"Como saber quem é esquerda e direita no Brasil"? - a pergunta que quer calar, porque essa conversa é um saco na maioria das vezes, mas fazer o que se ninguém responde direito?
A escola não ensina, aí as crianças aprendem coisa feia na rua.
***
A discussão sobre esquerda e direita NUNCA é séria. Me lembra os "debates" entre políticos na tribuna da Câmara Municipal, "super" preocupados com a epidemia de dengue: "O número de casos aumentou em São Paulo. O senhor José Serra tem de responder por isso". "O Brasil vive uma epidemia de dengue. Esse é o governo do PT". Como cazz fazer para realmente impedir a proliferação do mosquito, ah, isso não é problema do Legislativo, o governo que se vire.
Mas o debate tosco tem uma vantagem: se alguém diz que odeia esquerda, esquerdistas, esquerdóides, esquerdalha, sanguessugas do Estado, vagabundos etc, esse alguém se considera de direta. Se acusa seus oponentes de serem da direita reacionária, elite perversa, conservadores, neoliberais, privatistas, pensa que é de esquerda.
Um "se considera", o outro "pensa" e vice-versa.
Porque os que "odeiam a esquerda" tem ideias que NÃO COADUNAM com o pensamento liberal/neoliberal; os que "odeiam a direita" idem.
***
Exemplo 1:
No Brasil, quem acha que quanto menos Estado melhor; que o livre mercado e a competição são a garantia de que haja justiça e desenvolvimento; que o lucro tem função social e é o combustível para o progresso, que quem é rico merece ser porque foi competente etc... É contra a legalização da maconha. Acha que isso é coisa dos retardados lá da USP.
Ou seja: quer que o Estado continue determinando que essa é uma substância que tem de ser mantida na ilegalidade porque faz mal. Não admite nenhum tipo de liberdade, autonomia, discernimento. Adultos, jovens, adolescentes e crianças, sob o ponto de vista do uso de maconha, são considerados pelo Estado igualmente incapazes de tomar decisões e cuidarem de si. "É proibido; queremos protegê-los".
Um VERDADEIRO neoliberal quer o Estado fora disso. Tanto é que a revista Economist defendeu a legalização em manchete de capa. Confia mais no mercado livre, no empreendedor, na organização da atividade industrial e comercial privada do que no governo pra "cuidar" disso (porque na prática quem "cuida" é o crime organizado; o governo diz que "é proibido" e fracassa retumbantemente em proteger as pessoas - da substância, dos vendedores, dos que supostamente reprimem a venda).
***
Exemplo 2:
O governo Lula/Dilma e seus aliados juram por Deus que esse é um governo de esquerda, que promoveu inclusão social e profundas transformações no seio da sociedade como nunca dantes. Os pobres agora são Classe C e a classe média é a salvação da lavoura. Melhor: da indústria automobilística.
Claro, uma das medidas de que Lula mais se vangloriava e que Dilma levou adiante foi a facilidade oferecida para que os pobres possam ter seu carro zero. Primeiro, o crédito foi estendido para "mil" prestações. Depois veio o festejado IPI Zero. Inclusive para Hilux não sei que, Mitusbishi não sei qual - longe, loooonge da Classe Média Alta, quando mais da Baixa (a Secretaria de Assuntos Estratégicos define que famílias com renda per capita de mais de R$281 já se enquadram nessa categoria. É um pouco mais de R$9,00 por dia).
Vamos analisar essa política sob a ótica marxista mais elementar:
1) O governo quer garantir uma propriedade privada para cada pessoa. O transporte coletivo público tem MUITO mais a ver com o ideal do comunismo do que isso.
2) O governo quer garantir os empregos na indústria automobilística - exemplo clássico de exploração da força de trabalho, mais-valia, patrões e empregados. Nada de propriedade dos meios de produção pelos trabalhadores. É empresa privada voltada para o lucro, com zero consideração pela coletividade. Seu negócio é botar carro no mundo.
3) O governo renunciou a impostos para fomentar a aquisição de propriedade privada (carros) para tentar ajudar a sustentar uma indústria voltada para a obtenção de lucro. Sem se preocupar com a educação financeira da população, que não sabe calcular o custo final do bem x sua desvalorização gradual; seu endividamento x sua perspectiva de renda; o custo de manutenção dessa propriedade. E, principalmente, sacrificando os municípios menores, muito dependentes do Fundo de Participação de Municípios - política redistributiva, por meio da qual a União arrecada ("sangra") dos estados mais ricos e transfere (migalhas) para os pobres.
