- A Globo está fazendo cobertura especial ao vivo ao longo de toda programação. Como se tivesse um fato novo a cada cinco minutos. Até a novela ficou mais curta ontem (coisa que só acontece em caso de morte de gente “importante” e olhe lá).
- Nunca se ouviu tanto a população na TV para mostrar o óbvio - que a primeira, segunda e a centésima milésima vítima de uma paralisação de setor essencial é quem usa o serviço. Centenas de depoimentos “andei três horas, perdi o trabalho, perdi a consulta”. Como se não fosse assim em TODA greve, em que normalmente pegam um ou dois depoimentos e pronto.
- Nunca as autoridades reagiram tão prontamente em uníssono: “É SABOTAGEM! É GUERRILHA”! Até o prefeito, normalmente desaparecido, CONVOCOU UMA COLETIVA. Foi severo, condenou o movimento, “não se pode prejudicar a população assim, sem avisar”.
- Nunca um promotor do Ministério Público ficou tão irado e veio a público com tanta veemência dizer que “É BADERNA”, é coisa de meia-dúzia, e EXIGIR ação policial para identificar e processar criminalmente os responsáveis. Não foi assim em nenhuma greve de polícias, metroviários, da APEOESP, manifestações de Black Blocs, estudantes universitários ou do MPL. Mesmo quando agrediram, espancaram, destruíram patrimônio público e causaram imenso prejuízo econômico ao comércio e serviços.
(Não aguento, tenho de dar nome ao boi: o Promotor de Habitação e Urbanismo Mauricio Ribeiro Lopes, era IMPLACÁVEL nas suas cobranças à gestão anterior, do outrora inimigo (e hoje aliado) Gilberto Kassab. Exigia o possível, o impossível, o milagroso. Na última reunião com a Secretaria de Habitação antes da posse do Haddad, rasgou a fantasia e esculachou: “Ainda bem que esse governo está terminando”. Esse é o Promotor que NUNCA vi se manifestando sobre atos de vandalismo e violência, bloqueios que impedem o direito de ir-e-vir em estradas, avenidas e marginais. Agora está in-dig-na-do com os abusos e culpa a polícia por não tirar os ônibus da rua e não prender ninguém).
- Manifestação por melhores salários, contra a violência policial, pelo direito à moradia e contra a especulação imobiliária, em protesto contra mais um atropelamento, contra a Copa, contra o capital estrangeiro, a violência contra mulheres e crianças, a corrupção, a impunidade, o técnico do Corinthians: todas acabam ou começam tacando fogo em ônibus. Foram centenas só em 2014. Agora é uma paralisação de ônibus e o máximo que fizeram contra os veículos foi furar pneu.
***
Datafolha soltou uma pesquisa falando que aumentou muito a porcentagem da população que condena as manifestações e dizem que elas mais prejudicam do que beneficiam.
Ponto para os governos e governantes! Bom para a Fifa, os patrocinadores e as emissoras oficiais!
#Valeu Black Blocs, manifestantes abusados, manifestações abusivas! Vocês conseguiram!
"...But when you talk about destruction/Don't you know that you can count me out"
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quinta-feira, 22 de maio de 2014
Se não combinarem com ele, não vale. (Se combinarem, vale tudo)
“É absurdo prejudicar a população com uma paralisação que não foi informada”, “cujos motivos, juntos ou injustos, são desconhecidos”, “cujas lideranças não se identificam”. (HADDAD, Fernando - entrevista coletiva convocada (!)¹ para falar sobre a paralisação no serviço de ônibus).
Ah, para.
Paralisações não informadas acontecem o tempo todo. Quando as autoridades solicitam (ou exigem) que manifestações sejam avisadas com antecedência, PT acha um absurdo, “e o direito de livre manifestação”?
Os motivos nem sempre são conhecidos... Às vezes, nem mesmo pelos manifestantes. Já foi demonstrado, provado e comprovado que muitos são conduzidos à Paulista em troca de um lanche e um trocado não sabem nem pra que, e os Sindicatos acham “legítimo”.
Os motivos verdadeiros nem sempre são os declarados. “Queremos qualidade na Educação”! Mentira, queremos f. o governo. “Queremos preservar a autonomia universitária”! Mentira, queremos f. o governo. E se tiver que f. a população junto, azar. Ou melhor, tem que f. a população para produzir os resultados esperados!
Qto às lideranças... Ah, as lideranças. “Movimentos sociais independentes” são liderados por assessores parlamentares. Tem despesas pagas (carro de som, faixas, o bendito do lanche) por vereadores e deputados. Trabalhadores, pessoas afetadas por desocupações e participantes de ocupações são manipulados por malandros de todos os tipos. Os que querem constranger o governo e tão nem aí para o benefício ou malefício das pessoas. Os que querem ganhar dinheiro. Os que querem manter seu negócio funcionando nos becos de um fim-de-mundo qualquer.
E quando não há identificação nem lideranças, como os Black Blocs? #Comofaz? Se eles avisarem “vamos sair quebrando tudo”, aí tudo bem?
***
Os líderes do movimento que desmatou uma área grande de preservação ambiental para instalar 8 mil famílias pararam várias vezes a Zona Sul. Manifestações assim são comuns: fecham a avenida, botam fogo em pneu, tacam paus e pedras em quem tentar liberar a passagem, agora tacam fogo em ônibus, viaturas e carros em “dois palito”.
O prefeito não condena.
Não diz que “foi sem avisar, não sabemos os motivos e não identificamos as lideranças”.
Pelo contrário.
Quando pararam o centro da cidade e se instalaram na frente da prefeitura, o prefeito desceu do gabinete, subiu no carro de som e fez um monte de promessas mentirosas e irresponsáveis. Criminosas. “Vão lá pressionar os vereadores a alterar o Plano Diretor que eu libero a área pra vocês”.
***
Eu não conheço a genealogia do Sindicato dos Motoristas (“Fulano é de Sicrano, Beltrano é do inimigo de Sicrano”). Tem gente que sabe direitinho: “João é do Tatto, José é ligado ao PSTU”. Seja lá o que for, CLARO que a briga entre as lideranças sindicais está por trás dessa paralisação. Duh. Mas sei lá qual é a da direção do Sindicato. Será pelego? E a da oposição do Sindicato, é pior ou menos pior?Cer-te-za que uns e outros são uns anjos, que ja-mais abusam de sua força, dinheiro e poder.
Os grevistas aqui dizem que “eles (a direção, insinuando conluio com as empresas e a prefeitura) anteciparam a Assembleia à revelia para aprovar o que eles queriam”. Não vi um cazzo de um jornalista tentar averiguar isso. Fica, pra variar, no “um falou isso, outro falou aquilo”.
***
(Também fiquei sem saber quem era quem na greve dos garis do Rio, que diziam discordar do que o Sindicato tinha negociado em nome deles. Quem era o filho-da-p. da história, o Sindicato ou a dissidência ou o governo ou tudojuntoemisturado)
***
TODA greve de ônibus f. a população. Não avisar piora, mas é impossível não complicar muito a vida de milhões. Se fosse greve convocada pelo Sindicato, o transtorno pra população seria menor? Só seria diferente. Em vez de chegar ao ponto e descobrir que parou, já ia sair de casa duas horas mais cedo sabendo que ia parar...
O problema do Haddad NÃO É o transtorno. Isso ele aceita, até defende, desde que estejam “do seu lado”. O problema é que essa greve é de um serviço público municipal, ou seja, “contra a prefeitura”. DAÍ ele vem dizer que não é justo, não é assim que se faz. Vai falar isso lá pra CUT que eu quero ver.
*****
¹ O espanto com a convocação foi a rapidez com que o sempre sumido Haddad veio a público se manifestar. Mas ele não é louco de ir a campo, dar as caras em público e enfrentar o quebra-queixo, isto é, aquela roda de repórteres de rádio, jornal e TV se acotovelando em volta dele no momento de tensão. Haddad é que nem jogador de futebol, só fala sentado na bancada, na frente de um backdrop, com a entrevista sob controle.
Ah, para.
Paralisações não informadas acontecem o tempo todo. Quando as autoridades solicitam (ou exigem) que manifestações sejam avisadas com antecedência, PT acha um absurdo, “e o direito de livre manifestação”?
Os motivos nem sempre são conhecidos... Às vezes, nem mesmo pelos manifestantes. Já foi demonstrado, provado e comprovado que muitos são conduzidos à Paulista em troca de um lanche e um trocado não sabem nem pra que, e os Sindicatos acham “legítimo”.
Os motivos verdadeiros nem sempre são os declarados. “Queremos qualidade na Educação”! Mentira, queremos f. o governo. “Queremos preservar a autonomia universitária”! Mentira, queremos f. o governo. E se tiver que f. a população junto, azar. Ou melhor, tem que f. a população para produzir os resultados esperados!
Qto às lideranças... Ah, as lideranças. “Movimentos sociais independentes” são liderados por assessores parlamentares. Tem despesas pagas (carro de som, faixas, o bendito do lanche) por vereadores e deputados. Trabalhadores, pessoas afetadas por desocupações e participantes de ocupações são manipulados por malandros de todos os tipos. Os que querem constranger o governo e tão nem aí para o benefício ou malefício das pessoas. Os que querem ganhar dinheiro. Os que querem manter seu negócio funcionando nos becos de um fim-de-mundo qualquer.
E quando não há identificação nem lideranças, como os Black Blocs? #Comofaz? Se eles avisarem “vamos sair quebrando tudo”, aí tudo bem?
***
Os líderes do movimento que desmatou uma área grande de preservação ambiental para instalar 8 mil famílias pararam várias vezes a Zona Sul. Manifestações assim são comuns: fecham a avenida, botam fogo em pneu, tacam paus e pedras em quem tentar liberar a passagem, agora tacam fogo em ônibus, viaturas e carros em “dois palito”.
O prefeito não condena.
Não diz que “foi sem avisar, não sabemos os motivos e não identificamos as lideranças”.
Pelo contrário.
Quando pararam o centro da cidade e se instalaram na frente da prefeitura, o prefeito desceu do gabinete, subiu no carro de som e fez um monte de promessas mentirosas e irresponsáveis. Criminosas. “Vão lá pressionar os vereadores a alterar o Plano Diretor que eu libero a área pra vocês”.
