "você vai continuar na internet se for prefeita?". Claro. Aí um vem e trola: "Não vai trabalhar não, vai ficar só na internet?".
Ai, os humanos.
Mas tem gente que tem medo ou horror de candidato :o(
***
Hj fui à Laramara. Foi dia de oficina para fazer cadeiras de banho de PVC - baratas e muito, muito funcionais. O cara que projetou e ensina a fazer é um Mac Gyver . Queria mostrar a genialidade do criador e a possibilidade que se abre para fazer cadeiras de banho para idosos - alguém que trabalha em um Santa Casa me falou como eles precisam delas.
Bom, a Laramara não deixou entrar a imprensa. :o(. "Não queremos constranger as mães". Sugeri três possibilidades: 1) Consultar as mães, que talvez não se importassem; 2) Fazer planos fechados, mostrando só as mãos em ação, ou planos abertos de longe, sem fisionomias. 3) Gravar na oficina só comigo e o professor aparecendo.
Nada feito.
Que pena.
Mas a Laramara continua sendo uma instituição excelente e vou continuar fazendo minha contribuição de R$50 td mês. Só queria fazer uma propaganda melhor deles. :o/
***
Ontem e hoje duas pessoas passaram por mim e estranharam: "Sozinha na rua?". Gozado, né? Parece que político só anda com séquito. Bom, talvez seja verdade para quase todos rsrsrs.
***
Criei uma conta no Ask.fm por sugestão de uma tuiteira. Muito muito muito legal. E uma ideia de jerico. Neste momento tenho 406 perguntas aguardando minha atenção. E tenho a maior vontade de responder. Só que não dá.
Povo é muito doido, viu? (Claro que me incluo).
Nuvem de Tags sobre algumas perguntas recorrentes, isto é, temas que se repetem ao infinito: esquerda e direita, progressistas e fascistas, Serra, Kassab, filhas, maconha. Respondi dezenas de vezes, sempre chegam de novo... Aí dizem que estou fugindo... Dai-me, Senhor.
Sobre maconha, em geral, são perguntas mesmo. Mas teve um que falou "Se vc não fuma, não venha participar de manifestações pedindo a legalização, suas hipócrita". Sobre esquerda e direita, dizem que eu apoio partidos ou governos fascistas, higienistas, tudo de ruim. Morro de curiosidade para saber de que partido são. Sério, sem sacanagem.
Uns reclamam que eu não respondo. "Eu ia votar em você, não vou mais". Se o candidato deles responder assim, no homem-a-homem, seja pela internet ou pessoalmente, até eu mudo meu voto. Hmpf.
Uns perguntam "você vai continuar na internet se for prefeita?". Claro. Aí um vem e trola: "Não vai trabalhar não, vai ficar só na internet?".
Ai, os humanos.
terça-feira, 31 de julho de 2012
"Com'assim prédio popular nos Jardins?"
Pergunta que eu respondo!
Questiona que eu explico :o)
Amanhã (quarta), às 19h30, vou responder pela internet ao vivo - pode mandar sua pergunta desde já para soninharesponde@soninha.com.br.
Não seja mal-educado senão a sua mãe lava sua boca com sabão.
O endereço da transmissão eu vou passar amanhã mesmo pelo tuíter: www.twitter.com/soninhafrancine
bjs :)
Questiona que eu explico :o)
Amanhã (quarta), às 19h30, vou responder pela internet ao vivo - pode mandar sua pergunta desde já para soninharesponde@soninha.com.br.
Não seja mal-educado senão a sua mãe lava sua boca com sabão.
O endereço da transmissão eu vou passar amanhã mesmo pelo tuíter: www.twitter.com/soninhafrancine
bjs :)
Marcadores:
candidatura,
cidades,
Habitação,
moradia,
periferia,
política pública,
política urbana,
prefeitura,
programa de governo,
São Paulo,
vidadeverdade
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Amor em Prática
"A política é o apostolado do prazer, o prazer de por o amor em prática".
Por Jorge Bartholomeu Carneiro da Cunha ou Jorjão. Foi Chefe da Casa Civil do Governo Popular de Miguel Arraes, presidente da Imprensa Oficial do Estado do Governo Democrático de Franco Montoro, Coordenador Geral odo MPGD - Movimento dos Profissionais por um Governo Democrático. Morreu no dia 1º de maio de 86.
Achei um texto sobre ele e não quis descartar antes de anotar a frase :o)
***
Lembrei dos meus tempos de Trotkista, em que tratávamos o governo Montoro como um horror - autoritário, injusto etc.
Hoje eu vejo que a gente era muito intolerante, mal informado e sacana.
Ainda penso muitas coisas como pensava naquela época (anos 80), mas em alguns casos mudei bastante de ideia.
***
Fui atrás de mais informações sobre o Jorjão mas o Google foi silente como poucas vezes. Mas achei isto aqui.
Por Jorge Bartholomeu Carneiro da Cunha ou Jorjão. Foi Chefe da Casa Civil do Governo Popular de Miguel Arraes, presidente da Imprensa Oficial do Estado do Governo Democrático de Franco Montoro, Coordenador Geral odo MPGD - Movimento dos Profissionais por um Governo Democrático. Morreu no dia 1º de maio de 86.
Achei um texto sobre ele e não quis descartar antes de anotar a frase :o)
***
Lembrei dos meus tempos de Trotkista, em que tratávamos o governo Montoro como um horror - autoritário, injusto etc.
Hoje eu vejo que a gente era muito intolerante, mal informado e sacana.
Ainda penso muitas coisas como pensava naquela época (anos 80), mas em alguns casos mudei bastante de ideia.
***
Fui atrás de mais informações sobre o Jorjão mas o Google foi silente como poucas vezes. Mas achei isto aqui.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Ommmmmmmmmmmmmm
Explicar não adianta NADA. Mas eu faço muitas coisas que não adiantam NADA porque eu acredito que devo fazer.
Tem horas/dias que eu ligo o “dane-se”. Tem dias que não, eu quero falar.
- Você ironizou o caos/acidente no metrô?
(*&¨¨*%,. Eu achei espantoso, MTO LOUCO, saber pelo tuíter que estivesse um caos no sistema enquanto ali, na Linha Verde (Vila Madalena-Consolação) e Amarela (Paulista-Pinheiros) estivesse tudo normal.
P#rra, não é?? Louco?? Ter uma informação sob o mundo q vc está que não vem do seu entorno, vem da rede social?
