Mostrando postagens com marcador esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esporte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ai Brasil

Educação de qualidade (De qualidade baixíssima)
Alunas brigando dentro de sala de aula no interior de São Paulo

Uma adolescente é jogada no chão e continua sendo agredida, o professor fica olhando meio sem saber o que fazer (ou sem querer fazer nada, não dá pra ter certeza), alguém grava a cena no celular.

Futuros médicos
UFRJ vai investigar trote violento (nojento) na Faculdade de Medicina

Fotos postadas no Facebook da empresa TGF eventos, que ajudou a organizar o trote, permitem conferir um pouco do que aconteceu. No álbum “Trote solidário Med UFRJ”, 95 imagens mostram os calouros carregando placas com identificações depreciativas como “viadinho tatuado”, “chifruda” e “filha do demo”. Outras placas com conotação sexual de mais baixo nível sequer podem ser publicadas. Os alunos também podem ser vistos imersos dentro de uma piscina com um líquido avermelhado.

Ninguém segura esses mosquitos
Surto de malária preocupa moradores da região metropolitana de Belém

A principal suspeita é de que a transmissão da doença tenha começado por um morador que voltou recentemente de uma região no nordeste do Pará, onde a malária é endêmica. Apesar do surto, a Secretaria de Saúde do Pará diz que nos últimos três anos houve redução de quase 50% nos casos de malária no estado. Mas o número de pessoas infectadas ainda é alto: em 2012, foram mais de 95 mil no Pará.

Imagina na Olimpíada
Poluição na Baía de Guanabara prejudica treinamento de vereadores

Pedaços de madeira se transformam em torpedos que podem causar estragos às embarcações. Tem televisão, cadeira, sofá, parachoque de automóvel. O que mais dá é saco plástico. Presa dentro de um pneu, uma tartaruga marinha morta.

Para o secretário estadual do Ambiente, é possível cumprir a meta de sanear 80% da Baía de Guanabara até 2016.

A limpeza da Baía era promessa de legado do Panamericano de 2006.

***
Ai mundo

Senado derruba proposta de Obama de controlar a venda de armas

O Senado derrubou a proposta para aumentar a checagem dos antecedentes de pessoas que queiram comprar armamentos nos Estados Unidos. Os senadores também ficaram contra a restrição de venda de armas semi-automáticas.

Resultado de uma pesquisa foi de 90% de aprovação de medidas de restrição pela população - e olha que aquele é um país obcecado por liberdades individuais e, em boa parte, tarado por armas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Encontro ecumênico

Amanhã, das 9 às 18:00, no auditório Armando Nogueira do Museu do Futebol (Estádio do Pacaembu, São Paulo), a Revista Brasileiros promove mais um seminário da série que vem organizando desde o ano passado. Este, que é o primeiro em 2012, tem como título "VIRANDO O JOGO: O ESPORTE CONTRA O CRACK"

O ecumenismo começa da lista de apoiadores e parceiros :o) : Ministério do Esporte, Câmara Municipal  e Governo Federal, Revista Brasileiros, Band News FM e Rádio Bandeirantes. Produção: ZAZ Eventos. Realização: Seminários Brasileiros e Prefeitura de São Paulo.

Agora veja as mesas:

Manhã:

É POSSÍVEL VENCER O CRACK
• BEBETTO HADDAD
Secretário de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo
• JOSÉ POLICE NETO
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo
• LUIZ MARINHO
Prefeito de São Bernardo do Campo
• JAMIL MURAD
Vereador de São Paulo
• JOSÉ DE PAULA NETO “NETINHO DE PAULA”
Vereador de São Paulo

(PMDB, PSD, PT, PCdoB... rs)

VIRANDO O JOGO NA PERIFERIA
• GILBERTO DO CARMO NUCCI
Secretário-adjunto da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da
Cidade de São Paulo.
• LAÍS HELENA MALACO
Coordenadora de Políticas Públicas de Esportes e Lazer da S.E.M.E.
• KÁTIA DE ARAÚJO
Treinadora de basquetebol e coordenadora do projeto: Virando o
Jogo - Sampa
• DINÉIA MENDES DE ARAUJO CARDOSO
Supervisora do Núcleo de Lazer e Coordenadoria de Gestão das
Políticas e Programas de Esporte e Lazer da S.E.M.E.
• THIAGO ANTUNES C. REIS LOBO
Coordenador da Virada Esportiva - Esportes Radicais & Alternativos
da S.E.M.E.

