Uma entrevista:
Como lidar com a dívida do município?
Isso não é dívida, é escravidão. Ninguém em sã consciência aprova a indexação leonina e os juros cobrados sobre a dívida de estados e municípios. Calote, como a Marta decidiu, não darei - só nos prejudicou. Perdemos o direito ao juro mais baixo estabelecido na renegociação que vigorava então.O jeito é fazer pressão política pela repactuação. Tanto os governadores que procuraram o governo federal em romaria (inclusive do PT, PMDB e outros partidos da base) quanto o Grupo de Trabalho criado na Câmara (e coordenado por Cândido Vaccarezza - PT) fizeram várias sugestões - da substituição do índice ao investimento obrigatória de uma parte do que for pago em infraestrutura no próprio município. Haddad garante que a “presidenta” tem boa disposição para repactuar - só não a demonstrou até agora, em dez anos de governo do PT. Eu vou brigar junto com os outros prefeitos até conseguir. E acampar na frente do Planalto se precisar rsrsrs.
Outra entrevista:
IPTU PROGRESSIVO
No site, está a proposta "Onerar o uso especulativo de propriedades na região central, aplicando da lei que prevê o IPTU progressivo sobre imóveis sub ou mal utilizados; conceder incentivos e subsídios para investimentos privados em imóveis com esse perfil; empreender, isto é, produzir moradia popular na região central (reformar, edificar)". Como seria essa progressão de tributos, há ideia de percentuais? Implicaria aumento do IPTU para quem mora nos imóveis do Centro ou apenas para os vazios?
Os percentuais estabelecidos na lei 15234, aprovada em 2010 (Art. 7º Em caso de descumprimento das condições e dos prazos estabelecidos para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, será aplicado sobre os imóveis notificados o IPTU Progressivo, mediante a majoração anual e consecutiva da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos, até o limite máximo de 15% (quinze por cento)). E ele só se aplica aos “proprietários do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado”.
Que tipo de incentivo seria dado para os que se interessem em construir moradias populares na região central?
Como prevê o Plano Diretor, como ação estratégica da Política Habitacional, pode-se “agilizar a aprovação destes empreendimentos, estabelecendo acordos de cooperação técnica entre os órgãos envolvidos”. Também pretendo conceder descontos em impostos (ITBI, IPTU), de modo semelhante aos da Lei 14.888, de Incentivo ao Desenvolvimento da Zona Leste e crédito facilitado e subsidiado para os compradores. É um Minha Casa Minha Vida melhorado, porque condiciona o subsídio à localização do imóvel e o atendimento aos ditames da boa política urbana.
DÍVIDA COM A UNIÃO
Defende a renegociação da dívida com a União?
SIM. Além de consumir parte significativa do orçamento, reduzindo absurdamente a capacidade de investimento e castigando o município pela eficiência na arrecadação e o consequente aumento de receita, a amortização é impossível com as regras em vigor. A dívida aumenta em vez de diminuir. A curto prazo, mesmo abdicando de todo investimento, os municípios sequer poderão das conta de suas despesas de modo a cumprir o estabelecido na Resolução 40 de 2001 no Senado. Estaremos todos condenados segundo a LRF e será o caos.
O que deve ser alterado e pelo quê? (o indexador, o prazo, o fluxo de pagamentos obrigatório)
O indexador, para começar, e a taxa de juros. Esses são os torniquetes que nos asfixiam; que tornam a dívida uma progressão geométrica impossível de conter. Também a percentagem obrigatória sobre a Receita, que é outra mordida de leão. Na pior das hipóteses, a alternativa já sugerida (implorada) por alguns governadores, que é o reinvestimento obrigatório de parte do que foi pago no próprio estado ou município. Prefiro as anteriores porque temos direito ao recurso gerado AQUI e necessidade de mais liberdade para investi-lo. A concentração da receita dos Tributos no nível Federal é absurda e o retorno para SP e os outros municípios é muito pequeno. Os municípios neste ritmo cada vez mais estarão de joelhos perante o Gov. Federal, dependendo da boa vontade ou simpatia do governante. Precisamos de uma reforma tributária com um olhar para onde as pessoas vivem.
Caso defenda a renegociação, os novos parâmetros adotados devem ser retroativos?
Sim, de preferência. Afinal, quando o governo Marta-Haddad deixou de pagar a parcela que venceu em 2003, perdemos o direito ao juro mais baixo estabelecido na renegociação anterior e o juro alto retroagiu. Faço questão de brigar por uma redução retroativa também.
Como conduziria essa negociação, caso eleita?
Juntamente com outros prefeitos, em articulação formal comunicada à imprensa e com romaria à Brasília...
IPTU
Pretende atualizar os valores da tabela do IPTU? Caso não, este é um compromisso de campanha?
Se atualizar significa avaliar e corrigir distorções, sim - para mais ou para menos.
RETIRADA DE TAXAS/DESONERAÇÃO
Pretende retirar alguma taxa hoje em vigor? Tem proposta de desonerar setores ou empresas para fomentar a economia local?