E não é raro acontecer. Às vezes você passa por uma avenida e nem sonha que pouco antes teve um acidente ferrado ali. Eu uma vez estava em uma atividade em Heliópolis e rádio e TV noticiavam alguma coisa muito grave – perseguição, tiroteio, assalto, um terror. A família ficou preocupadíssima – “Tá tudo bem com você??”. E eu LÁ não fazia ideia do que estava acontecendo do outro lado da favela.
Como é louco saber mais, muitas vezes, sobre o outro lado do mundo. Ou o pessoal de Manaus ver em um jornal em rede nacional que a 23 de maio está congestionada (WTF)
Eu Acho Isso Muito Louco. O que é que tem de difícil de entender nisso?
Só com muita má-vontade, preconceito, dolo.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Minha Vida em Duas Rodas - episódio final da temporada :)
Cumprindo a promessa do outro post, o passeio noturno foi assim:
Um casal de amigos nos convidou para pedalar até o centro da cidade (ou a Mooca, já não me lembro muito bem), parar em um bar para cerveja e batata frita e voltar em uma terça-feira qualquer.
Apesar de andar muito e subir bastante escada (#naotenhosacoparaesperarelevador), eu fiquei seriamente preocupada com a possibilidade de não aguentar pedalar de Perdizes até o centro e voltar. O amigo era ciclista viajante, super experiente, não valia como parâmetro. Mas a amiga me garantiu: "Eu que sou uma ameba aguento, imagine você".
Pedalamos e foi ótimo - e muito, muito fácil de aguentar. Lição número 1: por incrível que pareça, andar motorizado por aí faz com que a gente perca a noção de distância - e ache que elas são maiores do que realmente são! É tão enjoado e demorado andar de carro pela cidade que o caminho parece mais longo!
***
Segunda história prometida - a longa viagem ZL-ZO.
Era um sábado de manhã, dia da inauguração do Bicicletário na estação Guilhermina do metrô. Um pequeno passo para um ciclista, uma grande conquista para a cidade rsrsrs. Fui de metrô até lá, levando a bicicleta, enquanto vários cicloativistas foram pedalando.
Pretendia voltar de metrô, mas eles me incentivaram a entrar no comboio: "Vem com a gente. A hora que você cansar, aí você pega o metrô".
É uma bela de uma esticada para uma senhora quase sedentária (exceto pelas tais escadas) - uns 15 km mais ou menos. Pensei que arregaria ali pelo Tatuapé, mas que nada. A ZL é bem plana e viemos numa boa até o Mercado Municipal, onde fizemos uma parada para reabastecer (rs) e seguimos cada um seu caminho.
O trajeto era bem acidentado - seguiamos pela calçada junto ao muro do metrô, pensando "aqui podia perfeitamente ser uma ciclovia!" (agora é \o/) enquanto desviávamos de postes, buracos, guard-rails entortados etc. Às vezes o jeito era atravessar a Radial para o outro lado (é uma via expressa, não dava para dividir asfalto com os carros e ônibus não) e os momentos mais complicados eram as subidas dos viadutos. Primeiro porque o acesso a eles é tenso; segundo pela subida em si.
Aí aprendi uma segunda lição, maravilhosa para tudo na vida.
Para encarar a ladeira, eu diminuía um pouco o ritmo antes dela para me desgarrar do grupo e ter espaço para correr um pouco mais. Quando achava que tinha campo suficiente, começava a correr para conseguir atacar a subida usando o embalo da velocidade adquirida no plano.
#queestúpida.
O que acontecia? Na metade da ladeira (no máximo!), o embalo já tinha acabado, eu estava exausta e tinha de "engatar primeira" para continuar subindo, com muita dificuldade. Até que o Arturo Alcorta, da Escola de Bicicleta, percebeu minha estratégia genial, emparelhou comigo e disse: "Ladeira a gente não começa, a gente termina".
#mudouminhavida :o)
É muito melhor subir devagar desde o começo, usando a marcha adequada (a mais mole que tiver), dosando a energia e mantendo o ritmo, do que gastar muito na arrancada e faltar força justamente quando mais se precisa dela...
E foi assim, somando experiências e instruções, que descobri que usar a bicicleta como locomoção, mesmo em uma cidade pouco amigável como São Paulo ainda é (tá melhorando, tá melhorando), é POSSÍVEL sim para pessoas dos mais diferentes perfis - e às vezes é tenso, mas muitas vezes é uma delícia.
***
Neste ano da graça de 2011, tenho andado muito pouco em duas rodas por aí. A localização do meu trabalho - Rua Boa Vista, entre a Praça da Sé e o Largo São Bento - faz com que seja ridiculamente fácil fazer o trajeto diário de ônibus e metrô (ou só de ônibus). Então não só o carro fica um tempão parado na garagem, a moto também passa semanas quieta no seu canto.
As bicicletas estão sempre à mão - uma em casa, outra na minha sala na Sutaco (sou Superintendente do Trabalho Artesanal nas Comunidades nessa autarquia ligada à Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do governo do estado). Quando tenho uma reunião na região central, pedalo - a Sala São Paulo tem bicicletário, a Câmara Municipal tem paraciclo (e deu um trabalhão conseguir instalar um lá, viu? #inacreditável rs), várias estações de metrô tem lugar para estacionamento das bicis, o que facilita bastante. Mas minha bicicleta é dobrável, então, se for o caso, ela vira bagagem e entra comigo...
E hoje tenho certeza de que a melhor maneira de se deslocar por São Paulo é a intermodalidade. Mesmo.
Em vez de pensar que você vai escolher um meio para se locomover em todas as situações - carro, moto, bicicleta, táxi, transporte coletivo - perceba que cada trajeto tem suas próprias possibilidades e exigências; cada viagem tem sua hora e seu tempo. E o mais inteligente é, antes de cada partida, pensar no caminho e no meio de locomoção. Coisa que a gente faz quando é turista, mas não na própria cidade.
Dá para ir de metrô? Qual é o melhor jeito de ir até a estação - bicicleta, moto, táxi, ônibus? A pé? Meu destino tem estacionamento? É caro? Se eu for de carro, posso parar a umas 4 quadras de distância e caminhar até lá? Para ir de bicicleta, qual é o melhor jeito de evitar as ladeiras e avenidas?
Assim, sem deixar de pensar no que é melhor para você, estará dando sua contribuição também para uma cidade melhor. Vivemos em um mundo - o urbano... - em que a disputa por espaço é feroz. Ao analisar a real conveniência de sair de carro por aí (e surpreender-se com a quantidade de vezes em que ele é a pior escolha), você vai liberar espaço no asfalto um par de vezes, deixando de ser mais um "congestionador" (ou o congestionamento é feito só pelos outros carros, não o seu? Hmpf). Como quase tudo que a gente faz é contagioso, talvez outras pessoas se inspirem e São Paulo mude radicalmente seu modo de ver as ruas e os deslocamentos.
