(Escrevi ontem de manhã, quarta, no Face)
Todo mundo muito louco na discussão sobre o que diz a atual Lei de Entorpecentes sobre maconha. Inclusive jornalista que, pra variar, nao se deu ao cuidado de ler o texto da lei.
Não, porte de maconha para uso proprio nao da cadeia. Mas a policia, se pegar, nao pode fazer vista grossa, sob pena de depois aparecer na televisao em cameras de segurança e dizerem: "A 500 m de uma escola e os policiais nao fizeram nada".
Entao eles tem de fazer. Seja na Pompeia, na quebrada ou no campus da universidade. Em qqer um desses lugares pode até haver uma tolerancia por omissao deliberada... "Vamos mandar as viaturas para coisas mais urgentes".
Na minha rua, fuma-se muita maconha sossegadamente e nao é possivel q ninguem saiba. Alguem ja reclamou no Conseg. Algum vizinho ja reclamou no 190. Aí uma noite passou la uma viatura e enquadrou um casalzinho. Super educados, sem tapa na cara, ameaças, humilhaçao, good cop x bad cop, revista com apertao nos testiculos ou cassetete entre as pernas.
Deu dó. Do casalzinho, que estava tao quieto, sentado na guia, fazendo mal no maximo a si mesmos (fora o fato de que o dinheiro foi para o crime e seria mil vezes melhor q eles pudessem comprar dentro da lei. Do desperdicio de tempo da PM e da Civil.
Voltamos ao Campus. Onde o pessoal da quebrada diria que "só tem burguesinho". Que não é um Vaticano, um território com suas próprias leis. Onde a garantia de liberdade para atividade acadêmica não inclui exceções à legislação vigente.
Entao os usuarios flagrados nao seriam "presos", como disse o Bom Dia Brasil, mas detidos. No "vulgo" é a mesma coisa, mas jornalista tem obrigação de saber e fazer a distinção.
O usuário não vai ser submetido a julgamento e talvez condenado à prisão. Vai assinar, se nao me engano (preciso reler a lei), um Termo Circunstanciado, que é "menos" que um Boletim de Ocorrência.
Entao a discussao nao é "a policia decide na hora se é pra uso proprio ou trafico", mas o usuario tb tem de ser conduzido ao distrito. Pobre, classe media ou rico.
Sou a favor da legalização da produção e comercio e vejo a situação atual como um Frankestein. Nao pode plantar pra consumo proprio nem comprar em estabelecimento com CNPJ, nota fiscal e licença de funcionamento, o trafico vai continuar abastecendo o usuário.
Eu nao me canso de debater esse assunto onde quer que seja, na Luciana Gimenez ou no Senado. Espero q outros q tb pensam assim tenham cada vez dar mais a cara a tapa. Nao do policial na esquina mas em sentido figurado.
***
PS(escrito hoje, quinta-feira):
Estudantes ocuparam a reitoria da Universidade Federal. Não terão a solidariedade de petistas dessa vez, porque não é uma universidade estadual em São Paulo... A Polícia Federal foi quem chamou o Batalhão de Choque da PM para conter o tumulto no Campus. A Polícia Federal "da Dilma"; a PM "do Raimundo Colombo", governador de SC que deixou o DEM para ir para o PSD e ser base da Dilma. A quem ele é "muito grato" pela imensa transferência de recursos federais para o estado - como se fosse um favor, um gesto de carinho da presidente.
Os invasores (ou ocupantes) da reitoria exigem que a polícia seja proibida de entrar no campus. Já disse isso quando era na USP, digo novamente: o Campus é ou não é um espaço público? Polícia pode agir no mundão aqui fora, mas o Campus tem segurança exclusiva? Não tem um diacho a ver a presença da Polícia Militar com a repressão militar à liberdade de pensamento e a autonomia universitária. A PM pode agir certo ou errado, no morro de São José ou na Campus da Federal, e o errado tem de ser combatido. Mas roubo de carro, assalto, agressão, estupro são as ocorrências que queremos evitar e razões pela qual o Estado tem forças policiais, a quem delega o poder-dever de combater. Querer tratar campus como um condomínio com segurança exclusiva é algo com que não concordo.
"...But when you talk about destruction/Don't you know that you can count me out"
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quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Tudo sempre igual
(Peguei esse texto no Conteúdo Livre. Destaquei em negrito minhas partes favoritas :o))
O governo Dilma Rousseff completa 18 meses. Acumulou fracassos e mais fracassos. O papel de gerente eficiente foi um blefe. Maior, só o de faxineira, imagem usada para combater o que chamou de malfeitos. Na história da República, não houve governo que, em um ano e meio, tenha sido obrigado a demitir tantos ministros por graves acusações de corrupção.
Como era esperado, a presidente não consegue ser a dirigente política do seu próprio governo. Quando tenta, acaba sempre se dando mal. É dependente visceralmente do seu criador. Está satisfeita com este papel. E resignada. Sabe dos seus limites. O presidente oculto vai apontando o rumo e ela segue obediente. Quando não sabe o que fazer, corre para São Bernardo do Campo. A antiga Detroit brasileira virou a Meca do petismo. Nunca tivemos um ex-presidente que tenha de forma tão cristalina interferido no governo do seu sucessor. Lembra o que no México foi chamado de Maximato (1928-1934), quando Plutarco Elias Calles foi o homem forte durante anos, sem que tenha exercido diretamente a presidência. Lá acabou numa ruptura. Em 1935 Lázaro Cárdenas se afastou do "Chefe Máximo" da Revolução. Aqui, nada indica que isso possa ocorrer. Pelo contrário, pode ser que em 2014 o criador queira retomar diretamente as rédeas do poder e mande para casa a criatura.
O PAC - pura invenção de marketing para dar aparência de planejamento estatal - tem como principal marca o atraso no cronograma das obras, além de graves denúncias de irregularidades. O maior feito do "programa" foi ter alçado uma desconhecida construtora para figurar entre as maiores empreiteiras brasileiras. De resto, o PAC é o símbolo da incompetência gerencial: os conhecidos gargalos na infraestrutura continuam intocados, as obras da Copa do Mundo estão atrasadas, o programa "Minha Casa, Minha Vida" não conseguiu sequer atingir 1/3 das metas.
O Nordeste é o exemplo mais cristalino de como age o governo Dilma. A região passa pela seca mais severa dos últimos 30 anos. A falta de chuva já era sabida. Mas as autoridades federais não estavam preocupadas com isso. Pelo contrário. O que interessava era resolver a partilha da máquina estatal na região entre os partidos da base. Duas agências foram entregues salomonicamente: uma para o PMDB (o DNOCS) e outra para o PT (o Banco do Nordeste). E a imprensa noticiou graves desvios nos dois órgãos, que perfazem quase 300 milhões de reais. A "punição" foi a demissão dos gestores. Enquanto isso, desejando mostrar alguma preocupação com os sertanejos, o governo instituiu a bolsa-seca, 80 reais para cada família cadastrada durante 5 meses, perfazendo 400 reais (o benefício será extinto em novembro, pois, de acordo com a presidente, vai chover na região e tudo, magicamente, vai voltar ao normal). Isto mesmo, leitor. Esta é a equidade petista: para os mangões, tudo; para os sertanejos, uma esmola.
Greves pipocam pelo serviço público. As promessas de novos planos de carreiras nunca foram cumpridas. A educação é o setor mais caótico. Não é para menos. Tem à frente o ministro Aloizio Mercadante. Quando passou pelo Ministério da Ciência e Tecnologia nada fez. Só discursou e fez promessas. E as realizações? Nenhuma. Mercadante lembra Venceslau Braz. Durante o quadriênio Hermes da Fonseca, Venceslau foi um vice-presidente sempre ausente da Capital Federal. Vivia pescando em Itajubá. Quando foi alçado à presidência da República, o poeta Emílio de Menezes comentou sarcasticamente: "É o único caso que conheço de promoção por abandono de emprego." Mercadante é um versão século XXI de Venceslau. O sistema federal de ensino superior está parado e vive uma grave crise. O que ele faz? Finge que nada está acontecendo. Quando resolve se manifestar, numa recaída castrense, diz que só negocia quando os grevistas voltarem ao trabalho.
