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sábado, 17 de setembro de 2016

Perguntas de um candidato a eleitor :-)

Recebi um email com perguntas de um rapaz chamado Leandro (que não conheço pessoalmente). Com certeza que mais gente faria as mesmas, então lá vai:

Olá Soninha, como vai?Estou buscando um candidato a #vereador para chamar de meu. Estou pesquisando pelo partido, formação e propostas, mas está difícil principalmente o último item.

Conheço suas ideias das vezes que se candidatou como Prefeita, e me identifico bastante, mas para ser justo e ter um comparativo com outros candidatos, queria saber mais a seu respeito:

- Quais são suas intenções como Vereadora?
- O que te motivou a se candidatar?
- Qual região de SP você atua ou pensa em atuar?

Acho que isso pode me dar uma ideia melhor para direcionar meu voto.

Minha resposta:

Oba, obrigada por perguntar!! :)

- Quero, em primeiro lugar, ter mais poder para fiscalizar o Executivo e a própria Câmara. Hoje eu fiscalizo sozinha (dados oficiais como contratos, licitações etc e os serviços "reais", como Saúde, transporte público e assistência social) e reclamo na ouvidoria, posto na internet, compareço às audiências públicas, mando para a imprensa, aciono vereadores e... Nada!! Não adianta!!!

E quero fazer propostas concretas de novos serviços e equipamentos públicos (dois exemplos: convênio com clínicas veterinárias para atendimento de animais da periferia, em vez de oferecer apenas dois hospitais veterinários para a cidade toda; áreas para moradores de rua usarem o banheiro, tomarem banho e lavarem suas roupas). Isso significa bater às portas dos órgãos do Executivo, unir forças com outros vereadores, destinar recursos orçamentários etc.

- O que me motivou está mais ou menos descrito aí em cima :) Estar lá dentro é MUITO frustrante, irritante, cansativo - mas estar aqui fora sem poder fazer quase nada é pior.

- Tenho minhas conexões mais fortes em algumas regiões, como a Zona Norte (Brasilandia, Peri, Cachoerinha, onde atuo voluntariamente em favelas e com moradores pobres); Centro (Moinho, Sé, Minhocão etc, com população de rua); Zona Leste (idem). Mas atuo mais "por tema" do que por região: mobilidade, moradores de rua, políticas para mulheres, juventude e LGBT (e estou cada vez mais mergulhada nos problemas dos idosos!!), cultura, esporte, animais, sustentabilidade, moradia...

Na minha "fan page" no Face (soninhafrancine) e no meu blog (http://gabinetesoninha.blogspot.com) dá pra ver mais coisas. E pode mandar mais perguntas, sugestões etc!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O que defendo para as MULHERES


O que eu defendo para as MULHERES:

- Nenhuma criança sem creche ou cuidado.
- Educação e cultura contra a discriminação e a violência.
- Iluminação pública e zeladoria decentes na cidade toda, para mais segurança.
- Mais Centros de Referência e Casas-Abrigo para vítimas de violência.
- Apoio às Mães de Desaparecidos.

Comentários:
 
1) Não haverá, no curtíssimo prazo necessário, vagas em creches públicas para todas as crianças. A demanda não atendida é descomunal. O poder público não tem o direito de atender uma parte das mães e deixar as outras à própria sorte - acredito que temos o dever de pagar "bolsas" em escolas particulares ou cuidadoras.
2) Não vamos chegar a um mundo mais pacífico e seguro para nossas mulheres enquanto o "pancadão", por exemplo, for a única alternativa de lazer para muitos - defendida inclusive como "cultura da periferia" a ser respeitada e preservada, enquanto o funk trata mulheres como cadelas.

3) Atravessar passarelas e locais de mato alto escuros e desertos trazem terror para todos, mulheres em especial. O item seguinte também fala por si.

4) O tema dos Desaparecidos merece toda a atenção que formos capazes de dispensar - até porque prestar atenção é o melhor recurso de que as pessoas dispõem. Homicídios aparecem no noticiário, resultam em comoção e solidariedade. Desaparecimentos não... E mães vivem em desespero permanente sem amparo.

Esse é apenas um resumo do que pretendo defender (uso essa palavra porque "fazer" muitas vezes não se aplica ao trabalho de um vereador). Mulher é uma pauta que inclui Moradia, Educação, Saúde, Assistência Social, Segurança, Geração de Renda, Crianças, Adolescentes, Jovens, Adultas, Idosas, Pessoas com Deficiência, Cultura, Esporte, Lazer - TUDO.