E com isso eu termino minha novela enquanto blogueira do Salão Duas Rodas , que começa amanhã no Anhembi - quem sabe a gente se encontra por lá ou em alguma estação, trem, ônibus, calçada, avenida, ciclovia ou ciclofaixa pora aí :o)
Um casal de amigos nos convidou para pedalar até o centro da cidade (ou a Mooca, já não me lembro muito bem), parar em um bar para cerveja e batata frita e voltar em uma terça-feira qualquer.
Apesar de andar muito e subir bastante escada (#naotenhosacoparaesperarelevador), eu fiquei seriamente preocupada com a possibilidade de não aguentar pedalar de Perdizes até o centro e voltar. O amigo era ciclista viajante, super experiente, não valia como parâmetro. Mas a amiga me garantiu: "Eu que sou uma ameba aguento, imagine você".
Pedalamos e foi ótimo - e muito, muito fácil de aguentar. Lição número 1: por incrível que pareça, andar motorizado por aí faz com que a gente perca a noção de distância - e ache que elas são maiores do que realmente são! É tão enjoado e demorado andar de carro pela cidade que o caminho parece mais longo!
***
Segunda história prometida - a longa viagem ZL-ZO.
Era um sábado de manhã, dia da inauguração do Bicicletário na estação Guilhermina do metrô. Um pequeno passo para um ciclista, uma grande conquista para a cidade rsrsrs. Fui de metrô até lá, levando a bicicleta, enquanto vários cicloativistas foram pedalando.
Pretendia voltar de metrô, mas eles me incentivaram a entrar no comboio: "Vem com a gente. A hora que você cansar, aí você pega o metrô".
É uma bela de uma esticada para uma senhora quase sedentária (exceto pelas tais escadas) - uns 15 km mais ou menos. Pensei que arregaria ali pelo Tatuapé, mas que nada. A ZL é bem plana e viemos numa boa até o Mercado Municipal, onde fizemos uma parada para reabastecer (rs) e seguimos cada um seu caminho.
O trajeto era bem acidentado - seguiamos pela calçada junto ao muro do metrô, pensando "aqui podia perfeitamente ser uma ciclovia!" (agora é \o/) enquanto desviávamos de postes, buracos, guard-rails entortados etc. Às vezes o jeito era atravessar a Radial para o outro lado (é uma via expressa, não dava para dividir asfalto com os carros e ônibus não) e os momentos mais complicados eram as subidas dos viadutos. Primeiro porque o acesso a eles é tenso; segundo pela subida em si.
Aí aprendi uma segunda lição, maravilhosa para tudo na vida.
Para encarar a ladeira, eu diminuía um pouco o ritmo antes dela para me desgarrar do grupo e ter espaço para correr um pouco mais. Quando achava que tinha campo suficiente, começava a correr para conseguir atacar a subida usando o embalo da velocidade adquirida no plano.
#queestúpida.
O que acontecia? Na metade da ladeira (no máximo!), o embalo já tinha acabado, eu estava exausta e tinha de "engatar primeira" para continuar subindo, com muita dificuldade. Até que o Arturo Alcorta, da Escola de Bicicleta, percebeu minha estratégia genial, emparelhou comigo e disse: "Ladeira a gente não começa, a gente termina".
#mudouminhavida :o)
É muito melhor subir devagar desde o começo, usando a marcha adequada (a mais mole que tiver), dosando a energia e mantendo o ritmo, do que gastar muito na arrancada e faltar força justamente quando mais se precisa dela...
E foi assim, somando experiências e instruções, que descobri que usar a bicicleta como locomoção, mesmo em uma cidade pouco amigável como São Paulo ainda é (tá melhorando, tá melhorando), é POSSÍVEL sim para pessoas dos mais diferentes perfis - e às vezes é tenso, mas muitas vezes é uma delícia.
***
Neste ano da graça de 2011, tenho andado muito pouco em duas rodas por aí. A localização do meu trabalho - Rua Boa Vista, entre a Praça da Sé e o Largo São Bento - faz com que seja ridiculamente fácil fazer o trajeto diário de ônibus e metrô (ou só de ônibus). Então não só o carro fica um tempão parado na garagem, a moto também passa semanas quieta no seu canto.
As bicicletas estão sempre à mão - uma em casa, outra na minha sala na Sutaco (sou Superintendente do Trabalho Artesanal nas Comunidades nessa autarquia ligada à Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do governo do estado). Quando tenho uma reunião na região central, pedalo - a Sala São Paulo tem bicicletário, a Câmara Municipal tem paraciclo (e deu um trabalhão conseguir instalar um lá, viu? #inacreditável rs), várias estações de metrô tem lugar para estacionamento das bicis, o que facilita bastante. Mas minha bicicleta é dobrável, então, se for o caso, ela vira bagagem e entra comigo...
E hoje tenho certeza de que a melhor maneira de se deslocar por São Paulo é a intermodalidade. Mesmo.
Em vez de pensar que você vai escolher um meio para se locomover em todas as situações - carro, moto, bicicleta, táxi, transporte coletivo - perceba que cada trajeto tem suas próprias possibilidades e exigências; cada viagem tem sua hora e seu tempo. E o mais inteligente é, antes de cada partida, pensar no caminho e no meio de locomoção. Coisa que a gente faz quando é turista, mas não na própria cidade.
Dá para ir de metrô? Qual é o melhor jeito de ir até a estação - bicicleta, moto, táxi, ônibus? A pé? Meu destino tem estacionamento? É caro? Se eu for de carro, posso parar a umas 4 quadras de distância e caminhar até lá? Para ir de bicicleta, qual é o melhor jeito de evitar as ladeiras e avenidas?
Assim, sem deixar de pensar no que é melhor para você, estará dando sua contribuição também para uma cidade melhor. Vivemos em um mundo - o urbano... - em que a disputa por espaço é feroz. Ao analisar a real conveniência de sair de carro por aí (e surpreender-se com a quantidade de vezes em que ele é a pior escolha), você vai liberar espaço no asfalto um par de vezes, deixando de ser mais um "congestionador" (ou o congestionamento é feito só pelos outros carros, não o seu? Hmpf). Como quase tudo que a gente faz é contagioso, talvez outras pessoas se inspirem e São Paulo mude radicalmente seu modo de ver as ruas e os deslocamentos.