A crise econômica mundial também não mereceu a atenção devida. Como o governo só administra o varejo e não tem um projeto para o país, enfrenta as turbulências com medidas paliativas. Acha que mexendo numa alíquota resolve o problema de um setor. Sempre a política adotada é aquela mais simples. Tudo é feito de improviso. É mais que evidente que o modelo construído ao longo das últimas duas décadas está fazendo água (e não é de hoje). É necessário mudar. Mas o governo não tem a mínima ideia de como fazer isso. Prefere correr desesperadamente atrás do que considera uma taxa de crescimento aceitável eleitoralmente. É a síndrome de 2014. O que importa não é o futuro do país, mas a permanência no poder.
Na política externa, se é verdade que Patriota não tem os arroubos juvenis de Amorim, o que é muito positivo, os dez anos de consulado petista transformaram a Casa de Rio Branco em uma espécie de UNE da terceira idade. A política externa está em descompasso com as necessidades de um país que pretende ter papel relevante na cena internacional. O Itamaraty transformou-se em um ministério marcado por derrotas. A última foi na Rio+20, quando, até por ser a sede do evento, deveria exercer não só um papel de protagonista, como também de articulador. A nossa diplomacia perdeu a capacidade de construir consensos. Assimilou o "estilo bolivariano", da retórica panfletária e vazia, e, algumas vezes, se tornou até caudatária dos caudilhos, como agora na crise paraguaia.
O governo Dilma parece velho, sem iniciativa. Parodiando o poeta: todo dia ele faz tudo sempre igual. E saber que nem completou metade do mandato. Pobre Brasil.
O Globo
26/06/2012
(Ou seja: só não concordo com a parte que diz que, na verdade, é o Lula quem governa. O desgoverno é todo Dilma).
(PS: Comentário no blog: "Anônimo Imagine o (des)governo do PSDB de São Paulo. Faz 20 anos que os tucanos estão falindo o estado, acabando com a educação, aumentando a violência e a mídia vendida não mostra isso. Por isso que só leio essas "babaquices" como as desse articulista tucano por este site, de graça". Ou seja: não assina, não apresenta nenhum argumento para contrapor a tudo o que foi dito (também, vai dizer que o PAC é uma maravilha, a Dilma arrasa na luta contra a corrupção, a infraestrutura não tem gargalos, o ensino superior é um espetáculo etc?) e cai no de sempre: comparar com os tucanos (e quem disse que eles precisam ser o parâmetro de certo e errado nesse mundo? "Se os tucanos fazem, a gente também faz", é assim? "Eles fizeram primeiro, a gente condenava mas quer fazer igual!") e na avacalhação a São Paulo (como se aqui não fosse, apesar do milhão de problemas, um lugar muito mais avançado em políticas públicas do que o resto do Brasil - mesmo os estados mais ricos e menos populosos). Vai ver como está o Maranhão com séculos de Sarney (agora avalizado e apoiado pelo PT!), Recife com 12 anos de PT, o Rio com bastaaante tempo de PMDB...)).
(PS: Comentário no blog: "Anônimo Imagine o (des)governo do PSDB de São Paulo. Faz 20 anos que os tucanos estão falindo o estado, acabando com a educação, aumentando a violência e a mídia vendida não mostra isso. Por isso que só leio essas "babaquices" como as desse articulista tucano por este site, de graça". Ou seja: não assina, não apresenta nenhum argumento para contrapor a tudo o que foi dito (também, vai dizer que o PAC é uma maravilha, a Dilma arrasa na luta contra a corrupção, a infraestrutura não tem gargalos, o ensino superior é um espetáculo etc?) e cai no de sempre: comparar com os tucanos (e quem disse que eles precisam ser o parâmetro de certo e errado nesse mundo? "Se os tucanos fazem, a gente também faz", é assim? "Eles fizeram primeiro, a gente condenava mas quer fazer igual!") e na avacalhação a São Paulo (como se aqui não fosse, apesar do milhão de problemas, um lugar muito mais avançado em políticas públicas do que o resto do Brasil - mesmo os estados mais ricos e menos populosos). Vai ver como está o Maranhão com séculos de Sarney (agora avalizado e apoiado pelo PT!), Recife com 12 anos de PT, o Rio com bastaaante tempo de PMDB...)).
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Mau humor acumulado - Haddad, o novo Ronaldo (1)
Subtítulo: Educação no Brasil, uma maravilha [NOT]
Fernando Haddad, ex-ministro da Educação do governo
Lula-Dilma, é um fenômeno!
Como a própria Dilma... Como o inigualável Lula.
Pergunte a qualquer brasileiro, aos estrangeiros que moram
aqui ou nos acompanham de perto, a quem mora longe mas também acompanha de verdade como vamos, perguntem às árvores ou às pedras do caminho: “Como
vai a Educação no Brasil?” Vai MAAAAL!!! A lista de mazelas é imensa:
- Os salários dos professores no país todo não condizem com
a importância de seu papel na sociedade.
- As condições de trabalho são péssimas: escolas capengas,
medo de violência, classes superlotadas etc.
- Pouco atraente, a carreira de professor afasta os melhores
profissionais. Por outro lado, a falta de boas alternativas leva profissionais
capacitados para OUTRAS ocupações a prestar concurso na Educação, mesmo sem o
menor interesse ou vocação para dar aula.
- Os alunos da rede pública chegam ao final do Ensino Médio
- quando chegam - sem saber interpretar um texto, muito menos redigir um com
lógica, sentido, sequer ortografia e pontuação correta. Desconhecem operações
elementares de matemática. Confundem países, momentos da história, personagens.
Acreditam nas coisas mais sem sentido que cheguem a elas pela internet.
- Além do desempenho ruim do ponto de vista do conteúdo
curricular, a educação no sentido de formação de valores, responsabilidade,
respeito, gentileza, honestidade, “noção” vai muuuito, muito mal. Basta
analisar alguns indicadores: comportamento no trânsito, violência urbana,
destinação do lixo, uso indevido ou abusivo de drogas... Qual a nota do Brasil
nesses quesitos??
- Falta de vagas em creches: um problema nacional. Mães
largam os filhos do jeito que dá - com o irmão um pouquinho mais velho, a filha
da vizinha, a avó, sozinhos.
- Escolas de ensino fundamental: em alguns lugares, pouco
melhores que um galpão de ferramentas ou um galinheiro. (Procurem no YouTube reportagens e vídeos caseiros sobre escolas Brasil adentro...)
- Cumprimento do ano letivo: fala sério, tem escola em greve
desde que o ano começou.
- Ensino Médio: a perdição. Os alunos já chegam lá sem saber o fundamental...
- Ensino Superior: máquina de moer gente. As Universidades
Federais vivem, salvo exceções, em situação de penúria. As mais antigas caem
aos pedaços. As “novas”, que muitas vezes são mero rearranjo de instituições
que já existiam, não tem bilbiotecas, laboratórios, computadores, professores,
aulas... Sem falar em transporte, refeitório, moradia. As privadas, que recebem
forte subsídio do governo federal (Prouni), não passariam no teste do próprio
Ministério da Educação.
- Será que o que falta é dinheiro? Nãããão. O orçamento do
MEC é um dos maiores. E sabe o que? O ministro Fernando Haddad, aka “Fenômeno”,
não gastou quase nada do dinheiro do ministério.
