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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Aquele mau humor persistente

"Pesquisa indica que a inflação prejudica mais os mais pobres". Ah vá.

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Eu estava crente que os pobres ou não existiam mais, porque o governo LulaDilma levou eles todos ao paraíso (das compras), ou eram protegidos de todos os males pelo governo e sua revolucionária política social.

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Mas acho que os pobres estão todos em São Paulo, né? O pior lugar do Brasil.

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São Paulo é uma vergonha. Tem só 70km de metrô! Vai na contramão do Brasil.

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Sabe por que as cidades brasileiras, especialmente as capitais, estão milhares de km à frente de São Paulo? Porque o partido do MalufPitta (PP) é, há muito tempo, aliado do governo LulaDilma e ocupa o Ministério das Cidades. Como eles tem uma tradição muito boa em política urbana, haja vista o que seu maior expoente fez em São Paulo, fizeram uma revolução no Brasil: metrôs, moradia decente para todo mundo, saneamento básico 100% ao menos nas cidades, trânsito maravilhoso etc.

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Aliás, a quilometragem do metrô, os milhões de pessoas vivendo em favelas ou conjuntos habitacionais muito sem-vergonha e longe pra cac., as enchentes, o trânsito não tem nada a ver com a passagem do Maluf pela prefeitura e o governo do estado. A culpa é daquele safado do Covas etc.

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E a lição que o Rio de Janeiro dá pra gente em matéria de Habitação, Transporte e Segurança, hein? Espetáculo! A gente tem muito que aprender. Violência zero!

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Vamos mudar de assunto e falar da construção de alianças.

O chamado "mensalão", pensavam alguns membros do governo, era só para pagar dívidas de campanha do PT e partidos da base aliada, em função de despesas realizadas com recursos não contabilizados. Pô, se fosse isso tudo bem, né! Que encheção.

Mas eu sempre fiquei curiosa. Digamos que fosse.

- Dívidas de campanha, de vários milhões? Ahn... Com quem, hein? Quem foi que levou um calote desse tamanho?

- Caixa 2, quer dizer, "recursos não contabilizados", são doações feitas "por fora", por quem não quer aparecer como doador. Então peraí, o partido pegou dinheiro "por fora" e ainda precisa de empréstimos vultosos para pagar as dívidas de campanha? Gente, cassa o registro do contador deles.

- Se o partido se enforcou desse jeito durante a campanha, como é que ainda consegue crédito no banco? Vai pegar milhões de recursos emprestados para pagar as dívidas de campanha, quando podia contar inclusive com patrocinadores "por fora", e vai pagar a dívida para o banco (que cobra aqueles juros suaves) como?

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E muita gente boa, honesta, inteligente defendeu e continua defendendo o PT. Como se o partido fosse deles, não dos demais.

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Ontem o representante do PSOL em um debate em escola de Ensino Médio condenou, mais uma vez, as doações de campanha feitas por grandes empresas aos outros candidatos. "Ninguém rasga dinheiro! Se alguém doa para um candidato, é porque espera alguma coisa de volta".

No meu mundo, pessoas fazem doações, sim, porque acreditam em uma pessoa, um projeto, uma causa. Não todas, mas elas existem, eu já vi!! Doam para o Greenpeace, os Médicos Sem Fronteiras, o SOS Criança, o Criança Esperança e para algumas campanhas políticas também.

O PSOL acaba criminalizando as doações - e justamente as que são feitas "por dentro", quando os doadores aparecem na prestação de contas. E criminalizando quem aceita doação assim, com registro oficial.

Faz nada bem pra política. A velha divisão do mundo em "o Bem e o Mal".

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O PSOL arrecadou mais, até agora, que o PPS. Claro, vão dizer que os doadores deles são pessoas do bem, os nossos não.

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Se é impossível acreditar que alguém faça uma doação de campanha sem estar mal intencionado, então um doador pessoa-física do PSOL - a menos que tenha doado os 5 ou 10 reais que eles mencionam - pode (ou melhor, SERÁ) alguém mal intencionado, certo? Porque uma pessoa física também tem seus problemas, seus interesses...

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Campanha precisa ser MAIS BARATA, isso sim.

Algumas formas de fazê-lo:

- Voto distrital. Em vez de MIL candidatos a vereador disputando votos pela cidade toda, doze candidatos por distrito.
- Fim do Horário Eleitoral. NÃO SERVE pra escolher candidato. E custa uma fortuna - inclusive os acordos mais absurdos para conseguir aumentar o tempo do TV.