***
Eu não conheço a genealogia do Sindicato dos Motoristas (“Fulano é de Sicrano, Beltrano é do inimigo de Sicrano”). Tem gente que sabe direitinho: “João é do Tatto, José é ligado ao PSTU”. Seja lá o que for, CLARO que a briga entre as lideranças sindicais está por trás dessa paralisação. Duh. Mas sei lá qual é a da direção do Sindicato. Será pelego? E a da oposição do Sindicato, é pior ou menos pior?Cer-te-za que uns e outros são uns anjos, que ja-mais abusam de sua força, dinheiro e poder.
Os grevistas aqui dizem que “eles (a direção, insinuando conluio com as empresas e a prefeitura) anteciparam a Assembleia à revelia para aprovar o que eles queriam”. Não vi um cazzo de um jornalista tentar averiguar isso. Fica, pra variar, no “um falou isso, outro falou aquilo”.
***
(Também fiquei sem saber quem era quem na greve dos garis do Rio, que diziam discordar do que o Sindicato tinha negociado em nome deles. Quem era o filho-da-p. da história, o Sindicato ou a dissidência ou o governo ou tudojuntoemisturado)
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TODA greve de ônibus f. a população. Não avisar piora, mas é impossível não complicar muito a vida de milhões. Se fosse greve convocada pelo Sindicato, o transtorno pra população seria menor? Só seria diferente. Em vez de chegar ao ponto e descobrir que parou, já ia sair de casa duas horas mais cedo sabendo que ia parar...
O problema do Haddad NÃO É o transtorno. Isso ele aceita, até defende, desde que estejam “do seu lado”. O problema é que essa greve é de um serviço público municipal, ou seja, “contra a prefeitura”. DAÍ ele vem dizer que não é justo, não é assim que se faz. Vai falar isso lá pra CUT que eu quero ver.
*****
¹ O espanto com a convocação foi a rapidez com que o sempre sumido Haddad veio a público se manifestar. Mas ele não é louco de ir a campo, dar as caras em público e enfrentar o quebra-queixo, isto é, aquela roda de repórteres de rádio, jornal e TV se acotovelando em volta dele no momento de tensão. Haddad é que nem jogador de futebol, só fala sentado na bancada, na frente de um backdrop, com a entrevista sob controle.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Um poste
Não, amigos, agora não estamos falando de eleição.
É um poste mesmo, em concreto e viga.
Fica em frente à garagem de um cidadão. Atrapalha a entrada e saída do carro e impede a instalação de um portão elétrico.

Ele pediu para a AES Eletropaulo fazer o favor, se não fosse incomodar, de mudar o poste para outro lugar.
"Claro, senhor"!
O que é que a gente não faz por... R$13 mil, não é mesmo?
EXATO. A AES Eletropaulo mandou um orçamento de R$14,7 mil e a parte do cliente é só R$13,6 mil.
__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

__________________________________________________________________
"Hoje estou desempregado, ou seja, esse valor que estão me cobrando para remover o poste eu não tenho condições de pagar, até mesmo se voltar a trabalhar, acho um valor muito alto para um serviço que na minha opinião, leiga do assunto, não é de responsabilidade minha, pois se não é de responsabilidade da Eletropaulo, minha com certeza não é!"
EU TAMBÉM ACHO.
É um poste mesmo, em concreto e viga.
Fica em frente à garagem de um cidadão. Atrapalha a entrada e saída do carro e impede a instalação de um portão elétrico.

Ele pediu para a AES Eletropaulo fazer o favor, se não fosse incomodar, de mudar o poste para outro lugar.
"Claro, senhor"!
O que é que a gente não faz por... R$13 mil, não é mesmo?
EXATO. A AES Eletropaulo mandou um orçamento de R$14,7 mil e a parte do cliente é só R$13,6 mil.
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"Hoje estou desempregado, ou seja, esse valor que estão me cobrando para remover o poste eu não tenho condições de pagar, até mesmo se voltar a trabalhar, acho um valor muito alto para um serviço que na minha opinião, leiga do assunto, não é de responsabilidade minha, pois se não é de responsabilidade da Eletropaulo, minha com certeza não é!"
EU TAMBÉM ACHO.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Banco do Brasil (*&h%G%#@
Dias atrás, recebi a oferta de serviços do Banco do Brasil por SMS. Aceitei.
Já acho bem legal que, a cada movimentação, ele avisar na hora: “Débito de R$50 na Livraria Cultura, Saldo: R$15,00C”.
Bom, ontem recebi a mensagem informando que, depois de pagar a conta no restaurante, a conta estava negativa: “126,28D”. :oP
Hoje quis cobrir o vermelho logo e pedi um extrato no celular. Olha o que eles informam: “Saldo Disponível: R$ 4.896,93C”. POSITIVO, portanto!
Uééé... Será que eu recebi algum pagamento atrasado?? (Demorou tanto para a Petrobrás me pagar um cachê e para receber o pagamento por participar de um evento patrocinado por lei federal de apoio à cultura, que eu já nem contava mais receber...).
Resolvi ir à agência e puxar um extrato impresso dos últimos 30 dias.
Resultado:
1 - Descobri que no dia 05/07 debitaram uma “Tarifa Pacote de Serviços” de R$42,90. Nem sei quais serviços são esses - sei que eu CANCELEI meus cartões de crédito do BB porque a anuidade era um ABSURDO, tipo R$400,00. Espero que eles não tenham “esquecido” de cancelar a cobrança.
E se eles me avisam qdo sai algum dinheiro da conta por compensação de cheque, operação com o cartão ou transferência, por que não fazem o favor de avisar por SMS que me subtraíram 40 mangos??
2 - CLARO que o “saldo disponível” NÃO É dinheiro que eu tenho em conta... É quanto eu posso usar do meu limite do cheque especial. VSF! Não pode ser “C” (crédito, saldo positivo) se é dinheiro que eu NÃO TENHO!
3 - Se eu usar esse “saldo disponível”, vou pagar por ele, informa o extrato impresso, 5,20% AO MÊS. Ao ano, seriam 85,36%!
Esse é o Banco do Brasil “Bom Pra Todos”. Falô. Serviço sem-vergonha e taxas vampirescas como todos os outros.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
P#ta raiva que dá :o(
"Ontem as 18.40 hs meu filho Guilherme Oliva foi assaltado por 2
bandidinhos na Av. Marques de São Vicente, qdo ia para o cursinho.
Levaram o cel, o guarda-chuva e de brinde meu filho levou uma espetada
de estilete.
Voltou correndo pra casa e em seguida saiu acompanhado do
meu marido, meu irmão do meu outro filho, enquanto eu ligava para o 190.
Fui atendida pelo soldado Bruno, que disse que enviaria
uma viatura para o local e pediu meu end. Perguntei "qual local? Minha
casa? Ou na Marquês? Precisamos estar junto pra tentar identificar os
bandidos?" "Não não, se encontrarmos algum suspeito a gente liga pra sua
casa". Pergunto qual o numero do protocolo da minha chamada, ele diz
que não tem, pergunto "devo ir fazer um BO"? "A sra que decide"...
Enquanto isso todos voltam frustados, pq não encontraram os suspeitos (graças a
DEUS, pra não dar merda) e encontraram uma viatura papeando num posto
de gasolina e os guardas simplesmente falaram que "calma, calma, vcs
estão muito exaltados por nada"...
Levamos meu filho no Hosp. Sta Isabel para fazer curativo no corte e, segundo a médica que nos atendeu, apesar de ser superficial tinha que tomar uma antitetânica em até 8
h e nos encaminhou para o Instituto Pasteur na Av Paulista.
Chegamos lá, ele está fechado para reforma, e nos mandaram para o Hosp. Emilio
Ribas. O recepcionista Antonio chamou o médico Dr. Francisco, e ambos
fazendo muito pouco caso e piadinha, pq o encaminhamento era de um
hospital particular. Não quis dar a vacina pq disse ter coisa mais
importante pra fazer, mandando voltar hoje. Qdo questionei as 8hs do
ocorrido, disse que ele era o médico ali e que, se eu quisesse, poderia até
abrir ficha e voltar hoje, pq ele tinha mais o q fazer.
O Antonio da recepção, qdo perguntei o nome completo do médico, me respondeu q ele
não tinha que saber o nome e sobrenome de ninguem e apontou um
cartaz na parede que dizia que func público desrespeitado é crime!"
domingo, 29 de janeiro de 2012
Recapitulando (pra facilitar aos q se interessam)
Realmente, faz tanto tempo que eu escrevi os primeiros posts sobre a desocupação que é bem fácil passar batido por eles, então vamos lá. Tem um trecho de cada e o link para a íntegra.
C#agadas em Série 1 (publicado em 23/jan)
A combinação de necessidade e desejo, laços de amizade e relações de poder, organização cidadã e organização criminosa, interesses honestos e oportunismo dá merda sempre. E a omissão ou ação errada dos agentes públicos (prefeitura, estado, governo federal, vereadores, deputados etc) é o combustível da catástrofe que vai sendo armazenado até explodir.
C#gadas em Série 2 (publicado em 24/jan)
Quem se ferra? É quem NÃO FAZ PARTE DESSA GUERRA. Quem não tem dinheiro, nem armas, nem padrinho, nem faz parte de alguma organização, seja pela razão que for. Porque é idoso, porque não para em casa (2 empregos + escola), porque não quer se envolver mesmo. Digo isso em defesa dos "desorganizados", sempre os mais prejudicados, mesmo quando são maioria.
C#gadas em Série 3 (24/jan)
Discordo da decisão do governo, de fazer cumprir a reintegração de posse. Desaprovo a ação e condeno a violência policial, os abusos, as barbaridades. Duvido que as pessoas desalojadas tenham encaminhamento decente. É muita gente... Não houve preparação verdadeira para sua realocação. Mas também desaprovo e condeno o oportunismo, a exploração, a incitação ao ódio, a mentira de muitos dos que se colocam em defesa dos moradores do Pinheirinho. É relativismo demais? Sinto muito. A vida é mais complexa do que parece nos slogans.
"Novidade" - Em todo lugar tem gente desonesta (publicado em 27/jan)
Aos que aplaudem a violência de um lado ou de outro (Estado, oposição, esquerda, direita), minha condenação. Os que querem ver os exércitos americanos exterminando muçulmanos e os que acham graça em atentados a bomba contra israelenses. Às vítimas da opressão de bandidos ou terroristas e às vítimas da opressão do Estado e suas Forças Armadas, minha igual solidariedade.