Existe um outro post em que reuni a síntese das propostas das minhas cinco pautas principais nesta campanha: Mulheres, LGBT, População de Rua

terça-feira, 30 de julho de 2013

Política tributária - campanha eleitoral 2012

Uma entrevista:

Como lidar com a dívida do município?

Isso não é dívida, é escravidão. Ninguém em sã consciência aprova a indexação leonina e os juros cobrados sobre a dívida de estados e municípios. Calote, como a Marta decidiu, não darei - só nos prejudicou. Perdemos o direito ao juro mais baixo estabelecido na renegociação que vigorava então.O jeito é fazer pressão política pela repactuação. Tanto os governadores que procuraram o governo federal em romaria (inclusive do PT, PMDB e outros partidos da base) quanto o Grupo de Trabalho criado na Câmara (e coordenado por Cândido Vaccarezza - PT) fizeram várias sugestões - da substituição do índice ao investimento obrigatória de uma parte do que for pago em infraestrutura no próprio município. Haddad garante que a “presidenta” tem boa disposição para repactuar - só não a demonstrou até agora, em dez anos de governo do PT. Eu vou brigar junto com os outros prefeitos até conseguir. E acampar na frente do Planalto se precisar rsrsrs.

Outra entrevista:

IPTU PROGRESSIVO

No site, está a proposta "Onerar o uso especulativo de propriedades na região central, aplicando da lei que prevê o IPTU progressivo sobre imóveis sub ou mal utilizados; conceder incentivos e subsídios para investimentos privados em imóveis com esse perfil; empreender, isto é, produzir moradia popular na região central (reformar, edificar)". Como seria essa progressão de tributos, há ideia de percentuais? Implicaria aumento do IPTU para quem mora nos imóveis do Centro ou apenas para os vazios?

Os percentuais estabelecidos na lei 15234, aprovada em 2010 (Art. 7º Em caso de descumprimento das condições e dos prazos estabelecidos para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, será aplicado sobre os imóveis notificados o IPTU Progressivo, mediante a majoração anual e consecutiva da alíquota pelo prazo de 5 (cinco) anos, até o limite máximo de 15% (quinze por cento)). E ele só se aplica aos “proprietários do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado”.

Que tipo de incentivo seria dado para os que se interessem em construir moradias populares na região central?

Como prevê o Plano Diretor, como ação estratégica da Política Habitacional, pode-se “agilizar a aprovação destes empreendimentos, estabelecendo acordos de cooperação técnica entre os órgãos envolvidos”. Também pretendo conceder descontos em impostos (ITBI, IPTU), de modo semelhante aos da Lei 14.888, de Incentivo ao Desenvolvimento da Zona Leste e crédito facilitado e subsidiado para os compradores. É um Minha Casa Minha Vida melhorado, porque condiciona o subsídio à localização do imóvel e o atendimento aos ditames da boa política urbana.

DÍVIDA COM A UNIÃO

Defende a renegociação da dívida com a União?

SIM. Além de consumir parte significativa do orçamento, reduzindo absurdamente a capacidade de investimento e castigando o município pela eficiência na arrecadação e o consequente aumento de receita, a amortização é impossível com as regras em vigor. A dívida aumenta em vez de diminuir. A curto prazo, mesmo abdicando de todo investimento, os municípios sequer poderão das conta de suas despesas de modo a cumprir o estabelecido na Resolução 40 de 2001 no Senado. Estaremos todos condenados segundo a LRF e será o caos.

O que deve ser alterado e pelo quê? (o indexador, o prazo, o fluxo de pagamentos obrigatório)

O indexador, para começar, e a taxa de juros. Esses são os torniquetes que nos asfixiam; que tornam a dívida uma progressão geométrica impossível de conter. Também a percentagem obrigatória sobre a Receita, que é outra mordida de leão. Na pior das hipóteses, a alternativa já sugerida (implorada) por alguns governadores, que é o reinvestimento obrigatório de parte do que foi pago no próprio estado ou município. Prefiro as anteriores porque temos direito ao recurso gerado AQUI e necessidade de mais liberdade para investi-lo. A concentração da receita dos Tributos no nível Federal é absurda e o retorno para SP e os outros municípios é muito pequeno. Os municípios neste ritmo cada vez mais estarão de joelhos perante o Gov. Federal, dependendo da boa vontade ou simpatia do governante. Precisamos de uma reforma tributária com um olhar para onde as pessoas vivem.

