Notícia no site da prefeitura:
Lançamento do projeto “#existediálogoemSP” reúne cerca de mil pessoas
Trechos comentados:
A Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo foi palco do primeiro encontro do projeto “#existediálogoemSP”, proposta da Secretaria Municipal de Cultura que tem o objetivo de ouvir as demandas da sociedade e dos grupos organizados, visando construir, de forma colaborativa, políticas públicas a serem adotadas a partir de agora.
>>>Tá, veremos. Pode ser que seja verdade.
O encontro ocorreu nesta terça-feira (5/2), a partir das 19h, e reuniu cerca de 1.000 pessoas.
>>>Aí ferrou. A capacidade da Sala Adoniram Barbosa, informa o site oficial, é de 631 lugares em caso de shoe (para teatro, é menos). Se a reunião teve "cerca de mil pessoas", significa que a lotação foi a máxima e ainda ficaram cerca de 400 pessoas pra fora. Pára...
Nesta primeira edição, foram representados diversos segmentos artísticos, como dança, teatro, hip-hop, cinema, música, formação, artesanato e circo. Os participantes abordaram temas como o programa Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), um dos principais projetos que dialogam com a periferia da cidade; o deslocamento da população para usufruir da oferta cultural da cidade; a regulamentação da arte de rua; a utilização das estruturas dos CEUs (Centro Educacional Unificado) para ampliar o acesso à cultura; a convivência em áreas públicas; o Conselho Municipal de Cultura; a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Mendonça; os investimentos na região central e na periferia; o fomento à leitura; a acessibilidade aos equipamentos; e a ampliação do orçamento da Secretaria Municipal de Cultura.
>>>Ok ok ok. Eu implico com o "projetos que dialogam com a periferia". "Dialogam". E a "utilização das estruturar dos CEUs para ampliar o acesso à cultura". Os CEUs nunca deixaram de ser usados para atividades culturais - muitas, muitas mesmo. Mas desde o fim do governo Marta saem dizendo por aí que não houve continuidade, porque esse governo é elitista, não gosta de pobre e não valoriza a cultura... Podem dar um Google que vão achar vários textos furiosos nesse sentido. E nunca vi um dos grupos que se apresentam nos CEUs e que fazem parte desses movimentos da Cultura se dignarem a dizer "não é verdade". F.
O secretário abriu o encontro enfatizando que não acredita em “política pública feita em gabinete” e, por isso, o diálogo deverá pautar todas as ações da Secretaria. Mais adiante, disse que São Paulo precisa melhorar sua “autoimagem” e que movimentos espontâneos como “Existe Amor em SP” demonstram que há uma grande vontade da população nesse sentido, com apoio do governo.
>>>"Política feita em gabinete", de cima pra baixo... Chavões demagógicos típicos. O "movimento espontâneo" foi feito às vésperas do primeiro turno da eleição como um grito de "Russomanno não", estimulado pra caramba pelo PT (ou não??). Que espalhou pela cidade lambe-lambes com fotos bem antipáticas do Serra, Kassab e Russomanno, na véspera da eleição, dizendo "é tudo farinha do mesmo saco"? O PMDB não foi. Eu não fui. O PSOL teria incluído todo mundo, inclusive eu. E essa de melhorar a autoimagem... Ai. Também é um dos chavões-bandeira do PT: governo "democrático", "popular", que "eleva a autoestima" do brasileiro. Obama (que pra todos os outros efeitos é um idiota) disse que "Lula é o cara!"; Sakozy puxou o saco, o Primeiro Ministro da Espanha também. Somos do BRIC! Quinta ou sexta economia do mundo!
#myass.
E outra, ninguém, NINGUÉM detona mais São Paulo, nos últimos anos, do que o PT. O Brasil melhorou pracac., só São Paulo que não. Nossos "índices" ficaram abaixo dos outros. (Claro, qdo você tem 90% de cobertura de água encanada, é mais difícil melhorar do que quem tem 5%. Passa pra 10, dobrou! \o/. E ainda assim tem lugares com cobertura ridícula de Saneamento Básico e ainda PIOROU - especialmente nos estados em que Lula e os governistas se gabam de ter feito milagres (Norte e Nordeste).
Haddad dizia no debate que "enquanto o Brasil melhorou muito, especialmente com as políticas sociais, com distribuição de renda promovida pelo presidente Lula e mantida pela presidenta Dilma como nunca dantes na história deste país, em São Paulo você vê uma quantidade cada vez maior de pessoas vivendo na rua".
É, só tem miséria em São Paulo. E a culpa é da prefeitura e do governo do estado, o governo federal não tem nada a ver com isso. E a nossa autoestima está na lua.
Enfim, estando agora no governo da cidade, vão dizer que tudo é mais lindo, arejado, renovado. #vaivendo.
Juca Ferreira afirmou, ainda, que deverá manter todas as iniciativas positivas herdadas de gestões anteriores, como a do ex-secretário Calil e as das ex-prefeitas Luiza Erundina e Marta Suplicy. Segundo ele, diferentemente do que ocorreu no Ministério da Cultura, quando chegou à Secretaria encontrou bons projetos que merecem ser mantidos e ampliados, mas também reconheceu que deverá realizar mudanças para atender ao plano de governo do prefeito Haddad, que foi eleito sob a bandeira da renovação.
>>> A primeira parte é boa, muito boa. Parabéns por não assumir a Secretaria como se o mundo tivesse começado hoje.
Achei curioso o trecho "diferentemente do que ocorreu no Ministério da Cultura". Se a frase foi bem redigida, ele está dizendo que lá não encontrou bom projeto nenhum. Aí é demais.
"Deverá realizar mudanças" porque "Haddad foi eleito sob a bandeira da renovação"? Que bobagem. Todo eleito hasteia a bandeira da "renovação". Nem por isso precisa fazer modificações apenas porque prometeu "renovar". Enfim.