O governo federal sacrificou impostos, debilitou ainda mais sua capacidade de redistribuição, empobreceu ainda mais municípios pobres, para incentivar a compra de automóveis.
Portanto: a poeira de Marx se revira no túmulo com essa "revolução social".
***
Há muito mais exemplos de "estatismo" de quem se considera anti-esquerda e de "privatismo" de quem se considera anti-neoliberal.
E ainda falta falar da ideia de que a esquerda é progressista e a direita é conservadora. No próximo capítulo.
"...But when you talk about destruction/Don't you know that you can count me out"
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
terça-feira, 25 de setembro de 2012
TUDO q você disser poderá E SERÁ...
Qual é o estado que vem depois de #sóopódarabiola?
***
Ontem no debate da Gazeta o Levy Fidelix seria o último a perguntar no primeiro bloco e era o único que não tinha respondido pergunta nenhuma. A organização já previa essa possibilidade e a regra previa que alguém fosse sorteado para responder a ele e alguém para fazer uma pergunta.
Quando saímos para o intervalo, o Paulinho resmungou com a Maria Lydia. "Essa regra f. a gente. Deu 50 minutos o primeiro bloco".
"Foi o combinado"... (Claro que foi, o que fazer? Mais divertido seria o Levy perguntar, responder, replicar e treplicar ehehe. Os candidatos fazem isso até quando tem interlocutor...).
***
Voltando para o segundo bloco, sugeri: "Pra não correr mais o risco, faz você uma pergunta para o Levy".
"Vou quebrar esse galho". Não precisou :)
***
Mais Paulinho:
"Amanhã tenho porta de fábrica às 7h e depois vou pra Brasília. Tô mais preocupado com isso do que com o debate". (Antes de começar)
"Esse deu uma hora" (Depois do segundo bloco).
"Nem minha mãe tá assistindo agora" (Na metade do terceiro bloco).
***
No debate da Cultura, meu vizinho era o Chalita e ficamos inimigos amiguinhos ehehe.
Terminado o primeiro bloco, ele disse para o Paulinho, que estava do outro lado: "Eu gosto tanto da Soninha e ela fica me atacando no Twitter".
"Ah, não é sempre, é só quando eu posso" rsrsrsrsrs.
Dali pra frente, compartilhamos fome, sono e cansaço durante os intervalos. Na metade de um bloco, horas depois do início do debate, em resposta ao jornalista do Estadão, o Levy discorria longa e confusamente sobre árvores e calçadas, o Giannazi respondia falando sobre o fim das áreas verdes devido à especulação imobiliária, vinha o Levy e falava sobre raízes absorverem água da chuva... Escrevi em um papel e mostrei para o Chalita: "Conversa de doidos". Ele, falando sem som: "Imagine quem tá em casa agora".
***
O Giannazi foi bem ontem. Tava divertido. O Serra também estava mais afiado do que nos outros, mais firme. Ele briga muito mais com o Chalita do que com os outros, ehehe. E vice-versa. Ontem ele (Chalita) chegou a dizer que São Paulo "andou devagar demais com o metrô". Querendo dizer, como o PT, "no governo tucano"? Ups.
O Haddad foi melhor do que no último, nem se compara (em que ele começou uma resposta dizendo que "a Marta se elegeu para um mandato de oito anos no Senado e não abandonou", dias depois de ela ser nomeada Ministra). E o Russo bem mais "acalmado" do que no SPTV rsrsrs.
***
Eu não me conformo com o quanto São Paulo aparece nos debates como o pior lugar do universo. "Capital em que as obras do metrô andaram mais devagar na América Latina!", disse alguém outro dia - ou Haddad ou Chalita. MEU DEUS! Eu TAMBÉM queria já ter metrô na cidade toda, mas nossos "só 70km" dão de dez nas outras capitais brasileiras - que costumam incluir seus trens na conta do "transporte sobre trilhos" (se contarmos os nossos, dá mais de 200km, eu acho).
E, como o Haddad gosta de lembrar, a participação do Maluf em sua aliança faz todo sentido porque o PP "é da base do governo Lula" e "tem o Ministério das Cidades há anos". POIS É.
***
Alguns eleitores meus ficaram tão revoltados quando eu disse que, entre Russomano e Haddad, sou Haddad ("Do Maluf, do Mensalão, do ENEM??!!") que fiquei super orgulhosa deles :).
Mas olha... Eu já votei no Fleury para evitar uma vitória do Maluf. O Covas já pediu voto na Marta pela mesma razão. O chamado "mal maior" x "menos pior".
É difícil, é difícil.