Caso defenda a renegociação, os novos parâmetros adotados devem ser retroativos?

Sim, de preferência. Afinal, quando o governo Marta-Haddad deixou de pagar a parcela que venceu em 2003, perdemos o direito ao juro mais baixo estabelecido na renegociação anterior e o juro alto retroagiu. Faço questão de brigar por uma redução retroativa também.

Como conduziria essa negociação, caso eleita?

Juntamente com outros prefeitos, em articulação formal comunicada à imprensa e com romaria à Brasília...

IPTU

Pretende atualizar os valores da tabela do IPTU? Caso não, este é um compromisso de campanha?

Se atualizar significa avaliar e corrigir distorções, sim - para mais ou para menos.

RETIRADA DE TAXAS/DESONERAÇÃO

Pretende retirar alguma taxa hoje em vigor? Tem proposta de desonerar setores ou empresas para fomentar a economia local?

Sim - a TFE, por exemplo, que incide ridiculamente sobre empresas que sequer tem um “estabelecimento” propriamente dito. E sem dúvida desonerar setores e empresas, demarcando várias outras regiões da cidade em que vigorariam regras semelhantes às da Lei 14888, aquela do Incentivo à Zona Leste. É importante enumerar as atividades preferenciais para esses locais - de mão-de-obra intensiva, como o setor do Telemarketing, ou de áreas especialmente necessárias e promissoras, como a instalação de empresas ou cooperativas da área de reciclagem (inclusive as que adquirem material reciclável para beneficiamento - uma boa parte do que é recolhido é destinado a outros estados ou mesmo países); fabricantes de equipamentos voltados para a acessibilidade (muito do que é produzido para cegos e surdos é importado); projetos voltados para TI e Economia Criativa de modo geral.

Caso a resposta seja afirmativa, como seria compensada a perda de receita?

É possível calcular e demonstrar o benefício sócio-econômico-ambiental decorrente disso: criação de postos de trabalho, incremento da rentabilidade de cadeias produtivas como a da reciclagem, redução da necessidade de longos deslocamentos de casa para o trabalho com o consequente alívio sobre o viário e o transporte coletivo, entre outros.

Caso haja alguma proposta no âmbito tributário que não esteja contemplada, poderia elencar?

A concessão de incentivos para a adoção de “retrofit”, isto é, reformas que aumentem a eficiência energética e reduzam o impacto ambiental das edificações mais antigas; renúncia fiscal para doações feitas a Fundos de Fomento (à cultura, meio ambiente etc); analisar a possibilidade de implantação de tarifa para circulação de automóveis particulares no centro da cidade em horário comercial - vulgo pedágio urbano... - para alimentar fundo de investimento na melhoria do transporte coletivo. Descontos de impostos para atividades ligadas à produção de equipamentos médicos, de acessibilidade, de geração de energias renováveis e tratamento de esgoto no local da coleta, entre outros. Enfim, incentivar a inovação e eficiência.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"Cara-de-pau" pode, né?

Entrevista com Haddad no começo da semana (ao jornal Metro)

*O Orçamento para 2013 foi revisto? O valor passou de R$42 bilhões para R$39 bilhões?
Ainda não recebi essa informação da equipe de transição. Cheguei na sexta-feira e preciso me inteirar sobre isso.

>>> 1) Chegou DE PARIS. #imaginesesoueu. 2) Chegou na SEXTA e até SEGUNDA ainda não tinha "se inteirado disso". Aproveitou o fim-de-semana pra descansar da viagem, né?

*Quais medidas serão priorizadas no 1º ano do mandato na educação?
Reduzir o déficit de vagas nas creches. Hoje, esse número é de 145 mil vagas. Além disso, é preciso investir na formação dos professores. Vamos adotar um programa on-line de aperfeiçoamento e oferecer bolsas de mestrado e doutorado.

>>> 1) Sobre a "aprovação automática" e a quantidade de adolescentes que estão há anos na escola e mal sabem ler e escrever, nada? Pra mim isso era TÃO URGENTE quanto a falta de vaga em creche - para a qual eu tinha uma solução de emergência também (pagar "bolsas" em berçários e escolinhas particulares ou selecionar, treinar, contratar e supervisionar cuidadoras). Aqui eu falo do mutirão de recuperação e aqui sobre as creches. 