Pra começar, tá bom.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Unanimemente a favor [NOT]

No Tuíter saiu assim: "Comissão de ética aprova, por unanimidade, a cassação de Demóstenes Torres".

Vai nessa.

Se a Comissão pudesse/tivesse de decidir sobre a cassação propriamente dita, a decisão seria beeeem mais demorada. Mas eles aprovaram a abertura de processo de cassação, que será decidido em plenário. Com voto secreto.

É ótimo! (Para os demagogos). Você, parlamentar, pode até fazer cara de indignação na frente das câmeras e votar depois pela não-cassação. Sai bem na foto e fica bem na fita com os colegas de Legislativo.

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O tweet levava para esta matéria, que explica melhor o que vem a seguir: Aprovado relatório pela cassação de Demóstenes 

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Interessantes os primeiros comentários que foram feitos na notícia - ortografia mantida, destaques meus:

26/06/12 - 08:32
O Cachoeira inundou Goiás e adjacência. Elemento de alta periculozidade. Estou a estranhar a ausência de Rondônia nessas enroladas...
 

Elizabete Carmos dos Santos
O suplente do Demóstenes Torres é Wilder Pedro Morais, secretário de Transporte de Goiás , ex marido da atual esposa do Cachoeira. Irão trocar seis por maia dúzia. kkkkk ehei Brazil bãmmmmmmmmm
 

Antônio José Milani
É TÃO DESACREDITADO ESTE NOSSO PARLAMENTO, QUE ONTEM EU OUVI, ANTES DO HUMBERTO COSTA FAZER A LEITURA DO RELATÓRIO, KAKAI ADVOGADO DE DEFESA DO DEMOSTENES, PEDIR PARA QUE O CONSELHO APROVASSE O RELATÓRIO, E QUE DEMOSTENES FOSSE JULGADO PELO PLENÁRIO DA CASA, POIS JA EXISTE CONVERSA DE QUE LA NO PLENÁRIO A TURMA DOS AMIGO SALVARIA O MANDATO DO DEMOSTENES POIS O VOTO É SECRETO E AI NINGUEM PODE SABER QUEM É QUEM E O DEMOSTENES, PODE TER SUA VIDA, E VIRAR PRESIDENTE DO SENADO.

Aminadab Nobre

Esse item do Regimento Interno do senado que fala em 5 sessões tem que ser REFORMADO para duas(2)sessões, quando se tratar de cassação de parlamentar, do jeito que se encontra hoje FUNCIONA como uma DEFESA para quem vai ser CASSADO; O voto tem que ser ABERTO( O PODER EMANA DO POVO e POVO QUER O VOTO ABERTO), o senador que votar SECRETO será FISCALIZADO pelos ELEITORES e pela sociedade! Inclusive ficarão na LISTA 
 

Antonio João Jardin
VAI AINDA TER VOTO SECRETO ?

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Pois é, pois é... 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Eu voto distrital


O Imil - Instituto Millenium - apoia o debate sobre a mudança do sistema eleitoral e realiza em São Paulo o 7o Colóquio Colóquio do Instituto Millenium: “Voto Distrital ou Voto Proporcional?”, no dia 13 de setembro, na Fecomercio.

O prefeito de Canoas, na Grande Porto Alegre (RS), Jairo Jorge (PT), é um dos convidados do colóquio. Ele apoia o voto distrital, apesar de o seu partido ainda não ter “formalizado o debate do assunto".

Seguem trechos de sua entrevista ao portal do Instituto.


Instituto Millenium:  Quais são as principais vantagens do voto distrital em relação ao sistema que temos hoje?


(...) Penso que o sistema eleitoral vigente aprofunda a crise de legitimidade, de representatividade, o ceticismo e o desencanto das pessoas com a política. Na minha opinião, o voto distrital estabelece um território e uma identidade maior do representante com o representado – um vínculo que é essencial, pois o território é um elemento basilar de identidade das pessoas –  e pode inclusive recuperar a política, reencantar as pessoas e estabelecer uma cobrança maior das pessoas, que podem passar a exigir mais transparência, gerando maior controle social. Eu defendo o voto distrital, pois entendo que ele é um instrumento efetivo para reencantar as pessoas e aproximar o representante do representado.