E com isso eu termino minha novela enquanto blogueira do Salão Duas Rodas , que começa amanhã no Anhembi - quem sabe a gente se encontra por lá ou em alguma estação, trem, ônibus, calçada, avenida, ciclovia ou ciclofaixa pora aí :o)
![]() |
| Adicionar Site oficial - http://www.salaoduasrodas.com.br/ Twitter - http://twitter.com/#!/salao2rodas Facebook - http://www.facebook.com/SalaoDuasRodas Blog - http://blog.salaoduasrodas.com.br/ E o código promocional de desconto para os leitores do meu blog é BLOGEMB |
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Eu e ela - Parte 1
(Mais um capítulo da Minha Vida em Duas Rodas)
Ao longo de duas décadas, eu e minha Vespa tivemos uma das relações mais intensas da minha vida.
Ao longo de duas décadas, eu e minha Vespa tivemos uma das relações mais intensas da minha vida.
Como previa o plano inicial, ela me levou à faculdade “infinitas” vezes. Fez a ponte-viária Santana-Butantã (USP)-Sumaré (MTV e, depois, ESPN) em tudo quanto é horário e condição climática. Enfrentou o movimento da Wizard X Morato Coelho (morei em cima do Sujinho, pra quem conheceu...) em noites e madrugadas intensas, em que até pedestres tinham dificuldade em encontrar seu espaço no asfalto. Conheceu a América Online na Marginal Pinheiros e o estúdios da GNT na Barra Funda (Saia Justa).
Freqüentou Heliópolis (fui voluntária da UNASS, União de Moradores, por dois ou três anos) e Brasilândia (dei aulas de inglês na "Sala 5" por 3 ou 4 anos). E agüentou uma campanha de vereadora e mais de dois anos de mandato!
Tivemos nossos desentendimentos, naturalmente. A colisão (esta aqui) não foi culpa dela, tadinha – e ela levou a pior, comparando com minhas escoriações. É incrível que tenha voltado a rodar... Em outras ocasiões ela me levou ao chão por causa de uma incapacidade inata de lidar bem com chão molhado.
Todo mundo olhava para a lambreta e dizia: “Mas com essas rodinhas, não é perigoso? Tanto buraco...” Pois ela enfrentou verdadeiros enduros no asfalto e nunca me deu um chão por causa de buraco. E olha que eu peguei uns violentos – uma vez o tranco foi tão forte na descida da Cardoso que o espelho caiu! Mas nós “aterrissamos” em pé e seguimos em frente, xingando a administração municipal, a Sabesp e as mães delas.
Todo mundo olhava para a lambreta e dizia: “Mas com essas rodinhas, não é perigoso? Tanto buraco...” Pois ela enfrentou verdadeiros enduros no asfalto e nunca me deu um chão por causa de buraco. E olha que eu peguei uns violentos – uma vez o tranco foi tão forte na descida da Cardoso que o espelho caiu! Mas nós “aterrissamos” em pé e seguimos em frente, xingando a administração municipal, a Sabesp e as mães delas.
Já quando a questão era frear na chuva... A Venus Calipígia dos veículos de duas rodas rebolava um pouco além da conta em piso escorregadio. Às vezes fazíamos um “S” deselegante no asfalto e seguíamos em frente; às vezes saia um “Z” e íamos as duas ao chão. Na pior das ocorrências desse tipo, trinquei o nariz – e nunca mais usei capacete sem a proteção no queixo (eu aprendo, eu aprendo). Na mais Cirque de Soleil, a Vespa dançou em uma poça de óleo em uma descida CABULOSA e eu consegui saltar e descer a ladeira correndo enquanto ela se arrastava até parar no fim da rua.
E houve os dias em que eu lembrei de Elvis, a televisão e o revólver. Em que o tanque de gasolina me parecia um convite para um fósforo aceso. Em que namorei a ideia de jogar minha Vespa no Tietê. Porque ela se recusava a sair da cama e eu já tinha cãibras de tanto “pedalar” tentando dar a partida ou porque, já no meio do expediente, ela resolvia que já tinha trabalhado demais por hoje, fim.
(continua...)
(continua...)
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Da MTV para o HC - Minha Vida em Duas Rodas, novo capítulo
Tinha sido um dia de merda na MTV.
Eu ainda não tinha sido vereadora ou Subprefeita, senão os critérios para definir "dia de m." seriam mais rigorosos. Mas o trabalho pode ser bem ruim em qualquer lugar, e aquele dia na MTV, não me lembro por que, tinha sido horrível.
Saímos de lambreta para almoçar, minha amiga Joana e eu, lá pelas 3 e meia. Para descontar o mau humor, resolvemos nos dar uma refeição legal: fomos ao café do Instituto Goethe, pela primeira vez. Alguém já tinha dito que era um lugar lindo, sossegado, um pátio interno super agradável.
Espairecemos e estávamos prontas para voltar para a TV revigoradas. Era uma tarde linda, ensolarada. Eu estava de bermuda e camiseta; Joana, de vestido leve. Deslizávamos pela João Moura em direção ao Sumaré - uma avenida larga, sossegada. Uma delícia.
- Nãããããããããoooooooo!
Eu não me lembro de ter gritado, mas a Joana disse que só percebeu que alguma coisa ia acontecer quando ouviu meu grito.
Eu lembro de ver um carro sair de uma rua lateral e atravessar a avenida sem a menor preocupação em olhar se vinha alguém. Não parou, não diminuiu, simplesmente foi.
Se eu fosse uma jamanta, teria passado por cima do carro dele. Como era uma lambreta... Tentei frear e desviar, não deu, atingi a lateral dianteira em cheio e saí voando.
Num segundo eu estava no banco dirigindo minha Vespa, no segundo seguinte eu estava rolando no asfalto, com um borrão entre uma coisa e outra - a imagem do voo não é muito nítida, sabe? Bati e raspei no chão, tentando atinar onde é que aquilo ia dar. Dóia tudo quando eu me ergui, aflita por não saber se corria o risco de ser atropelada. Zonza, vi o "Pare" pintado no chão e pensei: "Será que eu viajei??". Mas era a sinalização da rua lateral, claro, não da avenida.
Nesse turbilhão - em que não, minha vida não passou como um filme pela minha mente :oP - fiquei desesperada querendo saber da Joana. Tive PAVOR da ideia que nem quero repetir aqui. Mas logo ela veio rastejando para o meu lado. Nos arrastamos até o meio-fio enquanto o mundo parava de rodar, e ela disse, lentamente, com o rosto contorcido de dor: "Eu - quebrei - o pé".
***
O motorista do carro, meio apalermado, não sabia o que fazer. O motorista da kombi que vinha atrás de nós tentou "ajudar": tendo visto a colisão, quis arrancá-lo pela janela para dar porrada, enquanto gritava - "AGORA VOCÊ VAI SOCORRER!"