***
Acrescento o comentário mais sucinto e ao mesmo tempo completo que li nos últimos dias, "Tragédia de Erros".
Tks pela atenção até aqui.
C#agadas em Série 1 (publicado em 23/jan)
A combinação de necessidade e desejo, laços de amizade e relações de poder, organização cidadã e organização criminosa, interesses honestos e oportunismo dá merda sempre. E a omissão ou ação errada dos agentes públicos (prefeitura, estado, governo federal, vereadores, deputados etc) é o combustível da catástrofe que vai sendo armazenado até explodir.
C#gadas em Série 2 (publicado em 24/jan)
Quem se ferra? É quem NÃO FAZ PARTE DESSA GUERRA. Quem não tem dinheiro, nem armas, nem padrinho, nem faz parte de alguma organização, seja pela razão que for. Porque é idoso, porque não para em casa (2 empregos + escola), porque não quer se envolver mesmo. Digo isso em defesa dos "desorganizados", sempre os mais prejudicados, mesmo quando são maioria.
C#gadas em Série 3 (24/jan)
Discordo da decisão do governo, de fazer cumprir a reintegração de posse. Desaprovo a ação e condeno a violência policial, os abusos, as barbaridades. Duvido que as pessoas desalojadas tenham encaminhamento decente. É muita gente... Não houve preparação verdadeira para sua realocação. Mas também desaprovo e condeno o oportunismo, a exploração, a incitação ao ódio, a mentira de muitos dos que se colocam em defesa dos moradores do Pinheirinho. É relativismo demais? Sinto muito. A vida é mais complexa do que parece nos slogans.
"Novidade" - Em todo lugar tem gente desonesta (publicado em 27/jan)
Aos que aplaudem a violência de um lado ou de outro (Estado, oposição, esquerda, direita), minha condenação. Os que querem ver os exércitos americanos exterminando muçulmanos e os que acham graça em atentados a bomba contra israelenses. Às vítimas da opressão de bandidos ou terroristas e às vítimas da opressão do Estado e suas Forças Armadas, minha igual solidariedade.
***
Acrescento o comentário mais sucinto e ao mesmo tempo completo que li nos últimos dias, "Tragédia de Erros".
Tks pela atenção até aqui.
sábado, 28 de janeiro de 2012
"Tudo certo", oi???!!!
nirso deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Nem vem!":
Soninha, desculpe, mas vc não é a pessoa mais indicada para incitar uma reflexão nas pessoas. Você esteve lá em Pinheirinho pra chamar algumas pessoas de "bandidos"? Você sabe o que realmente esta acontecendo lá?
>>>>Nirso, no Pinheirinho eu não estive, mas tenho muita convivência, conhecimento, vivência, conhecidos e amigos em muitas favelas e periferias. Assim como todos nós SABEMOS que há casos e mais casos de violência policial; que na periferia ou com pobres, pretos e homens jovens a “regra” é o abuso, não é possível não saber que nas resistências na periferia há dois grupos perversos de aproveitadores: os bandidos que convivem com os trabalhadores, os “ajudam” e oprimem no dia-a-dia e não querem perder o “feudo”, e extremados militantes partidários que quase torcem para que morra alguém para poderem acusar o governo.
Já me meti em mil brigas e ocorrências confrontando PMs, GCMs, policiais civis... e bandidos “comuns”, mas isso foi mais raro. Às vezes bato e pé e teimo com os recados que mandam: "Não autorizam o evento #myass. Vamos fazer sim um mutirão de mosaico com a molecada aqui e não tem nada a ver com o 'movimento' deles. Não venham com babaquice". Mas acontece muito mais frequentemente de acabar em um DP atendendo a um SOS desesperado, nas horas mais bizarras; Alguns policiais me odeiam porque me acham uma burguesa babaquinha que defende os “direitos humanos dos bandidos”, “maconheira de merda”, “inocente útil”. Do outro lado alguns acham de mim a mesma coisa, só trocando a primeira frase entre aspas por “elites brancas perversas”. Haja...
Sua opinião em relação aos acontecimentos é baseada apenas nas fotografias que vc linkou? Ou nas suas relações com membros do PSDB?
>>> Minha opinião sobre a fotografia que eu linkei é sobre a fotografia que eu linkei, e repito aqui: aquelas pessoas, pra mim, são bandidos infiltrados. Se são trabalhadores, escolheram um método de resistência (repare que são PORRETES COM PREGOS, santo deus!) que eu desaprovo. (Se minha frase acabou associada a outras fotos - nesse álbum do UOL há várias, de muitas outras pessoas - eu sinto muito, sinto muito mesmo, my mistake que devia ter "embedado" a foto certa desde o começo, como aqui) Tanto quanto desaprovo as malditas e perigosas balas de borracha e as estúpidas “bombas de efeito moral” que a polícia emprega a torto e direito (leia aqui, na série de posts “C#gadas em série”)
Bom, sugiro vc ir visitar os "abrigos" onde as familias estão morando agora pra ver se realmente está tudo "certo".
>>>Onde, Nirso, eu falei que estava “tudo certo”?????????? Tá doido??? Leia AQUI , AQUI e AQUI ! (LEIA, por favor, como eu estou lendo TUDO. Leia e, sendo honesto, interrompa quem disse que eu "defendo a ação da polícia" e "chamei todo mundo de bandido"). Não, eu NÃO ACHO que tá tudo certo, que foi feito tudo certo, que não havia alternativas, que a população recebeu o tratamento que deveria, que o governo tomou a decisão e providências corretas. Como o começo da frase ficou longe do final, vou repetir: NÃO ACHO. Quer discordar de mim quanto à presença de bandidos, achar que eu estou viajando, ok, é uma divergência entre nós. Mas discordar do que eu NUNCA disse é demais. É como aquelas pessoas que dizem que eu quero incentivar todo mundo a fumar maconha, que não conheço o flagelo da dependência ou que ignoro a violência dos traficantes por causa de minha opinião favorável à legalização de sua produção e comércio.
Justificar sua opnião em relação a 6 mil familias que habitavam o local se baseando apenas em algumas fotografias jornalisticas que mostram grupos de no maximo 50 pessoas é um tant qto precipitado, não?
>>>> De novo, Nirso - QUE opinião em relação às milhares de famílias? QUANDO foi que eu julguei elas todas e neguei que fossem trabalhadores??? Meu deus! Você é um cara que se interessa e se dispõe a debater, que sabe ler um texto, como é que não nota a diferença de acusar aquele grupo - sim, CLARO, um pequeno grupo oportunista - e desqualificar todo mundo?? Eu não disse que há bandidos APROVEITADORES da situação? Porque há uma “situação” real, injusta, lamentável que é fruto omissão/inoperância/incapacidade/intolerância dos governos e resulta em dano duradouro à vida de pessoas que só queriam um lugar para viver e não tiveram outro. O pequeno (e variado) grupo se aproveita da situação e toca o puteiro.
Há gente de fora realmente preocupada, sensibilizada, interessada genuinamente na situação dos moradores. Mas você REALMENTE não acredita ou não concorda que há aproveitadores? As mulheres e crianças fugiam e pediam misericórdia; foram elas e seus maridos humildes e trabalhadores que atearam fogo em carros?? Bom, se foram os maridos, eu volto ao ponto: má escolha. Não resolve, não ajuda, só aumenta o terror da situação.
Bom, sei que vc vai "desaprovar" esse comment, assim como vc fez com os comments relacionados ao seu outro post. Assim fica fácil né? Deixar apenas os comentarios favoraveis. Porque depois de pesquisar seu blog, cheguei a conclusão de aqui não há espaço pra discussão, apenas para sua opinião.
>>> Eu estabeleci uma regra básica: comentários divergentes, ok. Agressões, ofensas, ataques, violência verbal, não. É meu blog, é meu direito. Durante bastante tempo eu autorizava tudo tudo tudo, por mais nojento que fosse. Queria expor tudo que surge em uma discussão pra gente ter uma visão do mundo como um todo. Vários leitores pediam por favor para eu editar, evitar, excluir, porque não queriam entrar em uma briga de rua, queriam apenas um debate civilizado, ainda que acalorado, e perdiam a vontade de discutir diante de tanta baixaria.
Bom, saiba que sua atitude ignorante em relação aos acontecimentos atuais está lentamente acabando com sua imagem politica. Parabens. Se vc tem intenção de se eleger em qualquer cargo nesse ano, saiba que vc tera no minimo uns 2000 votos a menos.
>>> Infelizmente, se as pessoas formam sua opinião a partir de frases fora de contexto e deturpações desonestas, não há muito o que fazer a não ser calar a minha boca sempre. Quantos votos você acha que eu perco por defender legalização de maconha e do aborto ou o reconhecimento e respeito dos direitos dos homossexuais? Quantas pessoas me acusam, por isso, de ser “contra a vida”, a família, a decência? É triste ter de enfrentar ao mesmo tempo a desinformação ou má-fé dos mais conservadores E dos progressistas.
E se as pessoas estão se armando pra se defender da violencia da policia, saiba que é porque a policia usa violencia. Como se defender de balas de borracha, gas lacrimogenio e escudos blindados? Como defender sua moradia de ser destruida por um trator apenas para alimentar os desejos de especuladores?!
>>>> Sou contra a violência, pronto. Você pode discordar, mas precisa respeitar meu ponto de vista. Pra mim, a cena mais absurda, ABSURDA, intolerável da ação policial foi quando aqueles quatro ou cinco policiais com capacetes e cassetete partiram para cima de um homem negro COMPLETAMENTE inofensivo, desarmado, pacífico. Quantas vezes já vimos isso? Eu nunca vou aceitar, nunca vou me conformar. Nem que ali estivesse um meliante, um grupo de policiais JAMAIS poderia agir daquele modo. Mas quanto mais manifestantes reagem com violência, mais gente vai apoiar até mesmo a violência da polícia. Acontece direto nos conflitos com torcida organizada... “Bando de arruaceiros, quem mandou? E quem é decente nem deveria ir ao estádio”. Os que pensam assim aplaudem os policiais por cometer abusos... Parem todos com isso, pelo amor de Deus.