Sim - a TFE, por exemplo, que incide ridiculamente sobre empresas que sequer tem um “estabelecimento” propriamente dito. E sem dúvida desonerar setores e empresas, demarcando várias outras regiões da cidade em que vigorariam regras semelhantes às da Lei 14888, aquela do Incentivo à Zona Leste. É importante enumerar as atividades preferenciais para esses locais - de mão-de-obra intensiva, como o setor do Telemarketing, ou de áreas especialmente necessárias e promissoras, como a instalação de empresas ou cooperativas da área de reciclagem (inclusive as que adquirem material reciclável para beneficiamento - uma boa parte do que é recolhido é destinado a outros estados ou mesmo países); fabricantes de equipamentos voltados para a acessibilidade (muito do que é produzido para cegos e surdos é importado); projetos voltados para TI e Economia Criativa de modo geral.
Caso a resposta seja afirmativa, como seria compensada a perda de receita?
É possível calcular e demonstrar o benefício sócio-econômico-ambiental decorrente disso: criação de postos de trabalho, incremento da rentabilidade de cadeias produtivas como a da reciclagem, redução da necessidade de longos deslocamentos de casa para o trabalho com o consequente alívio sobre o viário e o transporte coletivo, entre outros.
Caso haja alguma proposta no âmbito tributário que não esteja contemplada, poderia elencar?
A concessão de incentivos para a adoção de “retrofit”, isto é, reformas que aumentem a eficiência energética e reduzam o impacto ambiental das edificações mais antigas; renúncia fiscal para doações feitas a Fundos de Fomento (à cultura, meio ambiente etc); analisar a possibilidade de implantação de tarifa para circulação de automóveis particulares no centro da cidade em horário comercial - vulgo pedágio urbano... - para alimentar fundo de investimento na melhoria do transporte coletivo. Descontos de impostos para atividades ligadas à produção de equipamentos médicos, de acessibilidade, de geração de energias renováveis e tratamento de esgoto no local da coleta, entre outros. Enfim, incentivar a inovação e eficiência.
"...But when you talk about destruction/Don't you know that you can count me out"
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terça-feira, 30 de julho de 2013
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Tic tac tic tac
Acordei no sofá. Joguinho mequetrefe, só me lembro de ter visto o coitado do chinês marcando o sétimo gol do Brasil e logo depois já estava sonhando com alguma coisa de campanha.
Em vez de ir direto para a cama, fui ver se tinha mensagem no celular e... Tchanã, aqui estou. Perdi o sono lendo perguntas do Ask e resolvi parar de teclar no Aifone e vir logo para o computador de vdd.
Meus gatos ---> "Oba pessoal, hj vai ter festa!!". #mamíferosnoturnos
***
Hoje foi um raro dia em que tive meia hora para expor informalmente meu programa de governo + meia hora para responder perguntas para uma plateia de umas 40 pessoas e não gostei do meu desempenho :-(
Como estou inordinariamente cansada, minha capacidade de síntese fica seriamente prejudicada e minha exposição, inevitavelmente comprometida.
Como se vê pelas frases acima.
***
Comentário frequente ao longo de toda a campanha:
"Eu gosto das suas ideias, mas não vou votar em você porque você não tem chance de ganhar!"
Comentário comum nas últimas semanas:
"Você não vai ganhar, mas eu voto em você"!
#comoficarfelizetristeaomesmotempo
***
Variações sobre o mesmo tema:
"Meu voto é seu de qualquer jeito. Se não for dessa vez, na próxima você vai chegar lá!"
"Você é muito preparada. Pode contar com meu apoio para deputada federal".
:o( :o( :o(
***
Aí volta e meia a gente encontra uma pessoa que faz questão de dizer em altos brados à nossa passagem "Político é tudo ladrão, político nenhum presta, político só promete e não faz nada".
Quando estou inspirada, brinco com o cidadão rabugento (ou furioso) e às vezes é até possível entabular uma conversa civilizada.
Hoje eu já estava desanimada, mas resolvi entrar na briga assim mesmo, suavemente.
"Puxa, você nem me conhece, já diz que nenhum presta?"
"Nenhum. Todos prometem, prometem, depois chegam lá e não fazem nada".
"Eu não cheguei lá!! Como você pode dizer que não fiz ou não vou fazer nada?"
"Não adianta. São todos iguais. Não fazem NADA pela Saúde, NADA pela Educação, NADA. Só prometem".
"Mas alguém vai estar lá de qualquer jeito!"
"Não quero saber. Agora eu só acredito vendo, não vou mais confiar em promessa".
E assim foi até completar uns 10 pares de frases nonsense como esses. "Então tá, me diga quais são as coisas que te deixam tão revoltada, que os políticos prometerem resolver e não resolveram". "Educação, creche, saúde, transporte coletivo"... "Ok, vou anotar aqui no meu caderninho e entregar PARA O BISPO, pra ver se ele resolve".
HMPF.
***
Aí alguém fez uma pergunta malcriada no Ask - nada de mais, uma provocação boba qualquer - e eu respondi no mesmo tom. Na verdade, fui irônica, não agressiva. Tomei uma bronca de outro "asker": "É assim que você trata o eleitor?"
***
Liguei a TV para ter companhia e não achei nada que me animasse. Parei um pouco no programa Ultrafarma; um padre simpático e uniformizado falava sobre a importância de escovar os dentes e procurar um dentista caso haja sangramento das gengivas.
***
Como nossa imensa equipe virtual - isto é, aquela que não existe - não dá conta de nossa campanha virtual, vou me concentrar um pouco em arrumar nossas propostas para facilitar a consulta da população. E ter um lugar de onde fazer um copy/paste para responder às duzentas perguntas por escrito que chegam todo dia. 'Noite.