Entrar no carro dele não parecia a melhor ideia do mundo, dada a sua habilidade ao volante, mas o HC estava perto dali e qualquer outra providência ia demorar muito. Alguém arrastou a lambreta toda retorcida para a calçada e lá fomos nós.
Chegando ao HC, tomamos aquela canseira protocolar. Não paramos na recepção; nos levaram direto lá para dentro. Estávamos andando, mas capengas que só.
Nos momentos seguintes, entendi o quanto a informação dada por jornalistas após um acidente - "sofreu apenas escoriações" - dava uma ideia muito equivocada da realidade. As minhas "escoriações" - um ralado enorme no ombro e nas costas, fora os joelhos - equivaliam a "lixar o asfalto com a pele". E agora a enfermeira lixava a minha pele com algodão e iodo para tirar as partículas de asfalto. A musculatura e algumas juntas doíam, mas a limpeza era bem pior.
Terminado o primeiro atendimento, cadê os médicos para examinar direito? Nada - nada- nada. E nada. Atrás de uma cortina, vozes e risos. Depois de meia hora esperando, a Joana se enfezou e foi até lá. "Porra, não tem ninguém pra atender aqui?". "Joana???". Um dos médicos era primo dela :oP . Finalmente nos atenderam.
No meu caso, nada de mais sério. A Joana, apesar de outras dores, também não tinha nada a não ser os ferimentos superficiais.
NOT!!!
Já em casa, não suportava a dor no pé e no pulso. Foi a outro Pronto-Socorro e descobriu uma fissura em um e uma fratura no outro. :oP :oP :oP
***
Moral da história: não importa se a preferencial é sua; todo carro logo adiante é uma ameaça. Na rua transversal, na mão contrária, na sua frente, estacionado! Mantenha distância. Na dúvida, reduza a velocidade. Não adianta ter razão... O jeito é se precaver por você e pelas barbeiragens dos outros.
Ah, sim, e nunca mais eu saí de moto, nem no mais glorioso dia de verão, sem no mínimo uma calça jeans e uma jaqueta de tecido grosso. "Apenas escoriações", hmpf.
Sem capacete, eu já não saía nunca. E embora eu não me lembre de bater a cabeça no chão, ele deixou marcas semelhantes a um código de barra na altura das têmporas. Ou seja, não fosse por ele, talvez eu não estivesse aqui para escrever a história.
Eu ainda não tinha sido vereadora ou Subprefeita, senão os critérios para definir "dia de m." seriam mais rigorosos. Mas o trabalho pode ser bem ruim em qualquer lugar, e aquele dia na MTV, não me lembro por que, tinha sido horrível.
Saímos de lambreta para almoçar, minha amiga Joana e eu, lá pelas 3 e meia. Para descontar o mau humor, resolvemos nos dar uma refeição legal: fomos ao café do Instituto Goethe, pela primeira vez. Alguém já tinha dito que era um lugar lindo, sossegado, um pátio interno super agradável.
Espairecemos e estávamos prontas para voltar para a TV revigoradas. Era uma tarde linda, ensolarada. Eu estava de bermuda e camiseta; Joana, de vestido leve. Deslizávamos pela João Moura em direção ao Sumaré - uma avenida larga, sossegada. Uma delícia.
- Nãããããããããoooooooo!
Eu não me lembro de ter gritado, mas a Joana disse que só percebeu que alguma coisa ia acontecer quando ouviu meu grito.
Eu lembro de ver um carro sair de uma rua lateral e atravessar a avenida sem a menor preocupação em olhar se vinha alguém. Não parou, não diminuiu, simplesmente foi.
Se eu fosse uma jamanta, teria passado por cima do carro dele. Como era uma lambreta... Tentei frear e desviar, não deu, atingi a lateral dianteira em cheio e saí voando.
Num segundo eu estava no banco dirigindo minha Vespa, no segundo seguinte eu estava rolando no asfalto, com um borrão entre uma coisa e outra - a imagem do voo não é muito nítida, sabe? Bati e raspei no chão, tentando atinar onde é que aquilo ia dar. Dóia tudo quando eu me ergui, aflita por não saber se corria o risco de ser atropelada. Zonza, vi o "Pare" pintado no chão e pensei: "Será que eu viajei??". Mas era a sinalização da rua lateral, claro, não da avenida.
Nesse turbilhão - em que não, minha vida não passou como um filme pela minha mente :oP - fiquei desesperada querendo saber da Joana. Tive PAVOR da ideia que nem quero repetir aqui. Mas logo ela veio rastejando para o meu lado. Nos arrastamos até o meio-fio enquanto o mundo parava de rodar, e ela disse, lentamente, com o rosto contorcido de dor: "Eu - quebrei - o pé".
***
O motorista do carro, meio apalermado, não sabia o que fazer. O motorista da kombi que vinha atrás de nós tentou "ajudar": tendo visto a colisão, quis arrancá-lo pela janela para dar porrada, enquanto gritava - "AGORA VOCÊ VAI SOCORRER!"
Entrar no carro dele não parecia a melhor ideia do mundo, dada a sua habilidade ao volante, mas o HC estava perto dali e qualquer outra providência ia demorar muito. Alguém arrastou a lambreta toda retorcida para a calçada e lá fomos nós.
Chegando ao HC, tomamos aquela canseira protocolar. Não paramos na recepção; nos levaram direto lá para dentro. Estávamos andando, mas capengas que só.
Nos momentos seguintes, entendi o quanto a informação dada por jornalistas após um acidente - "sofreu apenas escoriações" - dava uma ideia muito equivocada da realidade. As minhas "escoriações" - um ralado enorme no ombro e nas costas, fora os joelhos - equivaliam a "lixar o asfalto com a pele". E agora a enfermeira lixava a minha pele com algodão e iodo para tirar as partículas de asfalto. A musculatura e algumas juntas doíam, mas a limpeza era bem pior.
Terminado o primeiro atendimento, cadê os médicos para examinar direito? Nada - nada- nada. E nada. Atrás de uma cortina, vozes e risos. Depois de meia hora esperando, a Joana se enfezou e foi até lá. "Porra, não tem ninguém pra atender aqui?". "Joana???". Um dos médicos era primo dela :oP . Finalmente nos atenderam.
No meu caso, nada de mais sério. A Joana, apesar de outras dores, também não tinha nada a não ser os ferimentos superficiais.
NOT!!!