Como se defender qdo a Justiça e o Governo estão contra você e você não fez nada, não cometeu nenhum crime?!?
>>> Não é com violência. É com câmeras nos celulares, é deitando no caminho dos policiais, é levantando cartazes e cruzes, é acionando advogados e cortes internacionais, é gritando contra a intolerância. Morro de ódio às vezes, mas não consigo me permitir se violenta para me defender, não vou admitir a violência como legítima nunca. Perdoável no calor dos eventos, talvez. Premeditada, nunca.
Bom saber que se depender de você, essa estado na mesma merda em que está a anos (assim como outros estados e paises, porque merda tem em qualquer lugar, independente de partido politico ou de "pseudo-jornalista metida a politica".
>>>> Oooi???
Tem merda em qualquer lugar e sempre terá, e eu sou “metida” a política porque não aceito isso passivamente. Porque desde SEMPRE eu quero fazer mais pelo mundo em que vivo e tenho absoluta certeza que a política é a forma mais civilizada, ampla e viável de produzir transformações - não a “politicagem”, mas também não apenas a “sociedade civil organizada”, não o “movimento social”. Estes podem e devem influenciar a política, mas eu acredito no papel do Estado e na supremacia do Poder Público, e é onde eu quero estar.
(Para ser um diálogo mais franco, em vez de me acusar de um lugar anônimo (é fácil, eu estou exposta o tempo todo), por que você não me diz quem é, o que faz, quais suas tentativas reais para que, “se depender de você”, as coisas REALMENTE mudem nesta cidade, estado e PAÍS? É só uma provocação. Às vezes eu fico de saco cheio de quem vocifera na mesa do bar e empunha sua pena ferina no computador e JAMAIS sairia da cama às 5 da manhã para socorrer alguém na Brasilandia, mas me chama de "vendida". Talvez você seja super atuante e realmente saia do seu lugar para tentar interferir nas coisas com sua postura e atitude, mas talvez aja mais no computador do que no mundo lá fora. É válido participar na internet, mas acredite, eu lido muito mais do que isso com a miséria tentando curar de verdade essa chaga).
Obrigado pela atenção e pela hipocrisia de não publicar comentarios que questionam sua posição.
>>> Sarcasmo dispensável (o agradecimento). Uma coisa é questionar a minha opinião - e até me ofender, como você fez no penúltimo parágrafo, mas isso eu debito do calor do debate - e outra é fazer o equivalente a cuspir na minha cara. Não sou obrigada a dar espaço para qualquer tipo de coisa que apareça.
E olha, faço um desafio: qual é o político que você conhece, a quem você já tentou questionar, que expõe tão francamente e extensamente sua opinião sobre o que quer que seja? Somos quantos, uns quatro ou cinco? Então me exclua do seu universo da política se você quiser, mas duvido que encontre alguém com quem tenha interlocução tão próxima.
Abs,
S.
*******
PS: Alguém ligou para me ouvir, entender, tirar a dúvida - UMA jornalista, de UM veículo de comunicação, o portal R7. Agradeço sempre aos que se informam de verdade e dispensam o telefone-sem-fio e o "estão- dizendo-que-ela-disse".
Soninha, desculpe, mas vc não é a pessoa mais indicada para incitar uma reflexão nas pessoas. Você esteve lá em Pinheirinho pra chamar algumas pessoas de "bandidos"? Você sabe o que realmente esta acontecendo lá?
>>>>Nirso, no Pinheirinho eu não estive, mas tenho muita convivência, conhecimento, vivência, conhecidos e amigos em muitas favelas e periferias. Assim como todos nós SABEMOS que há casos e mais casos de violência policial; que na periferia ou com pobres, pretos e homens jovens a “regra” é o abuso, não é possível não saber que nas resistências na periferia há dois grupos perversos de aproveitadores: os bandidos que convivem com os trabalhadores, os “ajudam” e oprimem no dia-a-dia e não querem perder o “feudo”, e extremados militantes partidários que quase torcem para que morra alguém para poderem acusar o governo.
Já me meti em mil brigas e ocorrências confrontando PMs, GCMs, policiais civis... e bandidos “comuns”, mas isso foi mais raro. Às vezes bato e pé e teimo com os recados que mandam: "Não autorizam o evento #myass. Vamos fazer sim um mutirão de mosaico com a molecada aqui e não tem nada a ver com o 'movimento' deles. Não venham com babaquice". Mas acontece muito mais frequentemente de acabar em um DP atendendo a um SOS desesperado, nas horas mais bizarras; Alguns policiais me odeiam porque me acham uma burguesa babaquinha que defende os “direitos humanos dos bandidos”, “maconheira de merda”, “inocente útil”. Do outro lado alguns acham de mim a mesma coisa, só trocando a primeira frase entre aspas por “elites brancas perversas”. Haja...
Sua opinião em relação aos acontecimentos é baseada apenas nas fotografias que vc linkou? Ou nas suas relações com membros do PSDB?
>>> Minha opinião sobre a fotografia que eu linkei é sobre a fotografia que eu linkei, e repito aqui: aquelas pessoas, pra mim, são bandidos infiltrados. Se são trabalhadores, escolheram um método de resistência (repare que são PORRETES COM PREGOS, santo deus!) que eu desaprovo. (Se minha frase acabou associada a outras fotos - nesse álbum do UOL há várias, de muitas outras pessoas - eu sinto muito, sinto muito mesmo, my mistake que devia ter "embedado" a foto certa desde o começo, como aqui) Tanto quanto desaprovo as malditas e perigosas balas de borracha e as estúpidas “bombas de efeito moral” que a polícia emprega a torto e direito (leia aqui, na série de posts “C#gadas em série”)
Bom, sugiro vc ir visitar os "abrigos" onde as familias estão morando agora pra ver se realmente está tudo "certo".
>>>Onde, Nirso, eu falei que estava “tudo certo”?????????? Tá doido??? Leia AQUI , AQUI e AQUI ! (LEIA, por favor, como eu estou lendo TUDO. Leia e, sendo honesto, interrompa quem disse que eu "defendo a ação da polícia" e "chamei todo mundo de bandido"). Não, eu NÃO ACHO que tá tudo certo, que foi feito tudo certo, que não havia alternativas, que a população recebeu o tratamento que deveria, que o governo tomou a decisão e providências corretas. Como o começo da frase ficou longe do final, vou repetir: NÃO ACHO. Quer discordar de mim quanto à presença de bandidos, achar que eu estou viajando, ok, é uma divergência entre nós. Mas discordar do que eu NUNCA disse é demais. É como aquelas pessoas que dizem que eu quero incentivar todo mundo a fumar maconha, que não conheço o flagelo da dependência ou que ignoro a violência dos traficantes por causa de minha opinião favorável à legalização de sua produção e comércio.
Justificar sua opnião em relação a 6 mil familias que habitavam o local se baseando apenas em algumas fotografias jornalisticas que mostram grupos de no maximo 50 pessoas é um tant qto precipitado, não?
>>>> De novo, Nirso - QUE opinião em relação às milhares de famílias? QUANDO foi que eu julguei elas todas e neguei que fossem trabalhadores??? Meu deus! Você é um cara que se interessa e se dispõe a debater, que sabe ler um texto, como é que não nota a diferença de acusar aquele grupo - sim, CLARO, um pequeno grupo oportunista - e desqualificar todo mundo?? Eu não disse que há bandidos APROVEITADORES da situação? Porque há uma “situação” real, injusta, lamentável que é fruto omissão/inoperância/incapacidade/intolerância dos governos e resulta em dano duradouro à vida de pessoas que só queriam um lugar para viver e não tiveram outro. O pequeno (e variado) grupo se aproveita da situação e toca o puteiro.
Há gente de fora realmente preocupada, sensibilizada, interessada genuinamente na situação dos moradores. Mas você REALMENTE não acredita ou não concorda que há aproveitadores? As mulheres e crianças fugiam e pediam misericórdia; foram elas e seus maridos humildes e trabalhadores que atearam fogo em carros?? Bom, se foram os maridos, eu volto ao ponto: má escolha. Não resolve, não ajuda, só aumenta o terror da situação.
Bom, sei que vc vai "desaprovar" esse comment, assim como vc fez com os comments relacionados ao seu outro post. Assim fica fácil né? Deixar apenas os comentarios favoraveis. Porque depois de pesquisar seu blog, cheguei a conclusão de aqui não há espaço pra discussão, apenas para sua opinião.
>>> Eu estabeleci uma regra básica: comentários divergentes, ok. Agressões, ofensas, ataques, violência verbal, não. É meu blog, é meu direito. Durante bastante tempo eu autorizava tudo tudo tudo, por mais nojento que fosse. Queria expor tudo que surge em uma discussão pra gente ter uma visão do mundo como um todo. Vários leitores pediam por favor para eu editar, evitar, excluir, porque não queriam entrar em uma briga de rua, queriam apenas um debate civilizado, ainda que acalorado, e perdiam a vontade de discutir diante de tanta baixaria.
Bom, saiba que sua atitude ignorante em relação aos acontecimentos atuais está lentamente acabando com sua imagem politica. Parabens. Se vc tem intenção de se eleger em qualquer cargo nesse ano, saiba que vc tera no minimo uns 2000 votos a menos.
>>> Infelizmente, se as pessoas formam sua opinião a partir de frases fora de contexto e deturpações desonestas, não há muito o que fazer a não ser calar a minha boca sempre. Quantos votos você acha que eu perco por defender legalização de maconha e do aborto ou o reconhecimento e respeito dos direitos dos homossexuais? Quantas pessoas me acusam, por isso, de ser “contra a vida”, a família, a decência? É triste ter de enfrentar ao mesmo tempo a desinformação ou má-fé dos mais conservadores E dos progressistas.
E se as pessoas estão se armando pra se defender da violencia da policia, saiba que é porque a policia usa violencia. Como se defender de balas de borracha, gas lacrimogenio e escudos blindados? Como defender sua moradia de ser destruida por um trator apenas para alimentar os desejos de especuladores?!