É uma especialidade do governo
LulaDilma: anuncia que “até 010/2012/2014/2020 [a data é móvel... muito móvel]
vamos investir shrocentros bilhões em Educação/Habitação/Infraestrutura [tanto
faz, é mentira]”. A imprensa publica, repercute, a presidente e os ministros
aparecem na TV, os analistas analisam, os cidadãos comemoram, a publicidade do
governo repete e repete, as pessoas... acreditam! Chega 2010/2014 etc, nem um
décimo daquilo foi investido. Mas eles anunciam... A fase 2! “Vamos investir
SHROTOCENTROS bilhões nos próximos 2/4/6/1000 anos!!!”
Então vamos analisar os investimentos do Ministério da
Educação em 2011, por exemplo. O nono ano do governo LulaDilma
(PT-PMDB-PR-PP-PRB-PTB-PCdoB-PSB-PDT etc, não necessariamente nessa ordem). Os
dados são do Portal da Transparência do Ministério da Educação:
No próximo post, vamos esmiuçar juntos a bagaça.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Farsas Federais - 1
Quem será que foi o gênio que cunhou a expressão “Torturem os números e eles dirão o que você quiser que eles digam”?
(Continua abaixo)
A manobra é antiga, mas o governo Lula/Dilma elevou a prática a novos patamares.
***
Lembro, nos anos 80, da desconfiança/ceticismo que acompanhava cada anúncio da inflação. Os números apresentados pelo governo sempre pareciam menores do que os da experiência cotidiana (e do que os estimados por especialistas independentes ou da oposição).
Lembro, nos anos 80, da desconfiança/ceticismo que acompanhava cada anúncio da inflação. Os números apresentados pelo governo sempre pareciam menores do que os da experiência cotidiana (e do que os estimados por especialistas independentes ou da oposição).
Meu amigo Laerte Mello “explicou” pra gente, na época (84), como funcionava: “O governo escolhe uma cesta de produtos para medir as variações de preço. Aí vê que o arroz e feijão estão 30% mais caros, mas a tintura para bigodes teve uma redução de 200%, então faz a média e publica”.
***
O governo Lula/Dilma forneceu bastante material para meu futuro livro, o “Manual da Desonestidade”.
O governo Lula/Dilma forneceu bastante material para meu futuro livro, o “Manual da Desonestidade”.
- Juntou programas que já existiam em um só e diz que inventou o Bolsa Família - e contra a vontade dos malvados da oposição, que não gostam de pobre, muito menos de nordestino.
- Dividiu universidades que já existiam em duas, renomeando um campus, por exemplo, e diz que “criou universidades” – ao contrário dos malvados da oposição, que não querem que pobre faça faculdade.
- Criou meia dúzia de salas de aula, instaladas em um prédio emprestado, sem os mínimos recursos necessários (laboratórios, bibliotecas, professores...) e diz que “criou e interiorizou universidades”, ao contrário dos antecessores cruéis etc.
- Diz que “bilhões serão investidos” em tal e qual programa, e de fato está lá o número no orçamento. Depois não gasta nada daquilo mas, como diria o personagem de humorístico, “já fez o seu comercial”.
- Assina o contrato para a construção de “10 mil casas”, que ficarão prontas daqui a meses ou anos, e anuncia a “entrega” de 10 mil casas...
- Junta em um número só imóveis de alto padrão e casas populares e diz que o programa (claro que estou falando do Minha Casa, Minha Vida) atendeu aquilo tudo de “pobres”.
- Anunciou uma meta de redução de emissão de GEE (Gases de Efeito Estufa) “maior que a de São Paulo!” – mas não explicou que o ponto de partida para o cálculo da redução foi um número completamente desatualizado.
***
Enfim, existem muitas maneiras de torturar os números.
- Dividiu universidades que já existiam em duas, renomeando um campus, por exemplo, e diz que “criou universidades” – ao contrário dos malvados da oposição, que não querem que pobre faça faculdade.
- Criou meia dúzia de salas de aula, instaladas em um prédio emprestado, sem os mínimos recursos necessários (laboratórios, bibliotecas, professores...) e diz que “criou e interiorizou universidades”, ao contrário dos antecessores cruéis etc.
- Diz que “bilhões serão investidos” em tal e qual programa, e de fato está lá o número no orçamento. Depois não gasta nada daquilo mas, como diria o personagem de humorístico, “já fez o seu comercial”.
- Assina o contrato para a construção de “10 mil casas”, que ficarão prontas daqui a meses ou anos, e anuncia a “entrega” de 10 mil casas...
- Junta em um número só imóveis de alto padrão e casas populares e diz que o programa (claro que estou falando do Minha Casa, Minha Vida) atendeu aquilo tudo de “pobres”.
- Anunciou uma meta de redução de emissão de GEE (Gases de Efeito Estufa) “maior que a de São Paulo!” – mas não explicou que o ponto de partida para o cálculo da redução foi um número completamente desatualizado.
***
Enfim, existem muitas maneiras de torturar os números.
- A “média” é a maneira universalmente aceita... A metáfora clássica para explicar o “defeito” da média é a da “cabeça no forno, pé na geladeira – temperatura média ok”, mas o sujeito está morto.
- Também é possível escolher os limites geográficos da amostragem. Você analisa famílias na Pampulha mas não em Jequitinhonha e diz: “Olhem, aumentou a renda em Minas!”.
- Outra maneira interessante é definir o período da análise conforme a conveniência. Você pode decidir se compara os números de hoje com os da semana passada, do mês passado, do mesmo mês no ano passado, da última década... E pior, depois compara períodos diferentes.
- Também é possível escolher os limites geográficos da amostragem. Você analisa famílias na Pampulha mas não em Jequitinhonha e diz: “Olhem, aumentou a renda em Minas!”.
- Outra maneira interessante é definir o período da análise conforme a conveniência. Você pode decidir se compara os números de hoje com os da semana passada, do mês passado, do mesmo mês no ano passado, da última década... E pior, depois compara períodos diferentes.
- Fazer um retrato, congelar aquele momento e dizer: “Olha, está sol!”. Geou antes e depois, passou um furacão, choveu e alagou, mas você divulga a foto ensolarada para o mundo inteiro e pronto.
- Se não der para mudar os números em si, sempre se podem alterar os critérios: se antes você dizia que pobre é quem tem menos de R$100 por mês, por exemplo, começa a dizer que pobre é quem tem menos de R$70. Tchã-nã! Sai um monte de gente da pobreza.
- Também pode desencanar do câmbio... Usar o dólar como medida de comparação entre dois ou mais períodos, como se o valor dele em relação à nossa moeda não tivesse variado tremendamente.
- Uma pessoa é encontrada morta com 20 facadas nas costas. Em vez de classificar como homicídio, você pode escolher “agressão seguida de morte” ou “causa a apurar”. Depois diz que “caíram os homicídios”.
O céu é o limite! Até porque o céu também não tem medidas.- Se não der para mudar os números em si, sempre se podem alterar os critérios: se antes você dizia que pobre é quem tem menos de R$100 por mês, por exemplo, começa a dizer que pobre é quem tem menos de R$70. Tchã-nã! Sai um monte de gente da pobreza.
- Também pode desencanar do câmbio... Usar o dólar como medida de comparação entre dois ou mais períodos, como se o valor dele em relação à nossa moeda não tivesse variado tremendamente.
- Uma pessoa é encontrada morta com 20 facadas nas costas. Em vez de classificar como homicídio, você pode escolher “agressão seguida de morte” ou “causa a apurar”. Depois diz que “caíram os homicídios”.
(Continua abaixo)
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Mentiras Federais - capítulo 1029
Durante a campanha presidencial de 2010, entre as muitas
mentiras contadas pelo governo e os governistas (sem meias palavras – MENTIRAS!),
dizia-se que “os tucanos” não haviam feito nada pela ampliação das vagas no
ensino superior, principalmente para “os mais pobres” – e que o Lula, por sua
vez, tinha criado não-sei-quantas universidades e mais de 100 novos campi.