De todo modo, escolher o Russomano do PRB (partido da Igreja Universal, por mais católicos que haja nas suas fileiras, como o Russo faz questão de dizer; do Bispo Crivella) e do PTB (se ele tem um treco, assume o D'Urso), é algo que está fora de cogitação. Ele é super cordial comigo, super atencioso, mas não adianta, nossas visões são diferente demais - de cidade, de política, de mundo.
Por pior que seja o PT (e é MUITO ruim... Tem gente qualificada sim; o Nabil Bonduki, que ensina política urbana para o Haddad, é um cara sério; o Simão Pedro, deputado estadual, é um cara do bem; o Paul Singer é um abnegado - mas quem manda no partido é o Rui Falcão, que tem horror desses caras), a base aliada do PT tem coisa muito pior.
Enfim, quem manda responder a todas as perguntas... "E se...?". A bestaqui repondi, aí logo vem "NÃO ACREDITO QUE VOCÊ VAI APOIAR O ..." (Serra, Haddad, Chalita, qualquer um que eu diga). Se chover canivete amanhã eu saio de capacete, isso não quer dizer que eu quero usar um todo dia.
***
No PPS, então, tomei um enquadro. "VOCÊ colocou (ao citar a possibilidade Russo x Haddad) o Haddad no segundo turno, coisa que ELES não estão conseguindo de jeito nenhum".
E nó conseguirán! rsrsrs
***
Mas mulher é besta mesmo (ou eu que sou). Eu disse, em uma resposta a outro candidato, "ATÉ em você, Haddad, eu voto contra o Russomano", e depois fiquei com dó do Haddad. Não é a primeira vez :o(
#Trouxa.
***
E ATÉ PARECE que o PT, não estando mesmo no segundo turno, não vai de Russomano... Acho que o único que defende oposição ao Russo (não vi, mas me contaram) é o Suplicy. Isto é, no fim das contas, o partido "com carteirinha" vai seguir a ordem da direção (Lula, Rui) e votar no partido super-progressista-de-esquerda PRB [NOT]; os simpatizantes que gostam mais do Suplicy do que do "núcleo-base" do PT vai anular ou votar útil no adversário.
Que seja EEEEEEUUUUU.
***
Imagine a cara do Reinaldo Azevedo se o Suplicy viesse a defender voto no Serra no segundo turno. ihihi.
***
Na hora de ir embora ontem, um dirigente do PSOL contou que criou maior problema para ele uma nota na Folha (o Painel contou que na Rede TV!, ainda antes de sairmos do palco, ele brincou que ia me dar uma ficha de filiação ao PSOL; respondi que assim ia ter muito debate com um único participante, porque só eu e o Giannazi aceitamos todos os convites). Isso é que dá falar qualquer coisa fora do cone do silêncio ehehe. "Ouvedes tem paridos", como diz a Lylian, e qualquer pessoa de ar inocente pode ser um jornalista!!
***
Ontem no debate da Gazeta o Levy Fidelix seria o último a perguntar no primeiro bloco e era o único que não tinha respondido pergunta nenhuma. A organização já previa essa possibilidade e a regra previa que alguém fosse sorteado para responder a ele e alguém para fazer uma pergunta.
Quando saímos para o intervalo, o Paulinho resmungou com a Maria Lydia. "Essa regra f. a gente. Deu 50 minutos o primeiro bloco".
"Foi o combinado"... (Claro que foi, o que fazer? Mais divertido seria o Levy perguntar, responder, replicar e treplicar ehehe. Os candidatos fazem isso até quando tem interlocutor...).
***
Voltando para o segundo bloco, sugeri: "Pra não correr mais o risco, faz você uma pergunta para o Levy".
"Vou quebrar esse galho". Não precisou :)
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Mais Paulinho:
"Amanhã tenho porta de fábrica às 7h e depois vou pra Brasília. Tô mais preocupado com isso do que com o debate". (Antes de começar)
"Esse deu uma hora" (Depois do segundo bloco).
"Nem minha mãe tá assistindo agora" (Na metade do terceiro bloco).
***
No debate da Cultura, meu vizinho era o Chalita e ficamos inimigos amiguinhos ehehe.
Terminado o primeiro bloco, ele disse para o Paulinho, que estava do outro lado: "Eu gosto tanto da Soninha e ela fica me atacando no Twitter".
"Ah, não é sempre, é só quando eu posso" rsrsrsrsrs.