Outro tema recorrente foi o debate do novo Plano Diretor, que deverá ocorrer este ano na Câmara Municipal de São Paulo. O secretário convocou os presentes a integrar os debates, levando ideias e experiências de suas regiões.
>>>Ok.
Presente ao evento, o vereador Nabil Bonduki saudou Juca Ferreira pela iniciativa do diálogo. Transmitido em tempo real pela internet, o encontro foi encerrado por volta das 22h e em breve estará disponível online.
>>>Ok, aguardo :o)
********
Os grupos organizados, citados no texto, são muito fortes - é sempre assim na sociedade - e conseguem "impor" várias de suas reivindicações, especialmente no governo do PT, do qual são apoiadores.
Não tô brincando. Quando estive no aniversário da Lei de Fomento ao Teatro, a convite de um líder do movimento, ele disse: "Obrigada por ter vindo. Apesar das nossas diferenças, você fez parte dessa luta".
"Diferença" = eu saí do PT.
E fizeram o maior terrorismo dizendo que a Lei de Fomento ia acabar. Veja bem, pra começar é Lei. Mas o Calil assumiu a Secretaria da Cultura (depois de ter sido o diretos do Centro Cultural São Paulo na gestão Marta, pra ver como o Serra é "rancoroso" etc) e disse, como o Juca, "o que for bom vai ser mantido, vamos fazer as mudanças necessárias".
Uma das razões pelas quais diziam que ia acabar era a falta de pagamento de parcelas do Fomento relativas a 2004, último ano do governo Marta.
Isso porque a gestão DELA deu calote.
Quando existe um contrato prevendo o pagamento de parcelas, você faz um empenho, isto é, é como se fizesse um cheque pré-datado para ser descontado quando forem prestadas as contas no prazo previsto. Quando o "cheque" é descontado, dizemos que o pagamento foi "liquidado".
Quando um pagamento estava previsto no orçamento de um ano mas ó "cheque" só vai cair no ano seguinte, ele tem de aparecer no orçamento como "restos a pagar".
Mas a Marta fez o que? CANCELOU os empenhos. Ou seja: não pagou e não fez constar no orçamento do ano seguinte.
As companhias de teatro tomaram um CALOTE em 2004, quando os pagamentos não foram feitos, e o orçamento de2005 não tinha dinheiro reservado pra isso.
Esse foi um dos "golpinhos" dados para maquiar as contas da prefeitura. Soa familiar?? Aí ela dizia "deixei um dinheirão em caixa"! Deixou dívidas em volume muito maior.
Ah, mas como a prefeitura não quitou os débitos, "Eles são contra a cultura para a periferia"! HAJA. E eu no PT, morrendo de vergonha e raiva. A ex-prefeita dizia "ah, isso é lá com a Secretaria da Cultura". O ex-Secretário dizia "Eu mandei os empenhos para Finanças, até onde eu sei tá tudo certo". Mentira...
***
A Lei de Fomento é muito legal. Tem um Edital, isto é, concurso para selecionar os projetos que receberão recursos da prefeitura para serem realizados. Não depende de um patrocinador privado se interessar por ele, como acontece com outras formas de incentivo à produção cultural. O que também pode ser muito legal, mas tem problemas (se o produto não é "atraente para o mercado", não rola. Se é atraente, consegue patrocínio baseado em renúncia fiscal, aí a gente acaba contribuindo, com grana de impostos, com a produção de musicais da Broadway com ingressos caríssimos).
Mas a Lei também tem problemas. Um que, a meu ver, seria fácil de corrigir, mas aí os "grupos organizados" resistem fortemente: limitar o número de vezes a que uma mesma companhia pode ser contemplada no Fomento. Um ano, dois... ok. Aí a fila tem de andar, por melhor que seja essa companhia.
O outro é mais complexo. Não tinha me ocorrido até uma produtora não contemplada me procurar (qdo eu era vereadora).
"Quem recebe o Fomento, já tem muito mais condições de produzir o espetáculo do que eu. Aí a própria lei exige que eles façam espetáculos com ingressos a preços acessíveis, apresentações gratuitas etc. Mas eu preciso cobrar um ingresso que cubra os custos da produção... e também perco na disputa pelo público".
Realmente... A contrapartida é importante (e a Lei também exige atividades de formação - debates, ensaios abertos, laboratórios etc) mas como fazer com que não seja prejudicial aos outros produtores?
O ingresso subsidiado (via Ticket Cultura, por exemplo) pode ajudar. Mas não é garantido que funcione.
***
Ah, e tem a importância de montar uma comissão avaliadora isenta... Complicado, sabe por que? Para os preojtos serem avaliados por quem é "do ramo", os jurados tem de vir... "Do meio". Onde inevitavelmente tem simpatias e antipatias, preferências e implicâncias... Quanto mais isento, melhor. É um grupo pequeno de pessoas decidindo sobre o destino de milhões de reais em recursos públicosl Mas sempre será impossível.
E a prestação de contas também pode ser tão chatinha que é aquele convite à picaretagem. Pede uma nota de valor 2x para compensar aquele gasto impossível de ser justificado com nota fiscal... ACHO que tanto o edital de seleção quanto a prestação de contas foram simplificados nos últimos anos, mas confesso que parei de acompanhar.
***
Uma das coisas mencionadas na discussão é o Plano Municipal de Cultura. "Plano", hmpf. Povo se reúne em discussões longuíssimas, a maioria da população nem sonha que elas estão acontecendo, os grupos organizados levam vantagem no debate e no fim se constrói um "documento" chamado de plano que é uma lista de desejos. Alguns até excludentes, mas incluídos para contentar um pouco a todo mundo.
Quero só ver se o Plano (feito no governo da Marta) terá alguma serventia agora ou se vão começar tudo de novo.
HMPF.
"...But when you talk about destruction/Don't you know that you can count me out"
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Orçamento for Dummies - 3
Mais algumas metas previstas no PL da LDO - isto é, no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias da cidade de São Paulo, enviado pelo Executivo (prefeito) para o Legislativo (Câmara Municipal) no primeiro semestre do ano passado.