Instituto Millenium:  Como o voto distrital pode ajudar ao  controle da corrupção?
Jorge: (...) O sistema que temos hoje  (...) pode agudizar este desencanto e esse distanciamento, o que leva a uma ausência de fiscalização e controle, permitindo com isso que se amplie a corrupção e práticas negativas. Porque quanto mais vínculo tivermos entre o eleitor e aquele que exerce o mandato – até porque a política não é uma profissão, é uma função pública – quanto maior a proximidade maior o controle e dessa forma teremos mecanismos efetivos de enfrentamento à corrupção.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Avacalhação Secreta


Vale a pena ler a transcrição da sessão em que Jaqueline Roriz foi cassada [Anotação de 31/05/2012: ela NÃO foi cassada, né? Olha o ato falho. Aff. Eu cassei...]

Em alguns momentos, é uma demonstração da política mais elevada, em que se deixam de lado picuinhas marqueteiras (ai, como tem...) e se fala sério. PSOL, PSDB, PPS, PV e DEM estavam do mesmo lado, com seus líderes se pronunciando pela cassação da deputada, por ofensa ao decoro do PARLAMENTO. E assumindo a defesa do fim do voto secreto (como outros parlamentares já o fizeram em outra ocasião e agora...  desencanaram). ¹

O voto secreto foi criado por uma boa razão – para garantir que parlamentares pudessem votar sem qualquer pressão em matérias como essa, naturalmente desagradável: a cassação de um colega. Imaginem em outro ambiente de trabalho: alguém que trabalha com você há anos é acusado de algo. Você e os demais tem de dizer, na frente de todo mundo: “eu sou a favor que ele seja demitido”. Claro, é o certo – mas falar é fácil... Deputados não são super-pessoas, são seres humanos (juro!) como nós.

A Câmara Municipal de São Paulo, sob a presidência de José Eduardo Cardozo, aboliu o voto secreto. Existe, se não me engano, a possibilidade de sessão secreta – mas no plenário, o voto é sempre aberto. O resultado disso é interessante...

Quando a Casa quer diluir a responsabilidade por alguma votação “esquisita”, o voto é simbólico. O presidente da Sessão diz: “Os que estiverem favoráveis, permaneçam como estão”. Depois de um milissegundo, ele diz “Aprovado”. Pronto. Não precisa ter mais de meia dúzia de vereadores em plenário... Basta que, na abertura da sessão, tenha havido quórum. 

Se isso é raro? Que nada! Raro é o contrário: votação nominal. Que acontece, em alguns casos,  por exigência da própria legislação; em outros, como recurso para obrigar os parlamentares a se expor ou para tentar barrar um “rolo compressor” do governo, por exemplo.

A eleição para a Mesa Diretora e Corregedor da Casa é nominal. Mais que isso – os parlamentares não votam no Painel, todos ao mesmo tempo; vão ao microfone, um a um, anunciar seu voto, porque é um nome, não um “sim” ou “não”. 

Desde a primeira eleição, eu pensava “ah, se o voto fosse secreto”... Porque eu tinha vergonha de decisões da minha bancada. Não queria votar como meus colegas, mas o partido tinha fechado questão. Fui votando e tapando o nariz, com cãibras no estômago, até que uma hora não agüentei mais. Avisei a chefe de gabinete na Bancada: “NÃO POSSO votar em Agnaldo Timóteo para a Mesa Diretora”. Precisei tomar coragem. Precisei ser veemente na explicação – como se o mandato não me pertencesse nem um pouco! “Ele se elegeu com patrocínio da CBF. Ele defende o contrário de quase tudo que eu defendo. Ele é malufista. Ele nem conhece a cidade direito. EU VOU DIZER O QUE PARA OS MEUS ELEITORES?”.

A orientação foi surpreendente – depois descobri que não era nada muito incomum: “Então sai. Vai no banheiro, deixa eles chamarem teu nome e não aparece”. 

No fim, a Sessão cairia por falta de quórum sem o meu voto, então ela foi me chamar no banheiro (olha que coisa ridícula, que constrangimento) e explicou que eu tinha de votar de qualquer jeito, senão a eleição da Mesa ficaria pela metade. “Mas eu não posso ser obrigada a votar nele!”. “Então você se abstém”. 

Saímos do banheiro. O plenário parado me esperando voltar. Chegou a minha vez, fui para o microfone. Quatro ou cinco vereadores me cercaram, irritados e insistentes: “Vota nele! Segue a tua bancada! Por que você vai fazer isso? Ele vai se eleger de qualquer jeito. Não faz isso!”. 