Dali pra frente, compartilhamos fome, sono e cansaço durante os intervalos. Na metade de um bloco, horas depois do início do debate, em resposta ao jornalista do Estadão, o Levy discorria longa e confusamente sobre árvores e calçadas, o Giannazi respondia falando sobre o fim das áreas verdes devido à especulação imobiliária, vinha o Levy e falava sobre raízes absorverem água da chuva... Escrevi em um papel e mostrei para o Chalita: "Conversa de doidos". Ele, falando sem som: "Imagine quem tá em casa agora".
***
O Giannazi foi bem ontem. Tava divertido. O Serra também estava mais afiado do que nos outros, mais firme. Ele briga muito mais com o Chalita do que com os outros, ehehe. E vice-versa. Ontem ele (Chalita) chegou a dizer que São Paulo "andou devagar demais com o metrô". Querendo dizer, como o PT, "no governo tucano"? Ups.
O Haddad foi melhor do que no último, nem se compara (em que ele começou uma resposta dizendo que "a Marta se elegeu para um mandato de oito anos no Senado e não abandonou", dias depois de ela ser nomeada Ministra). E o Russo bem mais "acalmado" do que no SPTV rsrsrs.
***
Eu não me conformo com o quanto São Paulo aparece nos debates como o pior lugar do universo. "Capital em que as obras do metrô andaram mais devagar na América Latina!", disse alguém outro dia - ou Haddad ou Chalita. MEU DEUS! Eu TAMBÉM queria já ter metrô na cidade toda, mas nossos "só 70km" dão de dez nas outras capitais brasileiras - que costumam incluir seus trens na conta do "transporte sobre trilhos" (se contarmos os nossos, dá mais de 200km, eu acho).
E, como o Haddad gosta de lembrar, a participação do Maluf em sua aliança faz todo sentido porque o PP "é da base do governo Lula" e "tem o Ministério das Cidades há anos". POIS É.
***
Alguns eleitores meus ficaram tão revoltados quando eu disse que, entre Russomano e Haddad, sou Haddad ("Do Maluf, do Mensalão, do ENEM??!!") que fiquei super orgulhosa deles :).
Mas olha... Eu já votei no Fleury para evitar uma vitória do Maluf. O Covas já pediu voto na Marta pela mesma razão. O chamado "mal maior" x "menos pior".
É difícil, é difícil.
De todo modo, escolher o Russomano do PRB (partido da Igreja Universal, por mais católicos que haja nas suas fileiras, como o Russo faz questão de dizer; do Bispo Crivella) e do PTB (se ele tem um treco, assume o D'Urso), é algo que está fora de cogitação. Ele é super cordial comigo, super atencioso, mas não adianta, nossas visões são diferente demais - de cidade, de política, de mundo.
Por pior que seja o PT (e é MUITO ruim... Tem gente qualificada sim; o Nabil Bonduki, que ensina política urbana para o Haddad, é um cara sério; o Simão Pedro, deputado estadual, é um cara do bem; o Paul Singer é um abnegado - mas quem manda no partido é o Rui Falcão, que tem horror desses caras), a base aliada do PT tem coisa muito pior.
Enfim, quem manda responder a todas as perguntas... "E se...?". A bestaqui repondi, aí logo vem "NÃO ACREDITO QUE VOCÊ VAI APOIAR O ..." (Serra, Haddad, Chalita, qualquer um que eu diga). Se chover canivete amanhã eu saio de capacete, isso não quer dizer que eu quero usar um todo dia.
***
No PPS, então, tomei um enquadro. "VOCÊ colocou (ao citar a possibilidade Russo x Haddad) o Haddad no segundo turno, coisa que ELES não estão conseguindo de jeito nenhum".
E nó conseguirán! rsrsrs
***
Mas mulher é besta mesmo (ou eu que sou). Eu disse, em uma resposta a outro candidato, "ATÉ em você, Haddad, eu voto contra o Russomano", e depois fiquei com dó do Haddad. Não é a primeira vez :o(
#Trouxa.
***
E ATÉ PARECE que o PT, não estando mesmo no segundo turno, não vai de Russomano... Acho que o único que defende oposição ao Russo (não vi, mas me contaram) é o Suplicy. Isto é, no fim das contas, o partido "com carteirinha" vai seguir a ordem da direção (Lula, Rui) e votar no partido super-progressista-de-esquerda PRB [NOT]; os simpatizantes que gostam mais do Suplicy do que do "núcleo-base" do PT vai anular ou votar útil no adversário.
Que seja EEEEEEUUUUU.
***
Imagine a cara do Reinaldo Azevedo se o Suplicy viesse a defender voto no Serra no segundo turno. ihihi.