>>>> Sou contra a violência, pronto. Você pode discordar, mas precisa respeitar meu ponto de vista. Pra mim, a cena mais absurda, ABSURDA, intolerável da ação policial foi quando aqueles quatro ou cinco policiais com capacetes e cassetete partiram para cima de um homem negro COMPLETAMENTE inofensivo, desarmado, pacífico. Quantas vezes já vimos isso? Eu nunca vou aceitar, nunca vou me conformar. Nem que ali estivesse um meliante, um grupo de policiais JAMAIS poderia agir daquele modo. Mas quanto mais manifestantes reagem com violência, mais gente vai apoiar até mesmo a violência da polícia. Acontece direto nos conflitos com torcida organizada... “Bando de arruaceiros, quem mandou? E quem é decente nem deveria ir ao estádio”. Os que pensam assim aplaudem os policiais por cometer abusos... Parem todos com isso, pelo amor de Deus.
Como se defender qdo a Justiça e o Governo estão contra você e você não fez nada, não cometeu nenhum crime?!?
>>> Não é com violência. É com câmeras nos celulares, é deitando no caminho dos policiais, é levantando cartazes e cruzes, é acionando advogados e cortes internacionais, é gritando contra a intolerância. Morro de ódio às vezes, mas não consigo me permitir se violenta para me defender, não vou admitir a violência como legítima nunca. Perdoável no calor dos eventos, talvez. Premeditada, nunca.
Bom saber que se depender de você, essa estado na mesma merda em que está a anos (assim como outros estados e paises, porque merda tem em qualquer lugar, independente de partido politico ou de "pseudo-jornalista metida a politica".
>>>> Oooi???
Tem merda em qualquer lugar e sempre terá, e eu sou “metida” a política porque não aceito isso passivamente. Porque desde SEMPRE eu quero fazer mais pelo mundo em que vivo e tenho absoluta certeza que a política é a forma mais civilizada, ampla e viável de produzir transformações - não a “politicagem”, mas também não apenas a “sociedade civil organizada”, não o “movimento social”. Estes podem e devem influenciar a política, mas eu acredito no papel do Estado e na supremacia do Poder Público, e é onde eu quero estar.
(Para ser um diálogo mais franco, em vez de me acusar de um lugar anônimo (é fácil, eu estou exposta o tempo todo), por que você não me diz quem é, o que faz, quais suas tentativas reais para que, “se depender de você”, as coisas REALMENTE mudem nesta cidade, estado e PAÍS? É só uma provocação. Às vezes eu fico de saco cheio de quem vocifera na mesa do bar e empunha sua pena ferina no computador e JAMAIS sairia da cama às 5 da manhã para socorrer alguém na Brasilandia, mas me chama de "vendida". Talvez você seja super atuante e realmente saia do seu lugar para tentar interferir nas coisas com sua postura e atitude, mas talvez aja mais no computador do que no mundo lá fora. É válido participar na internet, mas acredite, eu lido muito mais do que isso com a miséria tentando curar de verdade essa chaga).
Obrigado pela atenção e pela hipocrisia de não publicar comentarios que questionam sua posição.
>>> Sarcasmo dispensável (o agradecimento). Uma coisa é questionar a minha opinião - e até me ofender, como você fez no penúltimo parágrafo, mas isso eu debito do calor do debate - e outra é fazer o equivalente a cuspir na minha cara. Não sou obrigada a dar espaço para qualquer tipo de coisa que apareça.
E olha, faço um desafio: qual é o político que você conhece, a quem você já tentou questionar, que expõe tão francamente e extensamente sua opinião sobre o que quer que seja? Somos quantos, uns quatro ou cinco? Então me exclua do seu universo da política se você quiser, mas duvido que encontre alguém com quem tenha interlocução tão próxima.
Abs,
S.
*******
PS: Alguém ligou para me ouvir, entender, tirar a dúvida - UMA jornalista, de UM veículo de comunicação, o portal R7. Agradeço sempre aos que se informam de verdade e dispensam o telefone-sem-fio e o "estão- dizendo-que-ela-disse".
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Nem vem!
1) Para quem tiver real interesse em saber o que penso... Sem essa de pirou, maconheira, bla bla bla: C#gadas em série (Pinheirinho)
2) Pensamentos ou slogans igualmente cretinos: "Na favela/ periferia só tem bandido"; "na favela/periferia só tem trabalhador"
3) Discordar, ok. Distorcer ("olha o que ela pensa de todas vítimas") é desonestidade básica.
Se são trabalhadores, lamento, escolheram métodos de bandidagem. O que pretendem, "matar ou morrer"?
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6101-desocupacao-da-favela-pinheirinho#foto-114674
4) Esses [na foto com porretes] são criminosos tirando proveito da situação, não pessoas comuns defendendo sua terra http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6101-desocupacao-da-favela-pinheirinho#foto-114674
5) Chamo criminosos de aproveitadores, SIM. O que é COMPLETAMENTE diferente de chamar os desabrigados de criminosos. Mas é inútil discutir com a desonestidade...
***Palavras não quebram ossos, mas não vou publicar nenhum comentário semelhante a um porrete com pregos na ponta.
2) Pensamentos ou slogans igualmente cretinos: "Na favela/ periferia só tem bandido"; "na favela/periferia só tem trabalhador"
3) Discordar, ok. Distorcer ("olha o que ela pensa de todas vítimas") é desonestidade básica.
Se são trabalhadores, lamento, escolheram métodos de bandidagem. O que pretendem, "matar ou morrer"?
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6101-desocupacao-da-favela-pinheirinho#foto-114674
4) Esses [na foto com porretes] são criminosos tirando proveito da situação, não pessoas comuns defendendo sua terra http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6101-desocupacao-da-favela-pinheirinho#foto-114674
5) Chamo criminosos de aproveitadores, SIM. O que é COMPLETAMENTE diferente de chamar os desabrigados de criminosos. Mas é inútil discutir com a desonestidade...
***Palavras não quebram ossos, mas não vou publicar nenhum comentário semelhante a um porrete com pregos na ponta.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
C#gadas em série (Pinheirinho) - 3
Parte 6 - Afinal, de que lado você está?
Discordo da decisão do governo, de fazer cumprir a reintegração de posse. Desaprovo a ação e condeno a violência policial, os abusos, as barbaridades. Duvido que as pessoas desalojadas tenham encaminhamento decente. É muita gente... Não houve preparação verdadeira para sua realocação.
Mas também desaprovo e condeno o oportunismo, a exploração, a incitação ao ódio, a mentira de muitos dos que se colocam em defesa dos moradores do Pinheirinho.
É relativismo demais? Sinto muito. A vida é mais complexa do que parece nos slogans.
Maniqueísmo é raso, desonesto, sujo.
Policiais são heróis, suas vítimas são sempre bandidos
X
Policiais são bandidos, suas vítimas são heróis da resistência
Na favela todo mundo é bandido
X
Na favela todo mundo é trabalhador
Paulistas ricos votam nos tucanos que odeiam pobres
X
O PT faz tudo pelos pobres
#myass
No Rio o Exército patrulha ostensivamente as ruas das favelas à guisa de "pacificação". Volta e meia um morador toma um tiro de um soldado, fazer o que? Acidente de percurso. Não, o governo Paes-Cabral não é fascista, opressor, a política social deles é joinha.
A Polícia na Bahia é fina, educada, bem preparada, bem equipada, honesta e não se tem notícia de abuso. Se tiver, SE TIVER, o governador não tem NADA a ver com isso.
Em Pernambuco, a reação a uma rebelião no equivalente deles à Fundação Casa termina com adolescentes mortos, um deles degolado. Mas o Eduardo Campos é um socialista, qualquer violência que aconteça contra pobres não tem nada a ver com ele.
Greves em universidades federais são reprimidas com "energia". Indígenas e ribeirinhos são enxotados, encurralados, expulsos por funcionários das empresas que trabalham na m. da usina de Belo Monte. Presídios no Espírito Santo parecem masmorras. Acre, Amapá, Maranhão... Pobres dos pobres de lá. Mas ninguém lá é fascista, nazista, lacaio dos imperialistas, capitalista nojento.
Mas São Paulo... Ah, São Paulo dá #vergonha, São Paulo é o pior lugar do mundo pra se viver, não faz nada pelos mais pobres, muito pelo contrário. A Saúde em São Paulo é a pior do país, a Educação também, a Polícia é a pior do Hemisfério. O metrô de São Paulo dá vergonha, ver-go-nha. Em todas as capitais é melhor, mais avançado, mais confortável, atende mais gente. As favelas da capital são as piores do MUNDO. Porque aqui, ah, aqui quem manda é a direita. Aqui não se tem a liberdade de manifestação e expressão, de organização e de imprensa que tem em Mato Grosso ou na Bahia. Ou no Irã, Cuba, Venezuela ou na China - esses países "de esquerda", libertários, igualitários, justos, em que os ricos não tem privilégios, os trabalhadores são respeitados, os pobres vivem decentemente e o governo tolera a oposição.
#MYASS.
Discordo da decisão do governo, de fazer cumprir a reintegração de posse. Desaprovo a ação e condeno a violência policial, os abusos, as barbaridades. Duvido que as pessoas desalojadas tenham encaminhamento decente. É muita gente... Não houve preparação verdadeira para sua realocação.
Mas também desaprovo e condeno o oportunismo, a exploração, a incitação ao ódio, a mentira de muitos dos que se colocam em defesa dos moradores do Pinheirinho.
É relativismo demais? Sinto muito. A vida é mais complexa do que parece nos slogans.
Maniqueísmo é raso, desonesto, sujo.
Policiais são heróis, suas vítimas são sempre bandidos
X
Policiais são bandidos, suas vítimas são heróis da resistência
Na favela todo mundo é bandido
X
Na favela todo mundo é trabalhador
Paulistas ricos votam nos tucanos que odeiam pobres
X
O PT faz tudo pelos pobres
#myass
No Rio o Exército patrulha ostensivamente as ruas das favelas à guisa de "pacificação". Volta e meia um morador toma um tiro de um soldado, fazer o que? Acidente de percurso. Não, o governo Paes-Cabral não é fascista, opressor, a política social deles é joinha.
A Polícia na Bahia é fina, educada, bem preparada, bem equipada, honesta e não se tem notícia de abuso. Se tiver, SE TIVER, o governador não tem NADA a ver com isso.
Em Pernambuco, a reação a uma rebelião no equivalente deles à Fundação Casa termina com adolescentes mortos, um deles degolado. Mas o Eduardo Campos é um socialista, qualquer violência que aconteça contra pobres não tem nada a ver com ele.