A intimidação chega a ser física. Eles fizeram um círculo em volta de mim. Se eu fosse homem, se eu fosse de outro partido, se eu fosse mais antiga na Casa, ia acontecer o que às vezes acontece: “vias de fato”.

Eu declarei minha abstenção – como não havia outro candidato, era a única alternativa.

Eleita a Mesa, vinha a eleição para Corregedor da Casa. O candidato era Wadih Mutran, também do PP. Como já tinha passado pelo batizado de fogo, nem titubeei: “não voto nele”. Resignada, a chefe de gabinete da bancada nem argumentou. Paulo Teixeira, então meu colega (e alguém com quem eu ainda me dou muito bem, apesar das imensas divergências), disse: “Eu também não vou votar”. Um outro vereador – de quem eu também gosto, acredita?! – virou para trás e disse, firme: “Não inventa. Você não é a Soninha”.

Era como dizer “ela é café-com-leite, é nova na política, é “artista”, não é um de nós”. Pra mim, foi um elogio e não uma desqualificação. [31/05/12: não porque eu prefira ser "artista" do que "política". Aliás, larguei de uma coisa (trabalhar em TV) para ficar só com a outra]

Ao longo do mandato, a coisa só piorou. Depois que eu saí do PT, então... Antes, colegas me defendiam por mero dever institucional, sem a menor convicção e empenho. Era comum “irem ao banheiro” quando outros tentavam me mandar para a Corregedoria, por exemplo, por eu ter dito em uma entrevista que havia corrupção na Câmara Municipal. Não todos – sempre houve os que ficaram lá, com ou sem convicção, e fizeram seu papel de colegas pra valer, discursando em minha defesa. 

Em outras eleições da Mesa, só eu, em toda a Câmara, votei contra o candidato a presidente, Antonio Carlos Rodrigues, do PR, hoje Suplente da Marta no Senado. Quem não queria votar nele de jeito nenhum – umas duas ou três pessoas – faltava à Sessão. Assessores meus, preocupados de verdade comigo, diziam para eu fazer a mesma coisa. Só faltava implorar: “Por favor, não vá. Basta não aparecer, você não vota nele e não se expõe”. 

De novo, como é que eu ia explicar para meus eleitores – e para o espelho, fazendo a barba rs – que eu tinha faltado a uma das sessões mais importantes da Legislatura???

Fui, declarei meu voto contrário e justifiquei –em termos civilizados e brandos. Mas fui retaliada até o fim do mandato. “Projeto dela? Está suspensa a sessão. Ou tira da pauta ou não se vota mais nada” – essa foi uma cena que se repetiu várias vezes. Jornalistas assistiam a isso tudo na tribuna, achavam bizarro, balançavam a cabeça, brincavam comigo: “O presidente te adora, hein?”. Mas acho que, com exceção de um jornalista do Estadão (caramba, como é o nome dele?) [31/05/2012, lembrei: Diego Zancheta] , ninguém publicava uma linha. 

Tudo isso para dizer que o voto secreto tem, sim, uma razão de ser. É uma proteção ao parlamentar. Nesses rincões do Brasil, pode proteger até sua vida – se em São Paulo vereadores apanham por discordar de algumas coisas... (Não é modo de dizer. Não aconteceu comigo, mas com colegas na Legislatura anterior).

Mas como foi completamente deturpado, tem de cair. É a opinião, também, da Erundina (PSB), e de alguns deputados do PT que se pronunciaram no plenário – pela cassação de Jaqueline Roriz e pelo fim do voto secreto. Mas os líderes deses partidos não se pronunciaram... E em entrevista no dia seguinte, Candido Vaccarezza (PT, líder do governo) disse que NÃO é a favor do fim do voto secreto.

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Acabei não falando quase nada da sessão em si. Como disse, vale a pena ler a transcrição. Tem momentos nobres, de alinhamento verdadeiro de parlamentares sérios de partidos diferentes. E tem um pouco do ridículo das sessões plenárias, com intervenções nada-a-ver no meio de uma discussão muito grave.

A gente devia ler transcrição do plenário todo dia, isso sim. 

¹Queria procurar no site o resultado da votação do projeto que abolia o voto secreto na Câmara, para ver quem votou a favor e hoje capitula, mas não vou ter tempo. Alguém se habilita?