Já em casa, não suportava a dor no pé e no pulso. Foi a outro Pronto-Socorro e descobriu uma fissura em um e uma fratura no outro. :oP :oP :oP
***
Moral da história: não importa se a preferencial é sua; todo carro logo adiante é uma ameaça. Na rua transversal, na mão contrária, na sua frente, estacionado! Mantenha distância. Na dúvida, reduza a velocidade. Não adianta ter razão... O jeito é se precaver por você e pelas barbeiragens dos outros.
Ah, sim, e nunca mais eu saí de moto, nem no mais glorioso dia de verão, sem no mínimo uma calça jeans e uma jaqueta de tecido grosso. "Apenas escoriações", hmpf.
Sem capacete, eu já não saía nunca. E embora eu não me lembre de bater a cabeça no chão, ele deixou marcas semelhantes a um código de barra na altura das têmporas. Ou seja, não fosse por ele, talvez eu não estivesse aqui para escrever a história.
![]() |
| Site oficial - http://www.salaoduasrodas.com.br/ Twitter - http://twitter.com/#!/salao2rodas Facebook - http://www.facebook.com/SalaoDuasRodas Blog - http://blog.salaoduasrodas.com.br/ E o código promocional de desconto para os leitores do meu blog é BLOGEMB |
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Minha Vida em Duas Rodas - (perdi totalmente a conta dos capítulos)
Comprei a lambreta do meu irmão, fiz dez aulas de Moto-Escola, passei no teste para “Carta B” e pronto, estava 100% preparada para andar de moto por aí, não?
NÃO!
E o medão da primeira vez?
E o medão da primeira vez?
Mas eu precisava honrar o investimento feito até ali e finalmente tornar minhas idas e vindas à faculdade menos cansativas.
Então, em um sábado, com a companhia do meu marido à época, resolvi tomar coragem. Eu tinha qualquer coisa para fazer perto de casa – estava em Santana, precisava ir até o Imirim – então lá fomos nós de lambreta.
A primeira etapa a cumprir, ao mesmo tempo tranqüila e aterrorizante, era atravessar toda a vila onde eu morava. Minha casa era a penúltima da rua sem saída; e a vergonha de desfilar na frente de todo mundo, ainda titubeando no volante, correndo o risco de um vexame diante dos vizinhos? Até porque eu só tinha pilotado moto – câmbio no pé esquerdo, não na mão esquerda, entre outras diferenças menores. Meu irmão disse que a arrancada da lambreta era mais forte; na sua primeira volta, a bichinha empinou e ele quase caiu.
Saber disso não ajudou muito no encorajamento...
Mas fomos lá, eu e o marido. Cansado do meu nhém-nhém-nhém, passou da motivação à bronca: “Você sabe dirigir e alguma hora vai ter de começar. VAI LÁ E PRONTO. Devagarinho, se familiarizando, sem susto”.
Claro que não foi sem sobressaltos. Cada nova esquina, cruzamento, ladeira, valeta era uma emoção. Mas fomos e voltamos sem ocorrências :o).
A partir dali, minha lambreta querida se tornou a companheira quase inseparável ao longo de 7 anos. Tivemos alguns rompimentos – por culpa DELA, que me deixou na mão algumas vezes. E uma separação mais dramática quando fui parar no Pronto-Socorro do HC depois de um encontro desafortunado com um automóvel em um cruzamento em Pinheiros. Mas isso fica para o próximo capítulo.
![]() |
| Site oficial - http://www.salaoduasrodas.com.br/ Twitter - http://twitter.com/#!/salao2rodas Facebook - http://www.facebook.com/SalaoDuasRodas Blog - http://blog.salaoduasrodas.com.br/ E o código promocional de desconto para os leitores do meu blog é BLOGEMB |
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Minha vida em oito rodas
Ou doze, ou dezesseis, não sei quantas são em um ônibus biarticulado.
Hoje tive reunião na FGV – mais precisamente, no ITCP, que é o máximo, sou fã.
Da Rua Boa Vista para a 9 de julho, com certeza a melhor alternativa é pegar um ônibus no Terminal Bandeira e descer no ponto em frente à faculdade.
Caminhei uns 5 minutos – embora tenha parado no meio da caminho para cumprimentar o Robson pela Bicicloteca, que é DEMAIS – e cheguei ao Terminal.
Que tem duzentos mil ônibus que seguem pela 9 de julho, cada um com seu ponto final. Aí começa a primeira burrice: você tem de escolher um deles meio a olho e dar sorte dele ser o primeiro a sair.
Beleza, entrei em um com o motor ligado e ele saiu quase imediatamente. Em 5 minutos eu estava na GV. Ônibus vazio, fui em pé mas com espaço.
Na volta... Colapso do sistema. Tudo errado.
O ponto sentido Centro estava lotado de gente. Tem de se acotovelar para chegar junto ao meiofio e fazer sinal para o ônibus parar.
São dois pontos emendados e não consegui descobrir qual ônibus pára onde. Sei que chegou um Terminal Bandeira (quase vazio!), fiz sinal, algumas outras pessoas também e o mardito não parou.
Será que a gente estava no ponto errado??
Em seguida, veio um Princesa Isabel bem cheio. Não quis pegar – vai que não dá tempo de descer no meu ponto?
Aí veio outro Terminal Bandeira. Bem cheio, mas não megahiperlotado. Mas o motorista só parou para o pessoal desembarcar, não abriu as portas de embarque. !!!!!!
Chegou outro Princesa Isabel, desta vez um biarticulado, cheio mas com espaços. “É nesse que eu vou”.
Chegou outro Princesa Isabel, desta vez um biarticulado, cheio mas com espaços. “É nesse que eu vou”.
Bom, embarcar já foi difícil, com a calçada congestionada e algumas pessoas ocupando metade da porta. Aperta daqui, empurra dali, entramos todos. Mas a roleta não girava, de tanta gente logo depois dela; ainda bem que ainda faltava um tempo até meu ponto.
Quando passei, vi que tinha muito, mas muito espaço lá atrás! O ônibus é compridão e tem várias portas lá para atrás, mas o povo fica todo socado depois da roleta, na primeira porta. Que m.
Muito pior que isso foi o fato de o ônibus levar mais de 20 minutos para percorrer uma distância RIDÍCULA. Isso porque o corredor “desaparece” em cima de um viaduto e simplesmente o coletivo que transporta umas 200 pessoas fica parado – PARADO – um tempão atrás de 10 carros com no máximo 15 pessoas. Absurdo.
No fim das contas, levei UMA HORA de volta da GV à SUTACO. Acho que a pé daria menos tempo.
Tá errado o fato de um ônibus daquele tamanho ter de ficar na pista atrás dos carros particulares.
Tá errado ter a porcaria da roleta – não precisa, tem o validador eletrônico! E o cobrador podia estar no ponto, não dentro do ônibus. Quando ele encostasse, podia abrir todas as portas para embarque e desembarque, como um vagão de metrô.