Na época nós demonstramos – com links para páginas oficiais,
depoimentos de alunos, cópias de atas de reuniões nas próprias universidades –
que esses números eram absurdamente falsos. Havia universidades centenárias que
foram “desmembradas”, de modo que o que antes era um campus de uma instituição
passou a ser uma “universidade nova”. É como se o governo de São Paulo
transformasse o campus Ribeirão Preto da USP na “Universidade Estadual de
Ribeirão” e chamasse de “nova”.
Além disso, os chamados “novos campi” das universidades
novas de fato consistiam em salas
alugadas, instalações improvisadas e precárias, promessas de novos prédios em
zonas periféricas ou rurais onde havia apenas mato. Um escândalo. Escandalosa
também a omissão da imprensa, que engoliu a mentira oficial como se na ditadura
militar estivéssemos, com seu discurso de pujança e censura a quem se atrevesse
a desmenti-lo (até as notícias sobre epidemia de meningite eles proibiam).
***
Dias atrás encontrei uma aluna da Universidade Federal de
Osasco – e, para minha surpresa, ela tem aulas EM OSASCO. Ano passado, o “Campus
de Osasco” ficava na Vila Mariana, em São Paulo (embora uma placa na rua
indicasse o caminho para ele como se já existisse).
“Já tem campus, finalmente? Onde é?”
#vainessa.
O “campus” foi instalado em um prédio da prefeitura de
Osasco antes ocupado por outra instituição, a tradicional FITO – Fundação Instituto Tecnológico de Osasco, criada por Lei Municipal em 1964.
(No site da FITO, o comunicado sobre a cessão do prédio está meio escondido... Todos os outros links adiantam qual é o assunto abordado - “Novo Regulamento Financeiro”, “Lista de alunos contemplados com Bolsa de
Estudo” - esse é só “Comunicado de Esclarecimento”...)
O texto, de maio de 2010, diz: “frise-se novamente, a FAC FITO somente será transferida quando as novas
instalações estiverem concluídas”.
ADIVINHA.
Vasculhei o site da FITO e não encontrei notícia sobre a
inauguração do prédio novo, o que me faz pensar que ela ainda não aconteceu...
Curiosamente, também não encontrei o endereço atual em lugar nenhum :oP
(ACHEI! Foi “facinho” – entrei no “Fale Conosco”, mandei um
email, só DEPOIS do “Seu formulário foi enviado com sucesso” apareceu um menu
com a opção “Localização”. Lá o endereço consta como Rua Camélia, Jardim das
Flores...)
Bom, no site da Unifesp há um link para o mapa do campus
Osasco – ei-lo. E tem imagens do Campus. Embora prometam “Mais informações”, não passa disso...
Pra encerrar o post, que já ficou longo demais, volto para o
que a aluna me contou:
- Os mil alunos da FITO (não sei se esse número é exato) ocupavam
dois prédios e foram “acomodados” em um só. Os 160 alunos (por turno) da
UNIFESP ficaram com o outro prédio todo para eles.
- Chegar lá é dificílimo – desse mal os alunos da FITO já
sofriam, certamente. Parece que tem uma linha de ônibus que sai do terminal de
Osasco. São poucos carros, portanto demoram muito e estão sempre lotados. Para
não esperar, se espremer e para economizar R2,90, muitos alunos preferem andar
uma longa distância. Só que o lugar é ermo, nada amigável, então o exercício é “com
emoção”.
- A universidade não tem biblioteca. Os livros estão estocados
em algum lugar a que os alunos não tem acesso. O negócio funciona na base da xerox.
“Quando o Ministro esteve lá, eles fizeram uma biblioteca só para aquele dia!
Bebedouros também; depois tiraram!”.
- Não há refeitório, bandejão, etc. Só uma lanchonete que,
docemente refém da lei de mercado, cobra R$3 um pão-de-queijo, por exemplo. A
faculdade cogita pagar R$90 por aluno para compensar a falta de alternativas*.
[Aluna acaba de ler o post e me corrige: "O preço do pão de queijo tá um pouco caro; última vez que eu fui na cantina tava dois, dois e alguma coisa. O refeitório é na lanchonete e custa R$6,50"].
[Aluna acaba de ler o post e me corrige: "O preço do pão de queijo tá um pouco caro; última vez que eu fui na cantina tava dois, dois e alguma coisa. O refeitório é na lanchonete e custa R$6,50"].
- No curso de Administração, não há professor de Matemática.
Talvez chegue um nos próximos dias; se não, a aula de matemática do segundo
semestre fica para alguma outra ocasião (afinal, é supérflua). Segundo o
professor de outra matéria,foi criado o novo curso mas não foi feito concurso
para admissão de professores. Essa turma vai passar para o segundo ano e... ?
Aí está, portanto, o balanço das atividades de uma das “novas”
universidades federais do governo Lula. Essa está aqui do lado, onde se
concentra boa parte da mídia de alcance nacional (eu imagino o cara do Piauí
vendo todo dia no Bom Dia Brasil notícias sobre acidentes na Marginal Tietê e
congestionamento no “Corredor Norte-Sul”). Imagine como estão as coisas Brasilzão
adentro.
#Herançabendita, falô.
sábado, 30 de outubro de 2010
2009: Protestos de estudantes da UEPA durante a "marolinha"
Apenas um recuerdo...
Do Blog Vamos à Luta, O Tempo Não Para
A onda global de demissões influenciou a maré dos rios paraenses. Ao invés da marolinha de Lula, assistimos a uma verdadeira pororoca em nosso estado. O ano de 2009 chegou com uma queda nas exportações. O setor mineral foi afetado. Empresas como a VALE colocam trabalhadores em licença remunerada e férias coletivas.
Em 2009, de acordo com dados do DIEESE aumentaram os casos de demissões, aumentando a fila do desemprego. A indústria madeireira demitiu 19 mil pessoas; fechou 7 mil postos de trabalho, mas que o dobro em relação a 2007. A construção civil desacelerou; demitiu, apenas em março, 8840 trabalhadores; fechou 1062 postos de trabalho. Na indústria de transformação, em 4 meses, foram extintos 7002 postos de trabalho. Das 11 empresas do ramo siderúrgico localizadas em Marabá e Abaetetuba apenas 2 estão funcionando; ao todo são 4 mil novos desempregados no setor. O comércio fechou 2194 postos de trabalho apenas no primeiro semestre de 2009.
Em quatro meses, entre dezembro de 2008 e março de 2009, o Pará fechou 23 mil postos de trabalho. Isso equivale ao fechamento de 192 postos por dia. Nunca antes na história desse estado esse quadro foi alcançado. A situação é desesperadora. O Pará possui cerca de 7 milhões de habitantes, destes cerca de 4 milhões estão localizados abaixo da linha da pobreza. Esse é o quadro da barbárie que envolve o povo trabalhador Paraense. Na outra ponta da sociedade os ricos estão bem. Empresários, madeireiros, banqueiros, sojeiros, latifundiários são protegidos pelo governo Lula, Ana Júlia e pelos prefeitos.
Ana Julia impõe corte de verbas em meio à crise econômica
Em meio à crise econômica mundial Lula cortou verbas das áreas sociais e destinou recursos aos ricos. Aqui no Pará Ana Júlia lançou um decreto visando reduzir despesas. O decreto prevê fechamento de repartições públicas às 14h, extinção das horas extras, suspensão de diárias em viagens fora do estado, redução de 20% em gastos com luz, telefones e materiais de expediente. A saída de Ana Julia frente à redução de arrecadação do Estado é despejar a crise na costa dos trabalhadores. Esse decreto afetou também nossa universidade que teve seus recursos cortados em mais de 20%.
(...)