Em vez de ir direto para a cama, fui ver se tinha mensagem no celular e... Tchanã, aqui estou. Perdi o sono lendo perguntas do Ask e resolvi parar de teclar no Aifone e vir logo para o computador de vdd.
Meus gatos ---> "Oba pessoal, hj vai ter festa!!". #mamíferosnoturnos
***
Hoje foi um raro dia em que tive meia hora para expor informalmente meu programa de governo + meia hora para responder perguntas para uma plateia de umas 40 pessoas e não gostei do meu desempenho :-(
Como estou inordinariamente cansada, minha capacidade de síntese fica seriamente prejudicada e minha exposição, inevitavelmente comprometida.
Como se vê pelas frases acima.
***
Comentário frequente ao longo de toda a campanha:
"Eu gosto das suas ideias, mas não vou votar em você porque você não tem chance de ganhar!"
Comentário comum nas últimas semanas:
"Você não vai ganhar, mas eu voto em você"!
#comoficarfelizetristeaomesmotempo
***
Variações sobre o mesmo tema:
"Meu voto é seu de qualquer jeito. Se não for dessa vez, na próxima você vai chegar lá!"
"Você é muito preparada. Pode contar com meu apoio para deputada federal".
:o( :o( :o(
***
Aí volta e meia a gente encontra uma pessoa que faz questão de dizer em altos brados à nossa passagem "Político é tudo ladrão, político nenhum presta, político só promete e não faz nada".
Quando estou inspirada, brinco com o cidadão rabugento (ou furioso) e às vezes é até possível entabular uma conversa civilizada.
Hoje eu já estava desanimada, mas resolvi entrar na briga assim mesmo, suavemente.
"Puxa, você nem me conhece, já diz que nenhum presta?"
"Nenhum. Todos prometem, prometem, depois chegam lá e não fazem nada".
"Eu não cheguei lá!! Como você pode dizer que não fiz ou não vou fazer nada?"
"Não adianta. São todos iguais. Não fazem NADA pela Saúde, NADA pela Educação, NADA. Só prometem".
"Mas alguém vai estar lá de qualquer jeito!"
"Não quero saber. Agora eu só acredito vendo, não vou mais confiar em promessa".
E assim foi até completar uns 10 pares de frases nonsense como esses. "Então tá, me diga quais são as coisas que te deixam tão revoltada, que os políticos prometerem resolver e não resolveram". "Educação, creche, saúde, transporte coletivo"... "Ok, vou anotar aqui no meu caderninho e entregar PARA O BISPO, pra ver se ele resolve".
HMPF.
***
Aí alguém fez uma pergunta malcriada no Ask - nada de mais, uma provocação boba qualquer - e eu respondi no mesmo tom. Na verdade, fui irônica, não agressiva. Tomei uma bronca de outro "asker": "É assim que você trata o eleitor?"
***
Liguei a TV para ter companhia e não achei nada que me animasse. Parei um pouco no programa Ultrafarma; um padre simpático e uniformizado falava sobre a importância de escovar os dentes e procurar um dentista caso haja sangramento das gengivas.
***
Como nossa imensa equipe virtual - isto é, aquela que não existe - não dá conta de nossa campanha virtual, vou me concentrar um pouco em arrumar nossas propostas para facilitar a consulta da população. E ter um lugar de onde fazer um copy/paste para responder às duzentas perguntas por escrito que chegam todo dia. 'Noite.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Seleta Coletiva, ups, Coleta Seletiva
Minhas ações na prefeitura na área de resíduos:
1) Proporcionar melhores condições para as cooperativas
- Galpões do tamanho e localização adequados (para conseguir processar mais material, ampliar o número de cooperados e trabalhar em três turnos - dependendo do lugar, elas não podem passar das dez da noite, ou não tem bom acesso para os caminhões).
- Maquinário moderno - por exemplo: esteiras que, por suas características, evitam Lesão por Esforço Repetitivo (LER).
- Crédito para aquisição de veículos
- EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) com a qualidade e quantidade necessárias
- Ações educativas para garantir a chegada de mais material e com mais qualidade. (Hoje chega muita coisa suja, muito rejeito).
- Assegurar que o material coletado em domicílio pela empresa concessionária seja transportado em caminhão gaiola e não o compactador (que faz com que boa parte do reciclável fique inutilizado).
- Oferecer assessoria jurídica, contábil, administrativa
- Oferecer qualificação e requalificação permanentes
- Assegurar e exigir boas condições de trabalho (vestiário, refeitório, etc)
- Apoiar a criação de "pools" ou outros arranjos entre as cooperativas para colaboração e troca de materiais (exemplo: uma recebe todo o isopor das demais, e assim adquire mais rapidamente a tonelagem que compense a comercialização, enquanto a outra concentra determinado tipo de plástico).
- CONTRATAR as cooperativas por serviço prestado; hoje sua receita depende exclusivamente do que conseguirem vender e de eventuais contratos com geradores para retirada de material.
[Tem mais, depois eu volto e completo]
2) Melhorar a logística da coleta
- Coleta domiciliar três vezes por semana, com veículos menores e separação por material.
Exemplo: 2ª-feira: vidro e metal; 4ª-feira: plástico e papel; 6ª-feira: plástico e papel
Por que? Porque assim as pessoas não precisam ter um lugar para armazenar o resíduo de uma semana;
porque o material já chega mais separado às centrais que podem ser cada vez mais locais de processamento, não de triagem.