*E para os transportes?
Colocar em andamento a licitação para construção de 150km de corredores de ônibus e adotar o Bilhete Único Mensal. São medidas que terão impacto direto na vida da população.

>>> 1) Sobre fazer funcionar direito os corredores que já existem, nem uma palavra? Se eles continuarem sendo congestionamentos de ônibus, não resolve. Minha proposta - que não tem nada de novo, é a aplicação do que técnicos em transporte estão cansados de saber, testado e aprovado em outros lugares - estava aqui. 2) Opa, o Bilhete Único Mensal sai no primeiro ano, então? Porque no primeiro dia da eleição ele disse que ia ficar para 2014.

***
Na matéria ao lado da entrevista - cujo título é "Netinho de Paula será secretário" ("Gosto muito dele", diz o prefeito eleito) - tem isso também:

"Em relação ao reajuste da tarifa de ônibus, que deve ser adotado no início de 2013, Haddad diz que irá cumprir sua promessa de campanha de adotar a inflação acumulada como teto para a revisão da passagem. "O Jilmar Tatto está debruçado sobre as planilhas para avaliar todas as possibilidades possíveis. É preciso lembrar que essa decisão tem um peso direto no bolso do trabalhador", afirmou Haddad".

>>>>Ah, vá. 

"Pelas contas da equipe de transição, para não aumentar a tarifa acima da inflação, o prefeito eleito terá de repassar R$1 bilhão para subsidiar as empresas de ônibus da capital".

>>> POIS É. Quando encontrei o Zaratini nos bastidores da Gazeta e fui tirar algumas dúvidas sobre o Bilhete Mensal - relacionadas à VIABILIDADE e REAL BENEFÍCIO DA BAGAÇA PARA OS MAIS POBRES - perguntei:
"Quanto isso vai significar a mais em subsídio". 

"R$400 milhões/ano". 
"E agora são...". 
"R$600 milhões".
"Então com o Bilhete Mensal vamos ter R$1bilhão por ano em subsídio".

"Isso". 
POIS É 2. O que é gasto apenas para manter o sistema operando é dinheiro que vai fazer falta para investimento em ampliação e melhorias.
Agora a equipe de transição vê que SEM o Bilhete Mensal o subsídio já vai pra 1 bilhão. 
Minhas propostas para a tarifa estavam aqui... 

>>> No mesmo dia, foi divulgado o ranking que mostra o Brasil, esse país glorioso cheio de autoestima, carros zero e dívidas, em PENÚLTIMO lugar em uma lista de 40 países. Quero só ver se algum desses jornalistas que se derretem pelo Haddad (o que tem de mulher suspirando por ele nas redações é uma grandeza; homem não sei) vão botar um gravador na cara dele para perguntar o que ele tem a dizer sobre isso. 

HMPF.

sábado, 18 de agosto de 2012

Já pra rua!

Desde meados da década de 80 ouço dizer que precisamos "tirar os jovens da rua".

Ah, tem um jeito fácil, é só dar um videogame pra cada um :oP

Falando sério, o que precisamos é de ruas legais para os jovens, idosos, crianças, casais de namorados, para quem quer caminhar ou correr, ler, tomar sol, conversar, jogar bola ou xadrez, fazer nada. A rua da casa onde cresci era o lugar mais legal do mundo e tenho lembranças maravilhosas daquele tempo.
Quanto mais tiramos as pessoas da rua, pior para todos.

Lembrei disso agora por causa de uma pergunta no Ask.fm - fui buscar uma entrevista respondida meses atrás para o Comunicare e resolvi compartilhar aqui.

***

1) Quando foi a última vez que comeu fora? onde? 
Terça, no Buca da Oscar Freire.  Bruschetta, Minestrone e capuccino. :)

2) Quais seus lugares preferidos para comer, em são paulo?
Eu gosto TANTO de sair pra comer - até porque eu não bebo, então essa é a minha vida social ehehe - que é impossível lembrar de todos. Café Raiz (João Ramalho x Cardoso de Almeida), Pasta Gialla (Lorena e Floriano), Di Baco (Bartira X Cardoso de Almeida), Intervalo Forneria (Shopping Bourbon), Café Latte (Rua do Comércio), Ponto 13 (Rua 3 de Dezembro), Restaurante do Jóquei (Rua Boa Vista), restaurante do CCBB, restaurante do Patio do Colegio, Jacó da Rua da Quitanda, Casa de Francisca, Nama Baru, Blu Bistro, Café da Fazenda, America, Braugarten, Floriano, Pão com Manteiga, Pedaço de Pizza... etc, etc, etc rs

3) Sai para jantar com qual frequência?
 No mínimo uma vez por semana. Geralmente, mais.

