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sábado, 8 de dezembro de 2012

Smile x Sorria

"Desventuras em Série", ou "Mais um capítulo da saga de Sonia Francine em aeroportos"

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Sim, eu errei. Eu perdi o voo da ida. Combinacao de burrada + imprevisto + o previsível.

Burrada: achei que ia conseguir ir de onibus para Cumbica (Airport Express, ótimo)

Aí vi que ia ficar muito em cima da hora e resolvi chamar um táxi.

Sábado, umas 7 da noite. Liguei para DEZ números - pontos, centrais. Nenhuma podia me atender "de imediato".

Liguei desesperada para uma amiga que me levou ao aeroporto. A Marginal estava ok, mas O ACESSO AO AEROPORTO... Horrível, parecia 6 da tarde de um dia útil na 23 de maio.

Bom, perdi. E a loja de passagens (no caso, da Gol) nao podia fazer nada para remarcar: "Você tem de ligar para o Smiles".

Aí comeca:

HORAS [hipérbole, ok?] pendurada no telefone para eles dizerem "tem que ser pelo site".

HORAS tentando navegar no site até encontrar o que fazer

Encontrei POR ACASO a seguinte informacao:

8. Nao comparecimento ao embarque (noshow):
passagens compradas ate 30 de Abril de 2012 : R$ 70,00 - por passageiro
passagens compradas a partir de 01 de Maio de 2012 : perda do valor pago e das milhas usadas para a emissao do bilhete Smiles

Só faltou dizerem "Perdeu, Playboy"

Seguinte: chorar nao adianta, entao o jeito era comprar outra passagem de ida para nao perder TUDO - dinheiro inclusive. Para o trecho da volta, completei as milhas com uns 300 contos.

Pelo menos para comprar a passagem com milhas foi MUITO rápido. Clicou, preencheu, comprou. Por SORTE, tinha voo as 9 da manha do dia seguinte.

Passei uma boa semana em Buenos Aires, ufa. Valeu. O voo de volta, originalmente marcado para as 10 da manha, tinha sido alterado por eles para as 5h30. Assim: "Sonia, houve uma mudanca no seu itinerario" e pronto.

Entao ta, ne? "De graca, quer o que?", devem dizer la entre eles.

Saí do hostel as 3 da manha, cheguei ao aeroporto feliz da vida as 3h45. Balcao nao tinha fila.

EU DEVIA TER ADIVINHADO QUE NAO IA DAR CERTO.

Nao deu outra: "Senhora, sua reserva foi cancelada".

OI? Cuma?

"Consta aqui que a senhora nao veio. A senhora veio pela mesma companhia?"

"Sim!"

"Mas nao posso fazer nada aqui. A senhora tem de ir ali na loja da Gol"

Contei a história outra vez...

"Tem aí o comprovante de embarque?"

Bizarro.

Revirei mala, bolsa o diacho e achei.

Nisso ela já tinha encontrado uma resposta para o meu caso: "Era um localizador só. Quando cancelou a ida, derrubou também a volta".

"Mas quando eu comprei uma passagem nova pra ida, a volta aparecia pra mim OK! Até oferecia a possibilidade de remarcar, se quisesse. Nao dizia que ela seria cancelada!"

"Desculpe, nao posso fazer nada porque é Smiles. A sra tem de ligar para a Central - aqui está o número. Eles comecam a atender as 6h00".

Eram QUATRO da manha.

Corri para o "Communication Center" para tentar pela internet - que só iria funcionar dali a uns 10 minutos (#tavafacil). "A sra pode voltar depois?". Posso, claro, vou até ali bater a cabeca na parede e ja volto.

Enfim, entrei no site do Smiles. Preguica até de contar que, depois de estar no Chat (Atendimento On-line) e já ter DOIS números de protocolo para o atendimento iniciado, fui instruída a "sair, logar e depois entrar novamente, já logada". EU ESTAVA LOGADA.