- Comércio e outros grandes geradores: serão obrigados a contratar os serviços de uma cooperativa para coleta, separação e encaminhamento.
- Postos de entrega voluntária: bem localizados, bem desenhados (não podem ter a boca tão pequena que impede vários resíduos de passar pela abertura), monitorados
3) Fortalecer a cadeia produtiva (melhorar a destinação e o mercado)
- Destinar os resíduos dos órgãos públicos municipais para cooperativas ou Oscips preferencialmente (material de escritório, entulho, eletrônicos)
- Incentivar a instalação, em São Paulo, de indústrias/usinas de reciclagem (muitos materiais são processados fora do município)
- Ampliar as Compras Verdes da prefeitura, adquirindo cada vez mais material reciclado (já tem a lei que obriga a comprar papel reciclado, a Lei 14.439/07 . O projeto foi meu; para conseguir aprovar tive de aceitar que a porcentagem obrigatória fosse de 10%, mas eu queria 25%! Pra começar! rs)
- Estabelecer novas regras para a construção civil qto à destinação de resíduos
- Conceder incentivos para empresas que adquiram material reciclado.
Aceito, como sempre, críticas, reparos ou sugestões.
1) Proporcionar melhores condições para as cooperativas
- Galpões do tamanho e localização adequados (para conseguir processar mais material, ampliar o número de cooperados e trabalhar em três turnos - dependendo do lugar, elas não podem passar das dez da noite, ou não tem bom acesso para os caminhões).
- Maquinário moderno - por exemplo: esteiras que, por suas características, evitam Lesão por Esforço Repetitivo (LER).
- Crédito para aquisição de veículos
- EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) com a qualidade e quantidade necessárias
- Ações educativas para garantir a chegada de mais material e com mais qualidade. (Hoje chega muita coisa suja, muito rejeito).
- Assegurar que o material coletado em domicílio pela empresa concessionária seja transportado em caminhão gaiola e não o compactador (que faz com que boa parte do reciclável fique inutilizado).
- Oferecer assessoria jurídica, contábil, administrativa
- Oferecer qualificação e requalificação permanentes
- Assegurar e exigir boas condições de trabalho (vestiário, refeitório, etc)
- Apoiar a criação de "pools" ou outros arranjos entre as cooperativas para colaboração e troca de materiais (exemplo: uma recebe todo o isopor das demais, e assim adquire mais rapidamente a tonelagem que compense a comercialização, enquanto a outra concentra determinado tipo de plástico).
- CONTRATAR as cooperativas por serviço prestado; hoje sua receita depende exclusivamente do que conseguirem vender e de eventuais contratos com geradores para retirada de material.
[Tem mais, depois eu volto e completo]
2) Melhorar a logística da coleta
- Coleta domiciliar três vezes por semana, com veículos menores e separação por material.
Exemplo: 2ª-feira: vidro e metal; 4ª-feira: plástico e papel; 6ª-feira: plástico e papel
Por que? Porque assim as pessoas não precisam ter um lugar para armazenar o resíduo de uma semana;
porque o material já chega mais separado às centrais que podem ser cada vez mais locais de processamento, não de triagem.
- Comércio e outros grandes geradores: serão obrigados a contratar os serviços de uma cooperativa para coleta, separação e encaminhamento.
- Postos de entrega voluntária: bem localizados, bem desenhados (não podem ter a boca tão pequena que impede vários resíduos de passar pela abertura), monitorados
3) Fortalecer a cadeia produtiva (melhorar a destinação e o mercado)
- Destinar os resíduos dos órgãos públicos municipais para cooperativas ou Oscips preferencialmente (material de escritório, entulho, eletrônicos)
- Incentivar a instalação, em São Paulo, de indústrias/usinas de reciclagem (muitos materiais são processados fora do município)
- Ampliar as Compras Verdes da prefeitura, adquirindo cada vez mais material reciclado (já tem a lei que obriga a comprar papel reciclado, a Lei 14.439/07 . O projeto foi meu; para conseguir aprovar tive de aceitar que a porcentagem obrigatória fosse de 10%, mas eu queria 25%! Pra começar! rs)
- Estabelecer novas regras para a construção civil qto à destinação de resíduos
- Conceder incentivos para empresas que adquiram material reciclado.
Aceito, como sempre, críticas, reparos ou sugestões.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Vai que...
“Um dia você se elege prefeita, e aí?”
Não foi irônico, foi com tom de “pense nisso”.
Não foi irônico, foi com tom de “pense nisso”.
***
Encontrei o vereador na entrada de uma festa ontem à noite na Vila Leopoldina. Aniversário de uma editora daqui da região da Lapa que publica um jornal famoso e temido por aqui, o “Jornal da Gente” rs.
Encontrei o vereador na entrada de uma festa ontem à noite na Vila Leopoldina. Aniversário de uma editora daqui da região da Lapa que publica um jornal famoso e temido por aqui, o “Jornal da Gente” rs.
Ele passava por mim sem cumprimentar; chamei, disse que não
tinha me visto. “Estava agora mesmo ali na calçada perguntando - “quem foi que
disse que não tem mais jeito”?”. Respondi achando que era amistoso, repetindo meu
lema (“Quem foi que disse?”). Ele respondeu, sem o menor esboço de um
sorriso - “Tem jeito, é só explodir a
Câmara”.
Ainda não foi aí que entendi que ele não estava brincando.