4) E em casa, o que come?
Nada que preste ehehe. Quando a Tania cozinha, aí sim - arroz, feijão, abobrinha, brócolis, yakissoba, estrogonofe... Mas não é raro comer macarrão com salsicha, sopa de envelope, misto quente... Miojo...

5) Come comida de rua, quando viaja? onde?
Em qualquer lugar em que eu esteja! Na Alemanha, que eu amo e para onde tive a sorte de ir várias vezes a trabalho, gosto dos Hot Dogs feitos por ambulantes na Alexander Platz, sopa vendida em um trailer na feira livre... Como pesticos na praia, milho, pastel, acarajé, bolo, batata frita... Aqueles biscoitos retorcidos em Nova Yorque (como chamam mesmo?). Pão caseiro em Katmandu, feito à moda tibetana e vendido antes do amanhecer para quem faz meditação logo cedo...

6) Que tipo de comida de rua gostaria de achar na cidade?
Olha, penso em tudo que já tem e não sei nem o que falta... Tem de yakissoba a cachorro-quente, pastel a massas (Sumaré com Caiubi :o))... Acho que sinto falta de mais barracas com cara de "cafezinho" - só consigo me lembrar agora das senhorinhas que montam seu tabuleiro vendendo café e bolo na entrada das estações de trem, metrô e ônibus... Ia ser muito legal se tivesse mais disso (e regularizado, porque as pobres estão o tempo todo sujeitas à apreensão). Ah, e talvez comidas de "temporada" - pinhão no inverno, por exemplo. E comidas "natureba", ehehe. Na Benedito Calixto, por exemplo, tem empanadas de massa integral... Mas não é fácil encontrar por aí.

7) Conhece a comida de rua servida em outros países? o que acha?
 ADORO.

8) O que achou do sucesso estrondoso dos eventos "O mercado" e "Chefs na rua"? 
Totalmente previsível!

9) Em sua opinião, o que a comida de rua tem a acrescentar na cultura gastronômica de uma cidade?
Mais do que tudo, a experiência de estar na calçada, na feira, na praça junto a outras pessoas que podem ser executivos, estudantes, turistas, trabalhadores braçais, jovens, idosos... Tudo que favorecer o encontro e a convivência no ambiente urbano.

10) É a favor da legalização da comida de rua? qual seu plano de ação para isso, se eleito?
 Sim! Assim como várias outras atividades "de rua"... Música de rua, comércio de rua... O plano é simples: identificar áreas que sejam ao mesmo tempo atraentes e que não representem transtornos para a circulação de pedestres e bicicletas (porque não adianta encontrar uma área que não atrapalhe mas não tenha movimento nenhum...); criar identidade visual para as barracas; reafirmar as normas sanitárias (conservação e manipulação de alimentos) e estabelecer novas quando for o caso (por exemplo, oferta de álcool gel); publicar edital de chamamento e selecionar interessados. Criar uma instância de decisão compartilhada - exemplo, "conselhos locais de comida de rua" (o nome pode ser melhor do que esse rs). Depois fazer e divulgar um mapa com os treilers, carrinhos, barracas e estandes "individuais" e das feirinhas. Complementarmente, instalar muito mais bancos e floreiras pela cidade, para criar espaços agradáveis onde as pessoas possam desfrutar um lanche na rua. E, claro, associar a comida de rua a outras atividades que tornam a experiência mais convidativa e agradável - música, artesanato, banca de jornais/livraria, flores :)

Mais uma coisa: as feiras livres precisam urgentemente de uma requalificação. Precisamos superar a fase "caminhões carregam tábuas/ barracas são montadas e desmontadas/ lixo deixado para trás". Os feirantes precisam poder comprar (linhas de crédito especiais, isenções e abatimentos) veículos utilitários que já sejam, eles mesmos, as barracas. Com refrigeração quando for o caso, proteção para os alimentos, coleta de resíduos etc. Tá mais do que na hora de um "apgreide" ehehehe.