Estou usando o resumo produzido pela Comissão de Orçamento e Finanças, composta por 9 vereadores, que tem a responsabilidade de elaborar um parecer sobre o Projeto de Lei antes que ele vá ao plenário para votação de todos os (55) vereadores.
[Comentários meus entre colchetes - como este-->]
"Na área de Esportes e Lazer, estão inseridos investimentos nos Centros Olímpicos, com meta de 15% [?] de realização para o Centro Olímpico Cidade Tiradentes e 2% [??] do Centro Olímpico Zona Norte".
"Metas referentes à área de Turismo: construção de 69 barracões das Escolas de Samba [na Casa Verde, aleluia] e 50% [?!] dos Centros Culturais de Itaquera e M'Boi Mirim construídos".
"Dentre as ações propostas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, há a implantação de parque tecnológico na Zona Leste [aleluia] e a concessão de 6 certificados de incentivos fiscais para Região Nova Luz".
"A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano prevê a concessão de 5 certificados de incentivos fiscais para a Zona Leste".
"Na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ressaltam-se as metas de (...) 32.000 famílias atendidas no Programa Mananciais, implantação de 7 parques urbanos naturais e 4 parques lineares, mais 3 parques urbanos, lineares e naturais implantados com recursos do FEMA - crédito de carbono".
"A Secretaria Municipal das Subprefeituras estabelece como meta 11 postos de bombeiros construídos ou reformados". [Depois é bom ver isso em detalhes, porque são trabalhos completamente diferentes. Onde ainda não há um posto de bombeiros, é preciso encontrar uma área adequada para isso. Dependendo do lugar da cidade, é muito difícil].
"A Secretaria Municipal de Serviços tem como meta a implantação de 5 centrais de triagem de material reciclável [SÓ?], 1 centro de capacitação para cooperados de reciclagem de lixo, 60 postos de coleta voluntária de material reciclável (...)"
"A Secretaria Municipal de Cultura prevê a execução de 50% dos Centros Culturais de Itaquera e M'Boi Mirim [50%??], a realização da Virada Cultural, além de 726 atividades no Centro Cultural da Juventude e 297 no Centro Cultural São Paulo [achei pouco - menos de uma por dia?! Tem muito mais do que isso!], a inserção de 50.591 livros no acervo das bibliotecas públicas, dentre outras metas [Acho uma graça esses números quebrado - quinhentos e noventa e UM. Como é que se chega a ele?]"
"A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social tem, dentre outros objetivos: conceder 120.904 benefícios do Programa Renda Mínima, manutenção de 23 Centros de Referência Especializados da Assistência Social - CREAS e modernizar CREAS Sé e Vila Prudente".
Continuo depois.
Estou usando o resumo produzido pela Comissão de Orçamento e Finanças, composta por 9 vereadores, que tem a responsabilidade de elaborar um parecer sobre o Projeto de Lei antes que ele vá ao plenário para votação de todos os (55) vereadores.
[Comentários meus entre colchetes - como este-->]
"Na área de Esportes e Lazer, estão inseridos investimentos nos Centros Olímpicos, com meta de 15% [?] de realização para o Centro Olímpico Cidade Tiradentes e 2% [??] do Centro Olímpico Zona Norte".
"Metas referentes à área de Turismo: construção de 69 barracões das Escolas de Samba [na Casa Verde, aleluia] e 50% [?!] dos Centros Culturais de Itaquera e M'Boi Mirim construídos".
"Dentre as ações propostas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, há a implantação de parque tecnológico na Zona Leste [aleluia] e a concessão de 6 certificados de incentivos fiscais para Região Nova Luz".
"A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano prevê a concessão de 5 certificados de incentivos fiscais para a Zona Leste".
"Na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ressaltam-se as metas de (...) 32.000 famílias atendidas no Programa Mananciais, implantação de 7 parques urbanos naturais e 4 parques lineares, mais 3 parques urbanos, lineares e naturais implantados com recursos do FEMA - crédito de carbono".
"A Secretaria Municipal das Subprefeituras estabelece como meta 11 postos de bombeiros construídos ou reformados". [Depois é bom ver isso em detalhes, porque são trabalhos completamente diferentes. Onde ainda não há um posto de bombeiros, é preciso encontrar uma área adequada para isso. Dependendo do lugar da cidade, é muito difícil].
"A Secretaria Municipal de Serviços tem como meta a implantação de 5 centrais de triagem de material reciclável [SÓ?], 1 centro de capacitação para cooperados de reciclagem de lixo, 60 postos de coleta voluntária de material reciclável (...)"
"A Secretaria Municipal de Cultura prevê a execução de 50% dos Centros Culturais de Itaquera e M'Boi Mirim [50%??], a realização da Virada Cultural, além de 726 atividades no Centro Cultural da Juventude e 297 no Centro Cultural São Paulo [achei pouco - menos de uma por dia?! Tem muito mais do que isso!], a inserção de 50.591 livros no acervo das bibliotecas públicas, dentre outras metas [Acho uma graça esses números quebrado - quinhentos e noventa e UM. Como é que se chega a ele?]"
"A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social tem, dentre outros objetivos: conceder 120.904 benefícios do Programa Renda Mínima, manutenção de 23 Centros de Referência Especializados da Assistência Social - CREAS e modernizar CREAS Sé e Vila Prudente".
Continuo depois.
sábado, 18 de agosto de 2012
Já pra rua!
Desde meados da década de 80 ouço dizer que precisamos "tirar os jovens da rua".
Ah, tem um jeito fácil, é só dar um videogame pra cada um :oP
Falando sério, o que precisamos é de ruas legais para os jovens, idosos, crianças, casais de namorados, para quem quer caminhar ou correr, ler, tomar sol, conversar, jogar bola ou xadrez, fazer nada. A rua da casa onde cresci era o lugar mais legal do mundo e tenho lembranças maravilhosas daquele tempo.