***
Na hora de ir embora ontem, um dirigente do PSOL contou que criou maior problema para ele uma nota na Folha (o Painel contou que na Rede TV!, ainda antes de sairmos do palco, ele brincou que ia me dar uma ficha de filiação ao PSOL; respondi que assim ia ter muito debate com um único participante, porque só eu e o Giannazi aceitamos todos os convites). Isso é que dá falar qualquer coisa fora do cone do silêncio ehehe. "Ouvedes tem paridos", como diz a Lylian, e qualquer pessoa de ar inocente pode ser um jornalista!!
quarta-feira, 28 de março de 2012
Encontro ecumênico
Amanhã, das 9 às 18:00, no auditório Armando Nogueira do Museu do Futebol (Estádio do Pacaembu, São Paulo), a Revista Brasileiros promove mais um seminário da série que vem organizando desde o ano passado. Este, que é o primeiro em 2012, tem como título "VIRANDO O JOGO: O ESPORTE CONTRA O CRACK"
O ecumenismo começa da lista de apoiadores e parceiros :o) : Ministério do Esporte, Câmara Municipal e Governo Federal, Revista Brasileiros, Band News FM e Rádio Bandeirantes. Produção: ZAZ Eventos. Realização: Seminários Brasileiros e Prefeitura de São Paulo.
Agora veja as mesas:
Manhã:
O ecumenismo começa da lista de apoiadores e parceiros :o) : Ministério do Esporte, Câmara Municipal e Governo Federal, Revista Brasileiros, Band News FM e Rádio Bandeirantes. Produção: ZAZ Eventos. Realização: Seminários Brasileiros e Prefeitura de São Paulo.
Agora veja as mesas:
Manhã:
É POSSÍVEL VENCER O CRACK
• BEBETTO HADDAD
Secretário de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo
Secretário de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo
• JOSÉ POLICE NETO
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
• LUIZ MARINHO
Prefeito de São Bernardo do Campo
Prefeito de São Bernardo do Campo
• JAMIL MURAD
Vereador de São Paulo
Vereador de São Paulo
• JOSÉ DE PAULA NETO “NETINHO DE PAULA”
Vereador de São Paulo
Vereador de São Paulo
(PMDB, PSD, PT, PCdoB... rs)
VIRANDO O JOGO NA
PERIFERIA
• GILBERTO DO CARMO NUCCI
• GILBERTO DO CARMO NUCCI
Secretário-adjunto da Secretaria de Esportes, Lazer e
Recreação da
Cidade de São Paulo.
• LAÍS HELENA MALACO
Coordenadora de Políticas Públicas de Esportes e Lazer da
S.E.M.E.
• KÁTIA DE ARAÚJO
Treinadora de basquetebol e coordenadora do projeto: Virando
o
Jogo - Sampa
• DINÉIA MENDES DE ARAUJO CARDOSO
Supervisora do Núcleo de Lazer e Coordenadoria de Gestão das
Políticas e Programas de Esporte e Lazer da S.E.M.E.
• THIAGO ANTUNES C. REIS LOBO
Coordenador da Virada Esportiva - Esportes Radicais &
Alternativos
da S.E.M.E.
Tarde:
Tarde:
UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA
• JACOB PINHEIRO GOLDBERG
Doutor em Psicologia
• IVAN MARIO BRAUN
Mestre em Psiquiatria. Voluntário no Instituto de
Psiquiatria do
Hospital das Clínicas - Supervisiona os psicólogos e atende
os
tabagistas no Ambulatório de Jogo Patológico
• SUZANA ROBORTELLA
Psiquiatra. Chefe da Divisão de Saúde Mental da Secretaria
de
Saúde do Município de São Bernardo do Campo
• BRUNO RAMOS GOMES
Psicólogo. Mestre em Saúde Pública. Presidente da ONG –
Centro de
Convivência “É de Lei”
• BRUNO ROCHA
Psicólogo. Educador Terapêutico no Programa Cuidar do
Projeto
Quixote
• ANTONIO SERGIO GONÇALVES
Mestre em Psicologia. Especialista em fármaco-dependência
CRAQUES CONTRA O CRACK
• ANA BEATRIZ MOSER
Presidente do Instituto Esporte & Educação
• EDSON LAPOLLA
Assessor do vereador e ex-judoca Aurélio Miguel
• PATRICIA MEDRADO
Tenista Tetracampeã Mundial Sênior. Diretora do Instituto
Patrícia
Medrado
Interessou? :)
Vai lá: Cadastre-se para o Seminário
#euvou
***
OPA! Acabei de saber que estes abaixo não vão mais participar:
- JOSÉ POLICE NETO
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
- AURÉLIO MIGUEL
Vereador de São Paulo. Presidente do Instituto Aurélio Miguel
O Aurelio Miguel vai mandar um representante, o Edson Lapolla
OPA! Acabei de saber que estes abaixo não vão mais participar:
- JOSÉ POLICE NETO
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
- AURÉLIO MIGUEL
Vereador de São Paulo. Presidente do Instituto Aurélio Miguel
O Aurelio Miguel vai mandar um representante, o Edson Lapolla
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Campanhas, jornalistas, analistas
Participei de um debate agora pela internet, em programa da TV Câmara, sobre campanhas e internet.