Greves em universidades federais são reprimidas com "energia". Indígenas e ribeirinhos são enxotados, encurralados, expulsos por funcionários das empresas que trabalham na m. da usina de Belo Monte. Presídios no Espírito Santo parecem masmorras. Acre, Amapá, Maranhão... Pobres dos pobres de lá. Mas ninguém lá é fascista, nazista, lacaio dos imperialistas, capitalista nojento.
Mas São Paulo... Ah, São Paulo dá #vergonha, São Paulo é o pior lugar do mundo pra se viver, não faz nada pelos mais pobres, muito pelo contrário. A Saúde em São Paulo é a pior do país, a Educação também, a Polícia é a pior do Hemisfério. O metrô de São Paulo dá vergonha, ver-go-nha. Em todas as capitais é melhor, mais avançado, mais confortável, atende mais gente. As favelas da capital são as piores do MUNDO. Porque aqui, ah, aqui quem manda é a direita. Aqui não se tem a liberdade de manifestação e expressão, de organização e de imprensa que tem em Mato Grosso ou na Bahia. Ou no Irã, Cuba, Venezuela ou na China - esses países "de esquerda", libertários, igualitários, justos, em que os ricos não tem privilégios, os trabalhadores são respeitados, os pobres vivem decentemente e o governo tolera a oposição.
#MYASS.
C#gadas em série (Pinheirinho) - 2
(O primeiro post foi este aqui)
Parte 4: energia, rigor, violência
Já participei do planejamento de ações em que era necessária a presença e quase certa a necessidade de atuação da Polícia Militar em situações de conflito ou tumulto. Jogos de futebol, por exemplo.
Sempre questionei o uso das malditas balas de borracha. A resposta que obtive sempre foi "é o armamento não letal determinado". P., determinado por quem? Podem por favor determinar outra coisa?
Em todo o mundo "riots" são dispersadas com jatos de água. Não consigo imaginar por que não seriam mais indicados do que projéteis. Imagine, no meio do tumulto uma arma é disparada em direção à massa. Quem ela vai atingir e onde? Sabe deus! Uma vez, na Paulista, um fotógrafo (da Folha da Tarde, se não me engano) foi atingido NO OLHO. Não importa - na coxa, na barriga, no braço, é um absurdo.
"Bomba de efeito moral" também é um horror. Gera pânico, desespero. Você ouve os estouros e não sabe se é tiro. Coração vai na garganta, perna fica bamba, nem que seja por um segundo. O "efeito moral" é esse... Pessoas podem sair correndo e caírem, serem pisoteadas... Outras podem, na sua fúria, contra-atacar como der no meio da fumaça, com paus e pedras. É assim que se controla a situação?
Outro erro INACEITÁVEL é bater em alguém caído. Chutar então... E quando são vários contra um, como aconteceu na porta de uma tenda com um sujeito absolutamente indefeso e pacífico, agredido por quatro ou cinco policiais? Crime para detenção em flagrante. Aliás, sair correndo atrás de alguém que está fugindo dando cacetadas nas costas também é errado. É violência, revide, descontrole. Errado.
Assim como é errado rosnar para as pessoas. Rigor, entendo, é necessário. Não dá para parar, conversar, discutir, abrir exceções, quebrar um galho. O bagulho é tenso. Mas um mínimo de humanidade é indispensável. A mulher que não pode voltar para casa e pegar NADA a não ser a mamadeira estava inconformada. Na porta de casa, pediu um segundo, implorou. Também já implorei compreensão de seguranças, guardas, policiais... É desesperador.
Parte 5: a resistência
Não venham falar em resistência pacífica... Pára.
Se quiserem defender o direito de as pessoas se organizarem em guerrilhas, milícias, irem para o pau, resistirem com porretes e coquetéis molotov, ok, temos uma discussão. Mas descrever a situação como um confronto apenas entre pessoas indefesas e pacíficas e as forças de segurança do estado é desonestidade.
A bandidagem que normalmente já dá "proteção" à comunidade participa ativamente da resistência. Claro. E um povo de fora que acha a maior graça em cobrir a cara à moda rebelião em presídio e em coquetel molotov como ícone da resistência ao imperialismo também participa orgulhoso da ação "política".
Em alguns casos de remoção, chega a acontecer o absurdo de uma parte das famílias querer ouvir as alternativas, cogitarem aceitar a mudança para outro lugar porque também já não aguentam mais viver naquelas condições - passei por isso em relação a algumas áreas de risco - e "lideranças" (bandidos ou militantes partidários) PROIBIREM as pessoas de fazer acordo, com postura e atitudes ameaçadoras. "Eles querem nos dividir para enfraquecer o movimento!". Super democrático.
Os moradores do Pinheirinho, teoricamente, haviam pedido mais quinze dias para continuar negociando. Deveriam ter sido dados, mas não ia adiantar nada. Depois de quinze dias, a situação seria idêntica. Não haveria saída pacífica. Na USP, aconteceu algo semelhante. A ordem judicial poderia ter sido cumprida alguns dias antes da noite em que foi executada. Pediram tempo, mais tempo, "vamos sair, mas não desse jeito". A Polícia acatou e no fim os ocupantes não iam sair mesmo e acusaram o estado de intransigência.
A única saída pacífica, inteligente e justa para o Pinheirinho seria a regularização da área, (re)urbanização e, para usar palavra muito apreciada pela Rede Globo, "pacificação". Porque tão equivocado e desonesto quando o discurso reaça de que "na favela só tem bandido" é o discurso "progressista" de que na favela "só tem trabalhador". Tem os dois, minha gente. Os reaças nunca pisaram em uma favela. Os progressistas que já o fizeram SABEM como é.
Pergunte aos trabalhadores - motoristas, garçons, faxineiros, cozinheiros, ascensoristas, porteiros, balconistas, estudantes, auxiliares administrativos, auxiliares de enfermagem, motoboys, estagiários, pintores, pedreiros, eletricistas - se eles não são oprimidos pela bandidagem. Se os bandidos não tocam o terror, controlando desde o uso da quadra de esportes e o horário das festas a conflitos entre vizinhos e casais. Se não é f. ficar espremido entre corrupção e violência policial E a violência dos "chefes" do pedaço. Incrível como fazem o papel do Estado paternalista e opressor - afinal, eles ajudam, de verdade, em algumas situações. Em troca, estabelecem sua ditadura. Suas leis, sua justiça.
Agora, não tem COMO o estado não saber que é assim e que a população local estará em estado de beligerância, por escolha ou por falta de alternativa. Quem não quer ir pra trincheira, só quer zelar por sua TV, seus móveis, suas roupas também tá preso ali. "Por que não saíram antes?". Não só porque os líderes nem sempre permitem, como também porque sair carregando sua vida nas costas não é coisa simples. Então o governo SABE, quando determina a ação, dos riscos que está correndo. E prefere correr. Risco de confronto, óbvio, e de exploração do episódio (o que piora o confronto!).
Quem se ferra? É quem NÃO FAZ PARTE DESSA GUERRA. Quem não tem dinheiro, nem armas, nem padrinho, nem faz parte de alguma organização, seja pela razão que for. Porque é idoso, porque não para em casa (2 empregos + escola), porque não quer se envolver mesmo. Digo isso em defesa dos "desorganizados", sempre os mais prejudicados, mesmo quando são maioria. A organização é um instrumento legítimo e desejável na sociedade, mas a força que os grupos organizados adquirem nem sempre resulta em justiça para a maioria.
[Continuo mais tarde]
Parte 4: energia, rigor, violência
Já participei do planejamento de ações em que era necessária a presença e quase certa a necessidade de atuação da Polícia Militar em situações de conflito ou tumulto. Jogos de futebol, por exemplo.
Sempre questionei o uso das malditas balas de borracha. A resposta que obtive sempre foi "é o armamento não letal determinado". P., determinado por quem? Podem por favor determinar outra coisa?
Em todo o mundo "riots" são dispersadas com jatos de água. Não consigo imaginar por que não seriam mais indicados do que projéteis. Imagine, no meio do tumulto uma arma é disparada em direção à massa. Quem ela vai atingir e onde? Sabe deus! Uma vez, na Paulista, um fotógrafo (da Folha da Tarde, se não me engano) foi atingido NO OLHO. Não importa - na coxa, na barriga, no braço, é um absurdo.
"Bomba de efeito moral" também é um horror. Gera pânico, desespero. Você ouve os estouros e não sabe se é tiro. Coração vai na garganta, perna fica bamba, nem que seja por um segundo. O "efeito moral" é esse... Pessoas podem sair correndo e caírem, serem pisoteadas... Outras podem, na sua fúria, contra-atacar como der no meio da fumaça, com paus e pedras. É assim que se controla a situação?
Outro erro INACEITÁVEL é bater em alguém caído. Chutar então... E quando são vários contra um, como aconteceu na porta de uma tenda com um sujeito absolutamente indefeso e pacífico, agredido por quatro ou cinco policiais? Crime para detenção em flagrante. Aliás, sair correndo atrás de alguém que está fugindo dando cacetadas nas costas também é errado. É violência, revide, descontrole. Errado.
Assim como é errado rosnar para as pessoas. Rigor, entendo, é necessário. Não dá para parar, conversar, discutir, abrir exceções, quebrar um galho. O bagulho é tenso. Mas um mínimo de humanidade é indispensável. A mulher que não pode voltar para casa e pegar NADA a não ser a mamadeira estava inconformada. Na porta de casa, pediu um segundo, implorou. Também já implorei compreensão de seguranças, guardas, policiais... É desesperador.
Parte 5: a resistência
Não venham falar em resistência pacífica... Pára.
Se quiserem defender o direito de as pessoas se organizarem em guerrilhas, milícias, irem para o pau, resistirem com porretes e coquetéis molotov, ok, temos uma discussão. Mas descrever a situação como um confronto apenas entre pessoas indefesas e pacíficas e as forças de segurança do estado é desonestidade.
A bandidagem que normalmente já dá "proteção" à comunidade participa ativamente da resistência. Claro. E um povo de fora que acha a maior graça em cobrir a cara à moda rebelião em presídio e em coquetel molotov como ícone da resistência ao imperialismo também participa orgulhoso da ação "política".