Quanto mais tiramos as pessoas da rua, pior para todos.
Lembrei disso agora por causa de uma pergunta no Ask.fm - fui buscar uma entrevista respondida meses atrás para o Comunicare e resolvi compartilhar aqui.
***
1) Quando foi a última vez que comeu fora? onde?
Terça, no Buca da Oscar Freire. Bruschetta, Minestrone e capuccino. :)
2) Quais seus lugares preferidos para comer, em são paulo?
Eu gosto TANTO de sair pra comer - até porque eu não bebo, então essa é a minha vida social ehehe - que é impossível lembrar de todos. Café Raiz (João Ramalho x Cardoso de Almeida), Pasta Gialla (Lorena e Floriano), Di Baco (Bartira X Cardoso de Almeida), Intervalo Forneria (Shopping Bourbon), Café Latte (Rua do Comércio), Ponto 13 (Rua 3 de Dezembro), Restaurante do Jóquei (Rua Boa Vista), restaurante do CCBB, restaurante do Patio do Colegio, Jacó da Rua da Quitanda, Casa de Francisca, Nama Baru, Blu Bistro, Café da Fazenda, America, Braugarten, Floriano, Pão com Manteiga, Pedaço de Pizza... etc, etc, etc rs
3) Sai para jantar com qual frequência?
No mínimo uma vez por semana. Geralmente, mais.
4) E em casa, o que come?
Nada que preste ehehe. Quando a Tania cozinha, aí sim - arroz, feijão, abobrinha, brócolis, yakissoba, estrogonofe... Mas não é raro comer macarrão com salsicha, sopa de envelope, misto quente... Miojo...
5) Come comida de rua, quando viaja? onde?
Em qualquer lugar em que eu esteja! Na Alemanha, que eu amo e para onde tive a sorte de ir várias vezes a trabalho, gosto dos Hot Dogs feitos por ambulantes na Alexander Platz, sopa vendida em um trailer na feira livre... Como pesticos na praia, milho, pastel, acarajé, bolo, batata frita... Aqueles biscoitos retorcidos em Nova Yorque (como chamam mesmo?). Pão caseiro em Katmandu, feito à moda tibetana e vendido antes do amanhecer para quem faz meditação logo cedo...
6) Que tipo de comida de rua gostaria de achar na cidade?
Olha, penso em tudo que já tem e não sei nem o que falta... Tem de yakissoba a cachorro-quente, pastel a massas (Sumaré com Caiubi :o))... Acho que sinto falta de mais barracas com cara de "cafezinho" - só consigo me lembrar agora das senhorinhas que montam seu tabuleiro vendendo café e bolo na entrada das estações de trem, metrô e ônibus... Ia ser muito legal se tivesse mais disso (e regularizado, porque as pobres estão o tempo todo sujeitas à apreensão). Ah, e talvez comidas de "temporada" - pinhão no inverno, por exemplo. E comidas "natureba", ehehe. Na Benedito Calixto, por exemplo, tem empanadas de massa integral... Mas não é fácil encontrar por aí.
7) Conhece a comida de rua servida em outros países? o que acha?
ADORO.
8) O que achou do sucesso estrondoso dos eventos "O mercado" e "Chefs na rua"?
Totalmente previsível!
9) Em sua opinião, o que a comida de rua tem a acrescentar na cultura gastronômica de uma cidade?
Mais do que tudo, a experiência de estar na calçada, na feira, na praça junto a outras pessoas que podem ser executivos, estudantes, turistas, trabalhadores braçais, jovens, idosos... Tudo que favorecer o encontro e a convivência no ambiente urbano.
10) É a favor da legalização da comida de rua? qual seu plano de ação para isso, se eleito?
Sim! Assim como várias outras atividades "de rua"... Música de rua, comércio de rua... O plano é simples: identificar áreas que sejam ao mesmo tempo atraentes e que não representem transtornos para a circulação de pedestres e bicicletas (porque não adianta encontrar uma área que não atrapalhe mas não tenha movimento nenhum...); criar identidade visual para as barracas; reafirmar as normas sanitárias (conservação e manipulação de alimentos) e estabelecer novas quando for o caso (por exemplo, oferta de álcool gel); publicar edital de chamamento e selecionar interessados. Criar uma instância de decisão compartilhada - exemplo, "conselhos locais de comida de rua" (o nome pode ser melhor do que esse rs). Depois fazer e divulgar um mapa com os treilers, carrinhos, barracas e estandes "individuais" e das feirinhas. Complementarmente, instalar muito mais bancos e floreiras pela cidade, para criar espaços agradáveis onde as pessoas possam desfrutar um lanche na rua. E, claro, associar a comida de rua a outras atividades que tornam a experiência mais convidativa e agradável - música, artesanato, banca de jornais/livraria, flores :)
Mais uma coisa: as feiras livres precisam urgentemente de uma requalificação. Precisamos superar a fase "caminhões carregam tábuas/ barracas são montadas e desmontadas/ lixo deixado para trás". Os feirantes precisam poder comprar (linhas de crédito especiais, isenções e abatimentos) veículos utilitários que já sejam, eles mesmos, as barracas. Com refrigeração quando for o caso, proteção para os alimentos, coleta de resíduos etc. Tá mais do que na hora de um "apgreide" ehehehe.
Ah, tem um jeito fácil, é só dar um videogame pra cada um :oP
Falando sério, o que precisamos é de ruas legais para os jovens, idosos, crianças, casais de namorados, para quem quer caminhar ou correr, ler, tomar sol, conversar, jogar bola ou xadrez, fazer nada. A rua da casa onde cresci era o lugar mais legal do mundo e tenho lembranças maravilhosas daquele tempo.
Quanto mais tiramos as pessoas da rua, pior para todos.
Lembrei disso agora por causa de uma pergunta no Ask.fm - fui buscar uma entrevista respondida meses atrás para o Comunicare e resolvi compartilhar aqui.