CORTE DE VERBAS PREJUDICA ESTRUTURA DOS CAMPIS DO INTERIOR
O corte de recursos feito pelo governo da Ana Júlia junto com o descaso da atual reitora com relação a estrutura da universidade como um todo esta causando muitos problemas aos estudantes dos campus do interior. No campus do Mojú, por exemplo, é constante os assaltos aos alunos por que o campus não possui segurança suficiente e também por que os alunos dividem o campus com diversos moradores do local que estão ocupando o terreno da UEPA, já que a mesma não possui muro ou cercado que delimitem o terreno da universidade. Outro problema enfrentado pelos estudantes do campus do Mojú é com relação ao acervo de livros na biblioteca que não consegue suprir a demanda dos estudantes, prejudicando os estudantes, pois os mesmos necessitam ter uma boa produtividade nos trabalhos acadêmicos, e dessa forma precisam de um maior número de exemplares na biblioteca, tanto nas áreas de Ciências Naturais quanto em Pedagogia, Letras e Matemática. Outro fator que prejudica os estudantes é a quantidade grande de déficit de professores efetivos e fixos no campus, sendo que apenas estes podem orientar e assinar projetos de extensão.
PRINCIPAIS PROBLEMAS LEVANTADOS PELO DA NO CAMPUS DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
Em Conceição do Araguaia quando os estudantes procuram a biblioteca é constante perceber que o livro não tem, que já foi emprestado ou que a biblioteca não possui o exemplar. Existe uma grandes deficiências no quis diz respeito à infra-estrutura dos laboratórios de química, física e biologia, sendo que os cursos de matemática, letras e pedagogia se quer tem laboratório, sendo que a alegação da coordenação é que não tem recursos e que nesse semestre está havendo um corte de gastos muito grande por parte do governo. No campus todos os problemas têm que ser resolvidos pela capital o que causa o atraso na resolução dos mais diversos problemas do núcleo. Mesmo o campus sendo o segundo maior da UEPA nunca a coordenação discutiu com os estudantes um projeto de assistência estudantil que contemple Restaurante Universitário e Moradia Estudantil. No campus necessita urgente de mais professores efetivos, pois os estudantes não agüentam mais iniciar os semestres em atraso por falta de professores. A falta de estrutura para os portadores de necessidades especiais é outro problema enfrentado no campus, pois os banheiros dos alunos não são adequados aos portadores de necessidades especiais e isso acaba dificultando a discussão a cerca da inclusão dos deficientes na universidade.
PROBLEMAS NO CAMPUS DE PARAGOMINAS
No campus de Paragominas existe uma carência muito grande nos acervos de livros principalmente nos cursos de TA (madeira) e Eng. Ambiental. Por conta do decreto da governadora a biblioteca deixou de ficar aberta durante todo o dia e passou a fechar em alguns horários do dia, isso quando não fecha a partir das 14h. Pelo mesmo decreto o atendimento da secretaria acadêmica foi reduzido para até as 18h impossibilitando o estudante do turno da noite ser atendido. Um dos maiores problemas do campus de Paragominas é o acesso ao laboratório de informática, já que várias vezes na semana o LABINF fica fechado por não ter monitores ou estagiários ou funcionários aptos a tomar conta do local prejudicando os estudantes que acabam ficando impossibilitado de fazer sua pesquisa na internet.
OS ESTUDANTES DA UEPA NÃO VÃO PAGAR PELA CRISE
Por conta de todos esses problemas os estudantes de vários campi estão realizando assembléias para discutir de que forma podem enfrentar esses problemas e cobrar da reitoria que melhore as condições de ensino. Nesse sentido os estudantes de Paragominas, em conjunto com o DA, realizaram uma assembléia geral na quinta feira, dia 13 de agosto (...) . Por conta dessa assembléia a reitoria foi obrigada a receber uma comissão de estudantes em uma reunião que ocorreu entre a reitoria e os estudantes do campus de Paragominas no dia 17/08 na qual foi exposta a pauta de reivindicação e soluções foram apresentadas.
Essa semana é a vez dos estudantes de Conceição do Araguaia, Redenção e Mojú, que estarão realizando assembléias gerais para debater como podem pressionar a reitoria da universidade no sentido de conseguirem melhorias em seus campi. A principal reivindicação desses estudantes é forçar um canal de dialogo com a reitoria que caso não atenda suas reivindicações os estudantes pretendem paralisar as aulas até que suas reivindicações sejam atendidas. Nesse sentido queremos chamar os estudantes de todos os campi a realizarmos uma jornada de paralisações e atos contra o decreto da governadora Ana Júlia que corta mais de 20% do orçamento da UEPA, e contra o corte de vagas no vestibular. Nós estudantes não podemos pagar pela crise e por isso Vamos à Luta.
REITORIA CORTA MAIS DE 440 VAGAS DO VESTIBULAR E PLANEJA CORTAR MAIS DE 1200.
Em julho quando a maioria dos estudantes da UEPA estavam de férias a reitoria aprovou um corte imenso nas vagas dos vestibulares desse ano e do ano de 2010. O corte foi de 444 vagas, as quais não serão ofertadas no vestibular desse ano; sendo que no do ano que vem já está previsto um corte maior que corresponderá a 1294 vagas. Isso significa que mais estudantes não terão acesso a um curso superior em nossa universidade.
Sabemos que um dos motivos para esse corte de vagas e dos vários problemas que estão passando os estudantes da UEPA tem a ver com a crise econômica. Já que no primeiro semestre a governadora Ana Júlia lançou um decreto que cortou em mais de 20% os recursos da UEPA. Essa é uma demonstração clara de que tanto o governo Lula quanto a governadora Ana Júlia preferem salvar os banqueiros e empresários a ter que investir mais recursos em nossa universidade.
OS CAMPI DO INTERIOR SERÃO OS MAIS PREJUDICADOS
Nessa discussão os mais prejudicados serão os campus do interior que no ano passado ofertaram 2052 vagas, nesse ano ofertarão 1610 vagas e no vestibular de 2010 irão ofertar apenas 890 vagas. Para dar exemplo, campus como o de Conceição do Araguaia que ofereciam para a população da região 306 vagas no ano de 2007, no ano que vem só irão ofertar 70 vagas; o campus do Mojú que no último vestibular ofertou 296 vagas no vestibular do ano que vem irão ofertar somente 40 vagas; o campus de Paragominas que ofertou no último vestibular 206 vagas no vestibular do próximo ano ofertarão somente 80 vagas.
Do Blog Vamos à Luta, O Tempo Não Para
A onda global de demissões influenciou a maré dos rios paraenses. Ao invés da marolinha de Lula, assistimos a uma verdadeira pororoca em nosso estado. O ano de 2009 chegou com uma queda nas exportações. O setor mineral foi afetado. Empresas como a VALE colocam trabalhadores em licença remunerada e férias coletivas.
Em 2009, de acordo com dados do DIEESE aumentaram os casos de demissões, aumentando a fila do desemprego. A indústria madeireira demitiu 19 mil pessoas; fechou 7 mil postos de trabalho, mas que o dobro em relação a 2007. A construção civil desacelerou; demitiu, apenas em março, 8840 trabalhadores; fechou 1062 postos de trabalho. Na indústria de transformação, em 4 meses, foram extintos 7002 postos de trabalho. Das 11 empresas do ramo siderúrgico localizadas em Marabá e Abaetetuba apenas 2 estão funcionando; ao todo são 4 mil novos desempregados no setor. O comércio fechou 2194 postos de trabalho apenas no primeiro semestre de 2009.
Em quatro meses, entre dezembro de 2008 e março de 2009, o Pará fechou 23 mil postos de trabalho. Isso equivale ao fechamento de 192 postos por dia. Nunca antes na história desse estado esse quadro foi alcançado. A situação é desesperadora. O Pará possui cerca de 7 milhões de habitantes, destes cerca de 4 milhões estão localizados abaixo da linha da pobreza. Esse é o quadro da barbárie que envolve o povo trabalhador Paraense. Na outra ponta da sociedade os ricos estão bem. Empresários, madeireiros, banqueiros, sojeiros, latifundiários são protegidos pelo governo Lula, Ana Júlia e pelos prefeitos.