Tá errado não informar direito no ponto de ônibus qual é a parada de cada um.
Tá errado o fato de ter tanto ônibus no corredor! Essa parte não é tão simples de entender, mas depois faço questão de explicar.
Todo mundo ama (ou diz que ama) metrô, mas ônibus em São Paulo é CRUCIAL. Quando funciona, é tão bom... Tô tão mais feliz sem dirigir todo dia... (Eu andava muito de moto, mais do que em qualquer outro meio de locomção). E sem grandes obras, sem enormes investimentos, o sistema de ônibus já podia ser muito melhor. %$#¨&
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Minha Vida Em Duas Rodas - Parte IV (eu acho)
Recapitulando...
Eu adorava bicicleta, como toda criança. Mas de moto eu tinha medo.
Não queria passear na garupa dos meus tios, que tinham umas “cavalas” de 500 ou mil cilindradas. Não quis que meu pai me desse uma mobilete. Não tive a menor vontade de tirar carta de moto para poder usar as motos dos meus chefes, dois fotógrafos para quem eu trabalhei como secretária (e que adorariam que eu fosse também “motogirl”). Não curti a volta que dei na garupa do Paulão, meu ídolo do basquete infanto-juvenil do Tietê (junto com o Romeu rs).
Ah, lembrei agora que uma vez fui na garupa da Márcia, minha colega de Colégio Santana, fazer compras. Estávamos na fazenda da família dela em São José dos Campos; o mercadinho ficava a poucos quilômetros dali por estrada de terra. Meu medo de moto era principalmente medo da combinação carros+ asfalto+velocidade; ali não teria problema.
Adivinhe.
A Márcia foi um pouco mais rápido que deveria na estrada de terra e, de tantos buracos e solavancos, caímos. Vamos longe na terra; ela se machucou mais do que eu. Minha relação com duas rodas e motor não parecia mesmo das mais promissoras.
“Entretanto”, como dizem nos gibis...
Aos vinte e poucos anos, mudei de idéia. Comecei a cogitar seriamente tirar carta de moto, a partir de um sofrimento diário: ir de Santana (ZN de São Paulo) à USP (Zona Sudoeste) de manhã cedo e voltar correndo para Santana na hora do almoço. Eu morava e trabalhava lá. De ônibus, chegava a levar 3 horas entre sair de casa e entrar na sala de aula. O 177-H (Horto/ Butantã-USP) passava na esquina da minha casa, mas o caminho que ele fazia entre Santana e Butantã era semelhante a ir do Brasil ao Chile via Colômbia. Ao entrar na Cidade Universitária, dava outra volta ao mundo. Havia a alternativa de pegar o Circular na porta do campus, mas às vezes ele demorava horrores para passar e lotava antes de caber todo mundo que estava na fila.
Às vezes eu tinha carona com um aluno da Psicologia, vizinha à faculdade de cinema. Mas era horrível também! Se às 6:50 já não tivéssemos passado o Rio Tietê, pegávamos trânsito horrível na Brás Leme (em 1989!!!). E da Marginal em diante era tudo horrível também. Resultado: uma hora e meia dentro do carro.
Tortura.
Portanto, em quatro rodas eu não ia dar conta. Só podia pensar em duas. Mas e o medão?
Resolvi criar coragem. Da janela do ônibus, ficava olhando os motoqueiros e pensando: “Isso eu não faria. Esse não é jeito. Não precisa passar assim”. Nessa mesma época, meu irmão resolveu vender a lambreta de segunda mão que estava usando. Ofereceu para mim, e eu... comprei. Antes de saber usar, para me forçar a aprender.
Fiz a matrícula na Auto-Escola. Marquei logo dez aulas – naquela época, o aluno podia fazer só três e pronto, mas eu não tinha a menor pressa de fazer o exame e tirar a carta. No primeiro dia de aula, fui na garupa do instrutor (ai meu deus) até a pista de treinamento, ali nos “Campos de Bagatelle” (rs). Ele desmontou da moto e me passou o guidão: “Agora você segue ali o percurso para ir praticando”. “Ahn... Eu não sei usar a moto”. “Você... Não sabe? Nada?!”. Ele não acreditou. Acho que nunca, em sua carreira de instrutor, tinha precisado ensinar alguém a dirigir a moto. Parece até que curtiu a novidade. “Aqui é a embreagem, aqui o acelerador, o freio de trás, o da frente. O câmbio funciona assim: pra baixo, a primeira...”.
E lá fui eu fazer o diabo do percurso. Depois eu conto o resto J
![]() |
| Site oficial - http://www.salaoduasrodas.com.br/ Twitter - http://twitter.com/#!/salao2rodas Facebook - http://www.facebook.com/SalaoDuasRodas Blog - http://blog.salaoduasrodas.com.br/ E o código promocional de desconto para os leitores do meu blog é BLOGEMB |
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Minha Vida em Duas Rodas - capítulo III
![]() |
| Site oficial - http://www.salaoduasrodas.com.br/ Twitter - http://twitter.com/#!/salao2rodas Facebook - http://www.facebook.com/SalaoDuasRodas Blog - http://blog.salaoduasrodas.com.br/ E o código promocional de desconto para os leitores do meu blog é BLOGEMB |
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Brasília ontem
Seriam 3 reuniões, foram só duas. Uma delas era com um assessor da presidência que estava totalmente consumido por assuntos "simples" como "a MP e o Código Florestal". Às 17:00, não tinha almoçado ainda (e imagine o quanto o jejum aumenta o estresse) - assim, a discussão sobre o Programa do Artesanato Brasileiro ficou para outra ocasião...
(Sobre o Artesanato Brasileiro, podemos chegar a alguns consensos (o governo federal e eu :oP); sobre a MP Frankenstein e a alteração do Código, NÃO! ¡No Pasarán! hehehe)
***
Algumas notas feitas ontem no meu companheiro caderninho.
- Como tinha muita coisa para carregar, fui de carro - não de moto, como costumo - para o aeroporto. Xinguei muito. Às 6:40, já é impossível passar pelo cruzamento Pompeia X Heitor Penteado a não ser na quarta vez que o farol abre. (Fora de São Paulo se diz "sinal", né?)
- No rádio, o debate: querem dividir o Pará em 3. (SOU CONTRA).
- Voo decolou com atraso, mas nada de mais (07:44 – 08:01)
- Depois de pousar, demorou MUITO para "estacionar"
- Balcão de informações do aeroporto: “Tem o Ônibus Executivo, custa R$8,00. Sai às 10:10, logo depois da Floricultura”
- Pergunto no ônibus executivo parado logo depois da floricultura: “É esse que vai para o Congresso?” “É, pode subir”.