Muito vereador, com sincero desalento ou querendo fazer média, diz coisa
parecida. “Não, não precisa chegar a tanto rs...”. Ele me interrompeu com o
alerta sobre “ser prefeita um dia”.
“Dizer que tem gente que troca voto por dinheiro?” A
expressão era de condenação indignada.
“Não tem?”
“Não tem?”
“Para, Soninha!”
“Não tem?”
“Você não pode falar um negócio desses”. Como se realmente, realmente achasse um absurdo.
“Eu não estava falando só da Câmara de São Paulo e sim do Parlamento de alto a baixo”.
“Dinheiro? Dinheiro por voto?”
“Escuta, o que é que está sendo julgado hoje no Supremo???”
“Não tem?”
“Você não pode falar um negócio desses”. Como se realmente, realmente achasse um absurdo.
“Eu não estava falando só da Câmara de São Paulo e sim do Parlamento de alto a baixo”.
“Dinheiro? Dinheiro por voto?”
“Escuta, o que é que está sendo julgado hoje no Supremo???”
Balançou a cabeça, irritado. “Olha, dizer que é só acordo,
ok”.
“Sim, e existem acordos republicanos. Eu disse isso”.
“Você foi até a parte dos cargos...” (Não concluiu, então não sei se ele achou essa parte aceitável ou não). “Aí dizer que ‘no mínimo’ tem dinheiro?”
“Eu disse “na pior das hipóteses”!”
“Sim, e existem acordos republicanos. Eu disse isso”.
“Você foi até a parte dos cargos...” (Não concluiu, então não sei se ele achou essa parte aceitável ou não). “Aí dizer que ‘no mínimo’ tem dinheiro?”
“Eu disse “na pior das hipóteses”!”
Repetiu a advertência (“e se você se elege prefeita?”) e entrou
sem um sorriso. E ele é do tipo galanteador.
***
Dentro havia um candidato a vereador para cada 15 convidados. Alguns [candidatos] decentes, inclusive.
Dentro havia um candidato a vereador para cada 15 convidados. Alguns [candidatos] decentes, inclusive.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Muita coisa por aí
Existem mil maneiras de saber nosso diagnóstico e propostas para São Paulo, agenda de campanha etc:
Site do PPS SP
O "Veja aqui tudo sobre a campanha" abre este post, utilíssimo, com mil links
E ainda tem o Blog PPS-Sampa, com posts atualizados e mais um caminhão de links
Site do PPS SP
O "Veja aqui tudo sobre a campanha" abre este post, utilíssimo, com mil links
E ainda tem o Blog PPS-Sampa, com posts atualizados e mais um caminhão de links
Nosso desafio no site de campanha vai ser reunir isso tudo em um lugar só rsrs
sábado, 7 de julho de 2012
Algumas razões
A pedido do www.twitter.com/alessandrobuzo ... 10 razões para votar em mim :o)
1) VONTADE MONSTRO: já fui militante e defendi causas e bandeiras de muitas formas, na minha atividade profissional (apresentadora, comentarista, etc) e como voluntária. De uns anos para cá, concluí que quero estar na POLÍTICA, na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, onde é possível ter resultados de alcance muito maior.
2) VONTADE MONSTRO (cont): na vida política, o que mais quero é estar no PODER EXECUTIVO. E meu maior sonho/projeto/objetivo é ser CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL. Isto é, prefeita :o). Podia ter disputado a eleição em 2010 para deputada, por exemplo, e provavelmente teria sido eleita. Mas eu não queria ser deputada, quero ser PREFEITA.
3) Reúno EXPERIÊNCIAS que nenhum dos outros candidatos tem: fui repórter e me enfiei em tudo quanto é canto; como voluntária, trabalhei na Brasilândia, em Heliópolis, em um Hospital Infantil; fui vereadora; fui Subprefeita; fui Superintendente de uma autarquia do governo estadual; sou USUÁRIA do serviço público como nenhum deles é ou foi - ônibus, metrô, rua, calçada, UBS, 156, SAC, Zona Azul, teatros distritais, centros culturais, parques etc.
4) ESTUDO pra caramba (palestras, seminários, conferências, livros, manuais, indicadores, legislação, experiências daqui e de tudo quanto é canto).
5) Conheço e me interesso por MUITOS temas, muito variados: mobilidade, habitação, cultura, esporte, juventude, educação, meio ambiente, democracia digital, saúde, planejamento urbano, acessibilidade, indígenas, direitos LGBT, gestão pública etc.
5) ESCUTO as pessoas com muito interesse e paciência - funcionários, munícipes, qualquer um que queira falar. É só marcar horário - ou me pegar por aí na rua, como muitas vezes me pegam :o)
6) CRIO ESPAÇOS para que as pessoas tenham como falar sem depender da minha boa-vontade: na Câmara, fiz PLs (que depois viraram lei) criando os Conselhos Regionais de Meio Ambiente nas Subprefeituras e o Conselho Municipal da Juventude.
7) É MUITO FÁCIL saber o que eu penso dos problemas da cidade - ou sobre qualquer questão, aliás. "Pergunta que eu respondo" - não fujo de temas "chatos", não escondo opiniões porque elas podem me criar problema. Falo com todo mundo que quiser me entrevistar, seja grande mídia, TV comunitária, blog, trabalho de escola. Vou a escolas de ensino fundamental ou a qualquer outro lugar em que queiram me ouvir. As pessoas podem discordar do que eu penso, mas não reclamar que não sabem o que penso!