Em alguns casos de remoção, chega a acontecer o absurdo de uma parte das famílias querer ouvir as alternativas, cogitarem aceitar a mudança para outro lugar porque também já não aguentam mais viver naquelas condições - passei por isso em relação a algumas áreas de risco - e "lideranças" (bandidos ou militantes partidários) PROIBIREM as pessoas de fazer acordo, com postura e atitudes ameaçadoras. "Eles querem nos dividir para enfraquecer o movimento!". Super democrático.
Os moradores do Pinheirinho, teoricamente, haviam pedido mais quinze dias para continuar negociando. Deveriam ter sido dados, mas não ia adiantar nada. Depois de quinze dias, a situação seria idêntica. Não haveria saída pacífica. Na USP, aconteceu algo semelhante. A ordem judicial poderia ter sido cumprida alguns dias antes da noite em que foi executada. Pediram tempo, mais tempo, "vamos sair, mas não desse jeito". A Polícia acatou e no fim os ocupantes não iam sair mesmo e acusaram o estado de intransigência.
A única saída pacífica, inteligente e justa para o Pinheirinho seria a regularização da área, (re)urbanização e, para usar palavra muito apreciada pela Rede Globo, "pacificação". Porque tão equivocado e desonesto quando o discurso reaça de que "na favela só tem bandido" é o discurso "progressista" de que na favela "só tem trabalhador". Tem os dois, minha gente. Os reaças nunca pisaram em uma favela. Os progressistas que já o fizeram SABEM como é.
Pergunte aos trabalhadores - motoristas, garçons, faxineiros, cozinheiros, ascensoristas, porteiros, balconistas, estudantes, auxiliares administrativos, auxiliares de enfermagem, motoboys, estagiários, pintores, pedreiros, eletricistas - se eles não são oprimidos pela bandidagem. Se os bandidos não tocam o terror, controlando desde o uso da quadra de esportes e o horário das festas a conflitos entre vizinhos e casais. Se não é f. ficar espremido entre corrupção e violência policial E a violência dos "chefes" do pedaço. Incrível como fazem o papel do Estado paternalista e opressor - afinal, eles ajudam, de verdade, em algumas situações. Em troca, estabelecem sua ditadura. Suas leis, sua justiça.
Agora, não tem COMO o estado não saber que é assim e que a população local estará em estado de beligerância, por escolha ou por falta de alternativa. Quem não quer ir pra trincheira, só quer zelar por sua TV, seus móveis, suas roupas também tá preso ali. "Por que não saíram antes?". Não só porque os líderes nem sempre permitem, como também porque sair carregando sua vida nas costas não é coisa simples. Então o governo SABE, quando determina a ação, dos riscos que está correndo. E prefere correr. Risco de confronto, óbvio, e de exploração do episódio (o que piora o confronto!).
Quem se ferra? É quem NÃO FAZ PARTE DESSA GUERRA. Quem não tem dinheiro, nem armas, nem padrinho, nem faz parte de alguma organização, seja pela razão que for. Porque é idoso, porque não para em casa (2 empregos + escola), porque não quer se envolver mesmo. Digo isso em defesa dos "desorganizados", sempre os mais prejudicados, mesmo quando são maioria. A organização é um instrumento legítimo e desejável na sociedade, mas a força que os grupos organizados adquirem nem sempre resulta em justiça para a maioria.
[Continuo mais tarde]
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
C#gadas em série (Pinheirinho)
Parte 1: a "Propriedade Privada" e a "Justiça"
Não sei em que condições o terreno foi adquirido. Talvez a situação seja absurda desde a aquisição, vai saber. Grilagem, papéis frios, corrupção, invasão... O Brasil tá forrado de "propriedades legais" que não tem um mísero documento em ordem, que alguém um dia cercou e disse "é minha". Desmatou, usou, parou de usar, largou, deixou especulando.
Se a origem da história for essa, o proprietário já deveria ter perdido o direito a ela séculos atrás. Digamos que nada disso tenha acontecido na história do Pinheirinho: a ÚNICA razão aceitável para que o terreno fosse desocupado e restituído ao proprietário seria para atender as vítimas do Naji Nahas... Que ele estivesse arrolado para saldar dívidas com pessoas "assaltadas" por ele... E olhe lá.
Parte 2: O tempo não foi o senhor da razão
A ação de reintegração de posse já subiu e desceu na Justiça várias vezes. Até onde eu sei, já "transitou em julgado" no STF, não poderia fazer o caminho de volta. E realmente uma ordem da Justiça Federal não poderia se sobrepor à decisão da juíza da Justiça Estadual, embora pareça aos leigos que uma é subordinada à outra.
Mas, como explica o Sakamoto, "ao receber uma ordem judicial, mesmo que formalmente correta, mas cuja execução possa colocar em risco a vida de pessoas, o Poder Executivo tem o dever de tomar todas as medidas para evitar esses excessos. E caso acredite que seja impossível, que pessoas saiam feridas ou com a dignidade vilipendiada, tem o dever de não cumpri-la e procurar alternativas".
Ao longo desses anos todos, a decisão já foi não cumprida. Protelada, empurrada com a barriga. Por que? Mil razões diferentes, possivelmente contraditórias. De coragem a medo. De compaixão à demagogia.
Não ter cumprido porque seria absurdo simplesmente tirar todo mundo dali e obrigar as pessoas a começar tudo de novo sem lhes oferecer nenhum caminho é compreensível - não chega a ser louvável porque se isso significou não tomar iniciativa nenhuma para resolver a situação direito, que grande coisa. Vira omissão. "Alguém que resolva esse problema, eu é que não vou mexer nisso". Quer dizer, é um pouco de compaixão, um pouco de covardia.
Não ter cumprido por demagogia é inaceitável. "Querem expulsar vocês daí, mas eu não vou fazer isso!" é ignorar que, sem tomar providências de verdade, uma hora essa bodega ia explodir. Consolidar, arruar, puxar eletricidade etc. SEM levar em conta que era preciso REGULARIZAR a posse do terreno é de uma irresponsabilidade tremenda. Até no Morro do Bumba fizeram isso, lembram?
Enfim, quanto mais o tempo passa sem providências, MAIS COMPLEXA é a situação. Barracos de madeira viram casas de alvenaria, surge o comércio local, as pessoas vão aumentando seu patrimônio, os lotes e casas vão valendo cada vez mais... É, imóvel valoriza em tudo quanto é lugar quando a vizinhança faz progressos e/ou tem muita procura. Adiar, sentar em cima, protelar, se omitir, adiar, adiar... Problema SÉRIO na administração pública.
Parte 3: Mas então o que?
Não podendo voltar no tempo e desfazer tudo de errado que foi feito antes, caberia ao Poder Público regularizar a área - será que não poderia ser desapropriada??? Caso isso não fosse possível ou fosse demorar demais por conta de mil recursos na Justiça, a prefeitura/o estado/a União deveriam ter procurado uma área tão próxima quanto possível para realocar os moradores.
Quanto mais demoram esses processos, mais complexa vai ficando a situação. As casas, como disse, vão ganhando solidez e valor - econômico e sentimental. A especulação imobiliária começa a se instalar também... E politicamente o lugar passa a ser cada vez mais atraente, mais interessante. Cenário de promessas e incitações, boatos e contra-informação, poder e terror. Terreno fértil para lideranças picaretas ou criminosas - que, não raramente, se impõem e subjugam lideranças legítimas.
Tô falando isso em tese? Não. Com conhecimento de causa e de casos. De moradores que se viram no meio de um cabo-de-guerra, oprimidos entre quadrilhas de bandidos, autoridades corruptas, servidores públicos abusados, Justiça estrábica, PM mal preparada, mal orientada ou mal intencionada.
Enfim, a combinação de necessidade e desejo, laços de amizade e relações de poder, organização cidadã e organização criminosa, interesses honestos e oportunismo dá merda sempre. E a omissão ou ação errada dos agentes públicos (prefeitura, estado, governo federal, vereadores, deputados etc) é o combustível da catástrofe que vai sendo armazenado até explodir.
[Continua mais tarde]
Não sei em que condições o terreno foi adquirido. Talvez a situação seja absurda desde a aquisição, vai saber. Grilagem, papéis frios, corrupção, invasão... O Brasil tá forrado de "propriedades legais" que não tem um mísero documento em ordem, que alguém um dia cercou e disse "é minha". Desmatou, usou, parou de usar, largou, deixou especulando.
Se a origem da história for essa, o proprietário já deveria ter perdido o direito a ela séculos atrás. Digamos que nada disso tenha acontecido na história do Pinheirinho: a ÚNICA razão aceitável para que o terreno fosse desocupado e restituído ao proprietário seria para atender as vítimas do Naji Nahas... Que ele estivesse arrolado para saldar dívidas com pessoas "assaltadas" por ele... E olhe lá.
Parte 2: O tempo não foi o senhor da razão
A ação de reintegração de posse já subiu e desceu na Justiça várias vezes. Até onde eu sei, já "transitou em julgado" no STF, não poderia fazer o caminho de volta. E realmente uma ordem da Justiça Federal não poderia se sobrepor à decisão da juíza da Justiça Estadual, embora pareça aos leigos que uma é subordinada à outra.
Mas, como explica o Sakamoto, "ao receber uma ordem judicial, mesmo que formalmente correta, mas cuja execução possa colocar em risco a vida de pessoas, o Poder Executivo tem o dever de tomar todas as medidas para evitar esses excessos. E caso acredite que seja impossível, que pessoas saiam feridas ou com a dignidade vilipendiada, tem o dever de não cumpri-la e procurar alternativas".
Ao longo desses anos todos, a decisão já foi não cumprida. Protelada, empurrada com a barriga. Por que? Mil razões diferentes, possivelmente contraditórias. De coragem a medo. De compaixão à demagogia.
Não ter cumprido porque seria absurdo simplesmente tirar todo mundo dali e obrigar as pessoas a começar tudo de novo sem lhes oferecer nenhum caminho é compreensível - não chega a ser louvável porque se isso significou não tomar iniciativa nenhuma para resolver a situação direito, que grande coisa. Vira omissão. "Alguém que resolva esse problema, eu é que não vou mexer nisso". Quer dizer, é um pouco de compaixão, um pouco de covardia.