Uma professora de uma universidade de Minas Gerais (de Uberlandia, eu acho) disse que analisou os perfis de Twitter que mais retuitaram links para vídeos sobre aborto eram de pessoas que votam no Serra.
Antes mesmo de eu falar, ela já adiantou: "Eu não acredito que a Soninha tenha comandado isso, mas foi o que a gente constatou aqui em medição".
Ainda bem que ela não me atribuiu esse comando! Expliquei, mais uma vez, que a gente desencoraja a propagação de mensagens sensacionalistas, descontextualizadas, alarmistas, mentirosas. Que os nossos perfis oficiais, como ela mesma constatou, não passam isso adiante. Mas é compreensível que eleitores do Serra tenham identificado os vídeos como uma oportunidade - afinal, eles recomendavam NÃO votar na candidata do governo... E são pessoas de carne e osso, com seu próprio juízo, sobre as quais eu não tenho comando (nem quero ter!!). Não são robôs.
Nessa hora a professora entendeu mal: "Nós identificamos os robôs e não os consideramos na contagem". "Eu sei, é isso que eu estou dizendo! Robôs propagam aquilo que foram programados para propagar. Pessoas fazem o que lhes dá na telha... Espalham o que eu não queria que espalhassem, mas cada uma responde por si!"
***
No fim do programa, os analistas se queixaram da falta de temas realmente relevantes na campanha eleitoral, em vez da tal discussão sobre aborto. Um dos participantes observou: "Mas os temas realmente relevantes são complexos, áridos...". "Ah, mas quem quer ser candidato a presidência tem de estar pronto para discutir esses temas!".
Faltou dizer que não são os candidatos que não querem discutir esses temas para valer - NINGUÉM quer. Afinal, quando os jornalistas tem suas oportunidades, perguntam sobre... Aborto, religião, fofocas, baixarias, acusações (que às vezes são relevantes sim. Não é porque um tema é "negativo" que é baixaria... ).
***
"O Tony Blair esteve aqui e falou sobre a importância da Educação para o desenvolvimento", disse por fim um dos debatedores. "Eu não vi nenhum dos candidatos falando sobre isso".
:o(
APESAR de os repórteres dificilmente fazerem perguntas nessa linha, nosso candidato falou MUITAS vezes sobre isso. Em entrevistas, debates, Sabatinas, eventos, discursos, artigos, textos publicados no site...
Mas aí me lembra um dia em que eu morri de raiva do Galvão Bueno mais do que o normal. Ele pegava demais no pé do Alex, camisa 10 do Palmeiras. Narrando um jogo da seleção, ele ficou um tempão conversando com o Arnaldo enquanto o Alex fazia misérias em campo - dribles, passes, fintas, lançamentos. Dali a pouco, quando voltou a narrar o jogo propriamente, falou: "Alex não tá bem no jogo. Ainda não falei o nome dele. Ele não tocou na bola!".
Campanha eleitoral é assim, sempre. "Os candidatos não tem propostas concretas". "Os candidatos não falam do que realmente importa". "Os candidatos só fazem análises rasas". Ainda por cima, botam todo mundo no mesmo balaio.
Nosso candidato pode falar até ficar rouco sobre os erros da política econômica, a desindustrialização, a falta de política alfandegária que proteja o produto nacional, os desacertos na Educação que prejudicam nosso futuro, a necessidade de uma política ambiental corajosa, o dano causado pelo loteamento da máquina pública etc. Mas a maioria estará distraída, como o Galvão Bueno, e depois vai dizer: "Ele nem tocou no assunto".
:o((((
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
#Falaréfácil
Entre os muitos pontos do debate de ontem (entre candidatos ao governo do estado) que merecem um comentário, quero realçar um que revela o quanto alguns deles vivem em um mundo que não tem a menor relação com a realidade dos desafios de um governante.