Ana Julia impõe corte de verbas em meio à crise econômica
Em meio à crise econômica mundial Lula cortou verbas das áreas sociais e destinou recursos aos ricos. Aqui no Pará Ana Júlia lançou um decreto visando reduzir despesas. O decreto prevê fechamento de repartições públicas às 14h, extinção das horas extras, suspensão de diárias em viagens fora do estado, redução de 20% em gastos com luz, telefones e materiais de expediente. A saída de Ana Julia frente à redução de arrecadação do Estado é despejar a crise na costa dos trabalhadores. Esse decreto afetou também nossa universidade que teve seus recursos cortados em mais de 20%.
(...)
CORTE DE VERBAS PREJUDICA ESTRUTURA DOS CAMPIS DO INTERIOR
O corte de recursos feito pelo governo da Ana Júlia junto com o descaso da atual reitora com relação a estrutura da universidade como um todo esta causando muitos problemas aos estudantes dos campus do interior. No campus do Mojú, por exemplo, é constante os assaltos aos alunos por que o campus não possui segurança suficiente e também por que os alunos dividem o campus com diversos moradores do local que estão ocupando o terreno da UEPA, já que a mesma não possui muro ou cercado que delimitem o terreno da universidade. Outro problema enfrentado pelos estudantes do campus do Mojú é com relação ao acervo de livros na biblioteca que não consegue suprir a demanda dos estudantes, prejudicando os estudantes, pois os mesmos necessitam ter uma boa produtividade nos trabalhos acadêmicos, e dessa forma precisam de um maior número de exemplares na biblioteca, tanto nas áreas de Ciências Naturais quanto em Pedagogia, Letras e Matemática. Outro fator que prejudica os estudantes é a quantidade grande de déficit de professores efetivos e fixos no campus, sendo que apenas estes podem orientar e assinar projetos de extensão.
PRINCIPAIS PROBLEMAS LEVANTADOS PELO DA NO CAMPUS DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
Em Conceição do Araguaia quando os estudantes procuram a biblioteca é constante perceber que o livro não tem, que já foi emprestado ou que a biblioteca não possui o exemplar. Existe uma grandes deficiências no quis diz respeito à infra-estrutura dos laboratórios de química, física e biologia, sendo que os cursos de matemática, letras e pedagogia se quer tem laboratório, sendo que a alegação da coordenação é que não tem recursos e que nesse semestre está havendo um corte de gastos muito grande por parte do governo. No campus todos os problemas têm que ser resolvidos pela capital o que causa o atraso na resolução dos mais diversos problemas do núcleo. Mesmo o campus sendo o segundo maior da UEPA nunca a coordenação discutiu com os estudantes um projeto de assistência estudantil que contemple Restaurante Universitário e Moradia Estudantil. No campus necessita urgente de mais professores efetivos, pois os estudantes não agüentam mais iniciar os semestres em atraso por falta de professores. A falta de estrutura para os portadores de necessidades especiais é outro problema enfrentado no campus, pois os banheiros dos alunos não são adequados aos portadores de necessidades especiais e isso acaba dificultando a discussão a cerca da inclusão dos deficientes na universidade.
PROBLEMAS NO CAMPUS DE PARAGOMINAS
No campus de Paragominas existe uma carência muito grande nos acervos de livros principalmente nos cursos de TA (madeira) e Eng. Ambiental. Por conta do decreto da governadora a biblioteca deixou de ficar aberta durante todo o dia e passou a fechar em alguns horários do dia, isso quando não fecha a partir das 14h. Pelo mesmo decreto o atendimento da secretaria acadêmica foi reduzido para até as 18h impossibilitando o estudante do turno da noite ser atendido. Um dos maiores problemas do campus de Paragominas é o acesso ao laboratório de informática, já que várias vezes na semana o LABINF fica fechado por não ter monitores ou estagiários ou funcionários aptos a tomar conta do local prejudicando os estudantes que acabam ficando impossibilitado de fazer sua pesquisa na internet.
OS ESTUDANTES DA UEPA NÃO VÃO PAGAR PELA CRISE
Por conta de todos esses problemas os estudantes de vários campi estão realizando assembléias para discutir de que forma podem enfrentar esses problemas e cobrar da reitoria que melhore as condições de ensino. Nesse sentido os estudantes de Paragominas, em conjunto com o DA, realizaram uma assembléia geral na quinta feira, dia 13 de agosto (...) . Por conta dessa assembléia a reitoria foi obrigada a receber uma comissão de estudantes em uma reunião que ocorreu entre a reitoria e os estudantes do campus de Paragominas no dia 17/08 na qual foi exposta a pauta de reivindicação e soluções foram apresentadas.
Essa semana é a vez dos estudantes de Conceição do Araguaia, Redenção e Mojú, que estarão realizando assembléias gerais para debater como podem pressionar a reitoria da universidade no sentido de conseguirem melhorias em seus campi. A principal reivindicação desses estudantes é forçar um canal de dialogo com a reitoria que caso não atenda suas reivindicações os estudantes pretendem paralisar as aulas até que suas reivindicações sejam atendidas. Nesse sentido queremos chamar os estudantes de todos os campi a realizarmos uma jornada de paralisações e atos contra o decreto da governadora Ana Júlia que corta mais de 20% do orçamento da UEPA, e contra o corte de vagas no vestibular. Nós estudantes não podemos pagar pela crise e por isso Vamos à Luta.
REITORIA CORTA MAIS DE 440 VAGAS DO VESTIBULAR E PLANEJA CORTAR MAIS DE 1200.
Em julho quando a maioria dos estudantes da UEPA estavam de férias a reitoria aprovou um corte imenso nas vagas dos vestibulares desse ano e do ano de 2010. O corte foi de 444 vagas, as quais não serão ofertadas no vestibular desse ano; sendo que no do ano que vem já está previsto um corte maior que corresponderá a 1294 vagas. Isso significa que mais estudantes não terão acesso a um curso superior em nossa universidade.
Sabemos que um dos motivos para esse corte de vagas e dos vários problemas que estão passando os estudantes da UEPA tem a ver com a crise econômica. Já que no primeiro semestre a governadora Ana Júlia lançou um decreto que cortou em mais de 20% os recursos da UEPA. Essa é uma demonstração clara de que tanto o governo Lula quanto a governadora Ana Júlia preferem salvar os banqueiros e empresários a ter que investir mais recursos em nossa universidade.
OS CAMPI DO INTERIOR SERÃO OS MAIS PREJUDICADOS
Nessa discussão os mais prejudicados serão os campus do interior que no ano passado ofertaram 2052 vagas, nesse ano ofertarão 1610 vagas e no vestibular de 2010 irão ofertar apenas 890 vagas. Para dar exemplo, campus como o de Conceição do Araguaia que ofereciam para a população da região 306 vagas no ano de 2007, no ano que vem só irão ofertar 70 vagas; o campus do Mojú que no último vestibular ofertou 296 vagas no vestibular do ano que vem irão ofertar somente 40 vagas; o campus de Paragominas que ofertou no último vestibular 206 vagas no vestibular do próximo ano ofertarão somente 80 vagas.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
A história do Campus Porto e mais mentiras e insultos do presidente
Em agosto de 2008, o reitor da Universidade Federal de Pelotas esteve na cerimônia de abertura das "novas instalações" do Campus Porto:
Em seu discurso, o reitor referiu-se às unidades acadêmicas que serão transferidas para o novo campus, num prazo de um ano [isto é, agosto de 2009], que são os cursos de Letras, Nutrição, Administração, Economia e Museologia, mais o Centro de Informática e a Rádio Federal FM. A primeira unidade a ser transferida será a Faculdade de Letras"
***
A Faculdade de Nutrição mudou em agosto de 2010, e "os laboratórios de Microbiologia, Bromatologia, Prestação de serviços em análise de alimentos e Nutrição Experimental continuam no campus do Capão do Leão".