8) É MUITO FÁCIL acompanhar o que eu faço por aí, por onde ando, quem encontro, o que vejo na TV... Tem blog, tuíter, site etc. Quem quiser ver o que foi o meu mandato de vereadora, por exemplo, pode entrar no gabinetesoninha.zip.net. Tá tudo lá: fracassos e sucessos, certezas e dilemas.
9) Também é muito fácil saber QUEM está comigo - assessores, conselheiros, consultores... Minhas equipes estão sempre publicadas na internet... Aliás, outro PL que eu fiz foi o que obrigava a prefeitura a publicar na web os nomes e a função de todos os funcionários da administração municipal.
10) Quando eu falo o que pretendo fazer, não transformo tudo em um slogan simples: "Mais educação! Mais saúde!". Falo das coisas com mais profundidade, expondo a complexidade delas, e explico como realmente pretendo lidar com elas, a curto e médio prazo.
11) (Tudo bem colocar mais uma, né?) O PPS é um partido que escolhe o caminho mais difícil, onde mais leva porrada, para não abrir mão daquilo em que acredita. Passou de PCB a PPS porque o modelo de regime comunista vigente era de um autoritarismo que o partido não endossava; apoiou Lula no segundo turno em 2002 e deixou a base do governo tão logo percebeu que ele contradizia o que o PT havia defendido a vida toda (política econômica, política de alianças, loteamento da máquina pública etc); dispensou seus dois vereadores eleitos em 2004 em São Paulo porque desaprovava sua atuação na Câmara, e em 2008 partiu "do zero" para eleger vereadores. Não me censura opiniões que podem ser "polêmicas", não me obriga a defender coisas com as quais não concordo. Não faz qualquer coisa para ter mais tempo de TV, mais recursos etc. É intolerante com desvios cometidos por seus membros e aliados. É um partido sempre disposto a se rever, reformular, corrigir os rumos. Na reforma política, defende até a possibilidade de haver candidatos que não sejam filiados a partido algum, isto é, não coloca a sobrevivência do partido em primeiro lugar.
***
Bom, até aqui foram listadas características que eu tenho como qualidades a meu favor.
Agora, um resumo do nosso Programa de Governo para a cidade de São Paulo. Resumo mesmo, porque o texto integral é enorme :o)
Eixo Central:
Reorganização do Território para diminuir as imensas desigualdades entre as diversas regiões de São Paulo. Só assim poderemos dar conta de verdade de todas as demandas (Educação, Saúde, Transporte Público, Lazer, Segurança etc). Em linhas gerais, o fundamental é aproximar casa e trabalho de modo a diminuir as longas viagens, a longa ausência dos pais, a falta de convivência com os vizinhos, de sono e repouso etc.
Linhas de Ação:
1 - Garantir a oferta de moradia no centro em condições acessíveis para quem tem renda mais baixa (até 3 salários mínimos)
Mecanismos: onerar o uso especulativo de propriedades na região central, aplicando a lei que prevê o IPTU progressivo sobre imóveis sub ou mal utilizados; conceder incentivos e subsídios para investimentos privados em imóveis com esse perfil; empreender, isto é, produzir moradia popular na região central (reformar, edificar).
2 - Promover o desenvolvimento nas periferias, com a criação de postos e oportunidades de trabalho
Mecanismos: ampliar os incentivos para investimento privado em atividades que geram emprego na periferia; criar incubadoras para pequenos negócios; criar postos para trabalho à distância; reservar e oferecer áreas para comércio junto às Cohabs e outros conjuntos habitacionais populares - os já existentes e os próximos a serem feitos.
Outras ações:
Urbanizar as periferias - em muitos casos, é importante promover a verticalização (direito, não no padrão "Cohab Cidade Tiradentes") para ganhar espaço para ruas, calçadas, áreas verdes, equipamentos de educação, saúde, cultura, esporte e lazer, além dos espaços para comércio.
Emergência na Educação - na impossibilidade de oferecer AGORA o número necessário de vagas em creches públicas (diretas ou conveniadas), pagar "bolsas" em escolas particulares e contratar mães crecheiras, ou seja: tirar esse peso ($) das mães E supervisionar o atendimento, tanto nas escolinhas quanto das cuidadoras.
Emergência na Saúde - realizar mutirões de consultas, exames e pequenas cirurgias. É inadmissível que tanta gente espere meses por uma consulta com o Clínico Geral, depois outros tantos pelo especialista, outros tantos para fazer e levar o resultado do exame...
Urgente na área de mobilidade
a) Melhorar muito a disponibilidade de informações sobre o sistema, com uso de aplicativos para celular, totens, mapas nos pontos, pessoas treinadas para "posso ajudar"?
b) Troncalizar os corredores de ônibus; com reorganização das linhas, melhorias nos pontos de parada (incluindo cobrança de tarifa na plataforma, para agilizar o embarque) e algumas obras para "concluir" os corredores, é possível fazer, em curto prazo, que funcionem tão bem quanto uma linha de metrô.
c) Fazer muitas passarelas sobre marginais e vias expressas para travessia de pedestres e ciclistas.