Tarde:

UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA 
• JACOB PINHEIRO GOLDBERG
Doutor em Psicologia
• IVAN MARIO BRAUN
Mestre em Psiquiatria. Voluntário no Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Clínicas - Supervisiona os psicólogos e atende os
tabagistas no Ambulatório de Jogo Patológico
• SUZANA ROBORTELLA
Psiquiatra. Chefe da Divisão de Saúde Mental da Secretaria de
Saúde do Município de São Bernardo do Campo
• BRUNO RAMOS GOMES
Psicólogo. Mestre em Saúde Pública. Presidente da ONG – Centro de
Convivência “É de Lei”
• BRUNO ROCHA
Psicólogo. Educador Terapêutico no Programa Cuidar do Projeto
Quixote
• ANTONIO SERGIO GONÇALVES
Mestre em Psicologia. Especialista em fármaco-dependência

CRAQUES CONTRA O CRACK 
• ANA BEATRIZ MOSER
Presidente do Instituto Esporte & Educação
• EDSON LAPOLLA 
Assessor do vereador e ex-judoca Aurélio Miguel
• PATRICIA MEDRADO
Tenista Tetracampeã Mundial Sênior. Diretora do Instituto Patrícia
Medrado

Interessou? :)


#euvou 

***
OPA! Acabei de saber que estes abaixo não vão mais participar:

-  JOSÉ POLICE NETO
Presidente da Câmara Municipal de São Paulo

- AURÉLIO MIGUEL
Vereador de São Paulo. Presidente do Instituto Aurélio Miguel

O Aurelio Miguel vai mandar um representante, o Edson Lapolla





quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Marinheiro

Vai parecer jabá, mas não tô ganhando nada (infelizmente rsrs). É que nesse vídeo aparece o meu amigo Emerson Marinheiro, que eu mencionei alguns posts atrás :) E o vídeo em si pode ser inspirador e esclarecedor. Run run run...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Finalmente

Já fui atleta de treinar 5 vezes por semana - duas no colégio, três no clube - e jogar bola (basquete, vôlei) em todos os intervalos possíveis. De querer viver disso (professora de Educação Fìsica, "personal trainer" quando isso ainda não existia). De não imaginar nem por um instante que fosse chegar uma fase da minha dia em que eu seria sedentária; em que meus músculos e pulmões não seriam possantes.

Mas foi a primeira vez que eu acordei e saí para correr.

Não, peraí - em 94, no Rio de Janeiro, quando a MTV se instalou no alto do Morro da Urca durante o verão, eu saía para correr em Copacabana. Mas não era um prazer. Eu dormia pouquíssimo, o calor antes das 7 da manhã já era de matar e eu queria... emagrecer. Nada mais. Tão desagradável a experiência que só agora me lembrei dela.

Hoje não.

Como sempre acontece quando a gente sai a pé ou de bicicleta, reparei em coisas que nunca tinha visto nas ruas por onde sempre passo. Pessoas, muros baixos, janelas, balaustradas, jardins. INCRÍVEL como parecem ruas novas. Agora é resistir à vontade de levar o celular para tirar fotos do amanhecer (a hora que mais gosto do dia).

Saí sem música. Não porque o Marcos Paulo Reis diz que é pouco recomendável (eu ouço ele no rádio rs - a música distrai e você pode não perceber seus músculos, sua respiração, suas dores, e pode até acelerar o ritmo sob influência dela quando não era hora). Meus aparelhos portáteis não prestam para corrida - muito grandes e sem suporte adequado. E eu também estava a fim de curtir o barulho de vento, de rua.

Corri um pouco, caminhei um pouco, alternando as duas coisas. Segui orientações (básicas) do meu amigo Emerson Marinheiro e também do aplicativo Nike que a Pamela baixou no I-Pod dela (ai que coisa mais tecno-gringa).

Agora o grande desafio após "o primeiro dia em que saí para correr" será o "segundo dia". Porque de one-night stands e one-hit wonders o mundo está cheio.

Mas francamente, se a Pamela consegue, eu também posso.

HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA

Bom dia.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Blogagem Móvel n.2 - O ovo ou a galinha

Introdução

"Legal, essa blogagem móvel", disse minha amiga Pamela. "Dá vontade de vomitar, mas é legal".