****
A Faculdade de Letras mudou-se para lá em setembro de 2009.
23/09/2009
Reitor visita salas de aula e recepciona primeiros estudantes do campus Porto
Acompanhado por assessores e pelo diretor da Faculdade de Letras, professor Paulo Borges, o reitor Cesar Borges visitou, na noite desta segunda-feira (21), as salas de aula do bloco B do Campus Porto e deu boas-vindas aos alunos da unidade, primeira a ocupar o espaço para suas atividades acadêmicas. (...)
Cerca de 300 alunos de graduação e de pós-graduação da Faculdade de Letras começaram a assistir suas aulas noturnas no térreo da edificação, que no passado abrigou o Frigorífico Anglo. Ao longo deste segundo semestre, a Faculdade terá atividades em três locais. No campus Porto ocorrerão todas as aulas noturnas, sendo as atividades diurnas realizadas na sede da avenida Bento Gonçalves e em salas locadas na UCPel. A partir do primeiro semestre de 2010, a unidade funcionará totalmente no novo campus. No novo prédio, duas salas para trabalhos administrativos também foram destinadas à direção e aos professores da unidade.
"Em seguida, virá o sistema de refrigeração das salas de aula (condicionadores split) e um espaço para lanches", anunciou o reitor" (...) "Também foi anunciada para breve a inauguração da Biblioteca Central do Campus Porto"
****
Em junho de 2010, a ata da primeira reunião do D.A. de Letras registrou:
01: Máquinas de xérox no Campus Porto. A colega Bianca relatou aos presentes o motivo pelo qual o Campus ainda está sem xérox. (...) As licitações já foram preenchidas, os orçamentos já foram feitos e que resta, apenas, o processo administrativo. Garantiram que até, no máximo, início do segundo semestre de dois mil e dez o Campus conte com a empresa responsável pelo xérox. (...) Passado o prazo, a colega perguntou aos presentes se todos concordavam em levar a notícia à imprensa. O aluno Marcelo sugeriu que agíssemos com a imprensa desde já, sem esperar o segundo semestre, mas fazê-lo de forma moderada e diplomática (como pequenos artigos ou anúncios, para então partir para a reportagem de fato). O aluno Evaristo ratificou dizendo que outros Cursos agiram com apoio da imprensa e obtiveram êxito nas reivindicações
Item 02: Limpeza do Campus Porto.
Informou (...) que a Direção do Curso fará a compra de secadores de mãos elétricos e também suportes de papel higiênico (...) Relatou que a situação do banheiro feminino é deplorável (...) Explicou que o uso de papel higiênico é excessivo, devido à falta de toalhas de papel para secar as mãos. Algumas alunas relataram que já encontraram no banheiro feminino, na cuba que está sem torneira, erva mate e terra. O aluno Marcelo afirmou que o fluxo de água no banheiro masculino é insuficiente, de pouca pressão, o que gera mau cheiro. Sem mais comentários, partiu-se para o próximo item.
Outros assuntos. A colega Bianca informou que assim que o Diretório Acadêmico tenha sua sala no Campus Porto, haverá um kit contendo medicamentos básicos (para dor de cabeça, cólicas menstruais, curativos, absorventes higiênicos, etc). Pediu sugestão dos presentes e informou também que haverá, além do e-mail do DA já existente, uma caixa para que os alunos depositem bilhetes com sugestões, críticas, ideias, etc. Indicação de assuntos para a próxima Assembleia a ser marcada: O aluno Daniel pediu informações sobre possibilidade de estacionamento para bicicletas no Campus Porto; alguns alunos reclamaram do barulho e pediram informações sobre quando esse problema terá fim; alguns alunos também pediram maior mobilização em relação a Biblioteca e também reclamaram sobre a falta de mobilização tanto dos alunos quanto dos professores para a aquisição de livros e para que a Biblioteca, de fato, exista; a aluna Nairana perguntou sobre a possibilidade de ter refeições como almoço na Cantina, pois muitos alunos vão para o Campus Porto pela manhã e não conseguem tempo, ou torna-se inviável financeiramente, ir até o centro da cidade para almoçar.
Ou seja... Quase um ano depois do prazo prometido para início de 5 novos cursos, o pessoal do primeiro curso reclamava da falta de lugar para almoçar, da falta de xerox no campus, de banheiros sem torneira e com pouca água, da falta de uma biblioteca.
***
O curso de Administração, "implantado na UFPel em 1997" (ou seja, em pleno governo daqueles "doutores" que "não criaram nenhuma vaga de ensino superior", como bradou o presidente em comício), continua na Rua Almirante Barro - portanto, apesar da promessa, ainda não foi para o Campus Porto.
***
Faculdade de Economia
"Em 2000, ingressou a primeira turma do Curso de Bacharelado em Economia", relata o Projeto Pedagógico da Faculdade . Puxa vida, bem nos anos negros do governo Fernando Henrique, que não fez nada pelo ensino público... Ah, era um curso noturno. Coisa de rico, sabe-se.
A implementação dos cursos de pós-graduação iniciou em 1997, com a primeira turma da Especialização em Filosofia. Atualmente o instituto conta com outros três cursos de especialização, além da Filosofia: Geografia (criado em 2002), História do Brasil (criado em 2003) e Memória, Identidade e Cultura Material (criado em 2003). [Ou seja, um pouco mais de expansão no período de trevas].
****
Para relembrar o discurso do Lula em setembro:
"A elite que governou São Paulo nunca se importou em colocar os pobres para estudar nas universidades". E emendou: "Isso é uma vergonha para a elite que governou São Paulo nos últimos anos."
O presidente, que participou pela manhã da inauguração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), em Suzano, na região leste da Grande São Paulo, também atacou de maneira indireta o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. "Tivemos presidente doutor com pós-graduação no exterior que não construiu uma universidade (no Brasil). Claro, ele já tinha aprendido. Para quê ensinar para os outros?", ironizou, arrancando aplausos da maioria do público de cerca de 300 pessoas. E salientou que o povo brasileiro quer ter o direito de ser "doutor, engenheiro e não só pedreiro".
Ainda nas críticas à "elite que governou São Paulo", o presidente disse que só eles achavam que tinham direito de fazer graduação aqui e depois fazer pós-graduação em Chicago, Paris ou Londres. Enquanto isso, os pobres não tinham sequer direito de terminar o ensino fundamental.
O público aplaudiu, a imprensa publicou e... fica por isso mesmo. Além da "popularidade", o presidente tem uma "credibilidade" inexplicável. O editorial e os colunistas do jornal podem, no dia seguinte, criticar o presidente pela desonestidade e irresponsabilidade. Mas cadê o trabalho do repórter, para apurar a veracidade da fala? Assim jornal vira "release" do governo.
***
Voltando ao curso de Economia, que ia mudar para o Campus Porto em agosto/2008:
Ainda segundo o site oficial, mudou não. O endereço que eles dão é outro.
***
Para terminar, Museologia era outro curso prometido para agosto do ano passado. A palavra aparece na lista de cursos, mas não é um link e não há informação alguma sobre ela, donde se conclui que o curso não foi criado ainda.
Talvez seja melhor assim... Se não tiver professores, instalações etc., o certo é assumir que o curso não existe :oP
***
Na matéria em que o presidente Lula insulta os opositores e mente sobre seu governo e o de Fernando Henrique, ele estava "inaugurando o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)". Estou tentando descobrir onde é, como funciona, quantos alunos terá, se tem laboratórios etc. Mas no site do IFSP a página de Suzano está completamente em branco, bem como a de Itapetininga.