Final da história: "Perdeu, Playboy!". Cancelou a ida, perdeu a volta. Azar o seu que nao adivinhou. Perdeu as milhas, perdeu o dinheiro, perdeu tudo.

Entao aqui estou, no Communication Center, vendo pelo reflexo no vidro que está amanhecendo um lindo dia. Comprei outra passagem de volta - com milhas, e seja o que Ele quiser.

Total da brincadeira:
Original: 11 mil milhas + trezentos e poucos reais.
Final: As 11 mil + 10 mil da ida + 10 mil da volta + os trezentos perdidos + cento e pouco de taxa disso e daquilo.

Saiu SUPER EM CONTA essa viagem para Buenos Aires! E agora preciso ver se os pesos que me restam chegam para ir ao Aeroparque de onibus - se sobrar ALGUM para o café, ofereco o primeiro gole pro santo.

***
Atualização:

Consegui reembolso de uma parte do dinheiro pago na passagem de volta e, das 11 mil milhas jogadas fora, me devolveram dez.

Não sem briga. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

"Adorei, vou fazer muitas vezes" - Hmpf



Estive no Cuscuzeiro gravando o piloto de um programa que se chamaria Zero. Não saiu desse número rs.

Os diretores/produtores eram os irmãos da Grifa, o Mauricio e o Fernando (nem sei se a produtora já existia formalmente). Nossos guias eram do Clube Alpino Paulista. Eu tive medo antes da gravação; achava que minha forma física (de molusco) era um impeditivo para o montanhismo... Que nada. Com paciência e a orientação certa, qualquer um (juro!) consegue fazer uma escalada.

Eu AMEI. Perceber cada reentrância ridiculamente pequena como um apoio seguro para a mão e o pé... Entender que a força física tem muito, mas muito menos importância do que a concentração e o equilíbrio, "ganhar" a parede sem competir com ela, mas grudada nela, conhecendo-a com o tato, ganhar altura, ter um parceiro fazendo a segurança lá embaixo e dando orientações com paciência inabalável... Agora me lembro o quanto morri de vontade de fazer isso mais vezes, de participar do Clube. Fiquei dias e dias com a sensação meio inebriante, como quando a gente salta de para-quedas.

(Quando estive lá, precisávamos tomar cuidado imenso para não assustar/atrair abelhas super agressivas... Será que elas não estão mais lá?)

(Super convidativo esse meu último comentário, não?) (NÃO)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Uélcome


Taxista no Rio:

- Qual o caminho, sra?
P., eu estava no Santos Dumont indo para a Praia do Flamengo. Com mais tempo, até a pé eu iria. “Qual o caminho”? É pegadinha?
- Eu só não sei fazer o retorno aqui, mas chegando do lado de lá da avenida vamos reto.
- Ah, “Praia do Flamengo”. (O que c. ele tinha entendido?)

***
Toca o telefone. Em plena via expressa, ele atende, claro. “O que? Eu vou passar um rádio para esse filha da puta. O Rogério vai resolver essa merda pra mim. (...). Eu não vou ficar gnhrsh [não entendi] pra otário”.

Sem desligar o celular na mão esquerda, ele pega o rádio com a direita e tenta fazer contato com o Rogério ou o otário filho da puta, não sei bem. À toda na Via Expressa.

Vi meu destino se aproximar – na pista local. “Tá chegando onde eu vou”, avisei. “Fica tranqüila que eu sei”. “É aqui!!”. Parou à direita na pista expressa, sem se fazer de rogado.

***
Welcome!

domingo, 20 de junho de 2010

Acho que foi lá que eu fui

Dois posts atrás, falei das minhas desventuras por Joanesburgo, nas duas passagens involuntárias (parece mentira...) que tive pela cidade. Acho que esse mercado que o Marcelo Duarte visitou ontem foi o mesmo em que nós compramos os presentes de amigo secreto.