Andar mais devagar, eu não vou. Estabilizador de imagem no celular, não tem. Mas eu posso ao menos tentar aprender a manter a câmera reta...

Avisei que a próxima ia ser pior ainda. "Gravei no ônibus". "Blargh!"

Mesmo fingindo que falava com alguém ao telefone, fiquei meio envergonhada, então falei baixinho. Deve ter ficado meio soturno, vou ver agora.

[Pronto, vi. O áudio não ficou ruim não, mas as imagens... Que horror]

***
Quem nasceu primeiro, o ovo ou...?





As crianças jamaicanas adoram praticar atletismo porque o país tem vários campeões mundiais e olímpicos ou o país tem vários campeões porque as crianças adoram praticar?

A Jamaica faz o que a gente está cansado de saber que precisa ser feito: iniciação esportiva para tod@s, Educação Física e Esporte em todas as escolas.

O pior é que nem é difícil!! Mesmo assim, o progresso nos últimos anos foi mínimo :o(


sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Todos vestem a camisa de Michael"


"Mais do que um jogo, a vitória do Vôlei Futuro sobre o Cruzeiro, no segundo confronto entre as duas equipes pelas semifinais da Superliga Masculina, foi um desagravo ao meio de rede Michael, que admitiu publicamente sua homossexualidade depois de ser vítima de ofensas homofóbicas na primeira partida, em Contagem, na semana passada.A equipe de Araçatuba organizou uma grande festa..." (leia mais abaixo...)



domingo, 18 de janeiro de 2009

Rede de intrigas

Hoje de manhã, fui a um evento no Pelezão, um clube escola municipal na Lapa. 28 anos atrás, eu ia lá jogar basquete... Minha mãe dava aula na Cultura Inglesa da R. Pio XI; eu pegava carona com ela e encontrava amigos de Peruíbe que moravam ali perto, passava a tarde com eles.

O coitado do Pelezão já passou por fases de total abandono, mas melhorou muito nos últimos anos. Tanto que passou de 500 usuários para 12.000. O acesso é condicionado ao uso de uma carteirinha, mas obtê-la é facílimo (foto 3 X 4, documento de identificação, comprovante de residência).

O Supervisor de Esportes da Sub da Lapa mostrou, justificadamente orgulhoso, algumas das melhorias recentes. “A gente iluminou aquela pista de caminhada. Sabe quanto custou para a prefeitura? 500 reais”. Animador – algumas coisas muito simples deixam de ser feitas apenas por falta de iniciativa; se alguém se importar, elas acontecem.

Nos próximos dias, ficará pronta outra novidade – a piscina se tornará totalmente acessível para cadeirantes. Eles terão vestiário adaptado e uma rampa até a borda da piscina (antes havia degraus). De lá, se tiverem movimento nos braços, conseguem sair sozinhos da cadeira-de-rodas e ir para a água. Algo ao mesmo tempo singelo e fundamental – poder ir sozinho à piscina!

***
A ocasião concentrou dois tipos básicos de reação à minha ida para a Subprefeitura: um, feliz e otimista: “Que bom, eu votei em você, sou seu fã, adoro suas idéias, conta com a gente, tenho certeza que você vai fazer um trabalho muito legal. É um pepino/ uma guerra/ um desafio, mas a gente está torcendo e acreditando”. Outro, especialmente por parte de quem já trabalhou na máquina pública e, em alguns casos, de quem já precisou se relacionar diretamente com ela, tem tom de alerta grave: “Olha... Não é fácil. Você se prepara. A coisa aqui não é bolinho”. E aí contam casos com maior ou menor riqueza de detalhes.

Como já vi em outros lugares, é impressionante a variedade de formas de desonestidade. Por exemplo: tem gente que fala em nome da Subprefeitura sem ter qualquer vínculo real com ela. Concedem autorizações, impõem restrições... O interesse pode ser financeiro (em um caso ou em outro, cobra-se para autorizar, retirar obstáculos) ou político-partidário-beligerante. Exemplo: alguém se apresenta como representante da Subprefeitura e diz: “Vocês se preparem porque qualquer dia desses a prefeitura vai vir aqui e derrubar todas as casas/ fechar a biblioteca/ mandar todo mundo embora/ acabar com o Bilhete Único/ privatizar o hospital e acabar com o atendimento gratuito”. Semeia-se tal terror que é dificílimo convencer as pessoas de que não há risco de aquilo acontecer.