***
1) Quando foi a última vez que comeu fora? onde?
Terça, no Buca da Oscar Freire. Bruschetta, Minestrone e capuccino. :)
2) Quais seus lugares preferidos para comer, em são paulo?
Eu gosto TANTO de sair pra comer - até porque eu não bebo, então essa é a minha vida social ehehe - que é impossível lembrar de todos. Café Raiz (João Ramalho x Cardoso de Almeida), Pasta Gialla (Lorena e Floriano), Di Baco (Bartira X Cardoso de Almeida), Intervalo Forneria (Shopping Bourbon), Café Latte (Rua do Comércio), Ponto 13 (Rua 3 de Dezembro), Restaurante do Jóquei (Rua Boa Vista), restaurante do CCBB, restaurante do Patio do Colegio, Jacó da Rua da Quitanda, Casa de Francisca, Nama Baru, Blu Bistro, Café da Fazenda, America, Braugarten, Floriano, Pão com Manteiga, Pedaço de Pizza... etc, etc, etc rs
3) Sai para jantar com qual frequência?
No mínimo uma vez por semana. Geralmente, mais.
4) E em casa, o que come?
Nada que preste ehehe. Quando a Tania cozinha, aí sim - arroz, feijão, abobrinha, brócolis, yakissoba, estrogonofe... Mas não é raro comer macarrão com salsicha, sopa de envelope, misto quente... Miojo...
5) Come comida de rua, quando viaja? onde?
Em qualquer lugar em que eu esteja! Na Alemanha, que eu amo e para onde tive a sorte de ir várias vezes a trabalho, gosto dos Hot Dogs feitos por ambulantes na Alexander Platz, sopa vendida em um trailer na feira livre... Como pesticos na praia, milho, pastel, acarajé, bolo, batata frita... Aqueles biscoitos retorcidos em Nova Yorque (como chamam mesmo?). Pão caseiro em Katmandu, feito à moda tibetana e vendido antes do amanhecer para quem faz meditação logo cedo...
6) Que tipo de comida de rua gostaria de achar na cidade?
Olha, penso em tudo que já tem e não sei nem o que falta... Tem de yakissoba a cachorro-quente, pastel a massas (Sumaré com Caiubi :o))... Acho que sinto falta de mais barracas com cara de "cafezinho" - só consigo me lembrar agora das senhorinhas que montam seu tabuleiro vendendo café e bolo na entrada das estações de trem, metrô e ônibus... Ia ser muito legal se tivesse mais disso (e regularizado, porque as pobres estão o tempo todo sujeitas à apreensão). Ah, e talvez comidas de "temporada" - pinhão no inverno, por exemplo. E comidas "natureba", ehehe. Na Benedito Calixto, por exemplo, tem empanadas de massa integral... Mas não é fácil encontrar por aí.
7) Conhece a comida de rua servida em outros países? o que acha?
ADORO.
8) O que achou do sucesso estrondoso dos eventos "O mercado" e "Chefs na rua"?
Totalmente previsível!
9) Em sua opinião, o que a comida de rua tem a acrescentar na cultura gastronômica de uma cidade?
Mais do que tudo, a experiência de estar na calçada, na feira, na praça junto a outras pessoas que podem ser executivos, estudantes, turistas, trabalhadores braçais, jovens, idosos... Tudo que favorecer o encontro e a convivência no ambiente urbano.
10) É a favor da legalização da comida de rua? qual seu plano de ação para isso, se eleito?
Sim! Assim como várias outras atividades "de rua"... Música de rua, comércio de rua... O plano é simples: identificar áreas que sejam ao mesmo tempo atraentes e que não representem transtornos para a circulação de pedestres e bicicletas (porque não adianta encontrar uma área que não atrapalhe mas não tenha movimento nenhum...); criar identidade visual para as barracas; reafirmar as normas sanitárias (conservação e manipulação de alimentos) e estabelecer novas quando for o caso (por exemplo, oferta de álcool gel); publicar edital de chamamento e selecionar interessados. Criar uma instância de decisão compartilhada - exemplo, "conselhos locais de comida de rua" (o nome pode ser melhor do que esse rs). Depois fazer e divulgar um mapa com os treilers, carrinhos, barracas e estandes "individuais" e das feirinhas. Complementarmente, instalar muito mais bancos e floreiras pela cidade, para criar espaços agradáveis onde as pessoas possam desfrutar um lanche na rua. E, claro, associar a comida de rua a outras atividades que tornam a experiência mais convidativa e agradável - música, artesanato, banca de jornais/livraria, flores :)
Mais uma coisa: as feiras livres precisam urgentemente de uma requalificação. Precisamos superar a fase "caminhões carregam tábuas/ barracas são montadas e desmontadas/ lixo deixado para trás". Os feirantes precisam poder comprar (linhas de crédito especiais, isenções e abatimentos) veículos utilitários que já sejam, eles mesmos, as barracas. Com refrigeração quando for o caso, proteção para os alimentos, coleta de resíduos etc. Tá mais do que na hora de um "apgreide" ehehehe.
domingo, 1 de julho de 2012
Tombar para não cair
Cultura é assunto em geral tratado como "secundário" nas discussões sobre políticas públicas/compromissos de campanha/programas de governo. Em primeiro lugar aparecem - não por acaso, claro - os "clássicos" Saúde, Educação, Segurança.
Nesta campanha eleitoral em São Paulo, os temas "mobilidade urbana" e "repovoamento do centro/desenvolvimento econômico da periferia" estão tendo mais destaque do que em outros anos, aparecendo muitas vezes nas entrevistas e palestras dos outros candidatos a prefeito. Legal, porque são temas decisivos para o sucesso das outras políticas públicas. Tenho uma dorzinha-de-cotovelo ("EU JÁ FALAVA MUITO DISSO NA CÂMARA E NA CAMPANHA DE 2008!"), mas fazer o quê, não se pode reivindicar a patente de ideias que nem minhas eram. Hmpf.