Emergencia na Assistencia e Desenvolvimento Social – abordagem constante, cuidadosa, respeitosa das pessoas em situaçao de rua: debaixo do Minhocao, Pateo do Colegio, etc. É preciso oferecer urgente alternativas mais variadas para essa população - que nao aceitaria, compreensivelmente, dormir em um albergue com regras rígidas e a necessidade de abandonar, por exemplo, sua carroça e seu cachorro. Precisamos de novos equipamentos de entrada e mais opções de saída do sistema
Emergencia para enchentes - desimpermeabilizar o solo; criar áreas verdes especialmente onde há bolsões de calor (inclusive telhados e paredes verdes); manter córregos, galerias e piscinões limpos; criar sistema de informações bem integrado entre Defesa Civil, CET, Subprefeituras, GCM etc.
Subprefeituras - Criar postos avançados das Subprefeituras em cada um dos 96 distritos, aumentar sua autonomia e recursos, criar mais canais de participação da população.
Segurança - mais iluminação, menos muros. Mais comércio de rua, mais áreas de lazer, mais gente morando no centro, mais empregos na periferia (aumenta o movimento diurno e noturno e favorece a convivência)
E-gov - em todos os níveis, melhorar a informatização, acesso, transparência e clareza das informações relacionadas a administração pública e a cidade de modo geral. Sistema de transportes (de rotas indicadas para bicicletas ao trajeto e horário dos ônibus), sistema de saúde (com marcação de consultas pela internet), zoneamento, procedimentos para obtenção de alvarás e licenças etc. Fomentar, por meio de editais, o desenvolvimento de aplicativos que facilitem a vida do cidadão.
1) VONTADE MONSTRO: já fui militante e defendi causas e bandeiras de muitas formas, na minha atividade profissional (apresentadora, comentarista, etc) e como voluntária. De uns anos para cá, concluí que quero estar na POLÍTICA, na ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, onde é possível ter resultados de alcance muito maior.
2) VONTADE MONSTRO (cont): na vida política, o que mais quero é estar no PODER EXECUTIVO. E meu maior sonho/projeto/objetivo é ser CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL. Isto é, prefeita :o). Podia ter disputado a eleição em 2010 para deputada, por exemplo, e provavelmente teria sido eleita. Mas eu não queria ser deputada, quero ser PREFEITA.
3) Reúno EXPERIÊNCIAS que nenhum dos outros candidatos tem: fui repórter e me enfiei em tudo quanto é canto; como voluntária, trabalhei na Brasilândia, em Heliópolis, em um Hospital Infantil; fui vereadora; fui Subprefeita; fui Superintendente de uma autarquia do governo estadual; sou USUÁRIA do serviço público como nenhum deles é ou foi - ônibus, metrô, rua, calçada, UBS, 156, SAC, Zona Azul, teatros distritais, centros culturais, parques etc.
4) ESTUDO pra caramba (palestras, seminários, conferências, livros, manuais, indicadores, legislação, experiências daqui e de tudo quanto é canto).
5) Conheço e me interesso por MUITOS temas, muito variados: mobilidade, habitação, cultura, esporte, juventude, educação, meio ambiente, democracia digital, saúde, planejamento urbano, acessibilidade, indígenas, direitos LGBT, gestão pública etc.
5) ESCUTO as pessoas com muito interesse e paciência - funcionários, munícipes, qualquer um que queira falar. É só marcar horário - ou me pegar por aí na rua, como muitas vezes me pegam :o)
6) CRIO ESPAÇOS para que as pessoas tenham como falar sem depender da minha boa-vontade: na Câmara, fiz PLs (que depois viraram lei) criando os Conselhos Regionais de Meio Ambiente nas Subprefeituras e o Conselho Municipal da Juventude.
7) É MUITO FÁCIL saber o que eu penso dos problemas da cidade - ou sobre qualquer questão, aliás. "Pergunta que eu respondo" - não fujo de temas "chatos", não escondo opiniões porque elas podem me criar problema. Falo com todo mundo que quiser me entrevistar, seja grande mídia, TV comunitária, blog, trabalho de escola. Vou a escolas de ensino fundamental ou a qualquer outro lugar em que queiram me ouvir. As pessoas podem discordar do que eu penso, mas não reclamar que não sabem o que penso!
8) É MUITO FÁCIL acompanhar o que eu faço por aí, por onde ando, quem encontro, o que vejo na TV... Tem blog, tuíter, site etc. Quem quiser ver o que foi o meu mandato de vereadora, por exemplo, pode entrar no gabinetesoninha.zip.net. Tá tudo lá: fracassos e sucessos, certezas e dilemas.
9) Também é muito fácil saber QUEM está comigo - assessores, conselheiros, consultores... Minhas equipes estão sempre publicadas na internet... Aliás, outro PL que eu fiz foi o que obrigava a prefeitura a publicar na web os nomes e a função de todos os funcionários da administração municipal.
10) Quando eu falo o que pretendo fazer, não transformo tudo em um slogan simples: "Mais educação! Mais saúde!". Falo das coisas com mais profundidade, expondo a complexidade delas, e explico como realmente pretendo lidar com elas, a curto e médio prazo.