- No meio do caminho descubro que era o ônibus para o Congresso de Municípios, levando a delegação do Piauí. Fala a "monitora": “Mudou a hora do encontro com a Presidente Dilma; ela vai nos receber às 17:30 hoje. Credencial é só para os prefeitos. Ano passado a gente conseguiu umas credenciais para os prefeitos do Piauí por baixo dos panos, mas este ano o controle tá mais rigoroso”.
- Alguém no ônibus gritou: “Não dá pra conseguir por cima dos panos, não?
- Desci na porta do hotel onde acontece o Congresso e peguei um táxi. “Transporte coletivo aqui é meio fraco, né?”. “É péssimo. Dependendo de onde você vai, não tem. Dali do Hotel, por exemplo, não tem ônibus para a Câmara. Você tem de pegar um até a Rodoviária e depois pegar outro. Ou pegar um pra Esplanada, descer do lado de lá e atravessar”. (E "atravessar" qualquer avenida no Plano Piloto é uma LOUCURA)
- "Não se vê muita moto aqui, né?" "Tem muitas nas Cidades Satélites, porque lá a realidade é outra”.
- Na porta do Anexo II da Câmara, um vendedor ambulante de gravatas. Achei tão prático que quase comprei uma.
- Moça da recepção: “ Já tem cadastro? Você... não é deputada? Vereadora?” #ehraro
- No rádio, o debate: querem dividir o Pará em 3. (SOU CONTRA).
- Voo decolou com atraso, mas nada de mais (07:44 – 08:01)
- Depois de pousar, demorou MUITO para "estacionar"
- Balcão de informações do aeroporto: “Tem o Ônibus Executivo, custa R$8,00. Sai às 10:10, logo depois da Floricultura”
- Pergunto no ônibus executivo parado logo depois da floricultura: “É esse que vai para o Congresso?” “É, pode subir”.
- No meio do caminho descubro que era o ônibus para o Congresso de Municípios, levando a delegação do Piauí. Fala a "monitora": “Mudou a hora do encontro com a Presidente Dilma; ela vai nos receber às 17:30 hoje. Credencial é só para os prefeitos. Ano passado a gente conseguiu umas credenciais para os prefeitos do Piauí por baixo dos panos, mas este ano o controle tá mais rigoroso”.
- Alguém no ônibus gritou: “Não dá pra conseguir por cima dos panos, não?
- Desci na porta do hotel onde acontece o Congresso e peguei um táxi. “Transporte coletivo aqui é meio fraco, né?”. “É péssimo. Dependendo de onde você vai, não tem. Dali do Hotel, por exemplo, não tem ônibus para a Câmara. Você tem de pegar um até a Rodoviária e depois pegar outro. Ou pegar um pra Esplanada, descer do lado de lá e atravessar”. (E "atravessar" qualquer avenida no Plano Piloto é uma LOUCURA)
- "Não se vê muita moto aqui, né?" "Tem muitas nas Cidades Satélites, porque lá a realidade é outra”.
- Na porta do Anexo II da Câmara, um vendedor ambulante de gravatas. Achei tão prático que quase comprei uma.
- Moça da recepção: “ Já tem cadastro? Você... não é deputada? Vereadora?” #ehraro
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
É hora de dar tchau
Tudo tem seu prazo, tudo chega ao fim, tudo começa a se desfazer no minuto exato em que se inicia. Tenho me dedicado diariamente a romper laços com coisas que há muito me acompanham; a cada semana, me desfaço de objetos plenos de significado, que passaram comigo por muitos endereços e testemunharam muitos momentos da minha vida. Aqui me despeço de alguns deles, solenemente:
- Um cardápio do América com promoção válida até 21/07/2000
- Um vale-cupom do Centro de Apoio Arno (“Junte 3 vale-cupons, 01 de culinária, 01 de beleza e saúde e 01 de etiqueta e troque por um cupom para participar do sorteio extra, no final da promoção. Válido apenas em junho/97”.
- Uma garantia de aparelho telefônico da Ericsson, “Valid in all Latin American and Caribbean countries, except Brazil”
- Um folheto de promoção do Alô Fácil BCP
- Manual para Uso do Equipamento de Ginástica (bicicleta ergométrica, vendida 15 anos atrás para uma vizinha que nunca me pagou)
- Manual de instruções da lavadora Enxuta (onde andará a pobrezinha?)
- Boleto de condomínio pago em junho de 2005
- Nota Fiscal de compra de Armário Pastore PA 20 Bege c/2Vol. Datada de 29/01/97
- Comprovante de Recarga de Vale Transporte de 09/NOV/2007 às 13:16:29
- Seis Fichas de Serviços de conserto da máquina de lavar Brastemp Luxo datadas de 1999. Apesar dos momentos difíceis, a máquina, que estava comigo desde 1986, foi recolhida só agora, em dezembro de 2010, às Casas André Luiz. Que ela possa ser feliz em outro lar!
- Certificado de garantia de um Mini-gravador Sony datado de AUG 09 2000 válido por três meses.
- 9 cartões de visita de Ronaldo Paixão, Assessor Parlamentar – Vereadora Soninha – PT/SP
- 39 endereços e telefones de casas e apartamentos à venda em 2009
- Recado para Soninha – O sr. Marcelo Andrade de Lima, ligou dizendo que esta desistindo do emprego que a Soninha ficou de Arrumar para ele. 03:30 hs 12/04/99
- Canon Video Products Warranty Card - Effective for products purchased in Australia and South Pacific Region. Ah, que saudade da câmera fotográfica que eu comprei na Olimpíada de Sydney, roubada na Alemanha durante a Copa de 2006.
- Certificado de Garantia da Britânia Eletrodomésticos, válido por dois anos, para um espremedor de frutas (agosto/96)
- Folhetos com a Rede Nacional de Assistência Técnica Caloi (maio/99), Aiwa Worldwide Service Facility List, Rede Nacional de Assistência Técnica Sharp (maio/96), Relação dos Postos Autorizados Mallory (telefone da Pompeia era 263-3079; no Brás, 92-2081), Relação de Assistências Técnicas da Equitel (março/96), Relação dos Serviços Autorizados Clímax, Postos Autorizados de Serviço TDMA Ericsson, Postos Autorizados idem da Samsung. Todas as informações são “sujeitas a alterações sem prévio aviso”.
Todas essas despedidas deixarão um buraco nas minhas gavetas, mas tenho certeza de que consigo seguir em frente.
Assinar:
Postagens (Atom)