Mas voltemos à política cultural - ela acaba aparecendo, junto com o esporte, quando falamos em juventude e uso de drogas, por exemplo. De uma maneira que nem sempre combina com o que eu penso sobre o assunto... É comum as pessoas dizerem "temos que dar esporte e cultura para os jovens para tirá-los da droga e do crime".
Minhas objeções: 1) Esporte e cultura não são vacinas contra drogas e violência. Nos campos de várzea que sobraram pela cidade, tem cerveja, maconha... Se for à noite, capaz de ter cocaína... E às vezes, pela maldita omissão do poder público, tem o crime organizado patrocinando campeonatos, vereadores comprando voto com um dinheirinho para o churrasco... 2) Os jovens não são assolados/tentados a mergulhar em drogas e violência simplesmente por falta de uma bola ou um violino. 3) Cultura e esporte/atividade física são necessidade e direito de todos os seres humanos, não só dos jovens, e a possibilidade de desfrutar deles tem de ser garantida pelo poder público. 4) A gente não "dá" esporte e muito menos cultura. A gente cria espaços para que ela seja preservada, produzida, cultivada, compartilhada, difundida.
***
Independentemente das razões invocadas ao se falar em política pública de cultura (vamos deixar o esporte um pouco de lado agora), as políticas em si costumam ser do tipo "acesso ao consumo", isto é: oferecer a possibilidade de assistir a uma apresentação musical, peça de teatro, filme, espetáculo de dança. O que é ótimo! Mas não é só isso.
Independentemente das razões invocadas ao se falar em política pública de cultura (vamos deixar o esporte um pouco de lado agora), as políticas em si costumam ser do tipo "acesso ao consumo", isto é: oferecer a possibilidade de assistir a uma apresentação musical, peça de teatro, filme, espetáculo de dança. O que é ótimo! Mas não é só isso.
As pessoas não querem só ver - e, depois de ver, mais ainda, vão querer FAZER. Música, dança, poesia, teatro, vídeos, filmes, livros, pinturas, esculturas, fotografias etc. Precisamos criar espaços públicos em que isso também seja possível. Já fui de um grupo de teatro amador e sei que o mais difícil não é conseguir um palco para se apresentar (embora seja bem difícil atrair público para sua apresentação, o que é outro problema :o( ) - difícil é onde ENSAIAR. O mesmo vale para uma banda, um grupo de dança.
Tenho o maior orgulho de ter me lembrado disso quando era vereadora e a prefeitura convidou para os primeiros encontros que começariam a definir o destino do antigo "esqueleto do Jânio", construção abandonada pela metade na Cachoeirinha desde que ele foi prefeito de São Paulo. Entre uma sugestão e outra, disse: "Seria bom ter lugar para as pessoas se reunirem, para gravar um áudio, editar um vídeo". Hoje o Centro Cultural de Juventude Ruth Cardoso (ou CCJ, como ficou conhecido desde a inauguração), tem espaços para isso. Bem equipados e muito disputados.
E, como mencionei de passagem, não adianta compor, gravar, editar, escrever, ensaiar e encenar se não tiver quem veja... Então uma coisa completa a outra: políticas de formação de público instigam as pessoas a se envolver e produzir, isso lhes dá mais estímulo para ver, isso aumenta as chances de todas serem vistas e ouvidas... #Círculovirtuoso :o)
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Quando lembram da Cultura, também se fala bastante em museu. Ótimo. Há cada vez mais espaços belos, atraentes, fascinantes. A molecada adora fazer "excursão" com a escola e passear por eles. Desnecessário se estender muito falando da importância que tem para ampliação de horizontes, enriquecimento da experiência de vida, reconhecimento de diferenças e identidades etc. Claro que museus precisam ser divulgados e aproveitados.
Quando lembram da Cultura, também se fala bastante em museu. Ótimo. Há cada vez mais espaços belos, atraentes, fascinantes. A molecada adora fazer "excursão" com a escola e passear por eles. Desnecessário se estender muito falando da importância que tem para ampliação de horizontes, enriquecimento da experiência de vida, reconhecimento de diferenças e identidades etc. Claro que museus precisam ser divulgados e aproveitados.
É claro também que o patrimônio cultural não está apenas nos museus. E não inclui apenas edificações com séculos de idade e obras de arte - uma vila operária do começo do século XX faz parte de nossa história e nossa cultura; os casarões da Paulista também fazem... Faziam :o(
Hj o Douglas Nascimento @douglas_spa me perguntou no Twitter (e já não é a primeira vez): "Quando veremos suas propostas a respeito do patrimônio histórico de São Paulo?". Pois é, entre vários outros assuntos sobre os quais já refleti 400 horas e esmiucei em propostas, não falei quase nada sobre isso.
Fui buscar no Programa de Governo de 2008 a referência ao tema. Aqui está - na página 53, pra quem for lá procurar:
Ressalte-se, por fim, a necessidade de apoio à identificação, catalogação, divulgação e demais cuidados necessários à valorização e a preservação do patrimônio cultural, material e imaterial da Cidade
-Investir em pólos e corredores de cultura em vários lugares da cidade, com a criação de linhas de transporte interligando equipamentos culturais
-Preservar, atualizar, ampliar e divulgar a documentação e os acervos que constituem o patrimônio cultural do Município.
-Garantir autonomia do CONPRESP, com ampla representação da sociedade civil,sem interferência da Câmara Municipal em sua gestão.
É uma pincelada, admito. Posso e preciso pensar um pouco mais.
- Sobre a autonomia do Conpresp: quando era vereadora, passamos pela discussão de um projeto de lei absurdo que mudava a composição e o regimento do Conselho, por isso esse compromisso.