Do site da Band, com grifo meu:
Mercadante foi o terceiro a perguntar e direcionou seu questionamento a Skaf. O petista questionou o empresário sobre a questão da educação e da progressão continuada, na qual os alunos não são reprovados.
“No SESI tínhamos a progressão continuada e eu mandei acabar com isso”. Skaf completou dizendo que os alunos devem ir para a escola para aprender e o fim dessa forma de aprovação dos alunos não trouxe evasão ao SESI, pelo contrário, “há filas para estudar no SESI”, disse. “Nós temos que buscar excelência na educação”, completou.
Pois é, Skaf. O SESI recebe uma fortuna em recursos oriundos de contribuições compulsórias, conforme a 5.107 de 1966 (para quem reclama tanto de imposto, pedágio... Contribuição compulsória td bem,né? O_õ).
Em geral, emprega muito bem esses recursos, apesar de um escorregão aqui, outro ali (como a propaganda em que você apareceu meses atrás, que certamente custou uma fortuna no pagamento das longas inserções na TV... >:o/).
Pois bem, o SESI recebe recursos exclusivamente para "promover a qualidade de vida do trabalhador" e se gaba - com motivos - da qualidade de suas escolas. Só que... elas tem fila, veja só. Funciona assim: o Sesi diz "eu tenho x vagas". Lotadas as vagas... "Desculpem, não podemos atendê-los".
Governo é diferente, candidato. Se houver 50 vagas e 200 alunos, não dá pra fechar a porta e dizer "Lotado". Tem de dar um jeito. Aumentar o número de alunos por classe, o número de turnos por escola. Construir escolas (encontrar terrenos, licitar, fazer a obra, equipar). Fazer concursos, contratar professores. Aumentar despesas, agora e para sempre (custeio dos novos equipamentos, milhões de aposentadorias etc). Tem de atender a demanda - que é IMENSA.
Se o SESI não tem o menor compromisso com a fila, fica mais fácil manter a qualidade. Mas governo não pode dizer "é pra quem chegar primeiro".
Se a Educação precisa melhorar? CLARO que precisa. Quem estiver satisfeito com o nível da escola pública no Brasil - e olha que São Paulo tem médias melhores que o restante do país - é conformado demais para o meu gosto.
Mas prometer, como passe de mágica, "período integral para todos!", como Skaf chegou a fazer, é irresponsabilidade.
Se ele precisasse, com os mesmos recursos, dobrar a oferta de vagas no SESI, conseguiria?
>>>>
Atenção para os números:
O estado de São Paulo tem
5.610 escolas
160,4 mil docentes
2,7 milhões de alunos no ensino fundamental
1,5 milhões de alunos no ensino médio
O número de ALUNOS é igual a TODA a população de Salvador (2,8 milhões) + TODA a população de Porto Alegre (1,4 milhão).
Mais respeito com São Paulo, candidatos.
Do site da Band, com grifo meu:
Mercadante foi o terceiro a perguntar e direcionou seu questionamento a Skaf. O petista questionou o empresário sobre a questão da educação e da progressão continuada, na qual os alunos não são reprovados.
“No SESI tínhamos a progressão continuada e eu mandei acabar com isso”. Skaf completou dizendo que os alunos devem ir para a escola para aprender e o fim dessa forma de aprovação dos alunos não trouxe evasão ao SESI, pelo contrário, “há filas para estudar no SESI”, disse. “Nós temos que buscar excelência na educação”, completou.
Pois é, Skaf. O SESI recebe uma fortuna em recursos oriundos de contribuições compulsórias, conforme a 5.107 de 1966 (para quem reclama tanto de imposto, pedágio... Contribuição compulsória td bem,né? O_õ).
Em geral, emprega muito bem esses recursos, apesar de um escorregão aqui, outro ali (como a propaganda em que você apareceu meses atrás, que certamente custou uma fortuna no pagamento das longas inserções na TV... >:o/).
Pois bem, o SESI recebe recursos exclusivamente para "promover a qualidade de vida do trabalhador" e se gaba - com motivos - da qualidade de suas escolas. Só que... elas tem fila, veja só. Funciona assim: o Sesi diz "eu tenho x vagas". Lotadas as vagas... "Desculpem, não podemos atendê-los".
Governo é diferente, candidato. Se houver 50 vagas e 200 alunos, não dá pra fechar a porta e dizer "Lotado". Tem de dar um jeito. Aumentar o número de alunos por classe, o número de turnos por escola. Construir escolas (encontrar terrenos, licitar, fazer a obra, equipar). Fazer concursos, contratar professores. Aumentar despesas, agora e para sempre (custeio dos novos equipamentos, milhões de aposentadorias etc). Tem de atender a demanda - que é IMENSA.