(Não fiquei sabendo disso agora, ao me preparar para o cargo. Acompanhei muitas histórias parecidas como vereadora, tentando desmontar redes de intrigas em vários cantos da cidade).

***
Algumas pessoas se gabam de terem sido responsáveis pela minha indicação para o cargo; outras espalham que eu não vou tomar posse porque elas vetaram meu nome. É incrível.

***
Na “máquina” tem de tudo, é óbvio. Aliás, já devo ter falado isso mil vezes.
Tem, por exemplo, uma funcionária que um dia disse ao chefe: “Não vou mais fazer plantão”. Os plantões fazem parte das suas atribuições; há um rodízio entre todos os funcionários do departamento. O chefe, naturalmente, disse que não poderia atender seu pedido (ordem?). O que ela fez? Passou a usar todas as prerrogativas concedidas aos servidores públicos, tirando seguidas licenças, faltando com e sem justificativa, saindo de férias em seguida... Ou seja, sumiu, largou mão do trabalho, deixou o serviço acumulado para os colegas. E não há quase nada que se possa fazer, uma vez que, oficialmente, está tudo certo, ela só está exercendo seu direito.

Enquanto isso, outra funcionária, de função equivalente à dela, se queixa: “A gente queria fazer muito mais do que faz. Ter mais projetos, mais trabalho”. Fica frustrada com improdutividade ou impotência. É justo que as duas gozem da mesma estabilidade no emprego?

***
Existem outras categorias de reação ao meu novo cargo. “Vendida, traidora, duas-caras, oportunista, carreirista, sem-vergonha. Eu sabia, você só queria uma boquinha. Você vai dar sustentação a um partido da ditadura militar”. E também: “Soninha, você sabe o quanto eu gosto de você, não vá. Não porque eu não confie em você, mas porque é missão impossível. É uma máfia/ é muita burocracia/ a estrutura é muito ruim/ você vai encontrar muita sacanagem”.

Não é muito diferente do que eu ouvi quando fui candidata a vereadora e deputada...
Se as pessoas entendem – com bons motivos, infelizmente – que assumir um cargo pode ser o equivalente a arrumar “uma boquinha”, o que elas sugerem que eu faça? Deixe o cargo para quem gosta dessa idéia? Recuse dizendo: “Não, obrigada, eu não quero o cargo porque minha vontade é trabalhar para valer”? – para provar que sou honesta, idealista?

E se entendem que o setor público tem muitos problemas e sacanagens, muita corrupção e má-vontade, o que esperam de mim? Que eu diga “Não, obrigada, eu não quero o cargo, convide alguém que não se importe tanto com os problemas”?

Eu quero problemas... Se fosse formada em medicina, seria do Médico Sem Fronteiras. Quero ir onde tem trabalho para fazer.

***
Um dos problemas típicos do bairro: as árvores muito antigas. Algumas aparentemente frondosas, mas condenadas. Outras precisando de uma poda, que precisa ser autorizada pela Secretaria do Verde ou, em alguns casos, até pelo Compresp (Conselho do Patrimônio Histórico). Enquanto isso não acontece pela dificuldade de entendimento (às vezes há pareceres conflitantes – remover X podar) ou dos trâmites burocráticos, algumas árvores caem. Na última chuva forte, foram sete, uma delas em cima de um carro, derrubando postes e fios. Impressionante a quantidade de gente que já me parou para falar das árvores.

***
Uma observação – perfeita – de um funcionário da Sub: “A comunidade daqui da Pompéia, da Lapa, é muito articulada, exigente. Mas você tem de ir pro Jaguaré e Jaguara. Lá tá muito largado... Comparado com aquilo, isso aqui tá ótimo”.

Claro que não está perfeito, mas não dá para negar que alguns distritos estão muito melhores do que os outros, por razões diversas. (São seis no total: Pompéia, Perdizes, Barra Funda, Leopoldina, Jaguaré, Jaguara). Mas essa diversidade também me atrai. Lindo é poder respeitar as diferenças entre as regiões e superar as desigualdades entre elas.

***
Amanhã é a cerimônia de posse. Estou animada e feliz. Não vejo a hora de começar.