- O segundo item é o que merece ser expandido. O patrimônio histórico, cultural, ambiental do município precisa ser: identificado; tombado; preservado; divulgado e promovido. Identificado: há muitas solicitações de tombamento equivocados. Para evitar a verticalização desorganizada da Vila Romana, por exemplo, alguns grupos reivindicam o tombamento de todo o bairro. Claro que isso não vai acontecer e não é a medida correta: trata-se de um problema a ser resolvido com zoneamento e gabaritos... Por outro lado, decerto há inúmeros bens pelos quais ninguém ainda está zelando. A prefeitura pode contratar pesquisadores que se encarreguem de fazer o mapeamento e identificação desses bens, em suas diversas características.
O tombamento não pode ser apenas um decreto que, na prática, mais ameace do que proteja o patrimônio. É preciso dispor de recursos para garantir a restauração, quando for o caso, e sua preservação. A relação de bens tombados deve ser facilmente acessível e rica em informações. Com os recursos de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), é possível fazer um trabalho maravilhoso, enriquecido com áudio e vídeo. A identificação dos bens in loco também é muito importante - e não seria má ideia acrescentar um QRCode que remetesse para o site com as informações mais detalhadas. Mais do que isso, que dependeria do interesse das pessoas, é preciso chamar atenção para o patrimônio, com eventos, roteiros turísticos promovidos e estratégias permanentes de comunicação em várias mídias (rádio, TV, impressos, cinema, banners na internet, mídia indoor, cartões postais, selos postais etc).
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Isso é tudo o que me ocorre dizer sobre o assunto agora. Agora é com você, Douglas: não poupe críticas e sugestões.
:)
terça-feira, 26 de junho de 2012
Faltou vocação
Eu ia gravar agora um vídeo pra responder a uma das Perguntas Mais Frequentes: "Como você avalia a gestão de Gilberto Kassab"?
As pessoas esperam que eu dê UMA nota. Uma. Pra gestão toda. As notas são muito diferentes conforme a área!
Tenho dito que dou 7 para Educação, Cultura e Meio Ambiente. Para Mobilidade Urbana... 4. Habitação/reurbanização, deixa eu ver... Apesar de haver atuações pontuais muito boas, como em Heliópolis, Paraisópolis, Jaguaré e na beira das represas, além de outras quebradas (que, reconheço, trouxeram benefícios para milhares de famílias), ainda falta muito muito muito. 4,5. Habitação e Mobilidade são as áreas CRUCIAIS para o desenvolvimento de uma cidade - até porque tem efeito quase "automático" sobre Educação, Saúde, Segurança...
Tanto a Saúde quanto a Assistência Social tiveram um aumento de equipamentos/unidades, mas a qualidade do atendimento ainda deixa muito a desejar :o(
E tem o ponto que me irritou profunda e diretamente, a forma como ele conduziu as Subprefeituras. Quase sem atribuições, poder, autonomia e sem os recursos minimamente necessários para executar as poucas funções que lhe restaram.
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Ainda vou gravar esse vídeo, mas achei esse aqui e posso compartilhá-lo desde já :)
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Sarau do Binho
Comentário que fiz no blog do Tas relacionado ao post que fala do fechamento do Sarau do Binho.
Buraco é bem embaixo... Muitos comentários divergentes entre si tem razão.
1) O Kassab nem imagina que existe um bar no Campo Limpo onde acontece o Sarau do Binho.
2) Provavelmente também não sabe que o bar foi fechado por ordem da Subprefetura.
3) As leis de uso e ocupação do solo, zoneamento etc tem coisas ridículas, absurdas. As normas para obtenção de alvará e licença de funcionamento... Terríveis. Tão ruins, confusas e obtusas que às vezes quem quer fazer tudo direitinho NÃO CONSEGUE. E quem topa pagar bola para o engenheiro da aprovação ou agente vistor consegue fazer tudo o que quiser, mesmo que esteja completamente errado.
4) O rigor nunca é igual em toda parte... Aí depende muito de vários fatores, que podem ser ordens "de cima" (prefeito, Secretário), do "meio" (Subprefeito) ou "de baixo" (decisão do próprio agente vistor). Eu uma vez peguei uma equipe da Sub fazendo uma apreensão que eu desaprovava completamente - passei por sorte de Vespa ali na hora e mandei suspender. Correndo o risco de alguém dizer que eu estava protegendo um amigo ou coisa parecida... Também dei ordem expressa para não cobrirem os grafites debaixo do viaduto Antártida - não cobrir nada, na verdade, porque não podia contar que o pessoal que vai lá com o jato de tinta vai saber direitinho a diferença entre pixação e grafite.
5) Seja de quem for a ordem/decisão, a falta de bom senso, compreensão ou mesmo critério claro dá muita, muita raiva. Deve haver 200 mil estabelecimentos irregulares não só no Campo Limpo, como na cidade toda. (Justiça seja feita, há interdições lamentáveis na cidade toda... Bares "bacanudos" da Vila Madá ou Vila Olímpia já foram emparedados por conta do tal rigor, justo ou leonino). Bares que não só não dão a mínima contribuição para a cultura da região como causam sérias perturbações. Aí vai fechar justo o Bar do Sarau do Binho... Pqp! Qual é o próximo, o da Cooperifa???
6) Agora que a Subprefeitura anunciou que fechou o bar porque a lei não permite como ele funcione ali, quero ver como é que eles vão fazer. Porque não demora para o prefeito dizer "tá causando a maior reação negativa, libera o Sarau do Binho"! E aí, como justificar? Enfim: injustiça, falta de bom senso, falta de flexibilidade ou sacanagem mesmo de alguém que não vai com a cara do Sarau e resolver "cumprir a lei". Que raiva, que merda. Não é problema meu resolver como voltar atrás e não incorrer em acusação de "prevaricação", "favorecimento" etc. Então eu apelo: liberem o Sarau do Binho!!!!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
3º Encontro da Caravana Arte Contra o Crack
Será realizado amanhã, 19/5, das 19h às 22h, o seminário Políticas Públicas e Cultura na Prevenção ao Crack, com mediação do ex-interno da Febem por 15 anos, dramaturgo e professor, Asdrúbal Serrano.