***
Última curiosidade - Comunicado do Reitor da UFPEL sobre matrículas:
Total de cursos participantes: 22
Total de vagas ofertadas - ampla concorrência: 886
Total de vagas ofertadas - por meio de ações afirmativas: 0
Em 2007, segundo eles mesmos, eram "53 cursos de graduação, totalizando 1.504 vagas anuais para o ingresso à Universidade". Mas como alguns agora são da "Unipampa" (ver post abaixo), eles diminuem aqui e ninguém nota - mas aparecem como "cursos novos" na comunicação do governo, aposto.
[Endereço encurtado deste post: http://tinyurl.com/2vc66u2 ]
Em seu discurso, o reitor referiu-se às unidades acadêmicas que serão transferidas para o novo campus, num prazo de um ano [isto é, agosto de 2009], que são os cursos de Letras, Nutrição, Administração, Economia e Museologia, mais o Centro de Informática e a Rádio Federal FM. A primeira unidade a ser transferida será a Faculdade de Letras"
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A Faculdade de Nutrição mudou em agosto de 2010, e "os laboratórios de Microbiologia, Bromatologia, Prestação de serviços em análise de alimentos e Nutrição Experimental continuam no campus do Capão do Leão".
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A Faculdade de Letras mudou-se para lá em setembro de 2009.
23/09/2009
Reitor visita salas de aula e recepciona primeiros estudantes do campus Porto
Acompanhado por assessores e pelo diretor da Faculdade de Letras, professor Paulo Borges, o reitor Cesar Borges visitou, na noite desta segunda-feira (21), as salas de aula do bloco B do Campus Porto e deu boas-vindas aos alunos da unidade, primeira a ocupar o espaço para suas atividades acadêmicas. (...)
Cerca de 300 alunos de graduação e de pós-graduação da Faculdade de Letras começaram a assistir suas aulas noturnas no térreo da edificação, que no passado abrigou o Frigorífico Anglo. Ao longo deste segundo semestre, a Faculdade terá atividades em três locais. No campus Porto ocorrerão todas as aulas noturnas, sendo as atividades diurnas realizadas na sede da avenida Bento Gonçalves e em salas locadas na UCPel. A partir do primeiro semestre de 2010, a unidade funcionará totalmente no novo campus. No novo prédio, duas salas para trabalhos administrativos também foram destinadas à direção e aos professores da unidade.
"Em seguida, virá o sistema de refrigeração das salas de aula (condicionadores split) e um espaço para lanches", anunciou o reitor" (...) "Também foi anunciada para breve a inauguração da Biblioteca Central do Campus Porto"
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Em junho de 2010, a ata da primeira reunião do D.A. de Letras registrou:
Item 02: Limpeza do Campus Porto.
Outros assuntos. A colega Bianca informou que assim que o Diretório Acadêmico tenha sua sala no Campus Porto, haverá um kit contendo medicamentos básicos (para dor de cabeça, cólicas menstruais, curativos, absorventes higiênicos, etc). Pediu sugestão dos presentes e informou também que haverá, além do e-mail do DA já existente, uma caixa para que os alunos depositem bilhetes com sugestões, críticas, ideias, etc. Indicação de assuntos para a próxima Assembleia a ser marcada: O aluno Daniel pediu informações sobre possibilidade de estacionamento para bicicletas no Campus Porto; alguns alunos reclamaram do barulho e pediram informações sobre quando esse problema terá fim; alguns alunos também pediram maior mobilização em relação a Biblioteca e também reclamaram sobre a falta de mobilização tanto dos alunos quanto dos professores para a aquisição de livros e para que a Biblioteca, de fato, exista; a aluna Nairana perguntou sobre a possibilidade de ter refeições como almoço na Cantina, pois muitos alunos vão para o Campus Porto pela manhã e não conseguem tempo, ou torna-se inviável financeiramente, ir até o centro da cidade para almoçar.
Ou seja... Quase um ano depois do prazo prometido para início de 5 novos cursos, o pessoal do primeiro curso reclamava da falta de lugar para almoçar, da falta de xerox no campus, de banheiros sem torneira e com pouca água, da falta de uma biblioteca.
***
O curso de Administração, "implantado na UFPel em 1997" (ou seja, em pleno governo daqueles "doutores" que "não criaram nenhuma vaga de ensino superior", como bradou o presidente em comício), continua na Rua Almirante Barro - portanto, apesar da promessa, ainda não foi para o Campus Porto.
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Faculdade de Economia
"Em 2000, ingressou a primeira turma do Curso de Bacharelado em Economia", relata o Projeto Pedagógico da Faculdade . Puxa vida, bem nos anos negros do governo Fernando Henrique, que não fez nada pelo ensino público... Ah, era um curso noturno. Coisa de rico, sabe-se.
A implementação dos cursos de pós-graduação iniciou em 1997, com a primeira turma da Especialização em Filosofia. Atualmente o instituto conta com outros três cursos de especialização, além da Filosofia: Geografia (criado em 2002), História do Brasil (criado em 2003) e Memória, Identidade e Cultura Material (criado em 2003). [Ou seja, um pouco mais de expansão no período de trevas].
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Para relembrar o discurso do Lula em setembro:
"A elite que governou São Paulo nunca se importou em colocar os pobres para estudar nas universidades". E emendou: "Isso é uma vergonha para a elite que governou São Paulo nos últimos anos."
O presidente, que participou pela manhã da inauguração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), em Suzano, na região leste da Grande São Paulo, também atacou de maneira indireta o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. "Tivemos presidente doutor com pós-graduação no exterior que não construiu uma universidade (no Brasil). Claro, ele já tinha aprendido. Para quê ensinar para os outros?", ironizou, arrancando aplausos da maioria do público de cerca de 300 pessoas. E salientou que o povo brasileiro quer ter o direito de ser "doutor, engenheiro e não só pedreiro".
Ainda nas críticas à "elite que governou São Paulo", o presidente disse que só eles achavam que tinham direito de fazer graduação aqui e depois fazer pós-graduação em Chicago, Paris ou Londres. Enquanto isso, os pobres não tinham sequer direito de terminar o ensino fundamental.
O público aplaudiu, a imprensa publicou e... fica por isso mesmo. Além da "popularidade", o presidente tem uma "credibilidade" inexplicável. O editorial e os colunistas do jornal podem, no dia seguinte, criticar o presidente pela desonestidade e irresponsabilidade. Mas cadê o trabalho do repórter, para apurar a veracidade da fala? Assim jornal vira "release" do governo.
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Voltando ao curso de Economia, que ia mudar para o Campus Porto em agosto/2008:
Ainda segundo o site oficial, mudou não. O endereço que eles dão é outro.
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Para terminar, Museologia era outro curso prometido para agosto do ano passado. A palavra aparece na lista de cursos, mas não é um link e não há informação alguma sobre ela, donde se conclui que o curso não foi criado ainda.
Talvez seja melhor assim... Se não tiver professores, instalações etc., o certo é assumir que o curso não existe :oP
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Na matéria em que o presidente Lula insulta os opositores e mente sobre seu governo e o de Fernando Henrique, ele estava "inaugurando o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP)". Estou tentando descobrir onde é, como funciona, quantos alunos terá, se tem laboratórios etc. Mas no site do IFSP a página de Suzano está completamente em branco, bem como a de Itapetininga.
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Última curiosidade - Comunicado do Reitor da UFPEL sobre matrículas:
Total de cursos participantes: 22
Total de vagas ofertadas - ampla concorrência: 886
Total de vagas ofertadas - por meio de ações afirmativas: 0
Em 2007, segundo eles mesmos, eram "53 cursos de graduação, totalizando 1.504 vagas anuais para o ingresso à Universidade". Mas como alguns agora são da "Unipampa" (ver post abaixo), eles diminuem aqui e ninguém nota - mas aparecem como "cursos novos" na comunicação do governo, aposto.
[Endereço encurtado deste post: http://tinyurl.com/2vc66u2 ]
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