Não ter cumprido por demagogia é inaceitável. "Querem expulsar vocês daí, mas eu não vou fazer isso!" é ignorar que, sem tomar providências de verdade, uma hora essa bodega ia explodir. Consolidar, arruar, puxar eletricidade etc. SEM levar em conta que era preciso REGULARIZAR a posse do terreno é de uma irresponsabilidade tremenda. Até no Morro do Bumba fizeram isso, lembram?
Enfim, quanto mais o tempo passa sem providências, MAIS COMPLEXA é a situação. Barracos de madeira viram casas de alvenaria, surge o comércio local, as pessoas vão aumentando seu patrimônio, os lotes e casas vão valendo cada vez mais... É, imóvel valoriza em tudo quanto é lugar quando a vizinhança faz progressos e/ou tem muita procura. Adiar, sentar em cima, protelar, se omitir, adiar, adiar... Problema SÉRIO na administração pública.
Parte 3: Mas então o que?
Não podendo voltar no tempo e desfazer tudo de errado que foi feito antes, caberia ao Poder Público regularizar a área - será que não poderia ser desapropriada??? Caso isso não fosse possível ou fosse demorar demais por conta de mil recursos na Justiça, a prefeitura/o estado/a União deveriam ter procurado uma área tão próxima quanto possível para realocar os moradores.
Quanto mais demoram esses processos, mais complexa vai ficando a situação. As casas, como disse, vão ganhando solidez e valor - econômico e sentimental. A especulação imobiliária começa a se instalar também... E politicamente o lugar passa a ser cada vez mais atraente, mais interessante. Cenário de promessas e incitações, boatos e contra-informação, poder e terror. Terreno fértil para lideranças picaretas ou criminosas - que, não raramente, se impõem e subjugam lideranças legítimas.
Tô falando isso em tese? Não. Com conhecimento de causa e de casos. De moradores que se viram no meio de um cabo-de-guerra, oprimidos entre quadrilhas de bandidos, autoridades corruptas, servidores públicos abusados, Justiça estrábica, PM mal preparada, mal orientada ou mal intencionada.
Enfim, a combinação de necessidade e desejo, laços de amizade e relações de poder, organização cidadã e organização criminosa, interesses honestos e oportunismo dá merda sempre. E a omissão ou ação errada dos agentes públicos (prefeitura, estado, governo federal, vereadores, deputados etc) é o combustível da catástrofe que vai sendo armazenado até explodir.
[Continua mais tarde]
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Sobre policiais e manifestantes
A polícia tem o dever de conter tumultos – para proteger os manifestantes, os circundantes, o patrimônio público e privado.
Manifestações contra o governo de São Paulo, especialmente nos últimos anos, contam com intensa participação de centrais sindicais ligadas ao PT e muito favorecidas no atual governo ( que manteve o repasse de recursos de milhões de reais para elas, na forma de imposto sindical, sem ao menos exigir transparência e fiscalização)
E, se ficar alguma dúvida sobre quem elas preferem...
Centrais gastam R$ 800 mil do imposto sindical para pedir voto contra Serra
O evento, pago pelo imposto sindical, que desconta um dia de salário ao ano de todos os trabalhadores com carteira assinada, custou pelo menos R$ 800 mil, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical (R$ 135 mil para o aluguel do Estádio do Pacaembu, R$ 35 mil para Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo e R$ 630 mil para a infraestrutura, como palco, som e transporte de militantes.
De acordo com o deputado, somente a Força Sindical pagou 500 passagens de avião para dirigentes virem das regiões Norte e Nordeste do País. As demais centrais também admitiram ter pago por transporte aéreo. A CUT disse que não divulgaria dados e valores de logística.
Os militantes e dirigentes sindicais, vindos de todos os Estados do País, receberam lanches na porta do estádio e ouviram dezenas de discursos de sindicalistas - a maioria para evitar o "retrocesso", alguns citando nominalmente a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outros em defesa aberta da pré-candidata petista Dilma Rousseff.
O presidente do PT paulista, Edinho Silva, assumiu o microfone falando "em nome do companheiro José Eduardo Dutra", presidente do PT nacional. Delineou o cenário eleitoral, com rasgados elogios a Lula, e disse que "é preciso avançar ainda mais e aprofundar as mudanças do governo".
***
A polícia acompanha as manifestações com atenção e respeito, mas não pode deixar de reagir quando começam ocorrências ameaçadoras ou violentas.
Em duas ocasiões, durante o governo Serra, POLICIAIS saíram feridos ao tentar conter o tumulto de manifestantes – que, como é notório, muitas vezes não são da categoria profissional em greve, mas agitadores convocados pelas lideranças com o especial intuito de criar conflito.
***
Tem governador que "manda bater"? É possível. Ou que, na escolha dos comandantes da Segurança Pública, sinaliza seu grau de tolerância com "excessos" - ao nomear alguém da "linha dura", deixar de apurar os tais excessos, etc. Ou seja, deixa bater, por omissão. O SERRA NÃO. É legalista, rigoroso, defensor da conduta correta. Quando há desvios, abusos, excessos, que infelizmente podem ocorrer, exige apuração e punição.
Assim como há quem veja apenas "energia" em ações violentas da polícia, há quem diga que são "violentas" ações mais fortes. Em todos os casos, importante é apontar possíveis erros e discutir. Achar que a polícia agiu sempre certo é tão equivocado quanto achar que a polícia sempre agiu errado, foi "violenta" e "por ordem do governador".
***
Se governador “manda policial bater em professor”, então... Sergio Cabral manda atirar?
***
No governo de São Paulo, a polícia não tem de bater em ninguém. Tem de cumprir a lei. Desvios são duramente punidos. A Corregedoria age com rigor.
Já o presidente da República acha que a polícia pode bater... Desde que seja nas pessoas “certas”
Manifestações contra o governo de São Paulo, especialmente nos últimos anos, contam com intensa participação de centrais sindicais ligadas ao PT e muito favorecidas no atual governo ( que manteve o repasse de recursos de milhões de reais para elas, na forma de imposto sindical, sem ao menos exigir transparência e fiscalização)
E, se ficar alguma dúvida sobre quem elas preferem...
Centrais gastam R$ 800 mil do imposto sindical para pedir voto contra Serra
O evento, pago pelo imposto sindical, que desconta um dia de salário ao ano de todos os trabalhadores com carteira assinada, custou pelo menos R$ 800 mil, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical (R$ 135 mil para o aluguel do Estádio do Pacaembu, R$ 35 mil para Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo e R$ 630 mil para a infraestrutura, como palco, som e transporte de militantes.
De acordo com o deputado, somente a Força Sindical pagou 500 passagens de avião para dirigentes virem das regiões Norte e Nordeste do País. As demais centrais também admitiram ter pago por transporte aéreo. A CUT disse que não divulgaria dados e valores de logística.
Os militantes e dirigentes sindicais, vindos de todos os Estados do País, receberam lanches na porta do estádio e ouviram dezenas de discursos de sindicalistas - a maioria para evitar o "retrocesso", alguns citando nominalmente a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outros em defesa aberta da pré-candidata petista Dilma Rousseff.
O presidente do PT paulista, Edinho Silva, assumiu o microfone falando "em nome do companheiro José Eduardo Dutra", presidente do PT nacional. Delineou o cenário eleitoral, com rasgados elogios a Lula, e disse que "é preciso avançar ainda mais e aprofundar as mudanças do governo".
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A polícia acompanha as manifestações com atenção e respeito, mas não pode deixar de reagir quando começam ocorrências ameaçadoras ou violentas.
Em duas ocasiões, durante o governo Serra, POLICIAIS saíram feridos ao tentar conter o tumulto de manifestantes – que, como é notório, muitas vezes não são da categoria profissional em greve, mas agitadores convocados pelas lideranças com o especial intuito de criar conflito.
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Tem governador que "manda bater"? É possível. Ou que, na escolha dos comandantes da Segurança Pública, sinaliza seu grau de tolerância com "excessos" - ao nomear alguém da "linha dura", deixar de apurar os tais excessos, etc. Ou seja, deixa bater, por omissão. O SERRA NÃO. É legalista, rigoroso, defensor da conduta correta. Quando há desvios, abusos, excessos, que infelizmente podem ocorrer, exige apuração e punição.
Assim como há quem veja apenas "energia" em ações violentas da polícia, há quem diga que são "violentas" ações mais fortes. Em todos os casos, importante é apontar possíveis erros e discutir. Achar que a polícia agiu sempre certo é tão equivocado quanto achar que a polícia sempre agiu errado, foi "violenta" e "por ordem do governador".
***
Se governador “manda policial bater em professor”, então... Sergio Cabral manda atirar?
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No governo de São Paulo, a polícia não tem de bater em ninguém. Tem de cumprir a lei. Desvios são duramente punidos. A Corregedoria age com rigor.
Já o presidente da República acha que a polícia pode bater... Desde que seja nas pessoas “certas”
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Memória do abuso
Justiça multa metroviários por paralisação
O sindicato dos metroviários resolveu suspender o serviço de metrô por quase duas horas no horário de pico para protestar contra "a possível derrubada de um veto do presidente Lula no Congresso".
Absurda, horrível, inaceitável a maneira encontrada para "protestar" (contra o que nem tinha acontecido): transtornar a vida de milhões de pessoas para ganhar espaço no noticiário. Multidões chegaram atrasadas ao trabalho, estudo, consultas médicas etc. porque o sindicato resolveu adotar determinada posição em relação a uma discussão no Congresso...
A repercussão do fato foi mínima. Por muito menos, a imprensa e a internet já fizeram muito mais estardalhaço. Vai ver é medo da patrulha ("Mídia burguesa!").
O sindicato dos metroviários resolveu suspender o serviço de metrô por quase duas horas no horário de pico para protestar contra "a possível derrubada de um veto do presidente Lula no Congresso".
Absurda, horrível, inaceitável a maneira encontrada para "protestar" (contra o que nem tinha acontecido): transtornar a vida de milhões de pessoas para ganhar espaço no noticiário. Multidões chegaram atrasadas ao trabalho, estudo, consultas médicas etc. porque o sindicato resolveu adotar determinada posição em relação a uma discussão no Congresso...
A repercussão do fato foi mínima. Por muito menos, a imprensa e a internet já fizeram muito mais estardalhaço. Vai ver é medo da patrulha ("Mídia burguesa!").
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