Os encontros são os primeiros resultados do Projeto Arte Contra o Crack que realiza em diversas cidades do Estado de São Paulo as Oficinas de Formação de Agentes Multiplicadores voltadas para crianças e adolescentes socialmente vulneráveis.
O projeto é executado em duas etapas:
Etapa 1:Capacitação e assessoria para 150 crianças e adolescentes como Agentes Multiplicadores nas cidades de São Paulo (Guaianases), Caconde, Divinolândia, Araraquara, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Casa Branca e São Carlos.
Etapa 2: Apresentação dos resultados, intercâmbios e debates por meio da Caravana Arte Contra o Crack.
ServiçoData: 19/05/2012 (sábado), das 19h às 22h
Local: Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Local: Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Endereço: Rua Silva Bueno, 1.533 – Ipiranga- São Paulo/SP
Antes do debate serão apresentadas três peças curtas realizadas pelos adolescentes das cidades de São Paulo (Guaianases), Caconde e Divinolândia
Grupo Cia. Divertilândia de Teatro Comunitário / Divinolândia, SP
Resumo da Peça: Krake – Aviltadas! Texto de Asdrúbal Serrano. A trajetória de um grupo de meninas de rua assediadas pelo crack.
Duração 20m. Classificação 12 anos.
Grupo: Expressão é Arte / Guaianases, São Paulo, SPResumo da Peça: Desculpa Mãe! Dramaturgia Coletiva. Livre adaptação da música homônima, do grupo Facção Central, narra o sofrimento de uma mãe que luta para tirar o filho das drogas.
Duração 15m .Classificação 12 anos.
Grupo: Teatro Popular Cara e Coragem / Caconde, SP
Resumo da Peça: Cracko City. Dramaturgia Coletiva. A partir das técnicas do Teatro-Jornal, da Estética do Oprimido a peça aborda um grupo de estudantes e o assédio do crack como alternativa de fuga.
Duração 15m. Classificação 12 anos.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Novelinha
Fiz uma proposta ao PAB, Programa do Artesanato Brasileiro, sediado no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior): que seja formado um grupo interministerial com o intuito de formular, na forma de Projeto de Lei, uma proposta do que seria realmente um PROGRAMA do Artesanato Brasileiro, com diretrizes, metas, indicadores, políticas, ações etc., para ser submetido a consulta pública e à tramitação no Congresso.
Hoje, o PAB é uma saleta com 3 ou 4 pobres servidores, um orçamento magrinho de tudo (o da Sutaco, que não é grande coisa, é maior) e algumas ações desconjuntadas, desconectadas umas das outras: uma capacitação que às vezes acontece; algumas feiras decididas de última hora; a composição de um Sistema de Cadastramento do Artesanato Brasileiro de cuja utilidade eu duvido bastante (é um diacho de um formulário enorme para ser preenchido em cada coordenação estadual, com a pretensão de ser um "mapeamento do artesanato brasileiro" e subsidiar inclusive as reivindicações "por mais recursos orçamentários junto ao Ministério do Planejamento". Preencher o formulário é um porre, e no fim das contas ele é a catalogação de artesãos "formalizados", que tem carteirinha, e não um mapeamento do artesanato. Enfim...).
A representante do PAB na reunião (que aconteceu sexta-feira em Belo Horizonte), que sempre justifica a precariedade do "Programa" invocando... a precariedade do programa ("somos poucos, o recurso orçamentário é limitado e foi duramente contingenciado, como tudo mais no governo federal"), concordou e apoiou a sugestão. Pediu para que eu a apresentasse por escrito.
Comecei a redigi-la e cheguei ao ponto em que sugiro quais Ministérios deveriam estar representados nesse Grupo de Trabalho. Depois de fazer uma lista óbvia de cabeça (o próprio MDIC, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Secretaria Nacional de Economia Solidária, o Ministério da Cultura etc), quis pesquisar um pouco mais e passei pelo site do Ministério da Agricultura (afinal, muito do que a gente faz em artesanato é na zona rural, com restos de produção agrícola aproveitados como matéria-prima). Descobri que existe uma Câmara Técnica de Fibras Naturais - uma das principais tipologias de artesanato! - e quis entender melhor se a gente poderia se beneficiar do conhecimento e experiências deles.
O site bem que oferece a Ata da reunião da Câmara, uma boa maneira de entender melhor quem são e do que tem tratado os membros da Cãmara. Cliquei no link e... abriu a Pauta, não a Ata. #saco.
Aí fui reclamar, claro. Entrei no Fale Conosco, preenchi o formulário todo, pedi resposta por email (não por carta ou fax, as outras únicas alternativas). Não consegui enviar o formulário, que mandava uma mensagem de #fail: "por favor, cadastre um email válido". Tentei com um email diferente, conferi que estava preenchido direitinho e... nada.
Fui atrás da Ouvidoria, agora com DUAS reclamações - a falta da Ata e o formulário com defeito. Descobri que tem atendimento via chat, oba! Entrei, preenchi o quadro com minhas duas questões e logo tinha uma pessoa me atendendo - nem acreditei.
Massss... O diálogo foi totalmente improdutivo. Reproduzo:
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Cheguei a ligar para o 0800 e dizer "quero ler a Ata da reunião, que parece estar no site mas na verdade não está. Com quem eu posso falar?". O rapaz me deu o telefone "do Superintendente". Eu: "Superintendente do que?". "Superintendente... Ah, da Superintendência "geral"". E passou um número de PABX com DDD 11 - "a senhora liga e pede para passar para o responsável".
#FUÉ.
Por email, recebi dois informes: "Solicitação recebida" (assim que pedi para ser atendia no chat) e "Solicitação encerrada". Ainda bem que eles fazem uma pesquisa de satisfação no final, porque assim pude reclamar.
Vamos ver se me respondem ALGUMA COISA :o/
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