Se o SESI não tem o menor compromisso com a fila, fica mais fácil manter a qualidade. Mas governo não pode dizer "é pra quem chegar primeiro".
Se a Educação precisa melhorar? CLARO que precisa. Quem estiver satisfeito com o nível da escola pública no Brasil - e olha que São Paulo tem médias melhores que o restante do país - é conformado demais para o meu gosto.
Mas prometer, como passe de mágica, "período integral para todos!", como Skaf chegou a fazer, é irresponsabilidade.
Se ele precisasse, com os mesmos recursos, dobrar a oferta de vagas no SESI, conseguiria?
>>>>
Atenção para os números:
O estado de São Paulo tem
5.610 escolas
160,4 mil docentes
2,7 milhões de alunos no ensino fundamental
1,5 milhões de alunos no ensino médio
O número de ALUNOS é igual a TODA a população de Salvador (2,8 milhões) + TODA a população de Porto Alegre (1,4 milhão).
Mais respeito com São Paulo, candidatos.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Como diria @oclebermachado...
Hoje me ligou Catia Seabra, jornalista da Folha de São Paulo. "Vocês estão preparando alguma coisa na internet para o debate amanhã?" Nós mandamos um email para os cadastrados no serra45.com.br pedindo que mandassem perguntas que gostariam que fossem feitas à Dilma. Fiquei muito surpresa com o retorno: até o começo da noite de hoje (quarta), tinham chegado quinhentas e tantas perguntas. Quando a Cátia ligou, acho que ainda eram 300. Muitas, previsivelmente, são muito parecidas. Sendo a base composta por pessoas que se cadastraram no site do Serra, o tom muitas vezes é provocativo: "A sra acha mesmo que está preparada/tem condições de ser presidente?". Também chegaram muitas perguntas falando sobre o Irã. "E o caos aéreo?", perguntou. Na olhada que eu dei, não vi. Mas eram páginas e páginas de perguntas, eu não vi nem metade delas, quase com certeza estariam ali. "E o Serra vai usar, você acha, essa pergunta?". A gente vai encaminhar todas para ele, organizadas por assunto para facilitar. É bem capaz que ele aproveite uma dessas que tratam de temas que ele já tem discutido o tempo todo, como os aeroportos ou a aproximação e apoio a notórios inimigos dos direitos humanos. Mas o debate é tão imprevisível... Dependendo da ordem do sorteio, pode ser que o Serra só consiga fazer uma pergunta à Dilma. Pode ser que a pergunta que ele planejava seja feita pela imprensa ou por outro candidato. É impossível saber hoje o que ele vai perguntar! "E como você acha que vai ser?". Todo mundo espera que seja agressivo, contundente. O primeiro encontro/confronto de Serra e Dilma ao vivo naTV! Mas hoje me ocorreu que talvez seja surpreendentemente pacífico, cordial. Vai saber! Aconteceu no primeiro debate à prefeitura. Eu achei bastante civilizado - todo mundo achou morno, chato, um saco. (Inclusive a Catia). O povo quer ver sangue! Acho que vai depender do primeiro passo. Do tom da primeira pergunta, a primeira resposta. Comparei a uma luta de judô - antes do primeiro golpe, os adversários ficam se estudando... Eles terão muito cuidado antes de atacar, pelo risco de despertar a ofensividade no outro. Ou não. rs E também pode ser que transcorra na maior paz e na hora da despedida, quando já não dá pra reagir, venha uma porrada. Antes de desligar, insisti na comparação do debate com um jogo, um desafio esportivo. "Não é um debate MESMO. É super engessado, contido. Você não tem liberdade para discutir para valer. Pode acontecer até de dois candidatos - a Marina e o Plinio - ficarem perguntando e respondendo entre si sobre o Serra ou a Dilma e eles simplesmente não podem entrar na conversa. É um revezamento, cada um tem sua vez. Eu preferia que fosse mais solto". Quero só ver o que vai sair na Folha amanhã :P (Ah, sim, quanto ao @oclebermachado... Esse é um perfil fake no Twitter, que tira um sarro do Cleber como se ele só dissesse coisas óbvias ou absolutamente inúteis, tipo "o time que ganhar a final da Copa do Brasil será campeão". E eu me senti assim durante a conversa: "Pode ser que ele use, mas pode ser que não use". "O debate pode ser agressivo, mas também pode ser pacífico". Afe).
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