11) (Tudo bem colocar mais uma, né?) O PPS é um partido que escolhe o caminho mais difícil, onde mais leva porrada, para não abrir mão daquilo em que acredita. Passou de PCB a PPS porque o modelo de regime comunista vigente era de um autoritarismo que o partido não endossava; apoiou Lula no segundo turno em 2002 e deixou a base do governo tão logo percebeu que ele contradizia o que o PT havia defendido a vida toda (política econômica, política de alianças, loteamento da máquina pública etc); dispensou seus dois vereadores eleitos em 2004 em São Paulo porque desaprovava sua atuação na Câmara, e em 2008 partiu "do zero" para eleger vereadores. Não me censura opiniões que podem ser "polêmicas", não me obriga a defender coisas com as quais não concordo. Não faz qualquer coisa para ter mais tempo de TV, mais recursos etc. É intolerante com desvios cometidos por seus membros e aliados. É um partido sempre disposto a se rever, reformular, corrigir os rumos. Na reforma política, defende até a possibilidade de haver candidatos que não sejam filiados a partido algum, isto é, não coloca a sobrevivência do partido em primeiro lugar.
***
Bom, até aqui foram listadas características que eu tenho como qualidades a meu favor.
Agora, um resumo do nosso Programa de Governo para a cidade de São Paulo. Resumo mesmo, porque o texto integral é enorme :o)
Eixo Central:
Reorganização do Território para diminuir as imensas desigualdades entre as diversas regiões de São Paulo. Só assim poderemos dar conta de verdade de todas as demandas (Educação, Saúde, Transporte Público, Lazer, Segurança etc). Em linhas gerais, o fundamental é aproximar casa e trabalho de modo a diminuir as longas viagens, a longa ausência dos pais, a falta de convivência com os vizinhos, de sono e repouso etc.
Linhas de Ação:
1 - Garantir a oferta de moradia no centro em condições acessíveis para quem tem renda mais baixa (até 3 salários mínimos)
Mecanismos: onerar o uso especulativo de propriedades na região central, aplicando a lei que prevê o IPTU progressivo sobre imóveis sub ou mal utilizados; conceder incentivos e subsídios para investimentos privados em imóveis com esse perfil; empreender, isto é, produzir moradia popular na região central (reformar, edificar).
2 - Promover o desenvolvimento nas periferias, com a criação de postos e oportunidades de trabalho
Mecanismos: ampliar os incentivos para investimento privado em atividades que geram emprego na periferia; criar incubadoras para pequenos negócios; criar postos para trabalho à distância; reservar e oferecer áreas para comércio junto às Cohabs e outros conjuntos habitacionais populares - os já existentes e os próximos a serem feitos.
Outras ações:
Urbanizar as periferias - em muitos casos, é importante promover a verticalização (direito, não no padrão "Cohab Cidade Tiradentes") para ganhar espaço para ruas, calçadas, áreas verdes, equipamentos de educação, saúde, cultura, esporte e lazer, além dos espaços para comércio.
Emergência na Educação - na impossibilidade de oferecer AGORA o número necessário de vagas em creches públicas (diretas ou conveniadas), pagar "bolsas" em escolas particulares e contratar mães crecheiras, ou seja: tirar esse peso ($) das mães E supervisionar o atendimento, tanto nas escolinhas quanto das cuidadoras.
Emergência na Saúde - realizar mutirões de consultas, exames e pequenas cirurgias. É inadmissível que tanta gente espere meses por uma consulta com o Clínico Geral, depois outros tantos pelo especialista, outros tantos para fazer e levar o resultado do exame...
Urgente na área de mobilidade
a) Melhorar muito a disponibilidade de informações sobre o sistema, com uso de aplicativos para celular, totens, mapas nos pontos, pessoas treinadas para "posso ajudar"?
b) Troncalizar os corredores de ônibus; com reorganização das linhas, melhorias nos pontos de parada (incluindo cobrança de tarifa na plataforma, para agilizar o embarque) e algumas obras para "concluir" os corredores, é possível fazer, em curto prazo, que funcionem tão bem quanto uma linha de metrô.
c) Fazer muitas passarelas sobre marginais e vias expressas para travessia de pedestres e ciclistas.
Emergencia na Assistencia e Desenvolvimento Social – abordagem constante, cuidadosa, respeitosa das pessoas em situaçao de rua: debaixo do Minhocao, Pateo do Colegio, etc. É preciso oferecer urgente alternativas mais variadas para essa população - que nao aceitaria, compreensivelmente, dormir em um albergue com regras rígidas e a necessidade de abandonar, por exemplo, sua carroça e seu cachorro. Precisamos de novos equipamentos de entrada e mais opções de saída do sistema
Emergencia para enchentes - desimpermeabilizar o solo; criar áreas verdes especialmente onde há bolsões de calor (inclusive telhados e paredes verdes); manter córregos, galerias e piscinões limpos; criar sistema de informações bem integrado entre Defesa Civil, CET, Subprefeituras, GCM etc.
Subprefeituras - Criar postos avançados das Subprefeituras em cada um dos 96 distritos, aumentar sua autonomia e recursos, criar mais canais de participação da população.
Segurança - mais iluminação, menos muros. Mais comércio de rua, mais áreas de lazer, mais gente morando no centro, mais empregos na periferia (aumenta o movimento diurno e noturno e favorece a convivência)
E-gov - em todos os níveis, melhorar a informatização, acesso, transparência e clareza das informações relacionadas a administração pública e a cidade de modo geral. Sistema de transportes (de rotas indicadas para bicicletas ao trajeto e horário dos ônibus), sistema de saúde (com marcação de consultas pela internet), zoneamento, procedimentos para obtenção de alvarás e licenças etc. Fomentar, por meio de editais, o desenvolvimento de aplicativos que facilitem a vida do cidadão.
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